Estou a ler "O Físico" de Noah Gordon, um livro da Biblioteca Sábado - como tantos que tenho - e confesso que ainda não conhecia este escritor. Este é um livro um pouco denso (520 páginas) que já estariam lidas não fosse o facto de ora me apetecer ler de enfiada, ora deixá-lo de lado durante uns dias para ler outras coisas. É que nem sempre um livro me satisfaz o suficiente para me prender a atenção horas seguidas. Por vezes, um livro tem de ser lido e digerido quase página a página, para me conseguir chegar, que é como quem diz, não gosto de ler só por ler, só para passar o tempo. Gosto sim de ler e perceber o que leio, entender a trama, seguir a história de cada personagem, mesmo que para isso, precise voltar atrás um capítulo ou parar durante uns dias a leitura para depois retomá-la com novo fôlego. Aconteceu-me o mesmo quando li "Os Maias" e, mais tarde, quando me aventurei a ler "O nome da Rosa".
Este livro já o estou a ler desde 14 de Julho deste ano. Mas já estou quase no fim...
"Estes foram os últimos momentos de uma inocência abençoada e em segurança que Rob J. viveu, mas, na sua ignorância, ele considerava um infortúnio o facto de ser forçado a permanecer nas proximidades da casa do pai com os irmãos."
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Noah Gordon
Noah Gordon
Estou a ler "O Físico" de Noah Gordon, um livro da Biblioteca Sábado - como tantos que tenho - e confesso que ainda não conhecia este escritor. Este é um livro um pouco denso (520 páginas) que já estariam lidas não fosse o facto de ora me apetecer ler de enfiada, ora deixá-lo de lado durante uns dias para ler outras coisas. É que nem sempre um livro me satisfaz o suficiente para me prender a atenção horas seguidas. Por vezes, um livro tem de ser lido e digerido quase página a página, para me conseguir chegar, que é como quem diz, não gosto de ler só por ler, só para passar o tempo. Gosto sim de ler e perceber o que leio, entender a trama, seguir a história de cada personagem, mesmo que para isso, precise voltar atrás um capítulo ou parar durante uns dias a leitura para depois retomá-la com novo fôlego. Aconteceu-me o mesmo quando li "Os Maias" e, mais tarde, quando me aventurei a ler "O nome da Rosa".
Este livro já o estou a ler desde 14 de Julho deste ano. Mas já estou quase no fim...
"Estes foram os últimos momentos de uma inocência abençoada e em segurança que Rob J. viveu, mas, na sua ignorância, ele considerava um infortúnio o facto de ser forçado a permanecer nas proximidades da casa do pai com os irmãos."
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Chegou mais um membro à família
Chegou no dia 6 de setembro aquele que é o mais novo membro desta família e veio para nos fazer ainda mais felizes. Bem vindo Martim!
Chegou mais um membro à família
Chegou no dia 6 de setembro aquele que é o mais novo membro desta família e veio para nos fazer ainda mais felizes. Bem vindo Martim!
domingo, 5 de setembro de 2010
Bruno Bettelheim
"Bruno Bettelheim (Viena, 28 de Agosto de 1903 — 13 de Março de 1990) foi um psicólogo judeu norte-americano nascido na Áustria."
"Após a anexação da Áustria ao Terceiro Reich, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, ele foi deportado junto com outros judeus austríacos para o campo de concentração de Dachau e, mais tarde, para Buchenwald. Aí pôde observar os comportamentos humanos quando o indivíduo é sujeito a condições extremas, percepcionadas como radicalmente destrutivas (desumanização), que estiveram mais tarde na base das suas teorias sobre a origem do autismo.
Graças a uma amnistia em 1939, Bettelheim e centenas de outros prisioneiros foram libertados, o que lhe salvou a vida. Emigrou então rumo aos Estados Unidos, onde foi professor de psicologia em universidades americanas e dirigiu o Instituto Sonia-Shankman em Chicago para crianças psicóticas, destacando-se o seu trabalho com crianças autistas. Cometeu suicídio em 1990.
Bettelheim é reconhecido como um prestigiado psicólogo na área da psicologia infantil."
Algumas obras de Bettelheim:
1950 Love Is Not Enough: The Treatment of Emotionally Disturbed Children, Free Press, Glencoe, Ill.
1954 Symbolic Wounds; Puberty Rites and the Envious Male, Free Press, Glencoe, Ill.
1959 "Joey: A 'Mechanical Boy'", Scientific American, 200, março de 1959: 117-126.
1967 The Empty Fortress: Infantile autism and the birth of the self, The Free Press, New York
1969 The Children of the Dream, Macmillan, London & New York
1982 Freud and Man's Soul, Knopf, New York
1987 A Good Enough Parent: A book on Child-Rearing, Knopf, New York
1990 Freud's Vienna and Other Essays, Knopf, New York
"Bettelheim estava convencido de que o autismo não tinha nenhuma base orgânica, senão que era originado por mães frias e pais ausentes. Toda minha vida, escreveu, tenho trabalhado com meninos cujas vidas têm sido destruídas devido a que suas mães os odiaram. Outros analistas freudianos seguiram Bettelheim na sua teoria de que o autismo dos meninos é gerado na dinâmica intrafamiliar. Bettelheim escreveu um livro entitulado A fortaleza vazia, onde falava a respeito do autismo."
Bruno Bettelheim
"Bruno Bettelheim (Viena, 28 de Agosto de 1903 — 13 de Março de 1990) foi um psicólogo judeu norte-americano nascido na Áustria."
"Após a anexação da Áustria ao Terceiro Reich, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, ele foi deportado junto com outros judeus austríacos para o campo de concentração de Dachau e, mais tarde, para Buchenwald. Aí pôde observar os comportamentos humanos quando o indivíduo é sujeito a condições extremas, percepcionadas como radicalmente destrutivas (desumanização), que estiveram mais tarde na base das suas teorias sobre a origem do autismo.
Graças a uma amnistia em 1939, Bettelheim e centenas de outros prisioneiros foram libertados, o que lhe salvou a vida. Emigrou então rumo aos Estados Unidos, onde foi professor de psicologia em universidades americanas e dirigiu o Instituto Sonia-Shankman em Chicago para crianças psicóticas, destacando-se o seu trabalho com crianças autistas. Cometeu suicídio em 1990.
Bettelheim é reconhecido como um prestigiado psicólogo na área da psicologia infantil."
Algumas obras de Bettelheim:
1950 Love Is Not Enough: The Treatment of Emotionally Disturbed Children, Free Press, Glencoe, Ill.
1954 Symbolic Wounds; Puberty Rites and the Envious Male, Free Press, Glencoe, Ill.
1959 "Joey: A 'Mechanical Boy'", Scientific American, 200, março de 1959: 117-126.
1967 The Empty Fortress: Infantile autism and the birth of the self, The Free Press, New York
1969 The Children of the Dream, Macmillan, London & New York
1982 Freud and Man's Soul, Knopf, New York
1987 A Good Enough Parent: A book on Child-Rearing, Knopf, New York
1990 Freud's Vienna and Other Essays, Knopf, New York
"Bettelheim estava convencido de que o autismo não tinha nenhuma base orgânica, senão que era originado por mães frias e pais ausentes. Toda minha vida, escreveu, tenho trabalhado com meninos cujas vidas têm sido destruídas devido a que suas mães os odiaram. Outros analistas freudianos seguiram Bettelheim na sua teoria de que o autismo dos meninos é gerado na dinâmica intrafamiliar. Bettelheim escreveu um livro entitulado A fortaleza vazia, onde falava a respeito do autismo."
O leitor das palavras
A criança lê desde que agarra num livro pela primeira vez. Ela lê muito antes de aprender a ler, sequer a conseguir soletrar. Mas lê. Com os olhos, com os ouvidos, com as mãos.
Um cantinho da leitura ou uma área de livros é um dos pontos de referência de uma sala de Creche e, mais importante ainda, de Jardim de Infância. Lá mas não só ali, a criança ouve contar uma história, folheia um livro, observa atentamente cada imagem e, até dá os primeiros passos na escrita se para isso encontrar ali os materiais a isso necessários. Ela lê ao seu jeito as histórias dos livros que escolhe e aprende agora a tratá-los bem e a cuidar deles.(2)-BETTELHEIM, Bruno, "Psicanálise dos contos de fadas", Bertrand Editora;
O leitor das palavras
A criança lê desde que agarra num livro pela primeira vez. Ela lê muito antes de aprender a ler, sequer a conseguir soletrar. Mas lê. Com os olhos, com os ouvidos, com as mãos.
Um cantinho da leitura ou uma área de livros é um dos pontos de referência de uma sala de Creche e, mais importante ainda, de Jardim de Infância. Lá mas não só ali, a criança ouve contar uma história, folheia um livro, observa atentamente cada imagem e, até dá os primeiros passos na escrita se para isso encontrar ali os materiais a isso necessários. Ela lê ao seu jeito as histórias dos livros que escolhe e aprende agora a tratá-los bem e a cuidar deles.(2)-BETTELHEIM, Bruno, "Psicanálise dos contos de fadas", Bertrand Editora;
sábado, 4 de setembro de 2010
Os primeiros contatos com a leitura
É quando chega aos 3 anos que a criança começa a demonstrar uma atitude diferente perante os livros. Começa a ter curiosidade sobre o que lá está escrito e a querer entrar no universo de descoberta que os livros lhe oferecem. "O papel de mediador assumido pelo adulto é fundamental, visto que as crianças desta idade, egocentricas por natureza, não conseguem distinguir de forma inequívoca a realidade da fantasia. Cabe ao adulto transmitir-lhes segurança para que entrem sem medo no mundo da ficção."(1)
Os primeiros contatos com a leitura
É quando chega aos 3 anos que a criança começa a demonstrar uma atitude diferente perante os livros. Começa a ter curiosidade sobre o que lá está escrito e a querer entrar no universo de descoberta que os livros lhe oferecem. "O papel de mediador assumido pelo adulto é fundamental, visto que as crianças desta idade, egocentricas por natureza, não conseguem distinguir de forma inequívoca a realidade da fantasia. Cabe ao adulto transmitir-lhes segurança para que entrem sem medo no mundo da ficção."(1)
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Os primeiros livros - os livros para bebés
Quando começa a ter contacto com as primeiras histórias, o bebé fá-lo através da voz da mãe ou do pai que lhe vão despertando os sentidos para as imagens e para as palavras. O que interessa nestes momentos, é a sonoridade das palavras e o embalo da voz de quem lhe fala e conta a história. A repetição das palavras e de sons - em versos simples, lengalengas, ladainhas... atraem o bebé e ajudam-no a desenvolver a sua própria capacidade comunicativa.
Quanto ao livro em si, este "começa por ser um brinquedo igual aos outros que o bebé explora até à exaustão através dos seus cinco sentidos. (...) Por norma, o formato é pequeno e arredondado para facilitar o manuseamento pouco hábil e inexperiente dos mais pequenos, apresentando frequentemente a forma do protagonista da história ou da temática abordada (animais, alimentos, viaturas).. Por vezes, há ainda odores e texturas para cheirar e sentir."(1)
Os primeiros livros - os livros para bebés
Quando começa a ter contacto com as primeiras histórias, o bebé fá-lo através da voz da mãe ou do pai que lhe vão despertando os sentidos para as imagens e para as palavras. O que interessa nestes momentos, é a sonoridade das palavras e o embalo da voz de quem lhe fala e conta a história. A repetição das palavras e de sons - em versos simples, lengalengas, ladainhas... atraem o bebé e ajudam-no a desenvolver a sua própria capacidade comunicativa.
Quanto ao livro em si, este "começa por ser um brinquedo igual aos outros que o bebé explora até à exaustão através dos seus cinco sentidos. (...) Por norma, o formato é pequeno e arredondado para facilitar o manuseamento pouco hábil e inexperiente dos mais pequenos, apresentando frequentemente a forma do protagonista da história ou da temática abordada (animais, alimentos, viaturas).. Por vezes, há ainda odores e texturas para cheirar e sentir."(1)
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
De ouvinte a leitor - a importância de ouvir contar histórias
"Tornar-se leitor implica, obrigatoriamente, passar por diferentes etapas que acompanham o crescimento físico, psíquico, linguístico e afectivo da criança."(1) A criança não nasce leitora nem com a capacidade de o fazer. Ela adquire as competências essenciais à sua realização através de vários processos que, no seu devido tempo, a ajudam a auto-construir-se como pessoa e também a adquirir o gosto pela leitura.
Existem diversos tipos de narrativas que devem ser tidas em consideração, tais como, os contos de fadas, as fábulas, os mitos, as lendas... aqui importa também a variedade e ter em conta quais são as necessidades da criança numa determinada fase da sua vida. Mas mais importante que escolher o tipo de leitura é mesmo ler alto para a criança ouvir. Ler e contar uma história são processos diferentes, mas ambos muito importantes, pois ambos são capazes de ajudar a criança a criar o hábito de procurar o conhecimento do qual elas irão precisar. Deve-se sim começar desde muito cedo, mesmo dentro da barriga da mãe. A entoação das palavras e das frases, além do seu significado, desenvolvem a linguagem da criança, as suas competências linguísticas e, mais tarde, formarão o caminho essencial para o desenvolvimento da leitura e da escrita.Bibliografia:
(1)-BARROSO, Rita, "Pequenos leitores", Pais e Filhos, Outubro de 2005;
De ouvinte a leitor - a importância de ouvir contar histórias
"Tornar-se leitor implica, obrigatoriamente, passar por diferentes etapas que acompanham o crescimento físico, psíquico, linguístico e afectivo da criança."(1) A criança não nasce leitora nem com a capacidade de o fazer. Ela adquire as competências essenciais à sua realização através de vários processos que, no seu devido tempo, a ajudam a auto-construir-se como pessoa e também a adquirir o gosto pela leitura.
Existem diversos tipos de narrativas que devem ser tidas em consideração, tais como, os contos de fadas, as fábulas, os mitos, as lendas... aqui importa também a variedade e ter em conta quais são as necessidades da criança numa determinada fase da sua vida. Mas mais importante que escolher o tipo de leitura é mesmo ler alto para a criança ouvir. Ler e contar uma história são processos diferentes, mas ambos muito importantes, pois ambos são capazes de ajudar a criança a criar o hábito de procurar o conhecimento do qual elas irão precisar. Deve-se sim começar desde muito cedo, mesmo dentro da barriga da mãe. A entoação das palavras e das frases, além do seu significado, desenvolvem a linguagem da criança, as suas competências linguísticas e, mais tarde, formarão o caminho essencial para o desenvolvimento da leitura e da escrita.Bibliografia:
(1)-BARROSO, Rita, "Pequenos leitores", Pais e Filhos, Outubro de 2005;
"Sonata em Auschwitz"
Este livro de Luize Valente leva-nos através de Amália, uma portuguesa com ascendência alemã, pela história de uma mãe que teve a sua bebé n...
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Ontem estive a ver um programa na RTP Memória (Visita Guiada) sobre a Biblioteca Nacional e onde se fala não só da sua magnífica arquitetura...
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Procurei por este livro desde logo porque percebi que aqui era dada continuidade à história de Isabel de Aragão , que tinha acabado de ler a...
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A história de Hans contada por Sophia de Melo Breyner remete-nos para uma época distante, para um local agreste e pitoresco onde vive uma co...

