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A mostrar mensagens de novembro, 2023

"(In)Versus"

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Este é um livro especial, um livro em que estão memórias de infância, um cheiro a mar e a serra. Com sabor a farinha torrada e risos de criança, um livro de poesia escrito por uma mulher notável. Mónica Franco é natural da freguesia do Castelo, Sesimbra e desde que me lembro, sempre fez da escrita uma fuga. E é brilhante naquilo que faz.  Hoje fui assistir à apresentação do seu primeiro livro, no Museu Marítimo de Sesimbra e fui desde o riso às lágrimas, com as lembranças que me fizeram regressar à nossa rua, à nossa juventude.  Deixo aqui um excerto de um dos seus poemas: "A minha aldeia": Ali naquele cantinho Onde o tempo parecia não passar Vivíamos inocentes E tudo o que queríamos Era simplesmente brincar. (...) Outros jamais voltarão Mas é certo que esta aldeia Nos marcou o coração!

Dia do Pijama - Mundos de vida

Hoje venho trazer uma palavra de esperança, que nos dias que correm é tão importante e falar de um projeto português que, já sendo bastante famoso nas escolas, poucos saberão a sua origem e quem são os seus impulsionadores. Enchem-se hoje as galerias das redes sociais de crianças de pijama à porta das escolas, mas porquê? Eu este ano não fui de pijama, até porque o meu "público" é um pouco mais velhinho, mas podia ter ido! O que se passa para tantas crianças saírem de casa de pantufinhas e pijama vestido? O Dia Nacional do Pijama é um dia educativo e solidário que se realiza a 20 de novembro, sendo antecedido por diversas atividades organizadas pelas  creches, jardins de infância e escolas de 1º ciclo. É uma iniciativa portuguesa em que as instituições  e escolas  participantes, de todo o país (continente e ilhas) - ou de países onde há escolas portugueses -, pedem às crianças que venham vestidas em pijama para a escola e passem, assim, o dia em atividades educativas e divert...

"Os Arquivos secretos do Vaticano"

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A palavra "secreto" despertou logo aquela vontade de espreitar, própria de quem é uma pessoa curiosa. O Estado do Vaticano, a sua história e a forma como a Igreja católica tem influenciado a História da Humanidade é um tema do meu interesse. E porquê? Um dos fatores que me leva a esse interesse é compreender os acontecimentos históricos à luz da época e dos conhecimentos da época em que ocorreram. É muito mais difícil falar sobre algo que não compreendemos. Outra das razões, é querer entender o motivo de tanta gente continuar a seguir os dogmas que estão envoltos em tantos segredos e que pedem para que se acredite e confie sem questionar. Ora eu sou uma questionadora!  O livro de Sérgio Pereira Couto é um resumo daquilo que podemos encontrar nos arquivos secretos do Vaticano e começa desde logo por nos explicar o que são, para que servem e como funcionam esses arquivos.  Recuando a 1610, Sérgio Pereira Couto, explica que ali ficava guardado um exemplar dos livros que eram pro...

"Nove mil dias e uma só noite"

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Neste livro são contadas duas histórias de amor durante a guerra: a de Elhspeth e Dave, durante a Primeira Guerra Mundial e a de Margaret e de Paul, quando rebenta a Segunda Guerra Mundial. Elhspeth é uma jovem, que escreve poesia e vive numa quinta, numa ilha da Escócia, e fica surpreendida quando recebe uma carta de um admirador que leu um dos seus livros de poesia. Dave é um estudante americano, que em Março de 2012 pensa mais em fazer patifarias com os colegas de curso do que em formar família ou ir para a guerra combater. Aos poucos os dois vão-se conhecendo através das cartas, primeiro em tom jocoso e depois em tom mais sério, até que, depois de vários meses se apercebem que estão apaixonados. O problema é que ela já é casada e que o marido está na frente de guerra. Anos mais tarde, rebenta a guerra e a história parece repetir-se. Paul, um piloto da Air Force conquista o coração da filha Margaret e Elhspeth não quer aceitar que a filha vá atrás dele para a guerra. Margaret está e...

Poesia para imaginar um país sem guerra

Faz hoje um mês que dezenas de pessoas foram assassinadas em Israel. Outras acabaram raptadas e delas quase nada se sabe ainda... crianças, homens, mulheres... pais e filhos, irmãos, namorados, amantes... Um poema, não é muito, mas do pouco que posso fazer, aqui fica.  Pelo menos, que as palavras possam dar algum ânimo (mesmo eu sabendo que estas nunca vão chegar aos verdadeiros destinatários) que seriam todos aqueles pais que os seus filhos perderam nos ataques do Hamas em Israel e que ainda não os têm de volta em seus braços. Como seria? Como seria se a música Se pudesse ver no ar Como seria se as mãos Soubessem só abraçar? Como seria se o vento, Molhasse as ondas do mar, E a lua fosse quente E a pudesses segurar? Como seria se os canhões Cuspissem cores e estrelas E no chão aos trambolhões Ríssemos a saltar sobre elas?   Como seria se o céu Fosse de noite claridade E toda a escuridão de breu Nunca invadisse a cidade? Seria assim tão diferente Neste sonho perdido Acordar, es...