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A mostrar mensagens de julho, 2023

Poesia, um mundo tão grande e tão pequenino

O mundo é pequenino, mas há tanto, mas tanto que ainda não conhecemos! Espero que este poema que eu fiz vos anime um pouco esta tarde!   O mundo é uma ervilha   Ouvi, ontem, o pai dizer “O mundo é uma ervilha” Eu acho que não pode ser É pequena demais Não dá logo para ver?   Ele encontrou um amigo Que não via há muito tempo, “Há séculos que não falamos” Mas afinal que idade tem? Ou em que século estamos?   Mas voltando à ervilha Olho a sopa do jantar. E decido que não como Não vá nas minhas ervilhas Algum menino morar!   Se eu moro aqui no mundo Na Terra, que é um planeta Ou mora mais gente em ervilhas Ou esta conversa do pai Afinal era só treta!   E se é uma ervilha o mundo Não poderemos daqui a nada Ser comidos por um gigante A acompanhar o almoço De batata e carne assada?   Não gosto nada da ideia! Decido que não vou comer, Nem ervilhas, nem coisas redondas Que possam ser planetas E neles pessoas viver!   Ainda por cima, A mãe não descobriu Não sei bem se eu lhe diga, Que o pai e o ...

"O rei de Ferro"

"O Rei de Ferro" é o primeiro tomo da série "Os reis malditos", escrita por Maurice Druon. É uma narrativa com base em factos históricos e que conta a sequela da família real francesa em pleno século XIV. O rei Filipe IV, o Belo é considerado um homem frio, cruel e silencioso, que governa o reino sem hesitações. A rainha Joana, sua mulher, havia morrido em 1305. O rei, empenha-se a perseguir os Templários, grupo rico e poderoso e é após um processo com cerca de 15 mil acusados e sete anos de duração, que sentencia à morte os últimos Templários entre eles o Grão-mestre Jacques de Molay. Antes de sucumbir, a uma morte trágica na fogueira, Molay grita à plateia a maldição que vai destruir da casa real. O primeiro a morrer é o Papa Clemente, deixando a igreja sem liderança. Seguem-se outras mortes que começam a ser atribuídas à maldição de Molay. Entretanto, as noras do rei Filipe o Belo, encontram nos prazeres carnais a fuga ao casamento. Isabel, cunhada de Margarida e...

Poesia ... bem no fundo...

Um poema um pouco triste, mas que é também uma homenagem. Vão entender e, espero que gostem.   Fundo   Permite-me, menino, Posso entrar no seu olhar?   Posso ver, menino O que é que estás a pensar?   É um olhar tão fundo, Este que deitas ao mar, Que tenho medo que das pedras Tu mates o teu pesar.   O que tens tu, menino? Que não te faz deixar Correr pela praia descalço A meninice do teu olhar?   Que te fizeram, criança!? Grita! Diz do que te culpam, Pois vejo dentro de ti As emoções que lutam!   No fundo do teu olhar, Brilha a doçura da infância Presa com as correntes da guerra, Da maldade e da ganância!   Não te deram uma arma, Mas mataste os teus brinquedos, Quando não sabias como Batalhar com os teus medos.   Não te deram uma bomba, Mas puseram-te nas mãos, A bandeira em que embrulhaste, Os corpos de teus irmãos. Elsa Filipe, 2023