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"A chuva pasmada"

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Li em fins de agosto de 2010, quase a ser mãe e com algum tempo para aquele prazer intemporal que são os livros e as grandes histórias. "A chuva pasmada" de Mia Couto conta-nos a história surpreendente de uma chuva suspensa no ar, que se recusa a emprenhar a terra árida. É um cacimbo indeciso que enlouquece todos. Porém, é a loucura desta "inundação sem chão" que faz com que as almas, até aí secas de sonhos e de segredos abafados, se desvelem e procurem a água umas nas outras. A história é contada na primeira pessoa, por um narrador participante, em jeito de memória de adolescência de uma criança que observa as personagens nas suas mutações.  O avô velho era como que um "rio seco que fluía num sonho" de navegar até chegar ao mar. Ficara assim depois da mulher, que considerava a sua água, morrer, pois ligavam-se "como a aranha e o orvalho, um fazendo teia no outro". O pai, mais velho que o avô, porque "a velhice não é uma idade, é uma desistê...

Contadora de histórias? Sim! Você...

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...pode ser uma óptima contadora de histórias! A ideia de contar histórias a um bebé que não consegue entender totalmente o que está a dizer parece-lhe estranha? Não deveria. O facto de inventar histórias para o seu bebé oferece inúmeras vantagens. Em primeiro lugar, ele está numa idade em que absorve rapidamente a linguagem e começa a processá-la. Ouvir a sua voz — sob a forma de frases cativantes estruturadas como histórias — ajuda a estimular o seu próprio desenvolvimento da fala. Contar histórias também é uma actividade divertida para se partilhar. Além disso, a prática que adquirir com um público em adoração torná-la-á ainda mais confiante como contadora de histórias quando o seu filho crescer e ouvir fascinado o seu conto.   Comece com uma história simples!   Não conhece nenhuma boa história para crianças? Não se preocupe. Fale simplesmente sobre si e sobre o bebé. Invente histórias como "A nossa grande viagem até à mercearia" ou "Quando eu era bebé". À medida...

Contadora de histórias? Sim! Você...

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...pode ser uma óptima contadora de histórias! A ideia de contar histórias a um bebé que não consegue entender totalmente o que está a dizer parece-lhe estranha? Não deveria. O facto de inventar histórias para o seu bebé oferece inúmeras vantagens. Em primeiro lugar, ele está numa idade em que absorve rapidamente a linguagem e começa a processá-la. Ouvir a sua voz — sob a forma de frases cativantes estruturadas como histórias — ajuda a estimular o seu próprio desenvolvimento da fala. Contar histórias também é uma actividade divertida para se partilhar. Além disso, a prática que adquirir com um público em adoração torná-la-á ainda mais confiante como contadora de histórias quando o seu filho crescer e ouvir fascinado o seu conto.   Comece com uma história simples!   Não conhece nenhuma boa história para crianças? Não se preocupe. Fale simplesmente sobre si e sobre o bebé. Invente histórias como "A nossa grande viagem até à mercearia" ou "Quando eu era bebé". À medida...

Sugestões do PNL para o Pré escolar

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O Plano Nacional de Leitura apresenta-nos várias sugestões de livros. Algumas são bem interessantes. Tenho vindo ao longo dos últimos dias a colocar aqui no blogue algumas dessas escolhas. Hoje, saímos dos bebés e vamos ver alguns livros escolhidos para a Educação Pré-escolar: Da editora Paulinas, chegam-nos histórias, mitos e lendas de países e povos que também falam português. "Este livro (com)funde o longe e o perto: de um lado, contos que trazem «vozes dos vários mundos falantes da Língua Portuguesa», recolhidos em Portugal (incluindo as comunidades cigana e indiana), Macau, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Timor e São Tomé e Príncipe; do outro, «histórias de meninos» contadas pelos próprios: histórias pessoais ou sobre os respectivos países e as suas tradições culturais, poemas, canções… Um excelente instrumento de trabalho para professores, catequistas e formadores, mas também uma forma cativante de conhecer o mundo, em casa, em família. Co-edição com o ...

António Torrado

Andava aqui nas minhas pesquisas quando descobri uma grande memória da minha infância: António Torrado. Eu adorava as histórias dele e, confesso que ainda me fascinam. Continuo a adorar um bom livro. Aqui ficam algumas narrativas e um pouco da história deste tão grande homem e escritor. Esta é pequenina, só para começar... A bola de pingue-pongue: Era uma vez uma bola de pingue-pongue. Um dia, a bola de pingue-pongue disse assim: - Já chega de andar aos trambolhões de um lado para o outro: encontrão daqui, safanão ali, toma lá, dá cá e volta ao princípio, numa roda viva entres duas senhoras raquetes. Afinal nunca passo da mesma mesa. Realmente, aquela vida de tão, badalão, e torna e deixa o pingue e pongue e pongue e pingue cansava qualquer um, quanto mais uma bola de pingue-pongue com aspirações a outros voos? - Ainda se fosse uma bola de futebol - suspirava ela. - Corria o campo de lés a lés e, quando fugisse para dentro das redes, punha tudo a gritar: goooolo! Era mais emocionante. ...

António Torrado

Andava aqui nas minhas pesquisas quando descobri uma grande memória da minha infância: António Torrado. Eu adorava as histórias dele e, confesso que ainda me fascinam. Continuo a adorar um bom livro. Aqui ficam algumas narrativas e um pouco da história deste tão grande homem e escritor. Esta é pequenina, só para começar... A bola de pingue-pongue: Era uma vez uma bola de pingue-pongue. Um dia, a bola de pingue-pongue disse assim: - Já chega de andar aos trambolhões de um lado para o outro: encontrão daqui, safanão ali, toma lá, dá cá e volta ao princípio, numa roda viva entres duas senhoras raquetes. Afinal nunca passo da mesma mesa. Realmente, aquela vida de tão, badalão, e torna e deixa o pingue e pongue e pongue e pingue cansava qualquer um, quanto mais uma bola de pingue-pongue com aspirações a outros voos? - Ainda se fosse uma bola de futebol - suspirava ela. - Corria o campo de lés a lés e, quando fugisse para dentro das redes, punha tudo a gritar: goooolo! Era mais emocionante. ...

Contos de ida e volta

Olá. Num dos blogs que costumo visitar, descobri uma ideia muito gira: Os contos de ida e volta. Esta é uma das várias formas para cativar as crianças para as histórias, os livros e a leitura. É uma forma de lhes instuir o gosto pelo cuidar dos livros e dos adereços e despertar-lhes o interesse pelas letras e pela leitura. Uma ideia diferente para animar a hora do conto, com alguma criatividade e de fácil execução, que vai depender também dos adereços que usemos. Visitem: http://caixinhadesorrisos.blogspot.com/2009/06/contos-de-ida-e-volta_24.html  

Contos de ida e volta

Olá. Num dos blogs que costumo visitar, descobri uma ideia muito gira: Os contos de ida e volta. Esta é uma das várias formas para cativar as crianças para as histórias, os livros e a leitura. É uma forma de lhes instuir o gosto pelo cuidar dos livros e dos adereços e despertar-lhes o interesse pelas letras e pela leitura. Uma ideia diferente para animar a hora do conto, com alguma criatividade e de fácil execução, que vai depender também dos adereços que usemos. Visitem: http://caixinhadesorrisos.blogspot.com/2009/06/contos-de-ida-e-volta_24.html  

A hora do Conto

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Os momentos de "Hora do Conto", ou os "cantinhos de Histórias" são relativamente fáceis de construir e precisam apenas de uns almofadões, um fantoche, uma manta de retalhos, e é claro, um livro. E este pode ser o ponto mais difícil. Escolher um bom livro e prepará-lo dá trabalho! É preciso conhecer qual será o público alvo da nossa história, de quanto tempo dispomos e como é que pretendemos que as crianças participem! O que mais desejamos é construir um momento que seja agradável para todos: adultos e crianças. E que fique na memória! O trabalho com contos clássicos torna estes momentos muito atrativos, dinâmicos e próximos da realidade das nossas crianças. Com os contos, estimula-se a imaginação e a criatividade das crianças, completando-se a leitura de uma história com atividades lúdicas e que as levam a envolver-se no enredo. As crianças identificam-se com a história da sua personagem favorita, sentem as suas alegrias e as suas tristezas como se fossem suas, cons...

Outono

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Hoje deixo-vos uma pequena história de António Torrado, que faz jus à estação que acabou de chegar.  A última castanha Era uma castanha que estava como as outras, pendurada de um castanheiro. Chegando o tempo, as castanhas amadurecem e caem por si. Só que esta não caiu. - Estou bem onde estou e não quero aventuras – dizia. Uma a uma, as outras dos ramos iam caindo e rebolando pelo chão, protegidas pelo cobertor ouriçado que as cobria até ao nariz. Nariz é modo de dizer… Vinham os garotos, estalavam-lhe os ouriços e metiam-nos nos bolsos. A tímida e teimosa castanha desta história a tudo assistia do seu mirante e não gostava. - A mim não me levam eles – dizia. Era a única que sobrava em todo o castanheiro. As folhas a fugirem da árvore, sopradas pelo vento, e ela a afincar-se ao ramo, com unhas e dentes.   Unhas e dentes é um modo de dizer… Sozinha, desabrigada, não estava feliz. Nem infeliz. Sentia até uma ponta de orgulho por ter conseguido resistir tanto tempo. Um sabor de vitória qu...

Outono

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Hoje deixo-vos uma pequena história de António Torrado, que faz jus à estação que acabou de chegar.  A última castanha Era uma castanha que estava como as outras, pendurada de um castanheiro. Chegando o tempo, as castanhas amadurecem e caem por si. Só que esta não caiu. - Estou bem onde estou e não quero aventuras – dizia. Uma a uma, as outras dos ramos iam caindo e rebolando pelo chão, protegidas pelo cobertor ouriçado que as cobria até ao nariz. Nariz é modo de dizer… Vinham os garotos, estalavam-lhe os ouriços e metiam-nos nos bolsos. A tímida e teimosa castanha desta história a tudo assistia do seu mirante e não gostava. - A mim não me levam eles – dizia. Era a única que sobrava em todo o castanheiro. As folhas a fugirem da árvore, sopradas pelo vento, e ela a afincar-se ao ramo, com unhas e dentes.   Unhas e dentes é um modo de dizer… Sozinha, desabrigada, não estava feliz. Nem infeliz. Sentia até uma ponta de orgulho por ter conseguido resistir tanto tempo. Um sabor de vitória qu...

Maria Castanha

Conhecem a história da Maria Castanha? Eu ouvi-la pela primeira vez, ainda andava no Jardim de Infância. Depois da história, contada pela educadora a partir de um bonito livro, pintamos as Maria Castanhas. Mas porque é que aquela menina não tinha nome e se chamava "castanha"? Na altura eu não sabia explicar e, não é agora que vou divagar em questões de tons de pele... era uma história de outras épocas. Para mim, inofensiva, pois as crianças eram todas iguais e não as sabia distinguir pela cor da pele que tinham. Se fosse hoje, não gostaria desta história, mas na minha infância, eu gostava e, é isso ques importa. Hoje este conto desperta-me outro tipo de reflexão.   Maria Castanha: O céu estava cinzento e quase nunca aparecia o sol, mas enquanto não chovia os meninos iam brincar para o jardim. Um jardim muito grande e bonito, com uma grade pintada de verde toda em volta, de modo que não havia perigo de os automóveis entrarem e atropelaremos meninos que corriam e brincavam à vo...

Maria Castanha

Conhecem a história da Maria Castanha? Eu ouvi-la pela primeira vez, ainda andava no Jardim de Infância. Depois da história, contada pela educadora a partir de um bonito livro, pintamos as Maria Castanhas. Mas porque é que aquela menina não tinha nome e se chamava "castanha"? Na altura eu não sabia explicar e, não é agora que vou divagar em questões de tons de pele... era uma história de outras épocas. Para mim, inofensiva, pois as crianças eram todas iguais e não as sabia distinguir pela cor da pele que tinham. Se fosse hoje, não gostaria desta história, mas na minha infância, eu gostava e, é isso ques importa. Hoje este conto desperta-me outro tipo de reflexão.   Maria Castanha: O céu estava cinzento e quase nunca aparecia o sol, mas enquanto não chovia os meninos iam brincar para o jardim. Um jardim muito grande e bonito, com uma grade pintada de verde toda em volta, de modo que não havia perigo de os automóveis entrarem e atropelaremos meninos que corriam e brincavam à vo...

Aladino

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Hoje deixo-vos uma história infantil. Adoro a história de Aladino, um rapaz pobre que luta por vencer na vida, numa sociedade em que os ricos são muito ricos e os pobres muito pobres. As histórias infantis vão sendo adaptadas ao longo dos anos, mudadas ao longo dos séculos e apresentam versões diferentes conforme o local onde são contadas. Apesar deste conto ser um dos mais famosos da coletânea   árabe   As Mil e Uma Noites . Sabe-se, porém, que a história foi acrescentada à coletânea pelo   orientalista   francês   Antoine Galland, responsável pela tradução que popularizou a obra no   Ocidente. A origem do conto é difícil de datar pela falta de elementos no texto que ajudem a situar a ação. Segundo o estudioso  René R. Khawam , é possível que o conto tenha origem na segunda metade do século XI, entre a história de  Simbad  (fins do século VIII) e as  Mil e Uma Noites  (compiladas em árabe a partir do século XIII)."  Outros supõem que pode ter uma origem ainda mais antiga tendo si...

Aladino

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Hoje deixo-vos uma história infantil. Adoro a história de Aladino, um rapaz pobre que luta por vencer na vida, numa sociedade em que os ricos são muito ricos e os pobres muito pobres. As histórias infantis vão sendo adaptadas ao longo dos anos, mudadas ao longo dos séculos e apresentam versões diferentes conforme o local onde são contadas. Apesar deste conto ser um dos mais famosos da coletânea   árabe   As Mil e Uma Noites . Sabe-se, porém, que a história foi acrescentada à coletânea pelo   orientalista   francês   Antoine Galland, responsável pela tradução que popularizou a obra no   Ocidente. A origem do conto é difícil de datar pela falta de elementos no texto que ajudem a situar a ação. Segundo o estudioso  René R. Khawam , é possível que o conto tenha origem na segunda metade do século XI, entre a história de  Simbad  (fins do século VIII) e as  Mil e Uma Noites  (compiladas em árabe a partir do século XIII)."  Outros supõem que pode ter uma origem ainda mais antiga tendo si...

O conto Infantil

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Tenho uma paixão imensa pelos Contos Infantis, principalmente os mais tradicionais, popularmente contados, transmitidos pela oralidade do povo. A esses se juntam as cantilenas, lenga-lengas e provérbios, fábulas, lendas e adivinhas, tanto e tão rico material para levar ao entusiasmo pela leitura. Os contos infantis levam-nos numa viagem pela imaginação, pois tudo se torna possível, tudo é permitido.   Num livro infantil, as ilustrações são muito importantes na medida em que fazem a criança ver a narrativa com outros olhos, permitindo-lhe "ler" a história à sua própria maneira mesmo sem saber juntar as letras. Como educadora, considero de extrema importância ler livros e contar histórias. Inventar nunca está fora de questão, bem como deixar as ideias das próprias crianças fluir e serem elas a contar as suas histórias. Os contos de fadas permitem à criança sonhar, mas também são uma forma de transmitir sentimentos e estados de espírito: medos, sonhos, receios, paixões, emoções....

O conto Infantil

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Tenho uma paixão imensa pelos Contos Infantis, principalmente os mais tradicionais, popularmente contados, transmitidos pela oralidade do povo. A esses se juntam as cantilenas, lenga-lengas e provérbios, fábulas, lendas e adivinhas, tanto e tão rico material para levar ao entusiasmo pela leitura. Os contos infantis levam-nos numa viagem pela imaginação, pois tudo se torna possível, tudo é permitido.   Num livro infantil, as ilustrações são muito importantes na medida em que fazem a criança ver a narrativa com outros olhos, permitindo-lhe "ler" a história à sua própria maneira mesmo sem saber juntar as letras. Como educadora, considero de extrema importância ler livros e contar histórias. Inventar nunca está fora de questão, bem como deixar as ideias das próprias crianças fluir e serem elas a contar as suas histórias. Os contos de fadas permitem à criança sonhar, mas também são uma forma de transmitir sentimentos e estados de espírito: medos, sonhos, receios, paixões, emoções....