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"Malala"

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Da coleção "Crianças que mudaram o mundo", os CTT apresentam-nos a história de Malala.  Malala nasceu no Paquistão, no Vale de Swat, perto da fronteira com o Afeganistão. Aos 11 anos,  começa a escrever um diário, na mesma altura em que ir à escola é vedado a toda e qualquer rapariga. Contextualizando, Malala nasceu num país em que, até os sismos, podem ser usados para impôr o medo, são castigos divinos para que as leis dos Talibãs se cumpram. As meninas que deixam a escola são aplaudidas, mas Malala quer continuar a ir à escola. Em 2008, mais de 200 escolas são destruídas! E " em 2009 os extremistas religiosos conseguiram impor a sharia, a lei islâmica, e o terror entrou na sua aldeia, com as adolescentes a serem perseguidas por frequentarem o ensino."  O primeiro texto de Malala, que começa um blogue com o apoio de um jornalista da BBC que era amigo do seu pai e com quem se corresponde, sai a 30 de janeiro de 2009, e tem como título "Tenho tanto medo!"...

"Leandro, Rei da Helíria"

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Adaptado de uma narrativa popular que conta a história de uma princesa e do amor desta pelo seu pai.  Nesta história fala-se de "amor, ingratidão, sonhos, remorsos, longas viagens de aprendizagem, e de como se faz e desfaz um rei." Escrita por Alice Vieira, a obra refere um sonho que o Rei Leandro acredita ser premonitório e que afetará todo o desenrolar das ações consequentes. Alice Vieira conta-nos a história de um rei bondoso, duas filhas más e uma filha boa, que vivem no reino de Helíria. Com o sonho, o rei pensa estar na altura de abandonar o seu reino. Para isso, tal como em "Rei Lear" de Shakespeare, o rei decide dividir o seu reino pelas três filhas, dando a melhor parte à filha que provar que o ama mais, sendo que se podem comparar as duas obras. Ambas têm uma estrutura inicial idêntica e baseiam-se num conto tradicional antigo (o conto: " O Amor como o Sal" ). Em ambas as histórias, um rei velho e vaidoso decide dividir o seu reino pelas três fil...

Um conto de Álvaro Magalhães

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Álvaro Magalhães presenteia-nos com este conjunto de  cinco contos que além de serem divertidos, podem servir de base para trabalhar diferentes temas com as nossas crianças. Este livro contém textos usados em livros escolares do 1º ciclo e foi recomendado para as metas curriculares de Português, 3º ano. Uma das histórias (e a que dá o nome ao livro) é a de um um rapaz que foi fadado para uma "vida a dar para o torto", condenado a carregar um nariz "do tamanho de uma chouriça". E a verdade é que ele tem uma vida tão degraçada e desengraçada que acaba por ir viver sozinho no cimo de um monte. No entanto, ele não vê só as desvantagens que o nariz lhe traz e é aí que está a verdadeira lição. "Estava visto que o mundo não era feito para gente com um nariz assim, do tamanho de um chouriço." Mas a vida reserva ainda um papel importante ao seu nariz. A Fada que o mal fadou para ter aquele trambolho no meio da cara, ainda voltaria a cruzar a sua vida... e como...

"Vamos falar sobre ansiedade?"

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Neste livro de Filipa Maló Franco (texto) e Carla Nazareth (ilustração), dá-se oportunidade às crianças (mas também aos jovens e aos adultos) de falar sobre ansiedade. Desconstrói-se este sentimento, mostrando como pode surgir e quais as sensações que podem estar envolvidas.  Explica Filipa Maló Franco que, a ansiedade deve ser abordada sem receios, incentivando a procurar alguém em quem se confie para que se possa falar sobre o que quer que esteja a gerar preocupação. O livro é lindíssimo, com imagens maravilhosas e cores suaves, onde muitas borboletas pontilham aqui e além as páginas! Falar sobre estes temas é preciso! E não deve ser um tabú. A ansiedade, tal como muitos outros sentimentos e emoções, são vivenciadas pelos mais novos e, cada vez mais, é necessário dar-mos nome àquilo que a criança está a sentir, evitando danos psicológicos mais graves. Não existe benefício em esconder ou em desvalorizar, a criança tem de entender que é perfeitamente natural que se sinta ansiosa ...

"O rapaz do Pijama às Riscas"

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Este era um dos livros que eu tinha a aguardar para ler, assim que me fosse possível e, quando peguei nele, li-o em poucas horas... Bruno é um rapaz de nove anos que vive com os pais e com a irmã em Berlim. Um dia, é-lhe anunciado que irão mudar de casa, devido ao emprego do pai - um comandante que é destacado para Auschwitz. Bruno não entende nada do que se passa e não fica nada satisfeito por abandonar a sua casa e deixar os seus amigos. Mas aos poucos, começa a espreitar pela janela do quarto, na nova casa e, percebe, que há pessoas do lado de lá de uma vedação. Sem nada para fazer, começa a aproximar-se da vedação e é ali que conhece um menino como ele, Shmuel, que por coincidência faz anos exatamente no mesmo dia que ele. Os dois constroem uma relação de amizade, mas continuam separados por algo muito mais denso que a "simples" vedação que está entre os dois. Schmuel é judeu e Bruno é filho de um comandante nazi. Mas para os dois, nada disso interessa. Todas as pessoas q...

Cultivar os hábitos de leitura

Numa sociedade cada vez mais ligada às novas tecnologias, em que crianças e adultos passam largas horas, agarradas aos ecrãs, é presiso plantar livros, regar momentos de leitura e cultivar os melhores frutos: de crianças que contatam com livros nascerão melhores leitores. Ser um bom leitor não é ler muitos livros. Muito menos ler tudo o que aparece. Ou ler o que os outros leram ou porque assim somos obrigados. Não precisamos de ler todos o mesmo porque não gostamos todos das mesmas coisas. Quando a criança se torna leitora, ela já terá tido um primeiro contato com os livros e com as histórias. Já terá escutado uma história, ouvido um poema, repetido uma lengalenga. Antes das primeiras palavras serem lidas, existe um contato físico com o livro que não pode ser medroso, mas sim prazeiroso, simples, natural e repetido. Repetitivo. Tanto como o gesto de pegar num telemóvel e desbloquear o seu ecrã, deveria ser o gesto de abrir e desfolhar um livro. Não devíamos achar normal uma criança est...

"Civilização"

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Escrito por Eça de Queirós e recontado por Luísa Ducla Soares, este pequeno conto fala-nos do aborrecido Jacinto que, apesar de viver rodeado de todos os luxos e modernidades que existem, não é feliz. Jacinto é um homen culto, mas vive muito entediado. Até que resolve passar uma temporada longe da civilização, num velho solar em Torges. Para a viagem, manda todas as suas comodidades e modernidades, mas nada chega ao seu destino, pois os seus bens acabam por se perder. Em vez dos vários talheres a que está acostumado tem um garfo de ferro, em vez dos copos limpos e coloridos que adornavam a sua vasta mesa, Jacinto tem agora um copo velho e manchado de vinho. Mas afinal, até gosta da comida e até o vinho é do seu agrado. Jacinto, nas palavras do narrador que como se nota em toda a narrativa, o acompanha nesta sua ida, fica muito desmoralizado. No entanto, como refere então o narrador na visita que lhe faz tempos depois, acaba por se render à beleza e à simplicidade da vida do campo, que ...

"O gato que salvava livros"

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Este é um gato muito especial, que aparece numa pequena loja de livros antigos (a Livros Natsuki), cuidada por um jovem adolescente, que vê a sua vida alterada, depois da perda do avô com quem vivia. Enigmático e divertido, o gato irá levar o rapaz a usar a sua argúcia e sabedoria para debater temas importantes com as mais excentricas personalidades. A abertura da parede final da loja permite a passagem para um novo mundo, que pode ser entendido como um mundo interior, ou como uma passagem para uma outra dimensão. Rintaro, terá a ajuda da sua amiga e delegada de turma, que nutre por ele uma paixão juvenil. O autor nipónico, Sosuke Natsukawa, consegue transportar-nos através da magia das palavras, tocando em assuntos sensíveis, como o luto, enquanto nos conduz numa viagem para salvar os livros. Ao longo desta história, vão sendo também chamados ao foco principal grandes autores e as suas obras. Um livro que recomendo para todos e que se encontra no Plano Nacional de Leitura.    

"Escondida"

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Num dos últimos dias deste verão, numa das minhas passagens pela loja da Note, dei com a coleção "Casa da Noite". Comecei um pouco "tarde", uma vez que este é já o 10º desta saga. Não costumo ler muito sobre o fantástico, o vampiresco, mas este livro até me agradou. Tem uma história bem contada, com um enredo fácil de seguir (o que por vezes é difícil neste tipo de livros). Gostei das personagens, em especial de Zoey, que apenas quer ser uma jovem normal. Um pouco confusa e discordante é a relação entre vampiros e não vampiros, num mundo imaginário onde todos coexistem e se relacionam, embora sob algumas regras e restrições, em parte sob supervisão da escola que dá o nome à saga. Escrito por P.C. Cast (mãe) e Kristin Cast (filha). Sobre a autora: Phyllis Christine Cast, nascida em 1960, no Oregon, é uma escritora americana de romance de Fantasia, conhecida pela série de livros "Casa da noite" que escreve com sua filha Kristin Cast.