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A mostrar mensagens de fevereiro, 2025

Dia Internacional da Língua Materna

Numa época em que somos um emaranhado de gentes, nacionalidades, culturas e línguas, importa celebrar o Dia Internacional da Língua Materna. Não a minha, não a vossa, a de todos nós. A língua materna é a nossa primeira ligação a uma família, a uma comunidade. É a doçura de um embalo, o ritmo de uma canção de roda, a lengalenga e a cantilena. É a poesia na voz de uma criança, tentando reproduzir um ditado popular ensinado na casa da avó. Seja em que língua for, de onde quer que tenham vindo, celebrem a vossa língua. Ela é a vossa pertença, o passado que não se pode deixar fugir. A minha é o Português. Um português salpicado de pexito, dos pregões da minha vila, das canções da (antiga e da Nova) Galé, dos gritos à janela para que fossemos para casa, do samba na avenida banhado em ritmos brasileiros e das cegadas de Alfarim. "O Dia Internacional da Língua Materna celebra-se, anualmente, a 21 de fevereiro. Este dia foi criado na 30.ª Conferência Geral da Organização das Nações Unidas ...

"A Ruiva de Auschwitz"

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Este livro apaixonou-me em primeiro lugar pela sua capa e pelo facto de ser uma história real. Aqui, a personagem principal, Rosie, é-nos apresentada pelas palavras da sua neta,   Nechama Birnbaum, numa rarrativa que quase parece um diário pessoal e que nos leva numa viagem ao passado - um passado muito negro e que não queremos que se repita. Mas podemos também reconhecê-la em " Auschwitz, a voz dos Sobreviventes" , documentário transmitido pelo Canal História e em que " 44 sobreviventes que pertencem à pequena minoria que sobreviveu ao horror partilham as suas histórias, e as daqueles que nunca regressaram." Rosie era uma jovem cheia de sonhos, não podia imaginar que a sua vida estava prestes a sofrer uma reviravolta tremenda quando, em 1944, é forçada a abandonar a sua casa e enviada para o mais abominável dos lugares: o campo de morte de Auschwitz. Ela e a irmã Jane são levadas, junto com a mãe e o irmão mais novo para um campo de trabalhos forçados, onde são reb...

"A Coragem de Cilka"

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No seguimento da leitura de "O Tatuador de Auschwitz", li também "A Coragem de Cilka". Desde logo, um livro em que a autora afirma que, ao contrário do primeiro em que a história é quase toda contada pelo próprio protagonista, Lale, neste caso, houve a necessidade de preencher as lacunas com uma história mais ficcionada, embora inspirada em pessoas reais e registos históricos. Cilka, existiu, mas a sua viuda não terá sido exatamente como é contado no romance. Cilka Klein, tem apenas 16 anos quando em 1942 é levada para o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Johann Schwarzhuber, comandante do campo, escolhe-a de entre muitas pela sua beleza e pelos seus longos cabelos que, ao contrário das demais mulheres que os vêm rapados, Cilka vai mantendo. A sua vida no campo acaba por ser, aos olhos de outras prisioneiras, mais leve, mas poucas sabem o que Cilka sofre. Depressa a jovem aprende que, para sobreviver, tem de fazer tudo o que lhe ordenam, mesmo que isso sig...

"O Tatuador de Auschwitz"

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Depois de ter lido alguns dos melhores livros sobre Auschwitz, resolvi procurar outros livros que falassem sobre esta época histórica. "O Tatuador de Auschwitz" foi um desses livros (junto com o qual veio logo da biblioteca municipal também a sequela "A Coragem de Cilka"). Heather Morris, descreve de forma brilhante a história de um rapaz que em 1942 é levado para Auschwitz e que, de repente, lhe surge a sorte (ou a obrigação) de se tornar no ajudante do tatuador de Auschwitz. O gesto daquele homem, salva-lhe a vida e, quantas vezes a sua vida terá de ser salva, pela sorte ou pelo amor e amizade. Também ele, apesar de lutar pela sua própria vida com uma esperança ténue em sair daquele lugar assombroso, acaba por pôr a sua vida em risco para salvar outros.  Quando faz aquilo que mais lhe custa - marcar a pele dos outros prisioneiros tal como lhe marcaram a dele - segura o braço de uma jovem, com quem o olhar se cruza. Depois daquele momento, os dois jovens apaixonado...

"O rapaz do Pijama às Riscas"

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Este era um dos livros que eu tinha a aguardar para ler, assim que me fosse possível e, quando peguei nele, li-o em poucas horas... Bruno é um rapaz de nove anos que vive com os pais e com a irmã em Berlim. Um dia, é-lhe anunciado que irão mudar de casa, devido ao emprego do pai - um comandante que é destacado para Auschwitz. Bruno não entende nada do que se passa e não fica nada satisfeito por abandonar a sua casa e deixar os seus amigos. Mas aos poucos, começa a espreitar pela janela do quarto, na nova casa e, percebe, que há pessoas do lado de lá de uma vedação. Sem nada para fazer, começa a aproximar-se da vedação e é ali que conhece um menino como ele, Shmuel, que por coincidência faz anos exatamente no mesmo dia que ele. Os dois constroem uma relação de amizade, mas continuam separados por algo muito mais denso que a "simples" vedação que está entre os dois. Schmuel é judeu e Bruno é filho de um comandante nazi. Mas para os dois, nada disso interessa. Todas as pessoas q...