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A mostrar mensagens de agosto, 2023

"Tempo de partir"

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Terminei hoje de ler "Tempo de partir", de Jodi Picoult, que posso dizer, me está sempre a surpreender! Neste romance - que confesso li em três dias - encontramos uma história de amor muito especial! É uma história muito cativante, em que vamos sabendo o que se passou ao mesmo tempo que nos vão sendo revelados pequenos novos pormenores da história, que Jodi tem a inteligência de fazer estar lá, como que escondidos entrelinhas e dos quais nos vamos apercebendo capítulo após capítulo, numa mistura de tempos e de espaços. Alice, estuda os elefantes da reserva e os seus comportamentos, a transmissão de conhecimentos e dos costumes do grupo, as relações familiares e o cuidado e proteção entre eles. A chegada de Thomas, vem transformar a sua vida. Alice acaba por engravidar e por ir ter com Thomas ao refúgio para elefantes, onde recomeçam uma nova vida, à qual a bebé Jenna vem dar um brilho especial. A família de Jenna é também composta pelos outros tratadores do refúgio, que dela ...

"A Vingança"

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"A vingança" é um romance de John Grisham. Terminei hoje a leitura (foi o livro que me acompanhou numas mini férias em Abrantes com o meu filhote). É um livro que se lê num ápice, porque nenhum capítulo é menos interessante que o outro. Posso dizer que o livro está dividido em três partes. Primeiro é contado o assassínio do reverendo, no Mississipi e a condenação da pessoa que o matou. Pete é o personagem principal de toda esta história em que é caraterizado como um pai de família, um  herói condecorado da Segunda Guerra Mundial, proprietário de terras e um membro fiel da Igreja Metodista. Nada levaria a acreditar que um dia pudesse cometer um assassínio a sangue frio. O motivo não se sabe. A opção de calar e não dar resposta às perguntas, leva a que os segredos se vão adensando. O seu advogado tenta por tudo justificar os seus atos, mas Pete não admite ser ajudado. Os filhos tentam chegar à verdade mas o pai acaba por morrer sem nada lhes contar. Na segunda parte, Grisham de...

Maurice Druon

Terminado o terceiro livro e sem poder ainda começar o quarto, aproveito para escrever um pouco sobre o escritor da saga "Os reis Malditos". Maurice Druon nasceu em Paris a 23 de abril de 1918 e morreu em abril de 2009. Licenciado em ciências políticas, durante a II Guerra Mundial, foge, através de Espanha e Portugal, para se juntar às fileiras da Resistência francesa em Londres. Maurice combateu no interior da França durante a Segunda Guerra Mundial até o momento do Armistício (1941). Ingressou então nas forças da Resistência à ocupação nazi, deixando a França em 1942, atravessando clandestinamente a Espanha e Portugal para ingressar nas fileiras dos serviços de informações da chamada "França Livre", em Londres, trabalhando com De Gaulle. Torna-se Ajudante de Campo do General François de Astier do Vigerie, seguidamente é elevado ao posto "Honra e Pátria" antes de ser encarregado da missão, para o Comissariado do Interior e da Informação; é também correspo...

"Os venenos da coroa"

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Do escritor Maurice Druon, este é o terceiro livro da saga "Os reis malditos", que estou a ler. A saga é composta por sete volumes e teve a sua primeira edição em 1956.  O romance conta sobre a época dos últimos cinco reis da  Dinastia Capetiana  e os dois primeiros da  Casa de Valois , de  Filipe IV, o Belo  a  João II, o Bom . A história tem como tramas principais os esforços de  Roberto III de Artois  em recuperar o  condado de Artois,  da sua tia  Matilde de Artésia. Neste volume, o autor conta-nos sobre o casamento de Clemência da Hungria com o rei Luís X, de cognome "O Teimoso" no verão de 1315, após este se  ter conseguido livrar da primeira mulher, Margarida de Borgonha. O legado de três décadas de eficácia administrativa, económica e política escapou-se como água por entre as mãos de Luís X, que permitiu que a confrontação entre ministros burgueses e nobres conservadores se saldasse pela perda do domínio das proví...

Poesia que nos faz pensar...

Nem todas as crianças, têm direito a brincar. Este poema que escrevi poderia contar a história de um menino nascido nos anos quarenta ou cinquenta... mas  pode ser tão atual ainda, não pode? Trabalho infantil De saco na mão Um pero e um pão Lá vai o menino.   Atravessa campos Sonhando acordado Salteia riachos e chega ao destino. Nos pés gelados Feridos e marcados Pela dor do frio, Calça as botas, Põe a bata e segue, Trabalha com brio. Come o pão e o pero, No final da jorna Aquece as mãos, Trabalha até tarde Para levar para casa Sopa para os irmãos.   Dez anos apenas Estudar ou brincar Não sabe o que é, Quanto mais escrever Sabe lá ele ler Mas sabe contar As horas que faltam Para ir para casa Enfim descansar. Elsa Filipe, 2023

"A Rainha Estrangulada"

Continuo a ler a saga de Maurice Druon. Este é o segundo livro que  começa em novembro de 1314, com a morte do rei Filipe, o Belo. Dois grupos preparam-se para se enfrentar pela posse do poder: de um lado, o clã do baronato, conduzido por Carlos de Valois, irmão do rei e, do lado oposto, o partido da alta administração, dirigido por Enguerrand de Marigny. Margarida e Branca estão prisioneiras na fortaleza de Chatêau-Gaillard, enquanto Joana, condessa de Borgonha, é levada para o torreão de Dourdan. Apesar da notícia da morte do sogro, para Margarida não será assim tão fácil obter a liberdade: é que Luis X, seu marido e novo monarca, não pensa em recuperá-la como rainha consorte. O rei Luís, denominado o Teimoso, tenta a todo o custo a anulação do seu casamento com Margarida, para que se possa voltar a casar. A escolhida é Clemência, princesa da Hungria.  Nesta sequela percebe-se a relação entre as casas reais europeias e a forma como os casamentos eram arranjados de forma a que cada um...

Poesia, sobre o mar

Este poema é dedicado a quem vive do mar. Quem me conhece sabde que hoje faria anos uma pessoa muito especial para mim e que sempre viveu do mar. Um dia, ainda hei-de saber quem foi realmente este homem que tantos segredos escondia.   Mar   Se porventura havia a sorte De o vento ir de feição Ia o barco para o mar. Transpunha as ondas e o forte Chamava por eles então Punham-se a navegar.   A areia branca ficava Atrás deles saudosa A vê-los dali partir Se a maré se punha brava Ficava a mulher chorosa Não os quer deixar partir.   Da faina que traz o pão Para alimentar este povo Que espera o barco no cais Traz também a solidão Da mulher do homem novo Que perdeu o seu arrais.   Lágrimas em silêncio escoam E são tantas as mulheres Na areia a gritar Que não ouvem como ecoam Os gritos e gargalhadas Das crianças a brincar.   E volta o barco imponente Traz na volta da labuta A doca no seu olhar São os homens fortes da gente Que sobre qualquer disputa Vivem apenas do mar. Elsa Filipe, agosto de 2...