Poesia... desabafos
Hoje, partilho convosco esta poesia que escrevi há algum tempo, mas que poderia ter sido escrita hoje. É um desabafo... num dia em que me sinto um pouco incompreendida. Uma forma de mostrar que o caminho que escolhemos, apesar das dificuldades, se torna muitas vezes no caminho certo e que não devemos desistir mesmo que a esquina seja escura e as opções não sejam animadoras. Tantas vezes este é um caminho solitário, incompreendido. Só nosso. Esta dor que é só minha Um lamento baixinho No silêncio do meu quarto, Choro já pouco, que o caminho É só meu, não o reparto. Parece um sorriso aquilo Que coloco no meu rosto Saio de casa tranquilo A dor está cá não a mostro. Sigo em passos constantes, Doloridos, hesitante, Sou eu quem manda, não és tu! Dói, mas sem ser pedante Ergo a cabeça, embirrante Sou mais forte do que tu! Esta dor que é só minha Não define quem eu sou Nem presto conta à vizinha Das noites que passo sozinha À janela, a ver quem passou. Esta dor que me impede De se...