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A mostrar mensagens de setembro, 2010

Noah Gordon

Estou a ler "O Físico" de Noah Gordon, um livro da Biblioteca Sábado - como tantos que tenho - e confesso que ainda não conhecia este escritor. Este é um livro um pouco denso (520 páginas) que já estariam lidas não fosse o facto de ora me apetecer ler de enfiada, ora deixá-lo de lado durante uns dias para ler outras coisas. É que nem sempre um livro me satisfaz o suficiente para me prender a atenção horas seguidas. Por vezes, um livro tem de ser lido e digerido quase página a página, para me conseguir chegar, que é como quem diz, não gosto de ler só por ler, só para passar o tempo. Gosto sim de ler e perceber o que leio, entender a trama, seguir a história de cada personagem, mesmo que para isso, precise voltar atrás um capítulo ou parar durante uns dias a leitura para depois retomá-la com novo fôlego. Aconteceu-me o mesmo quando li "Os Maias" e, mais tarde, quando me aventurei a ler "O nome da Rosa". Este livro já o estou a ler desde 14 de Julho deste ano...

Noah Gordon

Estou a ler "O Físico" de Noah Gordon, um livro da Biblioteca Sábado - como tantos que tenho - e confesso que ainda não conhecia este escritor. Este é um livro um pouco denso (520 páginas) que já estariam lidas não fosse o facto de ora me apetecer ler de enfiada, ora deixá-lo de lado durante uns dias para ler outras coisas. É que nem sempre um livro me satisfaz o suficiente para me prender a atenção horas seguidas. Por vezes, um livro tem de ser lido e digerido quase página a página, para me conseguir chegar, que é como quem diz, não gosto de ler só por ler, só para passar o tempo. Gosto sim de ler e perceber o que leio, entender a trama, seguir a história de cada personagem, mesmo que para isso, precise voltar atrás um capítulo ou parar durante uns dias a leitura para depois retomá-la com novo fôlego. Aconteceu-me o mesmo quando li "Os Maias" e, mais tarde, quando me aventurei a ler "O nome da Rosa". Este livro já o estou a ler desde 14 de Julho deste ano...

Chegou mais um membro à família

Chegou no dia 6 de setembro aquele que é o mais novo membro desta família e veio para nos fazer ainda mais felizes. Bem vindo Martim!

Chegou mais um membro à família

Chegou no dia 6 de setembro aquele que é o mais novo membro desta família e veio para nos fazer ainda mais felizes. Bem vindo Martim!

Bruno Bettelheim

"Bruno Bettelheim (Viena, 28 de Agosto de 1903 — 13 de Março de 1990) foi um psicólogo judeu norte-americano nascido na Áustria." "Após a anexação da Áustria ao Terceiro Reich, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, ele foi deportado junto com outros judeus austríacos para o campo de concentração de Dachau e, mais tarde, para Buchenwald. Aí pôde observar os comportamentos humanos quando o indivíduo é sujeito a condições extremas, percepcionadas como radicalmente destrutivas (desumanização), que estiveram mais tarde na base das suas teorias sobre a origem do autismo. Graças a uma amnistia em 1939, Bettelheim e centenas de outros prisioneiros foram libertados, o que lhe salvou a vida. Emigrou então rumo aos Estados Unidos, onde foi professor de psicologia em universidades americanas e dirigiu o Instituto Sonia-Shankman em Chicago para crianças psicóticas, destacando-se o seu trabalho com crianças autistas. Cometeu suicídio em 1990. Bettelheim é reconhecido como um prestigi...

O leitor das palavras

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A criança lê desde que agarra num livro pela primeira vez. Ela lê muito antes de aprender a ler, sequer a conseguir soletrar. Mas lê. Com os olhos, com os ouvidos, com as mãos. Um cantinho da leitura ou uma área de livros é um dos pontos de referência de uma sala de Creche e, mais importante ainda, de Jardim de Infância. Lá mas não só ali, a criança ouve contar uma história, folheia um livro, observa atentamente cada imagem e, até dá os primeiros passos na escrita se para isso encontrar ali os materiais a isso necessários. Ela lê ao seu jeito as histórias dos livros que escolhe e aprende agora a tratá-los bem e a cuidar deles.   Mas quando entra na aventura que é o primeiro ciclo, na sua escola "dos grandes", a criança adquire uma nova relação com o livro. Este, deixa de ser apenas uma fonte de prazer para passar a ser "um instrumento de aquisição e sistematização de saberes."(1)    Este leitor que nasce, começa a ser mais seletivo, a mostrar as suas preferências e ...

Os primeiros contatos com a leitura

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É quando chega aos 3 anos que a criança começa a demonstrar uma atitude diferente perante os livros. Começa a ter curiosidade sobre o que lá está escrito e a querer entrar no universo de descoberta que os livros lhe oferecem. "O papel de mediador assumido pelo adulto é fundamental, visto que as crianças desta idade, egocentricas por natureza, não conseguem distinguir de forma inequívoca a realidade da fantasia. Cabe ao adulto transmitir-lhes segurança para que entrem sem medo no mundo da ficção."(1)   "A relação que este pequeno leitor estabelece com o livro, está ainda muito dependente das sensações e dos afectos, revelando uma forte ligação com as personagens com as quais se identifica, razão pela qual é indispensável que a problemática inicial seja claramente resolvida através de um final feliz."(1)   Segundo Bettelheim (2), a polarização das personagens em bem e mal, permite que a criança compreenda facilmente a diferença entre ambos os pólos.   "O leitor-o...

Os primeiros livros - os livros para bebés

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Quando começa a ter contacto com as primeiras histórias, o bebé fá-lo através da voz da mãe ou do pai que lhe vão despertando os sentidos para as imagens e para as palavras. O que interessa nestes momentos, é a sonoridade das palavras e o embalo da voz de quem lhe fala e conta a história. A repetição das palavras e de sons - em versos simples, lengalengas, ladainhas... atraem o bebé e ajudam-no a desenvolver a sua própria capacidade comunicativa. Quanto ao livro em si, este "começa por ser um brinquedo igual aos outros que o bebé explora até à exaustão através dos seus cinco sentidos. (...) Por norma, o formato é pequeno e arredondado para facilitar o manuseamento pouco hábil e inexperiente dos mais pequenos, apresentando frequentemente a forma do protagonista da história ou da temática abordada (animais, alimentos, viaturas).. Por vezes, há ainda odores e texturas para cheirar e sentir."(1) "O bebé com apenas um ano ainda não se interessa pelos aspectos ficcionais do li...

De ouvinte a leitor - a importância de ouvir contar histórias

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"Tornar-se leitor implica, obrigatoriamente, passar por diferentes etapas que acompanham o crescimento físico, psíquico, linguístico e afectivo da criança."(1) A criança não nasce leitora nem com a capacidade de o fazer. Ela adquire as competências essenciais à sua realização através de vários processos que, no seu devido tempo, a ajudam a auto-construir-se como pessoa e também a adquirir o gosto pela leitura. Tanto os pais como os professores e educadores, numa atitude conjunta, têm ter em atenção que "género de livro se adequa melhor ao desenvolvimento da competência de leitura da criança, para não correrem o risco de se perderem no meio da vasta oferta do mercado editorial infanto-juvenil." O leitor começa por ser um ouvinte de histórias. Uma e outra vez, ora uma, ora outra... Mas antes, é também um manipulador. Um explorador do livro, como se de um brinquedo se tratasse e que ele enquanto bebé explora com todos os seus cinco sentidos. "Hoje, considera-se qu...