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Poesia para dias bonitos...

 Hoje está um dia tão bonito, não está? Um dia alegre, soalheiro, que nos convida a ir para a rua e a apreciar a primavera que já chegou. Mesmo quando a felicidade está oculta por outros problemas e os olhos manifestam o cansaço acumulado, a primavera acaba por nos ajudar a ter esperança. Lá fora... lá fora as balas zunem, mas aqui...aqui olhamos as andorinhas que chegam e que nos trazem a primavera com elas.  É a Primavera a chegar   Na colmeia, em zumbido constante Estão obreiras a trabalhar O frio já ficou a montante Está a Primavera a chegar.   Traz consigo as andorinhas Que depois de muito voar Encontram nas varandinhas Um sítio para descansar.   Ocupam agora com cautela Os ninhos que ali deixaram Por cima da minha janela As andorinhas já chegaram!   (Elsa Filipe, março de 2026)

Hoje celebra-se a Poesia

Além de se comemorar a entrada da primavera, essa estação das flores, dos dias mais azuis e mais quentes, também se assinala hoje uma data muito especial: o Dia Mundial da Poesia. Eu gosto de escrever e, confesso, sou mais apreciadora de escrever em prosa do que em verso, mas de vez em quando lá me desafio (ou me desafiam) a escrever alguns versos. E quando me dedico, a minha cabeça enrodilha-se nas linhas e entrelinhas que compõe os versos. Não me considero nada boa nisso e fico sempre a achar que falta algo, que não está totalmente bem, ou que podia ter encontrado uma palavra diferente para transmitir aquilo que queria. É culpa da minha exigência... No fundo, a minha grande questão é:  Para que nos serve a poesia ou como é que nós servimos a poesia?  É que a poesia em si é um exercício que me desafia na arte da escrita, mas confesso que não gosto propriamente de ler poesia. Bem, a verdade é que depende. É que para mim a poesia é para ser lida quando precisamos... e há dias e...

Escrita... no banco do jardim

Na minha rua, há um banco de jardim. Castanho, voltado para o rio que corre mais abaixo, tem na vista a paisagem saudosa dos homens que ali se sentam. De manhã, um morador, de um prédio dos arredores, senta-se só no banco e lembra-se dos que deixou para trás. Está cá a lutar pela sua vida, a cuidar da sua saúde, com poucas notícias dos seus, que deixou em Moçambique. Será rápido o regresso? Não sabe, ninguém lhe consegue dizer. Senta-se a olhar o rio, deixando que a água dos seus olhos espreite e veja que não vale a pena competir, com a força da maré que enche. O sol ainda amorna as manhãs, ainda lhe aquece o corpo e o coração, mas deixa o banco pouco depois para regressar ao lar que por estes dias tornou seu.  Pouco depois, vão chegando, um a um, às vezes em par, outros que usam o banco, apenas para conversar. Agrada-me assim vê-los, sem nada que fazer, na plenitude dos dias, aparecem para se ver. O convívio é diário, discutem quem vai e quem chega. Todos os cumprimentam, confiam na s...

Poesia que nos faz pensar...

Nem todas as crianças, têm direito a brincar. Este poema que escrevi poderia contar a história de um menino nascido nos anos quarenta ou cinquenta... mas  pode ser tão atual ainda, não pode? Trabalho infantil De saco na mão Um pero e um pão Lá vai o menino.   Atravessa campos Sonhando acordado Salteia riachos e chega ao destino. Nos pés gelados Feridos e marcados Pela dor do frio, Calça as botas, Põe a bata e segue, Trabalha com brio. Come o pão e o pero, No final da jorna Aquece as mãos, Trabalha até tarde Para levar para casa Sopa para os irmãos.   Dez anos apenas Estudar ou brincar Não sabe o que é, Quanto mais escrever Sabe lá ele ler Mas sabe contar As horas que faltam Para ir para casa Enfim descansar. Elsa Filipe, 2023

Poesia, de pés na areia

Este foi um dos poemas que escrevi para um concurso de poesia ao qual concorri este ano. Não espero nenhum prémio, mas pelo menos deu-me um incentivo para continuar a escrever e não desistir. Areia Sentada na sua cadeira Sente os olhos a fechar. Por momentos, não é só O cheiro do mar nem o vento, É a areia, o seu calor Que chegam para a embalar.   Sentada na sua cadeira Não precisam de a empurrar Desce, num sonho embalado Pela praia, a caminho do mar Fechando os olhos tem na pele, Aquele breve salpicar.   Sentada na sua cadeira, Que desde menina tem Fecha os olhos, Levemente, E sente nas pernas, dormentes, O calor do sol também.   Sentada na sua cadeira A manta? Já não a tapa Pois está embalada num sonho Em que pode correr na areia E um sorriso… tão perfeito, que dos seus lábios lhe escapa!   Não lhe falta caminhar Correr, nem sequer dançar! Mesmo não se levantando Ela é capaz de voar! Basta um sono tranquilo Para a levar adiante E é uma criança feliz Nem que seja só um instante! Elsa ...

Será real.. poesia

Será real, o arco-íris que eu vejo lá no céu? Mas, se não lhe posso tocar! E ele não pode ser meu... Serão reais as estrelas, que à voite vejo brilhar? Podem ser, bem as vejo, Mas não lhes posso chegar! Serão reais as nuvens, que o sol estão a tapar? São pois! Porque me molho,  Quando elas começam a chorar! Será real, o amor, que sinto no meu coração? Como o posso eu explicar! Se tu, nem me dás a tua mão? Elsa Filipe

A importância dos livros

Na minha vida, os livros sempre desempenharam um papel muito importante. Aprendi a ler muito cedo e desde logo me comecei a aventurar por livros cada vez maiores, com mais páginas, com temas diferentes. Os livros foram os companheiros de brincadeira que muitas vezes eu não encontrava nas outras crianças da minha idade. Os livros são uma companhia. Respeito cada escritor, cada linha, cada palavra. Os livros não são apenas uma história contada. São o trabalho de várias pessoas, uma das quais é o escritor, que nos agarra pelas palavras à verdadeira essência da história. Os livros não são um elemento decorativo. São instrumentos de trabalho, são fontes de prazer e de entretenimento, são pedaços de cultura e de história que podemos agarrar com as mãos e desfolhar com os olhos.  O pior que posso ver são livros deitados ao lixo. São pedaços de alma de alguém que foram esquecidos e abandonados! Gostava de ter mais tempo para ler, mais tempo para os meus livros e para os meus blogues também. 

A importância dos livros

Na minha vida, os livros sempre desempenharam um papel muito importante. Aprendi a ler muito cedo e desde logo me comecei a aventurar por livros cada vez maiores, com mais páginas, com temas diferentes. Os livros foram os companheiros de brincadeira que muitas vezes eu não encontrava nas outras crianças da minha idade. Os livros são uma companhia. Respeito cada escritor, cada linha, cada palavra. Os livros não são apenas uma história contada. São o trabalho de várias pessoas, uma das quais é o escritor, que nos agarra pelas palavras à verdadeira essência da história. Os livros não são um elemento decorativo. São instrumentos de trabalho, são fontes de prazer e de entretenimento, são pedaços de cultura e de história que podemos agarrar com as mãos e desfolhar com os olhos.  O pior que posso ver são livros deitados ao lixo. São pedaços de alma de alguém que foram esquecidos e abandonados! Gostava de ter mais tempo para ler, mais tempo para os meus livros e para os meus blogues também. 

Um pouco sobre mim

Ja tenho falado aqui e ali sobre mim, mas não é algo que eu goste de fazer. Nesta data, o blogiue mudou de morada e o que havia foi transcrito para o Sapo. Aqui ficará enquanto for possível! Eu em pequena gostava muito de passar horas sentada no meu cantinho a ler. Devorava livros, especialmente durante as Férias de verão. E era aquela menina que aos 11 anos, já lia coisas que não eram para a sua idade escondida debaixo dos lençóis com uma lanterna de bolso. Agora como mãe, passo ao meu filho o gosto pela leitura e pelos livros.  Se tiverem algo de importante e de interessante a acrescentar às minhas publicações, disponham do espaço dos comentários para o fazer. Será giro termos opiniões diferentes sobre um mesmo livro, o que tornará este blogue um local mais rico e participado.

Tempo para ler

Estamos em Julho e este não foi um bom ano para leituras. Falta de tempo, outras prioridades. Ler é para mim um escape, uma companhia. Este ano, não tenho tido muitos momentos sozinha, sem ter nada para fazer e com tempo para me entregar à leitura. Mas li.  Li alguns livros que me agradaram e dos quais vos vou agora falar. Passei por outros blogues e sites de leitura. Gosto de ter tempo para ler, de ter a cabeça ali, nas páginas do livro e a capacidade de me envolver na leitura sem me perder na história. Este ano a minha lista ainda é muito curtinha, mas talvez o verão traga novos títulos, mais romances, novos autores.  E planeio agora umas visitas à biblioteca (tenho estado mais pela Ludoteca e Bebeteca, onde o meu filho se perde no meio dos jogos e brincadeiras e onde eu me perco a olhar para ele, na sua beleza e inocência, na descoberta de um espaço bem agradável).    

Tempo para ler

Estamos em Julho e este não foi um bom ano para leituras. Falta de tempo, outras prioridades. Ler é para mim um escape, uma companhia. Este ano, não tenho tido muitos momentos sozinha, sem ter nada para fazer e com tempo para me entregar à leitura. Mas li.  Li alguns livros que me agradaram e dos quais vos vou agora falar. Passei por outros blogues e sites de leitura. Gosto de ter tempo para ler, de ter a cabeça ali, nas páginas do livro e a capacidade de me envolver na leitura sem me perder na história. Este ano a minha lista ainda é muito curtinha, mas talvez o verão traga novos títulos, mais romances, novos autores.  E planeio agora umas visitas à biblioteca (tenho estado mais pela Ludoteca e Bebeteca, onde o meu filho se perde no meio dos jogos e brincadeiras e onde eu me perco a olhar para ele, na sua beleza e inocência, na descoberta de um espaço bem agradável).    

A limpar a ferrugem deste espaço

Às vezes chegamos a uma altura em que temos de fazer escolhas: ou fechamos de vez, ou limpamos a ferrugem e o pó que se vão acumulando, oleamos a corrente e pomos tudo a funcionar novamente. Este cantinho estava a ficar com teias de aranha! Mas fechá-lo não foi uma opção em que pensasse muito tempo! Dediquei-lhe já tanto que agora não fazia muito sentido fechá-lo sem mais nem menos. Aqui falei muito sobre livros e reler alguns desses momentos, trouxe-me recordações que já estavam um pouco esquecidas. O tempo parece que me fugiu por entre os dedos! A vida correu muito apressada e agora ando numa fase em que tudo tem de ser reorganizado - a casa, as finanças, o trabalho, as ideias e, até, os livros. Nada de grave, apenas um Projeto que não resultou, mas como em tudo, o caminha não é simplesmente desistir. Desta feita, tenho de olhar em frente, guardando comigo todas as lições que tirei destes últimos meses. Tenho andado cansada e, antes que chegue à exaustão, tomei algumas medidas. Uma d...

A limpar a ferrugem deste espaço

Às vezes chegamos a uma altura em que temos de fazer escolhas: ou fechamos de vez, ou limpamos a ferrugem e o pó que se vão acumulando, oleamos a corrente e pomos tudo a funcionar novamente. Este cantinho estava a ficar com teias de aranha! Mas fechá-lo não foi uma opção em que pensasse muito tempo! Dediquei-lhe já tanto que agora não fazia muito sentido fechá-lo sem mais nem menos. Aqui falei muito sobre livros e reler alguns desses momentos, trouxe-me recordações que já estavam um pouco esquecidas. O tempo parece que me fugiu por entre os dedos! A vida correu muito apressada e agora ando numa fase em que tudo tem de ser reorganizado - a casa, as finanças, o trabalho, as ideias e, até, os livros. Nada de grave, apenas um Projeto que não resultou, mas como em tudo, o caminha não é simplesmente desistir. Desta feita, tenho de olhar em frente, guardando comigo todas as lições que tirei destes últimos meses. Tenho andado cansada e, antes que chegue à exaustão, tomei algumas medidas. Uma d...

Novo projeto pessoal e profissional

Bom dia. Quando se inicia um novo projeto as leituras passam a ser outras. Levo atrás de mim folhas de legislação, artigos sobre educação infantil e revistas temáticas sobre educação de infância. Troquei os meus livros de cabeceira. Leio pelo trabalho em que me envolvo, mas não sem prazer no que estou a fazer! Um novo projeto que saiu este ano, quentinho como pão acabado de fazer, barrado de manteiga... e só de pensar nisso vai dando fome. Continuo em busca de um sonho, porque ele não se conclui no iniciar de um novo ano, mas as perspetivas são boas. Agora são só cinco, mas mais virão depois. Crescer é algo que queremos fazer juntos, nós como família que nos envolvemos numa relação muito mais atribulada agora e quase sem tempo para passarmos em casa ou para falar de outras coisas que não sejam trabalho. A equipa educativa que começa pequenina, mas esperançosa, dinâmica, trabalhadora, empenhada e sonhadora. Os pais que nos apoiam e nos confiam o seu mais precioso tesouro. E assim começo...

"Sôbolos rios que vão"

Depois de ler "Ontem não te vi em Babilónia", terminar este segundo livro de António Lobo Antunes, foi um pouco mais complicado. Se no primeiro ainda mantive a esperança de me orientar neste tipo de escrita, tão diferente daquilo a que estou habituada, neste já não mantive qualquer ilusão. Não é um livro nada fácil. É precisa uma boa dose de paciência. Temos de encontrar um fio condutor na história o que neste caso não existe (perdoem-me mas eu não o encontrei) e deixarmo-nos levar pelo enredo. Não me foi possível fazê-lo. Se parasse simplesmente não conseguiria contar aquilo que tinha lido. Confesso que não terminei o livro e que saltei muitas páginas. Talvez noutra fase da minha vida, esteja mais madura, mais preparada para este tipo de livros, ou só porque os livros devam ser um escape e não um trabalho difícil de concluir.

"Sôbolos rios que vão"

Depois de ler "Ontem não te vi em Babilónia", terminar este segundo livro de António Lobo Antunes, foi um pouco mais complicado. Se no primeiro ainda mantive a esperança de me orientar neste tipo de escrita, tão diferente daquilo a que estou habituada, neste já não mantive qualquer ilusão. Não é um livro nada fácil. É precisa uma boa dose de paciência. Temos de encontrar um fio condutor na história o que neste caso não existe (perdoem-me mas eu não o encontrei) e deixarmo-nos levar pelo enredo. Não me foi possível fazê-lo. Se parasse simplesmente não conseguiria contar aquilo que tinha lido. Confesso que não terminei o livro e que saltei muitas páginas. Talvez noutra fase da minha vida, esteja mais madura, mais preparada para este tipo de livros, ou só porque os livros devam ser um escape e não um trabalho difícil de concluir.

Por linhas...

...que fazem sentido para mim: "O sistema político criado obedecia a duas regras essenciais: havia um poder absoluto e um poder popular. O poder absoluto era como que uma presidência. Havia um conselho composto por cinco pessoas que governavam o país." "Todos tinham um nível de vida mais ou menos idêntico. As profissões eram todas valorizadas." "O poder popular era o detentor da justiça. A equivalência dos níveis de vida tinha sido um fator determinante para a diminuição dos níveis de criminalidade." Elsa Filipe, "O re(c)tângulo"

"O re(c)tângulo"

No final de 2011 a editora Alfarroba lançou o concurso literário “Rectângulo". Cerca de 100 rectângulos depois, foram seleccionados os 8 rectângulos mais promissores, que depois foram reunimos num livro. O meu retângulo também foi um dos escolhidos e fiquei muito satisfeita com isso. A Alfarroba é uma editora recente - comemorou agora 2 anos apenas - mas bastante promissora e está a lançar alguns nomes, como a Marina Santos autora dos livros do Clube dos Exploradores e Eugénio Bernardes, autor de "Um brinquedo para Aglael e Daimon", lançado no dia 2 de Novembro. Bem, mas ontem foi o lançamento desde que é o meu livro e o livro da Donzília Martins, do Eugénio Bernardes, do Humberto Oliveira, do João Barreta, da Marta Martins Silva, da Raquel Silva e do Vitor Batista. Foi o meu primeiro lançamento e não posso dizer que tenha corrido mal, aliás, não correu porque cheguei na parte final, já depois do lançamento em si, de cantarem os parabéns à "Alfarroba" e de cort...

"O re(c)tângulo"

No final de 2011 a editora Alfarroba lançou o concurso literário “Rectângulo". Cerca de 100 rectângulos depois, foram seleccionados os 8 rectângulos mais promissores, que depois foram reunimos num livro. O meu retângulo também foi um dos escolhidos e fiquei muito satisfeita com isso. A Alfarroba é uma editora recente - comemorou agora 2 anos apenas - mas bastante promissora e está a lançar alguns nomes, como a Marina Santos autora dos livros do Clube dos Exploradores e Eugénio Bernardes, autor de "Um brinquedo para Aglael e Daimon", lançado no dia 2 de Novembro. Bem, mas ontem foi o lançamento desde que é o meu livro e o livro da Donzília Martins, do Eugénio Bernardes, do Humberto Oliveira, do João Barreta, da Marta Martins Silva, da Raquel Silva e do Vitor Batista. Foi o meu primeiro lançamento e não posso dizer que tenha corrido mal, aliás, não correu porque cheguei na parte final, já depois do lançamento em si, de cantarem os parabéns à "Alfarroba" e de cort...

Leituras na hora de fazer ó-ó

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Ontem, ao deitar, li com o meu filhote " Bebé Koala na Quinta". Ofereceram-lhe o livro no Natal mas eu ainda não tinha tido tempo para me sentar com ele e desfrutar daquelas belas ilustrações e da história terna da pequena Koala. Uma boa escolha porque ele foi capaz de identificar as imagens e de explorar de uma forma ativa o conteúdo do livro. O "cácácá" do patinho, o "ão" e o "mau" do cão e do gato e ainda a sua surpresa quando viu a vaca e alegria estampada no seu olhar. Aprendeu o "muuu" da vaquinha (no outro dia visitámos uma quinta e ele ficou encantado com os animais, em particular com uma vaca preta enorme e com os cavalinhos). É uma pequena coleção de quatro livros que eu vou tentar adquirir para ele e que recomendo.