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A mostrar mensagens de maio, 2025

"Um gato tem sete vidas"

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Um livro de Luísa Ducla Soares, uma das minhas escritoras preferidas. Neste livro, encontramos um "Gato" que, muito novo, vê a morte à sua frente. A morte, no entanto, não queria nada com ele. De cada vez que a vê, alguém acaba por morrer: uma pessoa ou um animal. A cada página desfolhada, sabe-se mais um pouco da história deste "Gato", e diminui-se-lhe uma vida... Esta subtração é acompanhada pelo desaparecimento de alguém. É um livro que trata de uma forma direta e tranquila, se dramatismos e sem alaridos, a intervenção da "Morte". Acompanhando a "sua" presença constante, nas belíssimas ilustrações da autoria de Sebastião Peixoto, está uma "ampulheta", que corre desengonçada tentando acompanhar o correr da história e dos encontros sucessivos, até que fica, sentada a descansar no final da história. 

"A fuga de Frank"

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Numa ida à biblioteca do Seixal, dei por mim a percorrer as prateleiras de livros infantis e acabei por ser "tocada" por este livro da Ana Sofia, editado pela Alfarroba, e que recomendo muito para dar uma introdução ao tema da guerra e das consequências que esta tem. Um livro infantil que nos dá um murro no estômago quando o lemos como adultos pensantes. Frank é um menino que vive com os pais, dois irmãos e Malmo, o seu gato. A família de Frank vive numa aldeia próxima de Kiev. O som constante das sirenes, leva a que toda a família corra apressada para a cave. Um local seguro que os protege das bombas... dos mísseis... da guerra? Da guerra não. Ela está lá e é a culpada por terem de se estar sempre a esconder. Na cave, o pai toca violino enquanto a irmã dança ballet. Mas um dia, a família de Frank é obrigada a fugir, deixando as marcas da sua vida, as suas coisas, para trás. Durante essa fuga, o pai de Frank é espancado. Os homens que lhe batem só param quando o menino os enf...

"O Diário de Anne Frank"

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A história, já é bem conhecida. O livro, acabei por o reler nos últimos dias, a propósito de ter encontrado a "versão definitiva," alguns aninhos depois de ter lido este "Diário" pela primeira vez. Impactou-me de forma diferente. Hoje, sei que o li com outros olhos e com um amargo constante, um peso no peito por conhecer o final. A primeira publicação data de 1947, mas ao longo dos anos o texto do "Diário" tem vindo a ser revisto. Nesta nova edição, encontrei algumas alterações, que o próprio pai, Otto Frank,  que sobreviveu ao Holocausto, acaba por explicar logo no início. Nas páginas que escreve, Anne vai "conversando"  revelando como é que uma adolescente passa o seu dia a dia, durante dois longos anos. Em vez de estar na escola ou de sair com os amigos, Anne vê-se forçada a manter-se escondida, juntamente com a sua família e um grupo de outros judeus, durante a ocupação nazi da cidade de Amesterdão. Neste minúsculo anexo, Anne vive as emoçõe...

"O voluntário de Auschwitz"

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Este livro, escrito pelo próprio Witold Pilecki, traz-nos uma dolorosa descrição daquilo que um homem viveu num campo de concentração. Witold Pilecki foi capitão do exército polaco e teve a missão de se deixar apanhar e ser levado para um dos campos de concentração, para daí poder avaliar e relatar tudo o que lá acontecia. Quando sai de Auschwitz, Pilecki enfrenta ainda um campo alemão de prisioneiros, depois de ter estado a trabalhar nos serviços secretos do exército nacional polaco e de ter combatido na revolta de Varsóvia. A sua última missão é tentar levar informações ao governo da Polónia no exílio, sendo no entanto detido pelo regime comunista em vigor e acusado de espionagem. Depois de muitas provações, Pilecki tem um fim trágico, acabando por ser torturado e executado, em 1948. A sua história, escondida durante anos, é trazida a público junto com os muitos relatórios que chegaram até aos nossos dias e que mostram alguns aspetos menos conhecidos de Auschwitz, como o extermínio d...

"O Carteiro de Auschwitz"

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Joe Rosemblum conta-nos a sua história na primeira pessoa, descrevendo de forma crua, aquilo por que passou durante o Holocausto. Joe era apenas um adolescente, como qualquer outro, tendo apenas como caraterística especial ter nascido judeu, e um problema, conseguir sobreviver. A pequena cidade onde vivia foi invadida quando ainda era um garoto e, Joe, teve de ir para casa de uma outra família para que se pudesse pelo menos alimentar. Quando voltava,trazia pequenas coisas para a família e sempre que podia substituia o pai, doente, no trabalho para que tinha sido recrutado na fábrica. Foi assim que foi crescendo, percebendo de quem tinha de se esconder e em quem podia confiar. Perdeu toda a sua família.  Joe aprendeu depressa a usar o seu poder argumentativo para conseguir ganhar a confiança daqueles que o rodeavam e, até entre os inimigos, conseguiria ganhar alguma proteção. Na sua jovialidade, conseguiu tratar os outros sempre com  humanidade, mostrando-lhes que ser otimista ...