Assinala-se hoje o Dia Mundial da Língua Portuguesa. Esta data é celebrada anualmente a 5 de maio, desde 2020, tendo sido este o dia escolhido pela "UNESCO em 2019 e pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em 2009, para assinalar a diversidade, a história e a importância global do quarto idioma mais falado do mundo." O Português, passou a ser o primeiro idioma "no mundo a ter uma data oficial reconhecida" por este órgão.
Apesar de Portugal se localizar no hemisfério norte, é na verdade a sul que a língua é mais falada. Atualmente, a discussão prende-se com o uso do "Novo Acordo Ortográfico." Mas o que é isto de Acordo Ortográfico? De facto trata-se de "uma convenção que estipula regras sobre como escrever."
Já houve outros AO. "A primeira reforma ortográfica, em Portugal, ocorreu em 1911 e, tal como a atual, também sofreu várias contestações. Foi com a reforma ortográfica de 1911 que deixámos de escrever “pharmacia” e passámos a escrever “farmácia”, por exemplo."
Sabiam que também foi a partir dessa data que se passou a escrever “anedota”, “dano” ou “ditongo”, em vez de "“anecdota”, “damno” e “diphthongo”, respetivamente. O “ y” foi substituído pelo “ i” em palavras como “sintaxe” (que se escrevia “syntaxe”)."
O Novo AO, procura por um lado acabar com as divergências ortográficas entre os diferentes países que o ratificaram (Portugal em 2008, Brasil em 2004, Cabo Verde em 2006, São Tomé e Príncipe em 2006, Guiné Bissau em 2009). As mudanças influenciam a escrita, mas não a leitura nem a pronúncia das palavras como algumas pessoas acham. Assim, não vamos alterar a nossa "forma de falar, nem vamos passar a falar “brasileiro”."
"O acordo também não retira consoantes pronunciadas, ou seja, em Portugal, facto vai continuar a ser facto e não fato." Por outro lado, a "eliminação de consoantes mudas não vai alterar a pronúncia." Por exemplo: "espectador passa a escrever-se espetador mas continua a pronunciar-se
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E estas são apenas algumas alterações.
Para mim, a língua portuguesa é uma língua viva, um idioma que é falado de formas diferentes em Portugal, no Brasil ou em Cabo Verde, mas em que todos nos entendemos. Aquilo que mais me custa ver, são os erros que se multiplicam e que cada vez mais são visíveis não apenas na internet, mas também em livros. Há traduções cheias de erros, vê-mo-los nas notícias de sites portugueses e brasileiros. Por exemplo, a palavra "vê-mo-los" que aqui escrevi é detetada como erro, quando é apenas a união da primeira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo ver (Nós vemos) com o pronome pessoal referente à 3.ª pessoa do plural masculino ("os"). Por isso, cuidado com os tradutores e com a IA que, desde já vos aviso, está cheia de erros facilmente detetáveis e não estão associados ao uso do Novo AO.
E se descobrirem erros nos meus textos, por favor avisem-me.