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"Leandro, Rei da Helíria"

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Adaptado de uma narrativa popular que conta a história de uma princesa e do amor desta pelo seu pai.  Nesta história fala-se de "amor, ingratidão, sonhos, remorsos, longas viagens de aprendizagem, e de como se faz e desfaz um rei." Escrita por Alice Vieira, a obra refere um sonho que o Rei Leandro acredita ser premonitório e que afetará todo o desenrolar das ações consequentes. Alice Vieira conta-nos a história de um rei bondoso, duas filhas más e uma filha boa, que vivem no reino de Helíria. Com o sonho, o rei pensa estar na altura de abandonar o seu reino. Para isso, tal como em "Rei Lear" de Shakespeare, o rei decide dividir o seu reino pelas três filhas, dando a melhor parte à filha que provar que o ama mais, sendo que se podem comparar as duas obras. Ambas têm uma estrutura inicial idêntica e baseiam-se num conto tradicional antigo (o conto: " O Amor como o Sal" ). Em ambas as histórias, um rei velho e vaidoso decide dividir o seu reino pelas três fil...

Um conto de Álvaro Magalhães

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Álvaro Magalhães presenteia-nos com este conjunto de  cinco contos que além de serem divertidos, podem servir de base para trabalhar diferentes temas com as nossas crianças. Este livro contém textos usados em livros escolares do 1º ciclo e foi recomendado para as metas curriculares de Português, 3º ano. Uma das histórias (e a que dá o nome ao livro) é a de um um rapaz que foi fadado para uma "vida a dar para o torto", condenado a carregar um nariz "do tamanho de uma chouriça". E a verdade é que ele tem uma vida tão degraçada e desengraçada que acaba por ir viver sozinho no cimo de um monte. No entanto, ele não vê só as desvantagens que o nariz lhe traz e é aí que está a verdadeira lição. "Estava visto que o mundo não era feito para gente com um nariz assim, do tamanho de um chouriço." Mas a vida reserva ainda um papel importante ao seu nariz. A Fada que o mal fadou para ter aquele trambolho no meio da cara, ainda voltaria a cruzar a sua vida... e como...

"A Descoberta da América pelos Turcos"

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Jorge Amado escreveu este romance em 1992 (em palavras do próprio "romancinho") para responder a uma solicitação de uma empresa italiana para assinalar os quinhentos anos da "descobrimento da América." A ideia inicial era criar um livro com três romances escritos por três autores originários do continente americano (um de língua inglesa, um de língua espanhola e outro de língua portuguesa). O projeto não se chegou a  concretizar mas Jorge Amado, com a sua parte pronta, acaba por avançar com a publicação em  francês e, no ano seguinte, em turco. Só em 1994 saiu a primeira edição brasileira desta obra. O romance escrito de uma forma divertida mas também acutilante, conta uma sequência de episódios que acontecem numa pequena comunidade em que diversas culturas e crenças se misturam e convivem. As personagens, um pouco caricaturantes, representam os "turcos" (como eram chamadas as pessoas que descendiam dos primeiros árabes a vir trabalhar da "civilização...

"História da Gata Borralheira"

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Sempre admirei Sophia de Melo Breyner como escritora e descobri há pouco tempo este conto que nos fala de uma Gata Borralheira dos tempos modernos. Publicado em 1984, este conto remete-nos para uma história muito mais antiga do que poderíamos supor. " Uma das primeiras variantes da história surgiu na China, em 860 a.C. Depois, na Grécia Antiga, Strabo (63 a.C. - 24 d.C.) escreveu sobre uma escrava forçada a casar com o rei do Egito." Foi passando de geração em geração, de boca em boca e, acaba por chegar a Itália durante o "século XVII." Embora apresentando algumas diferenças, este conto popular é bastante semelhante ao que "parece ter inspirado a versão publicada por Giambattista Basile em 1634." Mas será Charles Perrault, um francês que foi considerado o "pai da literatura infantil", quem acaba por escrever "a variante que se tornou mais conhecida entre o público." É "no século XIX," que " os incomparáveis irmãos Grimm,...

"Civilização"

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Escrito por Eça de Queirós e recontado por Luísa Ducla Soares, este pequeno conto fala-nos do aborrecido Jacinto que, apesar de viver rodeado de todos os luxos e modernidades que existem, não é feliz. Jacinto é um homen culto, mas vive muito entediado. Até que resolve passar uma temporada longe da civilização, num velho solar em Torges. Para a viagem, manda todas as suas comodidades e modernidades, mas nada chega ao seu destino, pois os seus bens acabam por se perder. Em vez dos vários talheres a que está acostumado tem um garfo de ferro, em vez dos copos limpos e coloridos que adornavam a sua vasta mesa, Jacinto tem agora um copo velho e manchado de vinho. Mas afinal, até gosta da comida e até o vinho é do seu agrado. Jacinto, nas palavras do narrador que como se nota em toda a narrativa, o acompanha nesta sua ida, fica muito desmoralizado. No entanto, como refere então o narrador na visita que lhe faz tempos depois, acaba por se render à beleza e à simplicidade da vida do campo, que ...

"O conto da Ilha Desconhecida"

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Este é um dos livros de José Saramago que podemos encontrar no Plano Nacional de Leitura, para o 8º ano. A narrativa situa-se num tempo e local indeterminado e conta a história de um "homenzinho" que queria para si um barco com o qual pudesse ir à procura de uma "ilha desconhecida".  É esse o pedido que ele vai fazer ao Rei, mas a primeira dificuldade é conseguir que o Rei o oiça. Logo ali, de forma um pouco metafória vão surgindo outras personagens que são como que muros intransponíveis para quem não é "tão importante" e que dificilmente iria conseguir alcançar o seu objetivo. Saramago introduz logo aqui nas suas primeiras linhas uma crítica à burocracia, em que a "empregada" representa o poder que alguns funcionários, sem o ter, fazem por se fazer valer da sua posição para impedir que os outros consigam alcançar os seus objetivos. Mas a sua obstinação traz frutos e a sua viagem finalmente pode começar.  Neste livro encontramos um Saramago que e...

"Graças e Desgraças da Corte de El-Rei Tadinho"

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Pelas mãos de Alice Vieira, um conto que faz parte do Plano Nacional de Leitura e recomendado para crianças a partir dos oito anos. Esta é a história de um Reino muito peculiar, com um Rei que entre asneiras e maus conselhos, lá o vai governando. Um livro em que a ironia das situações vão dando o ritmo à história e em que se sobrepõem os imprevistos. Um reino que está povoado de ministros - que não sabem muito bem o que ali estão a fazer - e que tem um Dragão de cinco cabeças e uma bruxa que, sem querer, acaba por mudar de vida! Uma história editada pela primeira vez em 1984, que fomenta a nossa capacidade imaginativa (sejamos crianças ou já crescidos), basta que nos deixemos envolver nas situações que, de tão inusitadas, acabam sempre por nos surpreender e de nos fazer dar algumas gargalhadas.  Alice Vieira nasceu 1943, na aldeia de Lapas em Torres Novas, mas passou a sua infância e juventude em Lisboa, onde frequentou o Liceu D. Filipa de Lencastre. Mais tarde, lic...

"Uma escuridão bonita"

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Um livro escuro... mas só na cor das suas páginas! Pois brota da escrita de Ondjaki a doçura infantil de uma conversa e o arco-íris de um primeiro beijo. Entre palavras novas e inventadas, os dois adolescentes descobrem-se na escuridão de mais uma noite em que falta a luz em Luanda. Dois jovens, entre a infantilidade e a adolescência, estão numa varanda escura e a conversa é às vezes interrompida pela presença da avó que traz na mão a vela, presença constante que lhes transmite segurança e conforto. Um conto publicado pela Texto Editores e ilustrado por António Jorge Gonçalves. Este é um livro muito bonito, que se lê de forma tranquila e em muito pouco tempo mas que nos deixa a pensar e a saborear cada página. O escritor faz-nos estar ali, naquele local e naquela noite, com os sons dos insetos, dos morcegos, dos carros que passam, e com os cheiros, do abacate, da cera da vela que derrete... relembrando as primeiras tentativas de descoberta de lábios com lábios, de beijos inocentes e tã...

Apresentação do meu livro num ATL

Hoje fui a uma escola (ou melhor, ao ATL de uma escola) fazer a apresentação do livro que escrevi. E foi maravilhoso. Ia com bastante receio que as crianças não gotassem - ou até que os adultos me olhassem com tom reprovador. Mas nada disso aconteceu. Preparei tudo com muito cuidado e ia receosa. Levava o meu computador, para poder projetar as imagens do livro enquanto falava e alguns livros para vender. Mas o nervosismo depressa passou e consegui fazer a apresentação do meu livro e, ainda mais do que isso, conversar com as crianças, responder às suas perguntas. Acabei por ser muito bem recebida e por fazer três sessões ao todo, todas elas diferentes umas das outras. Cada grupo tinha uma faixa etária diferente e por isso a própria história também se foi adaptando na velocidade com que contava, nas perguntas que eu lhs fazia e nas respostas e comentários que eles me iam dando. Foi muito bom, estar ali a apresentar o meu próprio livro. Nestas coisas, eu sou muito insegura, porque acho qu...

"A Fada Oriana"

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Este deve ser um dos contos mais lidos de Sophia de Mello Breyner Andresen. Publicado pela primeira vez em 1958, faz parte do PNL e é um dos livros de leitura obrigatória na disciplina de Português, dos alunos do 5º ano. Composta por nove capítulos, conta a história de uma jovem Fada a quem é atribuída a tarefa de cuidar de uma floresta. Para o fazer, Oriana recebe da Rainha das Fadas uma varinha mágica que a ajudará a realizar os desejos de cada habitante da floresta, animais, plantas e homens.  Oriana é uma "Fada Boa", e "bonita," que "vivia livre, alegre e feliz."  Esta é uma obra riquíssima em recursos expressivos, visível nas diversas enumerações e adjetivações usadas para caracterizar as personagens e os espaços onde a ação decorre. Encontramos também várias repetições. Por exemplo, no aparecimento da "velha": "Era uma velha muito velha que vivia numa casa velhíssima," ou mais adiante no terceiro capítulo na frase "...havia e...

Feira do Livro de Lisboa

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Este ano a Feira do Livro tem uma importância especial porque irei lá estar a fazer a apresentação do meu livro. Saiu no passado dia 15 de agosto, "Vivi e o dragão", que é o meu primeiro livro infantil. Está à venda em algumas livrarias e também irá estar em versão ebook em breve. Estou muito feliz porque além de ser um sonho que acabei por tornar realidade, com a ajuda da editora Cordel de prata, o livro tem-me dado a oportunidade de conversar com alguns amigos e colegas com os quais fui deixando de ter contato ao longo dos anos. Estou ansiosa pelo dia da apresentação e da sessão de autógrafos. Estou a partilhar diariamente nas minhas redes sociais. Gostava muito de num futuro próximo poder apresentá-lo também nas bibliotecas e em salas de aula, porque acho que será uma excelente plataforma de lançamento e porque acho que a leitura na infância é essencial.

"Vivi e o dragão"

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Vivi é uma menina sonhadora, curiosa e aventureira. Adora brincar na areia, fazer castelos onde vivem os seres mais estranhos, como um pequeno e tímido dragão! Agora, Vivi está a construir um castelo para o seu novo amigo, mas as ondas do mar insistem em derrubar o seu trabalho! E só há uma coisa que lhe mete medo: o mar! Mas com a ajuda do seu amigo, Vivi irá enfrentar os seus medos e vai descobrir a beleza das ondas, numa aventura maravilhosa! Um livro que sabe a mar e a pós de fada, para ler antes de dormir, na toalha da praia ou na cama de rede. Este é o meu livro. Espero que gostem e que vos traga execelentes momentos de leitura e de mimos!

"O tesouro"

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Voltando aos contos.  "O tesouro" é um original de Eça de Queirós, que conta a história de três irmãos de Medranhos, chamados Rui, Guanes e Rostabal que, que encontram um tesouro. O "três" está muito presente na história e tem um grande simbolismo. São três irmãos, três chaves... e claro, neste conto está subjacente uma lição: é que no fim, vence o egoísmo e nenhum dos três consegue ficar com o tesouro.  Este conto é um dos vários que encontramos no livro "Contos" de 1902.  Eça notabilizou-se pela originalidade e riqueza do seu estilo e linguagem mas também pelo o realismo descritivo e pela crítica social constantes nas suas obras. José Maria de Eça de Queiroz nasceu no dia 25 de novembro de 1845, numa casa da Praça do Almada na Póvoa de Varzim, no então número 1 ao 3 do Largo de São Sebastião (hoje Largo Eça de Queiroz), no centro da cidade, em casa de um parente de sua mãe, Francisco Augusto Pereira Soromenho, funcionário aduaneiro da Póvoa de Varzim...

"A Aia"

Escrito por Eça de Queirós, "A aia" é um texto narrativo que pode ser considerado um conto de fadas, tendo no entanto caraterísticas muito próprias da escrita Queirosiana onde está implícita a crítica social. Publicado em 1902, com outras doze narrativas, é atualmente uma das leituras obrigatórias para o 9º ano de escolaridade. É, pela minha experiência com alunos desta faixa etária, um conto que ultrapassa o nível de compreensão da maioria dos alunos nesta faixa. Não porque seja muito difícil, mas porque a  aioria dos jovens não lê ou lê pouco. O conto começa com a morte de um rei, numa batalha em terras distantes e que, por via de sucessão direta, deixa o trono ao seu filho recém-nascido. No palácio, como era costume, uma aia amamenta e protege o príncipe, ao mesmo tempo que cuida do seu próprio filho. É assim normal, que os dois cresçam lado a lado, em zonas próximas do castelo. O tio da criança, irmão do rei falecido, chega com as suas tropas para matar o príncipe, ainda ...

"A viagem fantástica"

Li este conto, de Sheila Burnford, em 2012 (Livros Condensados). A primeira publicação desta história aconteceu em 1961. É a história de dois cães, de um gato siamês e de uma viagem que fazem juntos. A aventura acontece no Canadá, mais propriamente na província de Ontario, no outono, quando os três animais dão pela falta do dono e resolvem sair à sua procura. A viagem é longa e perigosa.  

"A viagem fantástica"

Li este conto, de Sheila Burnford, em 2012 (Livros Condensados). A primeira publicação desta história aconteceu em 1961. É a história de dois cães, de um gato siamês e de uma viagem que fazem juntos. A aventura acontece no Canadá, mais propriamente na província de Ontario, no outono, quando os três animais dão pela falta do dono e resolvem sair à sua procura. A viagem é longa e perigosa.  

"O tarquínio de Cheapside"

Esta é uma história pequena de um livro com várias histórias, que se lê a correr. Na minha modesta opinião, ficamos "cansados" a tentar perceber porque é que Sapatos Ligeiros é perseguido por Botas Fluidas . E depois há Wessel Caxter, um leitor ávido, que vê a sua leitura ser abruptamente interrompida por Sapatos Ligeiros e pelos seus perseguidores. Uma vez a salvo, Sapatos Ligeiros escreve o que se passou para que Wessel o possa ler. Mas nós ficamos sem saber o que foi... "Sapatos Ligeiros atravessa disparado uma faixa de luar e depois lança-se como uma flecha para um labirinto de ruelas onde se converte numa perturbação intermitente na escuridão que o envolve. Atrás dele lançam-se as Botas Fluídas, com espadas curtas desembainhadas e longas plumas meio caídas, arranjando fôlego suficiente para maldizer Deus e as escuras vielas de Londres."

"O tarquínio de Cheapside"

Esta é uma história pequena de um livro com várias histórias, que se lê a correr. Na minha modesta opinião, ficamos "cansados" a tentar perceber porque é que Sapatos Ligeiros é perseguido por Botas Fluidas . E depois há Wessel Caxter, um leitor ávido, que vê a sua leitura ser abruptamente interrompida por Sapatos Ligeiros e pelos seus perseguidores. Uma vez a salvo, Sapatos Ligeiros escreve o que se passou para que Wessel o possa ler. Mas nós ficamos sem saber o que foi... "Sapatos Ligeiros atravessa disparado uma faixa de luar e depois lança-se como uma flecha para um labirinto de ruelas onde se converte numa perturbação intermitente na escuridão que o envolve. Atrás dele lançam-se as Botas Fluídas, com espadas curtas desembainhadas e longas plumas meio caídas, arranjando fôlego suficiente para maldizer Deus e as escuras vielas de Londres."

"007 Casino Royale"

Quando comecei a ler o livro, pensei por instantes que não me ia envolver. Nada mais errado. Envolvi-me em casa página, cada linha escrita por Ian Fleming e já acabei a leitura. Fica no ar a estranha sensação que muito mais haveria para continuar a partir dali. E a história de amor, que é interrompida com a constatação que dali nunca virá felicidade e pelo suicídio de Vesper. Aconselho bastante a leitura deste livro.

"007 Casino Royale"

Quando comecei a ler o livro, pensei por instantes que não me ia envolver. Nada mais errado. Envolvi-me em casa página, cada linha escrita por Ian Fleming e já acabei a leitura. Fica no ar a estranha sensação que muito mais haveria para continuar a partir dali. E a história de amor, que é interrompida com a constatação que dali nunca virá felicidade e pelo suicídio de Vesper. Aconselho bastante a leitura deste livro.