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"Leandro, Rei da Helíria"

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Adaptado de uma narrativa popular que conta a história de uma princesa e do amor desta pelo seu pai.  Nesta história fala-se de "amor, ingratidão, sonhos, remorsos, longas viagens de aprendizagem, e de como se faz e desfaz um rei." Escrita por Alice Vieira, a obra refere um sonho que o Rei Leandro acredita ser premonitório e que afetará todo o desenrolar das ações consequentes. Alice Vieira conta-nos a história de um rei bondoso, duas filhas más e uma filha boa, que vivem no reino de Helíria. Com o sonho, o rei pensa estar na altura de abandonar o seu reino. Para isso, tal como em "Rei Lear" de Shakespeare, o rei decide dividir o seu reino pelas três filhas, dando a melhor parte à filha que provar que o ama mais, sendo que se podem comparar as duas obras. Ambas têm uma estrutura inicial idêntica e baseiam-se num conto tradicional antigo (o conto: " O Amor como o Sal" ). Em ambas as histórias, um rei velho e vaidoso decide dividir o seu reino pelas três fil...

Escrita... a chuva

Da janela da sala, as crianças vêem a chuva lá fora. Do interior, sentem o vido fresco, pousando as mãos na janela e, tentando sentir as gotas lá fora.  De sorriso no rosto, Cecília pede: - Por favor, podemos ir à chuva? A educadora pensa um pouco e, olhando para a colega, desafia: - Vamos? E assim, todos vestiram o casaco e calçaram as galochas. A chuva não era muita, mas as poças do chão já davam para despertar a atenção das crianças, que felizes, assim que se viram lá fora: - Tão bom! A chuva é fria! - Ai, olha o meu salto! - Olha aqui os salpicos que eu faço a saltar! E felizes brincaram, livres como todas as crianças devem ser. Pena daqueles meninos que nunca pisam as poças de água, ou que nunca saem da bolha para sentir na cara as gotas de chuva. Elsa Filipe

Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades de Língua Portuguesa

Esta é uma data importante que assinala a data da morte do grande poeta português, Luís de Camões, estudado nas nossas escolas, especialmente pelos alunos do 9º ano e que necessitam dos "Lusíadas" para passar na prova de final de ciclo. Além do feriado que nos dá mais um dia de descanso e da obrigatoriedade escolar, é também importante pensarmos na relevância desta data ao longo dos tempos. "Durante o regime ditatorial do Estado Novo de 1933 até à Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974, o dia 10 de Junho era celebrado como o Dia da Raça," em que se exacerbavam as caraterísticas nacionais associadas à "raça" portuguesa. Esta ideia, felizmente, perdeu-se com a revolução! Depois da Implantação da República, em 1910, "foi publicado um decreto que dava aos municípios e concelhos a possibilidade de escolherem um dia do ano que representasse as suas festas tradicionais e municipais. Lisboa escolheu para feriado municipal o 10 de Junho, em honra de Camõe...

"História da Gata Borralheira"

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Sempre admirei Sophia de Melo Breyner como escritora e descobri há pouco tempo este conto que nos fala de uma Gata Borralheira dos tempos modernos. Publicado em 1984, este conto remete-nos para uma história muito mais antiga do que poderíamos supor. " Uma das primeiras variantes da história surgiu na China, em 860 a.C. Depois, na Grécia Antiga, Strabo (63 a.C. - 24 d.C.) escreveu sobre uma escrava forçada a casar com o rei do Egito." Foi passando de geração em geração, de boca em boca e, acaba por chegar a Itália durante o "século XVII." Embora apresentando algumas diferenças, este conto popular é bastante semelhante ao que "parece ter inspirado a versão publicada por Giambattista Basile em 1634." Mas será Charles Perrault, um francês que foi considerado o "pai da literatura infantil", quem acaba por escrever "a variante que se tornou mais conhecida entre o público." É "no século XIX," que " os incomparáveis irmãos Grimm,...

"A Saga"

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A história de Hans contada por Sophia de Melo Breyner remete-nos para uma época distante, para um local agreste e pitoresco onde vive uma comunidade de pescadores, Vig. Hans é um jovem de 14 anos, cheio de vitalidade que deseja sair dali e explorar o mundo. Mas depois da perda dos irmãos mais novos num naufrágio, vê-lo embarcar é a última coisa que o pai de Hans deseja. A proximidade etária com os leitores é um dos primeiros pontos a explorar nesta obra. A perspetiva de futuro, a imensidão de possibilidades e a existência de limites para os sonhos de Hans e de cada um dos leitores, podem ser aqui abordados em atividades de exploração literária e de construção de textos.  Hans acaba por sair da sua ilha escondido num cargueiro inglês e chega a uma " terra de granito e de camélias," que era afinal, a cidade do Porto.  Esta fuga representa não só o desejo de aventura, como a emancipação, o crescimento e a adaptação a uma nova vida, longe de casa e tudo o que isso acarreta. Duran...

"O Príncipe Nabo"

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Ilse Losa publicou este texto dramático em 1962 e, até hoje, continua a estar representado na lista de leituras recomendadas para a infância. A história é sobre as desventuras da "Princesa Beatriz", que precisa escolher um marido de entre vários pretendentes. Mas nenhum lhe agrada e vai aproveitando para ir "gozando" com cada um dos pretendentes até que o "Rei" lhe resolve dar uma lição. Este texto dramático está dividido em três atos. Além da princesa e do rei, existem outras personagens relevantes, como o "Marechal da Corte" que é o responsável por encontrar pretendentes para a Princesa, ou a "Mademoiselle" que representa o papel de educadora da jovem e que tem origem francesa. Há também o "Bobo" que se chama "Marcelino" e que não deixa de nos levar a uma grande lição de moral! O texto é bastante divertido e de leitura fácil, sendo adequado para o 5º ano, tal como é recomendado pelo Plano Nacional de Leitura. Acons...

O papel da leitura na melhoria da escrita

A questão que hoje coloco é: ler mais, pode ter interferência nos resultados escolares?  Diariamente, o meu trabalho é com crianças e uma das coisas que tenho vindo a reparar é na baixa expansão vocabular dos alunos. Excetuando alguns casos, que infelizmente cada vez são menos, os alunos não mostram interesse em ler, não conhecem provérbios populares, nem lengalengas ou travalínguas...  A minha preocupação aumenta quando, alunos de 7º ou 8º ano, que têm disciplinas como matemática, história e geografia, não sabem o que significam palavras como "extensão", ou me dizem que o antónimo de "independente" é "coletivo". Estes são apenas pequenos exemplos que me levam a refletir sobre o rumo que a educação está a levar e se estamos mesmo no caminho certo. De facto, podemos constatar que hoje em dia as crianças têm um acesso muito mais facilitado aos livros mas não lêem. Na minha opinião, ler é uma das habilidades fundamentais que devem ser adquiridas no 1º ano e c...

"Os Lusíadas"

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Bem, para começar, esclarecer que não estive a ler a obra na íntegra. Já a tinha lido quando era aluna do 3º ciclo. Mas volta não volta, ano após ano, volto a pegar nesta grande epopeia para a trabalhar com os meus alunos durante as explicações de português. Aquilo que mais me atrai, é que por entre cada estrofe, encontramos aqui e ali referências da nossa própria História, umas vezes bem explícita e, noutras, mais escondida.  Grande marco da nossa história literária, Camões é "o Poeta" português. Viveu durante o século XVI e escreveu a primeira epopeia portuguesa, publicada em versão impressa (1572), " no  período literário do Classicismo, ou Renascimento tardio , três anos após o regresso do autor do  Oriente , via Moçambique." "Os Lusíadas" terão começado a ser escritos provavelmente em 1553, quando Camões esteve em Goa, Índia. A obra é antropocêntrica, ou seja, valoriza o "ser humano" e a sua "racionalidade." Um outro aspeto importa...

"Auto da Barca do Inferno"

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Esta é uma das mais conhecidas obras de Gil Vicente e uma das que é analisada ao longo do 9º ano dos nossos alunos. O "Auto da Barca do Inferno" (1517) faz parte da Trilogia das Barcas - onde figuram também o " Auto da Barca do Purgatório" (1518) e o "Auto da Barca da Glória" (1519). Gil Vicente, publica esta Trilogia numa época em a Expansão marítima traz novos conhecimentos. Gil Vicente "escreve a sua obra dramática na transição da Idade Média para o Renascimento. Por esse motivo, as suas peças conservam ainda marcas da mentalidade e da arte medievais, mas, nelas, encontram-se já traços renascentistas". Fazendo um resumo muito breve, este texto dramático decorre num cais onde estão duas barcas à espera dos seus passageiros. Pelo cais vão passando várias figuras (um Fidalgo, um Onzeneiro, um Parvo, um Sapateiro, um Frade, uma Alcoviteira, um Corregedor, um Procurador, um Enforcado e quatro Cavaleiros) que tendo acabado de morrer têm de embarcar ...

Gil Vicente

Considerado o pai do teatro em Portugal, escreveu entre outros Autos, um que é ainda hoje analisado pelos nossos estudantes do 9º ano. Eu tive de o ler quando tinha os meus 14 anos, mas a leitura que fiz agora, com os meus alunos, foi completamente diferente porque me permitiu enquadrar e compreender esta obra de uma perspetiva totalmente diferente. Em primeiro lugar é preciso entender que este Auto faz parte de uma  trilogia de sátiras: "Barca do Inferno", "Barca do Purgatório" e "Barca da Glória". Gil Vicente terá nascido em Guimarães no ano de 1465 e falecido em Évora em 1536. Por falta de documentos, muitos fatos de sua vida são cercados de dúvidas, como o próprio local e ano de seu nascimento. Uma das dúvidas é mesmo quem foi Gil Vicente uma vez que há vários registo que se sobrepõem e que podem ser da mesma pessoa (ou não). Num deles, podemos encontrar que apesar de ter estudado Direito Civil, "Gil Vicente possuía uma natureza poética e criativa...

Apresentação do meu livro num ATL

Hoje fui a uma escola (ou melhor, ao ATL de uma escola) fazer a apresentação do livro que escrevi. E foi maravilhoso. Ia com bastante receio que as crianças não gotassem - ou até que os adultos me olhassem com tom reprovador. Mas nada disso aconteceu. Preparei tudo com muito cuidado e ia receosa. Levava o meu computador, para poder projetar as imagens do livro enquanto falava e alguns livros para vender. Mas o nervosismo depressa passou e consegui fazer a apresentação do meu livro e, ainda mais do que isso, conversar com as crianças, responder às suas perguntas. Acabei por ser muito bem recebida e por fazer três sessões ao todo, todas elas diferentes umas das outras. Cada grupo tinha uma faixa etária diferente e por isso a própria história também se foi adaptando na velocidade com que contava, nas perguntas que eu lhs fazia e nas respostas e comentários que eles me iam dando. Foi muito bom, estar ali a apresentar o meu próprio livro. Nestas coisas, eu sou muito insegura, porque acho qu...

50 anos do Acordo Ortográfico de 1973... um pouco da história da nossa ortografia

Quando nos nossos dias reclamamos do novo acordo ortográfico - eu por vezes também me incluo nesse grupo, embora tente seguir a mudança e atualizar a minha ortografia sempre que consigo - não nos lembramos já de um outro acordo que veio alterar a maneira do português escrever. Aconteceu precisamente há 50 anos! Nessa  R eforma Ortográfica de 1973  a forma como se acentuavam as palavras mudou. É por essa razão que, quando lemos documentos mais antigos, vemos muito mais acentos graves e circunflexos do que aqueles que temos nos nossos dias! Esta mudança na ortografia em Portugal, foi "promulgada pelo decreto-lei 32/1973, de 6 de fevereiro, pelo então presidente  Américo Thomaz, na sequência de uma sugestão da Secção de Ciências Filológicas da Academia das Ciências de Lisboa ." De acordo com esta reforma que, apesar de tudo não foi a primeira, foi abolido "o  acento grave  e o  acento circunflexo  em palavras formadas pelo  sufixo   -mente  e pelos sufixos iniciados por  z ...

Grande Entrevista - Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

Estava já na cama, quando me deparei com a Grande Entrevista, na RTP3, com duas das minhas grandes referências: Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Os livros "Uma aventura..." acompanharam a minha infância e no 2º ciclo, estas autoras foram à escola onde eu estudava e falaram sobre os seus livros. Não me lembro em que livro iam nesse ano, mas de certeza que ainda iam nos primeiros. Estão agora com sessenta e quatro lançados e mais um quase a sair. Hoje na entrevista, falam da mesma forma animada com que me deliciaram nesse dia, tantos anos já passaram. Duas escritoras que são ambas professoras e que sabem muito de literatura e de história, mas também de educação e do próprio sistema de ensino. É muito bom ouvi-las. É quase tão especial como ler o que escrevem. Confesso que já não compro os livros delas (uma vez ou outra comprei para o meu filho) porque neste momento tenho outros interesses literários, mas foram na minha infância uma excelente influência na minha formação pes...

"A Aia"

Escrito por Eça de Queirós, "A aia" é um texto narrativo que pode ser considerado um conto de fadas, tendo no entanto caraterísticas muito próprias da escrita Queirosiana onde está implícita a crítica social. Publicado em 1902, com outras doze narrativas, é atualmente uma das leituras obrigatórias para o 9º ano de escolaridade. É, pela minha experiência com alunos desta faixa etária, um conto que ultrapassa o nível de compreensão da maioria dos alunos nesta faixa. Não porque seja muito difícil, mas porque a  aioria dos jovens não lê ou lê pouco. O conto começa com a morte de um rei, numa batalha em terras distantes e que, por via de sucessão direta, deixa o trono ao seu filho recém-nascido. No palácio, como era costume, uma aia amamenta e protege o príncipe, ao mesmo tempo que cuida do seu próprio filho. É assim normal, que os dois cresçam lado a lado, em zonas próximas do castelo. O tio da criança, irmão do rei falecido, chega com as suas tropas para matar o príncipe, ainda ...

"Filhos do Abandono"

"Filhos do abandono" foi escrito por Torey Haden, professora, que vem desta forma relatar alguns dos casos vivenciados por si. Torey é especialista na área da educação especial, trabalhando principalmente com casos de mutismo seletivo. Li este livro em janeiro de 2013. Este livro, que até li rapidamente, não foi fácil. Torey é muito perspicaz na forma como escreve e é de forma crua e dura que faz as suas descrições. Atingiu-me pelas emoções que vai despoletando em cada palavra. Torey é tão sincera nas suas palavras que senti mesmo a revolta pelos acontecimentos e pelas situações descritas.   Neste livro, Torey ocupa-se de Cassandra, uma menina que com apenas seis anos foi raptada pelo pai, só regressando a casa da mãe quase dois anos depois. Ninguém sabe o que se passou durante esse período e a criança pouco fala. O seu comportamento leva a que todos suponham que ela possa ter sofrido abusos graves, mesmo abusos sexuais.   Por outro lado, Drake, de quatro anos, é um rapazinho...

"As cidades invisíveis"

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A leitura deste livro partiu da sugestão de uma colega de trabalho e amiga. Ela está no mesmo trabalho que eu e como tem de dar apoio de português aos alunos mais velhos, costuma ler as obras que depois poderão ser trabalhadas nas aulas.  Sinceramente, com tantos livros bons, não sei ainda o porquê de darem estas leituras tão densas aos alunos, a maior parte deles já tão desinteressados pela língua materna. Assim, apesar de ser um livro de uma qualidade imensa - disso não tenho dúvidas - os alunos acabam por se perder na leitura, devido à quantidade de referências e à mistura entre ficção e realidade que ali impera. Mas isto é só e apenas a minha modesta opinião. Da imaginação de um lendário viajante do século XIII nascem cidades com nome de mulher. O viajante é Marco Polo que as descreve de forma fantasiosa a Kublai Khan, imperador mongol. Na  sua maioria, são relatos curtos e divididos entre os seguintes tópicos: as cidades delgadas, as cidades e a memória, as cidades e as t...

Analfabetismo no início da República

Até aos primeiros anos do século XX, o país viveu em monarquia. Portugal era um país pobre e onde o investimento era desajustado. Saber ler não era prioridade e em 1890, "76% da população portuguesa maior de 7 anos não sabia ler nem escrever." As famílias , normalmente muito numerosas, tinham outras preocupações. A fome, o frio e as doenças, matavam milhares de habitantes. A República não veio trazer apenas mudanças na governação do país. A República veio pôr em prática os ideais educativos que já se tentavam impor em Portugal, tal como na Europa, mas que se viam barrados. Com a chegada da República, uma das principais tarefas era mudar a visão que se tinha da escola, a qual "passou a ser vista como o lugar privilegiado para a formação dos cidadãos." Até ali, a função de ensinar a ler e a escrever estava atribuída a tutores, normalmente ligados  à igreja e, com a laicização do Estado, isso teria de mudar.  Esta separação entre ensino e religião fez com que em 1911, ...

A importância da dramatização dos contos

A dramatização dos contos de fadas e dos contos tradicionai, feita de forma livre e espontânea, é capaz de desenvolver aspetos como a acriatividade e a imaginação na criança e tornam-na mais comunicativa desenvolvendo, também, a sua socialização. É, através do imaginário e da sua relação com o mundo do maravilhoso que a criança cresce afectivamente, ultrapassando, muitas vezes situações mais traumáticas que possam ter surgido ao longo da sua vida. Segundo o que Freud afirmava, os processos de transformação do trabalho subjacente ao conto, são análogos aos do trabalho do sonho: dramatização, deslocamento, dissociação e representação por símbolos. Também Carl Jung referia que os contos são um material discreto para as projeções necessárias a uma individualização correcta. Igualmente Gaston Bachelard considerou o maravilhoso como a matéria prima da imaginação: “é como a grelha mais rigorosa para a análise do real ao aperceber-se que a razão científica recorta as sua verdades na ordem dos ...

Crescer a Ler, projeto APEI

Tal como dizem na página da APEI não se nasce leitor. Visitem esta hiperligação e dêem aqui a vossa opinião, como pais, leitores e educadores/professores. Acho que está muito atrativo. http://www.cresceraler.apei.pt/   Tenho de ver melhor o site... mas para já aqui vos deixo algumas dicas. Projecto “Ler para crescer - crescer a ler” Este é um projecto orientado para a promoção do livro e da leitura direccionado, essencialmente, para a primeira infância, com o objectivo de consciencializar pais e encarregados de educação para a importância de promover o gosto pela leitura em contexto familiar. A leitura proporciona momentos de encontro e de afecto entre pais e filhos. A falta de hábitos de leitura na infância repercute-se negativamente no desenrolar da vida escolar das crianças. Não se nasce leitor. Conseguir que as crianças adquiram hábitos de leitura duradouros exige empenho de educadores, família, professores e claro da Biblioteca que deve procurar estimular esse gosto. Os grandes ob...

Leitura na pré-adolescência e na adolescência

A idade é uma das predisposições para o tipo de livro que o leitor prefere. Enquanto criança ele prefere histórias maravilhosas, mas ao "entrar na pré-adolescência (...) inicia uma nova etapa marcada por um domínio da leitura que lhe permite ler livros cada vez mais complexos quanto à forma e conteúdo, onde a ilustração é meramente acessória."(1) Assim por volta dos 12-13 anos, começa uma nova fase da vida do leitor, que tem tudo a ver com os seus próprios interesses e pela descoberta do mundo que o rodeia. Mas agora as questões são outras, os porquês voltam-se mais para um sentido crítico de tudo o que lhe é dado a ler. "Se tudo estiver bem e as outras etapas tiverem sido trabalhadas corretamente, aqui já existe a capacidade de ler textos mais extensos e complexos quanto à ideia, estrutura e linguagem. Começa uma pequena introdução à leitura crítica."(2) Ao entrar na adolescência, o leitor "tenta confrontar a sua própria experiência com a vivência de outras pe...