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Faleceu António Lobo Antunes

António Lobo Antunes sempre quis ser escritor. Mas foi médico, e foi no consultório do Hospital Miguel Bombarda, onde exercia psiquiatria, que "reconheceu e compreendeu a dimensão da fragilidade humana." Uma fragilidade que se foi perpetuando nos textos que escrevia, fosse nas suas crónicas, fosse através das personagens que criava para os seus livros. Lobo Antunes queria ser escritor, mas foi para a guerra de Angola e lá foi "tenente, cirurgião e psiquiatra." Um homem é muitas coisas e não é só uma que o define. Somos uma data de coisas e é da sua experiência que nascem as suas personagens. E são essas "vozes múltiplas que se atropelam nas páginas que escreve," que se vão enredando nas suas histórias. Lobo Antunes é um homem de memórias, um escritor de factos, que consegue ser frio e direto, mas também metafórico.  Muitos vieram agora falar dele, pesar a sua morte. Desses, quantos o terão realmente lido em vida? O Presidente da República terá sido um dos ...

"Ontem não te vi em Babilónia"

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Este foi um livro difícil, que me deu muita luta para conseguir chegar ao fim. Não é fácil parar uma página e seguir a leitura depois, porque com a mistura de pensamentos que ali desfilam, quando paramos, perdemos o fio à meada. Passou pouco tempo, mas António Lobo Antunes não me podia vencer assim tão facilmente e em setembro de 2013 voltei à carga mas desta vez com este livro. E descobri que tentar desenredar esta meada, é por si só uma tarefa muito complicada. Percebemos algumas das memórias (o suicídio na árvore, a caravana dos ciganos, a tortura às mãos da PIDE...) os lugares onde algumas ações se passaram. O que é ou onde fica esta "Babilónia"?  Sobre o autor: António Lobo Antunes, nasceu em Lisboa, a 1 de Setembro de 1942, no seio de uma família da alta burguesia, filho de João Alfredo Lobo Antunes, um destacado neurologista português. Lobo Antunes especializou-se em psiquiatria, tendo exercido a especialidade durante alguns anos no Hospital Miguel Bombarda até a aband...

"Sôbolos rios que vão"

Quando começamos a ler um livro de António Lobo Antunes, temos de nos preparar para uma escrita um pouco dissociada da realidade, com diversas alegorias, imensas metáforas. Foi isso que percebi em 2013. Andava numa maré de leituras rápidas e que, apesar de algumas delas serem mais difíceis, me faziam passar horas agarrada a um livro até o acabar. Desta vez isto não aconteceu. Perceber tudo como se houvesse um fio que nos orienta neste labirinto, não é fácil, temos de levar a leitura de espírito aberto.  E por isso, este não é um livro fácil. É precisa uma boa dose de paciência. Eu, pessoalmente, tive de me deixar levar porque não encontrei um fio condutor na história. Quando parava de ler, parecia que simplesmente não conseguiria contar aquilo que tinha lido. Confesso que não terminei o livro e que saltei muitas páginas. Isso é raro acontecer comigo.

"Sôbolos rios que vão"

Depois de ler "Ontem não te vi em Babilónia", terminar este segundo livro de António Lobo Antunes, foi um pouco mais complicado. Se no primeiro ainda mantive a esperança de me orientar neste tipo de escrita, tão diferente daquilo a que estou habituada, neste já não mantive qualquer ilusão. Não é um livro nada fácil. É precisa uma boa dose de paciência. Temos de encontrar um fio condutor na história o que neste caso não existe (perdoem-me mas eu não o encontrei) e deixarmo-nos levar pelo enredo. Não me foi possível fazê-lo. Se parasse simplesmente não conseguiria contar aquilo que tinha lido. Confesso que não terminei o livro e que saltei muitas páginas. Talvez noutra fase da minha vida, esteja mais madura, mais preparada para este tipo de livros, ou só porque os livros devam ser um escape e não um trabalho difícil de concluir.

"Sôbolos rios que vão"

Depois de ler "Ontem não te vi em Babilónia", terminar este segundo livro de António Lobo Antunes, foi um pouco mais complicado. Se no primeiro ainda mantive a esperança de me orientar neste tipo de escrita, tão diferente daquilo a que estou habituada, neste já não mantive qualquer ilusão. Não é um livro nada fácil. É precisa uma boa dose de paciência. Temos de encontrar um fio condutor na história o que neste caso não existe (perdoem-me mas eu não o encontrei) e deixarmo-nos levar pelo enredo. Não me foi possível fazê-lo. Se parasse simplesmente não conseguiria contar aquilo que tinha lido. Confesso que não terminei o livro e que saltei muitas páginas. Talvez noutra fase da minha vida, esteja mais madura, mais preparada para este tipo de livros, ou só porque os livros devam ser um escape e não um trabalho difícil de concluir.

"Sôbolos rios que vão"

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Neste momento, ainda ando à roda de "Sôbolos Rios que vão", de António Lobo Antunes. Sim porque não desisto facilmente e, se o primeiro foi difícil, este também não se revelou nada fácil. Neste livro, a história passa-se entre os últimos dias de Março e Abril de 2007. Após uma operação, o narrador ainda confuso pela anestesia e pelas dores, contando fragmentos das suas memórias e das suas fantasias. Fala-nos da sua família, da terra onde passou a sua infância e dos seus temores com a ideia de morte que toda a situação de doença lhe trouxe. O próprio titulo é uma incógnita. Desta feita ainda, o livro faz-nos passear pela mente de um homem perturbado. Não sendo fácil desenredar o real do imaginário. Um livro que tem tanto de literário, de romance, como de ficcional. Um texto por vezes puramente criativo, como se o escritor pusesse no papel todas as palavras que lhe surgem na mente, mas se assim fosse, quão arrumada esta mente poderia ser? Tal como referido na wikipedia, "A...