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Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades de Língua Portuguesa

Esta é uma data importante que assinala a data da morte do grande poeta português, Luís de Camões, estudado nas nossas escolas, especialmente pelos alunos do 9º ano e que necessitam dos "Lusíadas" para passar na prova de final de ciclo. Além do feriado que nos dá mais um dia de descanso e da obrigatoriedade escolar, é também importante pensarmos na relevância desta data ao longo dos tempos. "Durante o regime ditatorial do Estado Novo de 1933 até à Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974, o dia 10 de Junho era celebrado como o Dia da Raça," em que se exacerbavam as caraterísticas nacionais associadas à "raça" portuguesa. Esta ideia, felizmente, perdeu-se com a revolução! Depois da Implantação da República, em 1910, "foi publicado um decreto que dava aos municípios e concelhos a possibilidade de escolherem um dia do ano que representasse as suas festas tradicionais e municipais. Lisboa escolheu para feriado municipal o 10 de Junho, em honra de Camõe...

Livros em PDF da Imprensa Nacional

Bom dia. Não sei se têm conhecimento, mas há um site da Imprensa Nacional onde podemos descarregar vários livros em pdf. São autênticas relíquias, alguns em edições originais que podemos descarregar e consultar. Escritores como Camilo Castelo Branco, Gil Vicente, Eça de Queirós e outros nomes da nossa literatura clássica.  Como estou a dar apoio a Língua Portuguesa e a HGP,  encontrar esta página deu-me uma enorme ajuda, uma vez que pretendo reler vários destes livros ou até ler outros pela primeira vez na íntegra. Fazer aquilo que gosto e amo? Claro, sempre. Visitem: https://imprensanacional.pt/livros-em-pdf/  

Em Dia de Portugal, falamos das descobertas e de Luís Vaz de Camões

Celebra-se hoje o  Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas , que coincide com a  data da morte do poeta Luís de Camões. Por isso faz sentido hoje falar desta referência da cultura e da literatura portuguesa. Para começar, das pesquisas que fiz, há como é normal para personalidades desta época, uma certa incoerência em datas e locais, desde onde terá nascido e da sua própria genealogia. Os seus primeiros biógrafos, geralmente indicam que a descendência da Casa ancestral dos Camões tinha as suas origens na Galiza. Por via paterna, Luís de Camões seria descendente de Vasco Pires (ou Perez) de Camões, que era trovador e fidalgo. Vasco Pires terá vindo para Portugal no tempo de D. Fernando I, e recebido do rei alguns benefícios, cargos e terras pelos seus serviços militares. Não é minha pretensão, nem nada que se pareça, efetuar qualquer biografia de tal ilustre pessoa, mas como uma apaixonada pela História do meu país e pela Língua Po...

O papel da mulher... na literatura

A mulher sempre esteve presente na literatura. No entanto, é também verdade que, muitas vezes, foi propositadamente tornada invisível, ou a ela acabou por ser atribuído um papel menor.  E é cada vez mais importante refletirmos acerca do papel que a escrita feminina tem no panorama da literatura. Se hoje vemos muitos livros em que as autoras são mulheres, nem sempre foi fácil dar às mulheres escritoras esta visibilidade. Temos de enquadrar que, p or questões históricas, existia na sociedade um patriarcado machista, que oprimia as mulheres e as obrigava a permanecer na sombra dos membros do sexo masculino.  A emancipação da mulher trouxe também aqui algum espaço em que se pudesse movimentar, fosse na sua representatividade no mundo do trabalho, fosse na política ou, claro está, na liberdade de publicar a sua arte, seja ela escrita ou outra. Para que isto fosse possível, a luta foi grande e, infelizmente, ainda existem mulheres reféns de um mundo patriarcal e opressor. No que con...

"A paixão de Jane Eyre"

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Quando se fala em grandes escritores clássicos, não se pode deixar de parte Charlotte Bronte (1816-1855). "A paixão de Jane Eyre", uma das poucas obras que editou, chega-me através de uma edição datada de 1978, do Circulo de Leitores. Uma verdadeira história de amor, mas que me surpreendeu pela força de caráter que Charlotte atribuiu à personagem principla. Uma órfã, criada por uma tia, num lar sem amor onde os primos a maltratavam, manifesta logo desde criança uma grande tendência para a busca pela sua autonomia e independência e pela busca da verdade, conceitos à época mal interpretados como falta de reconhecimento e má indole.  Esta menina acaba num lar onde cresce amparada pelos bons costumes e por uma exigente educação e pelo mostrando uma enorme resiliência e adaptabilidade a cada desventura que lhe sucede. Jane Eyre é uma jovem determinada, que rompe com os costumes da época. No livro, várias são as vezes em que esta jovem mulher, corta com a segurança de um lar para i...

"Naná"

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Émile Zola é um dos grandes nomes da literatura clássica. Li este livro em 2012. É um dos grandes romances clássicos, extenso e caraterísticas da  época do naturalismo. Zola escreve, apesar de tudo, com " objetividade, em oposição ao sentimentalismo romântico", mas não deixamos de ter  de ir lendo e interpretando quase parágrafo a parágrafo, com a necessidade de se ir enquadrando as personagens e os acontecimentos à luz da época em que acontecem, na visão de um escritor nascido em pleno século XIX. "Nascida no meio operário, filha de um pai alcoólico e de uma lavadeira, Nana precisa de dinheiro para criar o filho que teve aos dezasseis anos de um pai desconhecido. Medíocre artista de teatro, prostitui-se para compor o ordenado ao fim do mês." É este o caminho que acaba por seguir, mas Nana quer mais e sabe como o poDe conseguir. " A sua ascensão social começa com o papel de Vénus, que vai interpretar num teatro parisiense. Não sabe cantar, mas as suas roupas im...

"Volta ao mundo em oitenta dias"

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Uma obra da qual já pouco há a dizer. Apesar de já conhecer a história, acabei por ler o romance de Júlio Verne estávamos ainda em 2012, tentando compreender a "viagem" com um olhar diferente daquele com que olhava em miúda para os livros infantis e para as séries televisivas em que as mesmas personagens entravam. Júlio Verne, francês, lançou esta obra em 1873.  A obra retrata a tentativa do cavalheiro inglês Phileas Fogg e do seu empregado, o parisiense Passepartout, de dar a volta no mundo em 80 dias. Um roubo a um banco e um comentário de Phileas leva a uma aposta, impossível de conseguir - ou assim pensavam. Saindo de Londres, os dois aventureiros são seguidos por um detetive que suspeita que quem assaltou o banco foi a dupla. É considerada uma das maiores obras da literatura mundial, tendo inspirado várias adaptações ao  cinema  e ao  teatro . Sabem quando começamos a ler e nos parece que estamos a assistir a um filme a cores? Este livro tem, na minha opinião, a...

"Humilhados e Ofendidos"

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Esta semana, depois de acabar o meu último livro, comecei a tentar ler um clássico da literatura - da mesma coleção de Naná que antes aqui falei - mas o ritmo de leitura deste tipo de livros exige muito mais concentração e disponibilidade da minha parte. Fédor Dostoievski é um escritor russo do século XIX, que renuncia à carreira de oficial para se dedicar à literatura. A sua vida é recheada de infortúnios. Deportado para a Sibéria com 23 anos, casa-se aos 36 com uma viúva que o maltrata. Em 1864, ela morre e ele fica cheio de dívidas por liquidar. Três anos depois volta a casar-se com uma jovem estudante de 20 anos.  Escreveu entre outros: "Pobre gente" (1848) e "O jogador" (1866). "Humilhados e Ofendidos" foi escrito em 1861, marcando o grande retorno do autor à cena literária de São Petersburgo após o seu doloroso período de quatro anos de trabalhos forçados no exílio da Sibéria. Poucas páginas passadas ainda, mas já se tornou certo que é uma história d...

"Volta ao mundo em oitenta dias"

Entre letras, linhas e histórias, tenho-me absorvido no prazer da leitura. Terminado "Os filhos da mãe", um livro que muito me aprouve muito ler, peguei no clássico de Júlio Verne, "Volta ao mundo em oitenta dias". Agarrei-me a ele com aquele sentido de não gostar e de ler porque sim, é um clássico e merece. Nada mais errada. Deslumbrei-me e fiquei logo aborrecida por só ter adquirido o primeiro da coleção que tem saído com o Correio da Manhã. Devorei cada página, cada linha, como se viajasse também eu pelo mundo, naquela fantástica viagem. "Inglês de nascimento com toda a certeza, Phileas Fogg não era talvez londrino (...) Não era industrial, negociante, comerciante ou agricultor." É assim, com inúmeros substantivos e mais pelo que nãpo será este gentleman que Júlio Verne começa por nos dar a conhecer a cara principal desta história. Um homem misterioso, matematicamente rigoroso e a cuja vida falta o imprevisto. "A Phileas Fogg não se conheciam nem m...

"O primeiro Amor"

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Comecei a ler mais um cássico da literatura: "O primeiro amor", de Turgueniev. A obra destaca-se pelo seu lirismo e pela forma realista e melancólica como aborda o despertar emocional da adolescência. O que estou a ler é mesmo daqueles de capa dura, vermelha e dourada, editado pelo Circulo de Leitores. Pertencia à minha mãe e já os tenho comigo à algum tempo, mas nunca os tinha lido. Prefiro livros que possa manusear sem medos de os "partir" - este tenho de ter mil cuidados porque não o posso estragar -mas vou lê-lo na mesma. Até porque já me embrenhei logo nas primeiras páginas!

"Rapariga com brinco de pérola"

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Este livro, conta-nos a história de uma rapariga simples, Griet, filha de um pintor de azulejos que fica cego após um acidente. Para ajudar a sua família a sobreviver numa época difícil, torna-se criada numa casa de uma família católica, onde não é bem acolhida por todos. Escrita por Tracy Chevalier, esta é uma história fácil de ler e que nos remete para um conjunto de sensações e de emoções vividas pela personagem principal do enredo. Tracy Chevalier nasceu em 1962 em Washington DC com ascendência suíça romanche. Licenciou-se em Lingua e Literatura Inglesas pela Universidade de Oberlin (Ohio). Tem o mestrado em Escrita Criativa da Universidade de East Anglia. O seu primeiro romance foi "O azul da Virgem" (1997).

Nobel da Literatura

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Foi distinguido na semana passada com o prémio Nobel da Literatura, o escritor e professor Mario Vargas Llosa. "(...)Maria Vargas Llosa, de 74 anos (28 de Março de 1936), é considerado um dos mais influentes escritores da sua geração.(...)" Foi um líder político, mas sempre um "ativista pelos direitos do homem, pela igualdade social e pela liberdade, manteve-se sempre fiel a uma luta contínua por um mundo melhor. Resistente como poucos, nunca baixou os braços perante qualquer regime." A sua vasta obra teve um elevado "impacto internacional." Entre outros, podemos destacar a obra "A Cidade e os Cães", escrita no "início dos anos 60," e que foi o primeiro título do autor a "correr mundo." No entanto, terá sido com "Conversa na Catedral" e "A Tia Júlia e o Escrevedor" que o reconhecimento se consolidou. Autor bastante versátil, "Vargas Llosa tem a capacidade de deslumbrar leitores tanto com romances histó...