Depois de ler "Ontem não te vi em Babilónia", terminar este segundo livro de António Lobo Antunes, foi um pouco mais complicado. Se no primeiro ainda mantive a esperança de me orientar neste tipo de escrita, tão diferente daquilo a que estou habituada, neste já não mantive qualquer ilusão.
Não é um livro nada fácil.
É precisa uma boa dose de paciência. Temos de encontrar um fio condutor na história o que neste caso não existe (perdoem-me mas eu não o encontrei) e deixarmo-nos levar pelo enredo. Não me foi possível fazê-lo. Se parasse simplesmente não conseguiria contar aquilo que tinha lido. Confesso que não terminei o livro e que saltei muitas páginas. Talvez noutra fase da minha vida, esteja mais madura, mais preparada para este tipo de livros, ou só porque os livros devam ser um escape e não um trabalho difícil de concluir.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
"Sôbolos rios que vão"
"Sôbolos rios que vão"
Depois de ler "Ontem não te vi em Babilónia", terminar este segundo livro de António Lobo Antunes, foi um pouco mais complicado. Se no primeiro ainda mantive a esperança de me orientar neste tipo de escrita, tão diferente daquilo a que estou habituada, neste já não mantive qualquer ilusão.
Não é um livro nada fácil.
É precisa uma boa dose de paciência. Temos de encontrar um fio condutor na história o que neste caso não existe (perdoem-me mas eu não o encontrei) e deixarmo-nos levar pelo enredo. Não me foi possível fazê-lo. Se parasse simplesmente não conseguiria contar aquilo que tinha lido. Confesso que não terminei o livro e que saltei muitas páginas. Talvez noutra fase da minha vida, esteja mais madura, mais preparada para este tipo de livros, ou só porque os livros devam ser um escape e não um trabalho difícil de concluir.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
"Sôbolos rios que vão"
Neste momento, ainda ando à roda de "Sôbolos Rios que vão", de António Lobo Antunes. Sim porque não desisto facilmente e, se o primeiro foi difícil, este também não se revelou nada fácil.
Neste livro, a história passa-se entre os últimos dias de Março e Abril de 2007. Após uma operação, o narrador ainda confuso pela anestesia e pelas dores, contando fragmentos das suas memórias e das suas fantasias. Fala-nos da sua família, da terra onde passou a sua infância e dos seus temores com a ideia de morte que toda a situação de doença lhe trouxe. O próprio titulo é uma incógnita.
Desta feita ainda, o livro faz-nos passear pela mente de um homem perturbado. Não sendo fácil desenredar o real do imaginário. Um livro que tem tanto de literário, de romance, como de ficcional. Um texto por vezes puramente criativo, como se o escritor pusesse no papel todas as palavras que lhe surgem na mente, mas se assim fosse, quão arrumada esta mente poderia ser?
Tal como referido na wikipedia, "António Lobo Antunes tornou-se um dos escritores portugueses mais lidos, vendidos e traduzidos em todo o mundo" o que vem valorizar o seu trabalho. No entanto, o escritor ganha uma faceta mais densa e obscura que não é compatível com as suas primeiras obras. "Pouco a pouco, a sua escrita concentrou-se numa temática concreta, adensou-se sem grande eficácia narrativa, ganhou em espessura e perdeu em novidade, compensando isto com recurso ao confronto e ao choque. De um modo impiedoso e obstinado, o autor trata a sua visão distorcida sobre o Portugal do século XX."
Pela curiosidade em saber o que os outros achavam da obra deste escritor, obtive esta descrição que traduz exatamente o que eu senti e as minhas dificuldades na interpretação do texto: a densidade.
"O leitor tem algum esforço de leitura porque, por exemplo, não é raro haver mudanças de narrador e assim o leitor tem tendência a «perder o fio à meada»." Da mesma forma, "ocorre muitas vezes numa descrição ou pensamento do que está a acontecer a um personagem aparecerem sobrepostos tanto o que está "realmente" a acontecer como uma realidade imaginária."
"Sôbolos rios que vão"
Neste momento, ainda ando à roda de "Sôbolos Rios que vão", de António Lobo Antunes. Sim porque não desisto facilmente e, se o primeiro foi difícil, este também não se revelou nada fácil.
Neste livro, a história passa-se entre os últimos dias de Março e Abril de 2007. Após uma operação, o narrador ainda confuso pela anestesia e pelas dores, contando fragmentos das suas memórias e das suas fantasias. Fala-nos da sua família, da terra onde passou a sua infância e dos seus temores com a ideia de morte que toda a situação de doença lhe trouxe. O próprio titulo é uma incógnita.
Desta feita ainda, o livro faz-nos passear pela mente de um homem perturbado. Não sendo fácil desenredar o real do imaginário. Um livro que tem tanto de literário, de romance, como de ficcional. Um texto por vezes puramente criativo, como se o escritor pusesse no papel todas as palavras que lhe surgem na mente, mas se assim fosse, quão arrumada esta mente poderia ser?
Tal como referido na wikipedia, "António Lobo Antunes tornou-se um dos escritores portugueses mais lidos, vendidos e traduzidos em todo o mundo" o que vem valorizar o seu trabalho. No entanto, o escritor ganha uma faceta mais densa e obscura que não é compatível com as suas primeiras obras. "Pouco a pouco, a sua escrita concentrou-se numa temática concreta, adensou-se sem grande eficácia narrativa, ganhou em espessura e perdeu em novidade, compensando isto com recurso ao confronto e ao choque. De um modo impiedoso e obstinado, o autor trata a sua visão distorcida sobre o Portugal do século XX."
Pela curiosidade em saber o que os outros achavam da obra deste escritor, obtive esta descrição que traduz exatamente o que eu senti e as minhas dificuldades na interpretação do texto: a densidade.
"O leitor tem algum esforço de leitura porque, por exemplo, não é raro haver mudanças de narrador e assim o leitor tem tendência a «perder o fio à meada»." Da mesma forma, "ocorre muitas vezes numa descrição ou pensamento do que está a acontecer a um personagem aparecerem sobrepostos tanto o que está "realmente" a acontecer como uma realidade imaginária."
"Ontem não te vi em Babilónia"
Difícil.
É assim que classifico este livro. Não é fácil parar uma página e seguir a leitura depois, porque com a mistura de pensamentos que ali desfilam, quando paramos, perdemos o fio à meada. E tentar desenredar essa meada, então ainda é mais complicado. Percebemos algumas das memórias (o suicídio na árvore, a caravana dos ciganos, a tortura às mãos da PIDE...) os lugares onde algumas ações se passaram, mas é muito complicado ler e entender este livro.
Ainda não atingi o patamar em que percebo tudo o que leio, ou talvez nem seja mesmo para perceber.
Para continuar a ler este livro de António Lobo Antunes, tive de parar um pouco e repensar o que tinha lido até aqui. Depois resolvi procurar alguma sinopse (que no livro em si, não existe) ou comentário sobre a obra deste grande escritor, em particular deste livro em especial. Assim, já comecei a entender um pouco melhor esta história, ou histórias.
"Uma noite ninguém dorme, e durante a meia-noite a as cinco da manhã, as pessoas sonham acordadas no sono: contam e inventam as suas vidas e as suas histórias, ou as histórias em que transformam as suas vidas, ou as vidas que transformaram em histórias. Podem ser vidas cruéis, de medo, de uma cicatriz interior, de algo que talvez fosse o Estado português de outros tempos. Podem ser vidas de amores passados, de lápides varridas, de um desejo de uma vida inteira, de se poder ser feliz sem pensar. Nestas histórias, nestes silêncios destas falas, nos risos e nas traições, vamos identificando a noite de um país, a noite cheia de vozes de todos nós, e a noite silenciosa que é o isolamento de cada um. Como diz o autor - "porque aquilo que escrevo pode ler-se no escuro"
Fontes:
"Ontem não te vi em Babilónia"
Difícil.
É assim que classifico este livro. Não é fácil parar uma página e seguir a leitura depois, porque com a mistura de pensamentos que ali desfilam, quando paramos, perdemos o fio à meada. E tentar desenredar essa meada, então ainda é mais complicado. Percebemos algumas das memórias (o suicídio na árvore, a caravana dos ciganos, a tortura às mãos da PIDE...) os lugares onde algumas ações se passaram, mas é muito complicado ler e entender este livro.
Ainda não atingi o patamar em que percebo tudo o que leio, ou talvez nem seja mesmo para perceber.
Para continuar a ler este livro de António Lobo Antunes, tive de parar um pouco e repensar o que tinha lido até aqui. Depois resolvi procurar alguma sinopse (que no livro em si, não existe) ou comentário sobre a obra deste grande escritor, em particular deste livro em especial. Assim, já comecei a entender um pouco melhor esta história, ou histórias.
"Uma noite ninguém dorme, e durante a meia-noite a as cinco da manhã, as pessoas sonham acordadas no sono: contam e inventam as suas vidas e as suas histórias, ou as histórias em que transformam as suas vidas, ou as vidas que transformaram em histórias. Podem ser vidas cruéis, de medo, de uma cicatriz interior, de algo que talvez fosse o Estado português de outros tempos. Podem ser vidas de amores passados, de lápides varridas, de um desejo de uma vida inteira, de se poder ser feliz sem pensar. Nestas histórias, nestes silêncios destas falas, nos risos e nas traições, vamos identificando a noite de um país, a noite cheia de vozes de todos nós, e a noite silenciosa que é o isolamento de cada um. Como diz o autor - "porque aquilo que escrevo pode ler-se no escuro"
Fontes:
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
"A prisão do silêncio"
Ao contrário dos vários profissionais pelos quais as crianças passavam, Torey desenvolvia uma relação de amizade com elas e o mesmo tenta fazer com este jovem, trabalhando em cada consulta para que ele confie suficientemente nela.
Ao longo dos anos institucionalizado, o seu passado foi-se perdendo nos processos burocráticos e essa ausência de informação enfurece Torey, uma vez que vai dificultar o seu próprio trabalho.
Ao inicio, as suas sessões com Torey são frustrantes, até que ela começa a adoptar métodos quase ridículos para médicos especializados. Ela lia-lhe livros, cantava canções com ele, anedotas… Coisas normais… Que o fizeram falar com ela, mas para sua frustração, apenas com ela. Fora da sala de onde se realizam as sessões, ele volta a ser o mesmo miúdo, fechado em si mesmo.
Depois de algumas sessões, Kevin, começa a demonstrar várias facetas, algumas delas bastante violentas chegando mesmo a agredir Torey, e outras mais artísticas. Interessa-se por desenhar: e é para o papel que transmite as suas emoções mais profundas, o ódio pelo padrasto, desenhando com uma minuciosidade incrível. Mas, a parte assustadora, é que os seus desenhos mostram actos violentos demasiadamente detalhados. Qual o segredo que Kevin esconde?
Aos poucos, o jovem começa a falar de certas atitudes violentas por parte do padrasto. Fala-lhe da sua irmã mais nova, das suas aventuras com ela (cuja existência Torey chega a duvidar), e da sua morte, provocada pelo padrasto.
Paralelamente ao seu trabalho na clínica, Torey inscreve-se num programa de “Irmãs mais velhas”, ou seja, ser a irmã mais velha em “faz de conta” de crianças que precisam de ajuda, para a sua integração e na criação de valores. Torey fica então "irmã mais velha" de uma miúda de nariz empinado, que mente e inventa histórias para se tentar integrar e valorizar-se a si mesma: uma forma criativa de defesa criada pela menina.
A miúda começa a estar constantemente na sua casa, começa a fazer parte da sua vida. E ela, como “coração mole” que é, não consegue dizer que não. Vai ser interessante ver a evolução da sua relação com esta menina.
O que marca mais:
"Nenhum Deus faria um mundo onde houvesse tantas pessoas que não têm um único ser que as ame. Se o mundo tivesse sido feito segundo um plano, haveria pessoas suficientes para toda a gente ser amada."
"Mal do coração. É como um cancro invisivel. Está no nosso coração. Pode-se senti-lo. Come-nos por dentro. É o que se tem quando não se faz seja o que for para além de nascer. O coração nunca é utilizado. E por isso apanha-se o mal do coração e o coração degrada-se. Muitas vezes, antes de o resto do corpo se degradar. Só que isso não tem importância porque, uma vez morto o coração, também estamos mortos."
Um livro forte, com cenas simplesmente horriveis de violência.
Esta é a sinopse deste livro:
Quando a técnica de educação especial Torey Hayden aceitou ocupar-se do jovem Kevin de 15 anos, encontrou um miúdo a quem o mundo exterior causava pânico e que vivia fechado num mutismo voluntário No entanto aquela era apenas a parte visível de um abismo de sofrimento.
Em todas as instituições por onde passara, consideravam-no um caso perdido e a própria Hayden sentiu-o como um vencido e compreendeu que só por milagre conseguiria ultrapassar os muros que ele construíra à sua volta. Mas Hayden tem um coração maior que o mundo e sentia-se incapaz de desistir dele. Pouco a pouco foi descobrindo uma história chocante de violência e abandono e um terrível segredo que um indiferente processo burocrático tinha simplesmente esquecido.
Mais um grande livro, que merece uma reflexão profunda: vou de certeza voltar a ler esta autora, pois ainda me faltam ler alguns titulos desta coleção. Nota 4.
"A prisão do silêncio"
Ao contrário dos vários profissionais pelos quais as crianças passavam, Torey desenvolvia uma relação de amizade com elas e o mesmo tenta fazer com este jovem, trabalhando em cada consulta para que ele confie suficientemente nela.
Ao longo dos anos institucionalizado, o seu passado foi-se perdendo nos processos burocráticos e essa ausência de informação enfurece Torey, uma vez que vai dificultar o seu próprio trabalho.
Ao inicio, as suas sessões com Torey são frustrantes, até que ela começa a adoptar métodos quase ridículos para médicos especializados. Ela lia-lhe livros, cantava canções com ele, anedotas… Coisas normais… Que o fizeram falar com ela, mas para sua frustração, apenas com ela. Fora da sala de onde se realizam as sessões, ele volta a ser o mesmo miúdo, fechado em si mesmo.
Depois de algumas sessões, Kevin, começa a demonstrar várias facetas, algumas delas bastante violentas chegando mesmo a agredir Torey, e outras mais artísticas. Interessa-se por desenhar: e é para o papel que transmite as suas emoções mais profundas, o ódio pelo padrasto, desenhando com uma minuciosidade incrível. Mas, a parte assustadora, é que os seus desenhos mostram actos violentos demasiadamente detalhados. Qual o segredo que Kevin esconde?
Aos poucos, o jovem começa a falar de certas atitudes violentas por parte do padrasto. Fala-lhe da sua irmã mais nova, das suas aventuras com ela (cuja existência Torey chega a duvidar), e da sua morte, provocada pelo padrasto.
Paralelamente ao seu trabalho na clínica, Torey inscreve-se num programa de “Irmãs mais velhas”, ou seja, ser a irmã mais velha em “faz de conta” de crianças que precisam de ajuda, para a sua integração e na criação de valores. Torey fica então "irmã mais velha" de uma miúda de nariz empinado, que mente e inventa histórias para se tentar integrar e valorizar-se a si mesma: uma forma criativa de defesa criada pela menina.
A miúda começa a estar constantemente na sua casa, começa a fazer parte da sua vida. E ela, como “coração mole” que é, não consegue dizer que não. Vai ser interessante ver a evolução da sua relação com esta menina.
O que marca mais:
"Nenhum Deus faria um mundo onde houvesse tantas pessoas que não têm um único ser que as ame. Se o mundo tivesse sido feito segundo um plano, haveria pessoas suficientes para toda a gente ser amada."
"Mal do coração. É como um cancro invisivel. Está no nosso coração. Pode-se senti-lo. Come-nos por dentro. É o que se tem quando não se faz seja o que for para além de nascer. O coração nunca é utilizado. E por isso apanha-se o mal do coração e o coração degrada-se. Muitas vezes, antes de o resto do corpo se degradar. Só que isso não tem importância porque, uma vez morto o coração, também estamos mortos."
Um livro forte, com cenas simplesmente horriveis de violência.
Esta é a sinopse deste livro:
Quando a técnica de educação especial Torey Hayden aceitou ocupar-se do jovem Kevin de 15 anos, encontrou um miúdo a quem o mundo exterior causava pânico e que vivia fechado num mutismo voluntário No entanto aquela era apenas a parte visível de um abismo de sofrimento.
Em todas as instituições por onde passara, consideravam-no um caso perdido e a própria Hayden sentiu-o como um vencido e compreendeu que só por milagre conseguiria ultrapassar os muros que ele construíra à sua volta. Mas Hayden tem um coração maior que o mundo e sentia-se incapaz de desistir dele. Pouco a pouco foi descobrindo uma história chocante de violência e abandono e um terrível segredo que um indiferente processo burocrático tinha simplesmente esquecido.
Mais um grande livro, que merece uma reflexão profunda: vou de certeza voltar a ler esta autora, pois ainda me faltam ler alguns titulos desta coleção. Nota 4.
"Filhos do Abandono"
Torey Haden foi novamente a minha escolha em Julho, uma vez que gostei bastante os primeiros livros dela que li. "Filhos do abandono" fala-nos novamente de casos vivenciados por esta docente, especialista na área da educação especial, principalmente em trabalhar com casos de mutismo seletivo.
Da sua forma de escrever, Torey leva-nos ao fundo de cada tema, dos abusos ao autismo, da educação especial tocando ao de leve nos contornos judiciais que podem abranger cada caso. A sua experiência é em cada livro descrita de uma forma clara, que foge à mera descrição de um caso, levando-nos a embrenharmo-nos em cada situação como se de um romance se tratasse.
Nota 5.
terça-feira, 23 de julho de 2013
"O melhor que um homem pode ter"
A difícil tarefa de conjugar duas realidades que parecem distantes, mas que estão interligadas de tal forma que lhe será impossível escolher uma em vez da outra.
Michael Adams é um músico londrino que tenta ganhar a vida como compositor de jingles de publicidade. Na casa dos trinta, ainda anda às voltas com as suas angústias existenciais, profissionais e, sobretudo, matrimoniais. Michael é apaixonado por Catherine e pelos seus filhos, disso ninguém duvida, o problema é a sensação de falta de espaço que ele sente. E rapidamente, tudo se começa a transformar na sua vida, numa espiral de omissões e mentiras, que o levam a viver uma vida dupla e a estrar numa espiral descendente, quase sem se aperceber disso, tanto na sua vida familiar como profissional.
Michael opta por passar a maior parte do tempo sem fazer rigorosamente nada, ou muito pouco, num apartamento do outro lado do rio Tamisa, longe de casa, onde tem os aparelhos de gravação e composição. Nesse espaço, a sua convivência faz-se com três outros homens solteiros, cada um com a sua deliciosa idiossincrasia.
De vez em quando, quando as saudades dos filhos ou da mulher são mais fortes, regressa ao lar em visitas mais ou menos fugazes, mas as temporadas “no trabalho” são cada vez mais longas e frequentes, enquanto Catherine tem de suportar sozinha todo o trabalho doméstico e de educar e criar as crianças.
Um livro de John O'Farrel, de uma escrita surpreendente, que se lê num fôlego e que é, em certa parte, uma obra particularmente interessante para as mulheres, que descobrem aqui algo mais sobre o universo masculino.
domingo, 14 de julho de 2013
"Uma criança em perigo"
Torey Hayden nasceu em 1951 em Livingston, Montana, nos Estados Unidos. Apesar de ter uma formação académica diversificada, dedicou grande parte da sua vida ao ensino especial e à escrita. Os seus livros, inspirados nas crianças e adultos que conheceu no decurso da sua actividade profissional, são bestsellers traduzidos para cerca de 30 línguas. Depois de ler o primeiro título desta coleção, não consegui ficar por ali e peguei logo neste outro livro.
Torey Hayden ficou conhecida quando contou a sua história em A Criança Que Não Queria Falar, ao revelar ao mundo o seu trabalho de pedagoga com crianças problemáticas, muitas delas vítimas de abusos físicos e psicológicos. A sua capacidade para exorcizar fantasmas do passado e transformar pesadelos em sonhos é posta à prova perante novos casos de crianças que são deixadas ao seu cuidado. A realidade é que esta professora americana consegue operar milagres, desbloqueando experiências traumáticas, profundamente enraizadas e substituí-las por sentimentos de esperança, amor e confiança.
Neste livro, encontramos uma menina de oito anos que não reage a qualquer estímulo: nunca fala, ri ou chora. Passa o dia aprisionada no seu mundo de sombras, enredada na sua própria teia de problemas. E apesar de toda a preparação anterior da professora nada a fazia antever a terrível revelação que finalmente lhe chegaria. Um livro duro, sério, perturbador.
"Uma criança em perigo"
Torey Hayden nasceu em 1951 em Livingston, Montana, nos Estados Unidos. Apesar de ter uma formação académica diversificada, dedicou grande parte da sua vida ao ensino especial e à escrita. Os seus livros, inspirados nas crianças e adultos que conheceu no decurso da sua actividade profissional, são bestsellers traduzidos para cerca de 30 línguas. Depois de ler o primeiro título desta coleção, não consegui ficar por ali e peguei logo neste outro livro.
Torey Hayden ficou conhecida quando contou a sua história em A Criança Que Não Queria Falar, ao revelar ao mundo o seu trabalho de pedagoga com crianças problemáticas, muitas delas vítimas de abusos físicos e psicológicos. A sua capacidade para exorcizar fantasmas do passado e transformar pesadelos em sonhos é posta à prova perante novos casos de crianças que são deixadas ao seu cuidado. A realidade é que esta professora americana consegue operar milagres, desbloqueando experiências traumáticas, profundamente enraizadas e substituí-las por sentimentos de esperança, amor e confiança.
Neste livro, encontramos uma menina de oito anos que não reage a qualquer estímulo: nunca fala, ri ou chora. Passa o dia aprisionada no seu mundo de sombras, enredada na sua própria teia de problemas. E apesar de toda a preparação anterior da professora nada a fazia antever a terrível revelação que finalmente lhe chegaria. Um livro duro, sério, perturbador.
"A criança que não queria falar"
Torey escreve sobre a sua própria experiência como professora, em particular sobre a sua experiência com as crianças "especiais", que na altura em que esta brilhante mulher começa a trabalhar, eram excluidas em classes onde se juntam várias crianças com disturbios. Em 1980, altura em que o livro foi publicado, a educação seguia de fato outros caminhos que não os que conhecemos agora, mas esta mulher mostra quie estava muito adiante no seu tempo e luta afincadamente pelos direitos destas crianças.
Este seu livro fala-nos da história de Sheila, uma criança de seis anos insociável, violenta, perdida num mundo de raiva e sofrimento. Sheila é condenada a internamento num hospital psiquiátrico por um ato bárbaro que quase tirou a vida de um menino.
Esta é a história verídica e comovente da relação entre uma professora que ensina crianças com dificuldades mentais e emocionais e a sua aluna, Sheila, de seis anos, abandonada por uma mãe adolescente e que até então apenas conheceu um mundo onde foi severamente maltratada e abusada. Relatada pela própria professora, Torey Hayden, é uma história inspiradora, que nos mostra que só uma fé inabalável e um amor sem condições são capazes de chegar ao coração de uma criança aparentemente inacessível. Considerada uma ameaça que nenhum pai nem nenhum professor querem por perto de outras crianças, Sheila dá entrada na sala de Torey, onde ficam as crianças que não se integram noutro lugar. É o princípio de uma relação que irá gerar fortes laços de afecto entre ambas, e o início de uma batalha duramente travada para esta criança desabrochar para uma vida nova de descobertas e alegria.
Nota 5.
"A criança que não queria falar"
Torey escreve sobre a sua própria experiência como professora, em particular sobre a sua experiência com as crianças "especiais", que na altura em que esta brilhante mulher começa a trabalhar, eram excluidas em classes onde se juntam várias crianças com disturbios. Em 1980, altura em que o livro foi publicado, a educação seguia de fato outros caminhos que não os que conhecemos agora, mas esta mulher mostra quie estava muito adiante no seu tempo e luta afincadamente pelos direitos destas crianças.
Este seu livro fala-nos da história de Sheila, uma criança de seis anos insociável, violenta, perdida num mundo de raiva e sofrimento. Sheila é condenada a internamento num hospital psiquiátrico por um ato bárbaro que quase tirou a vida de um menino.
Esta é a história verídica e comovente da relação entre uma professora que ensina crianças com dificuldades mentais e emocionais e a sua aluna, Sheila, de seis anos, abandonada por uma mãe adolescente e que até então apenas conheceu um mundo onde foi severamente maltratada e abusada. Relatada pela própria professora, Torey Hayden, é uma história inspiradora, que nos mostra que só uma fé inabalável e um amor sem condições são capazes de chegar ao coração de uma criança aparentemente inacessível. Considerada uma ameaça que nenhum pai nem nenhum professor querem por perto de outras crianças, Sheila dá entrada na sala de Torey, onde ficam as crianças que não se integram noutro lugar. É o princípio de uma relação que irá gerar fortes laços de afecto entre ambas, e o início de uma batalha duramente travada para esta criança desabrochar para uma vida nova de descobertas e alegria.
Nota 5.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
"A esperança reencontrada"
Um Romance de Andrew Mark. Terminei esta tarde a sua leitura. É um daqueles livros que dá vontade de levar para todo o lado: para a praia, para a cama, para a sala de espera, para o parque... um romance arrebatador.
Ben Minor é um ex-estudante de medicina que decide sair de Nova Iorque e tentar deixar para trás todos os seus problemas. Enquanto se dirige para o hotel onde iria passar uns dias, depara-se com um acidente. Na estrada, na sua frente, uma mulher precisa desesperadamente de ajuda e são as suas ações céleres e os seus francos conhecimentos de medicina que a salvam da morte. O destino, levou-o até Cottage Mills, uma pequena localidade entre o Maine e o Canadá, onde conhece Annie. Ben apaixona-se por Annie, enquanto vai ajudando várias pessoas, respondendo aos seus pedidos de auxílio. As descobertas que faz a partir daí, levam-no a recear pela vida de Annie, pelo que tenta dar a sua ajuda mais uma vez, mas nem tudo corre como seria esperado. Uma farsa ainda está escondida.
Um livro apaixonante, belo, cativante. Uma história de amor entre dois adultos que sabem que a vida não é fácil, nem simples. Não se trata de um conto de fadas, mas de uma história por vezes retratante de desepero, de mágoas rebatidas e de amores não correspondidos.
Existem histórias de amor bem bonitas, não é?
"A esperança reencontrada"
Um Romance de Andrew Mark. Terminei esta tarde a sua leitura. É um daqueles livros que dá vontade de levar para todo o lado: para a praia, para a cama, para a sala de espera, para o parque... um romance arrebatador.
Ben Minor é um ex-estudante de medicina que decide sair de Nova Iorque e tentar deixar para trás todos os seus problemas. Enquanto se dirige para o hotel onde iria passar uns dias, depara-se com um acidente. Na estrada, na sua frente, uma mulher precisa desesperadamente de ajuda e são as suas ações céleres e os seus francos conhecimentos de medicina que a salvam da morte. O destino, levou-o até Cottage Mills, uma pequena localidade entre o Maine e o Canadá, onde conhece Annie. Ben apaixona-se por Annie, enquanto vai ajudando várias pessoas, respondendo aos seus pedidos de auxílio. As descobertas que faz a partir daí, levam-no a recear pela vida de Annie, pelo que tenta dar a sua ajuda mais uma vez, mas nem tudo corre como seria esperado. Uma farsa ainda está escondida.
Um livro apaixonante, belo, cativante. Uma história de amor entre dois adultos que sabem que a vida não é fácil, nem simples. Não se trata de um conto de fadas, mas de uma história por vezes retratante de desepero, de mágoas rebatidas e de amores não correspondidos.
Existem histórias de amor bem bonitas, não é?
"Uma palavra tua"
No geral, achei um bom livro, mas a história não me "encheu as medidas" de forma suficiente. Não conhecia a autora e não me revi, como leitora, na sua forma de escrever, de abordar os temas. Nota 3.
"Romance em Amesterdão"
Ela vai atrás de uma história de amor que lê num livro, casualmente vai descobrir que as coincidências existem e encontra o autor desse mesmo livro. Mas a sua história em Lisboa estava longe de estar terminada. A sua ida a Amesterdão serviria apenas para pôr a cabeça em ordem, mas não foi isso que na verdade aconteceu.
Quando, subitamente, numa azafamada manhã, numa estação de metro, se voltaram a encontrar. Quinze anos passados, que podiam ter feito ambos esquecer esta paixão. Quando tudo parecia ter sido diluído no tempo, eis que o passado volta a ser vivido no presente. Ele, seguiu o conselho dela, começou a acreditar mais em si e no seu trabalho. Ela criou a sua família, tem uma filha adolescente e um marido trabalhador, mas não se sente feliz. Apesar de negar veementemente essa sua vontade, acaba por ceder aos seus desejos e cai nos braços do seu amor de juventude.
Um livro que nos fala de escolhas, de situações que vão surgindo e das quais as personagens têm de se desenvencilhar escolhendo um dos caminhos. No entanto, o livro torna-se mais fraco pela falta de surpresa, as tentativas de suspense não passam disso e deixaram-me desiludida. Gostei mais do outro romance do mesmo autor "Encontro em Jerusalém".
Para este, nota 3.
"Romance em Amesterdão"
Ela vai atrás de uma história de amor que lê num livro, casualmente vai descobrir que as coincidências existem e encontra o autor desse mesmo livro. Mas a sua história em Lisboa estava longe de estar terminada. A sua ida a Amesterdão serviria apenas para pôr a cabeça em ordem, mas não foi isso que na verdade aconteceu.
Quando, subitamente, numa azafamada manhã, numa estação de metro, se voltaram a encontrar. Quinze anos passados, que podiam ter feito ambos esquecer esta paixão. Quando tudo parecia ter sido diluído no tempo, eis que o passado volta a ser vivido no presente. Ele, seguiu o conselho dela, começou a acreditar mais em si e no seu trabalho. Ela criou a sua família, tem uma filha adolescente e um marido trabalhador, mas não se sente feliz. Apesar de negar veementemente essa sua vontade, acaba por ceder aos seus desejos e cai nos braços do seu amor de juventude.
Um livro que nos fala de escolhas, de situações que vão surgindo e das quais as personagens têm de se desenvencilhar escolhendo um dos caminhos. No entanto, o livro torna-se mais fraco pela falta de surpresa, as tentativas de suspense não passam disso e deixaram-me desiludida. Gostei mais do outro romance do mesmo autor "Encontro em Jerusalém".
Para este, nota 3.
"Falsa Identidade"
Um livro de Lisa Scottoline que fui buscar à biblioteca do Seixal no início do mês e que me levou poucos dias a devorar.
O romance fala-nos de uma jovem advogada que se vê confrontada com uma nova cliente, detida no corredor da morte à espera de um julgamento que por si só já parece concluído ainda antes das alegações finais: a arguida está acusada de ter assassinado o seu companheiro, um agente da polícia, envolvido em esquemas duvidosos. Mas ao chegar perto da detida, parece estar a ver-se no espelho: basta um olhar maios atento para começar a encontrar semelhanças entre as duas. E mais: ela tem provas de que é sua irmã gémea.
Um policial intrigante e dramático. Para quem já conhece esta autora, volta a reencontrar Bennie Rosato, a directora de uma firma de advogados que investiga um crime em que a acusada - Alice Connoly - é sua cliente. Suspeita de ter assassinado um detective da polícia diz-se sua irmã gémea, sendo em tudo igual a ela. Estará Bennie a sonhar? Foi criada apenas pela sua mãe e agora a sua cliente fala-lhe do pai de ambas, há muito desaparecido. O perigo e o suspense fazem também parte deste alucinante enredo.
"D. Maria II"
No seguimento da leitura de D. Maria I, procurei agora pela história de D. Maria II, de Isabel Stilwell. Neste romance, à semelhança dos ant...
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Hoje está um dia tão bonito, não está? Um dia alegre, soalheiro, que nos convida a ir para a rua e a apreciar a primavera que já chegou. Me...
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Ontem estive a ver um programa na RTP Memória (Visita Guiada) sobre a Biblioteca Nacional e onde se fala não só da sua magnífica arquitetura...
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Procurei por este livro desde logo porque percebi que aqui era dada continuidade à história de Isabel de Aragão , que tinha acabado de ler a...

