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A mostrar mensagens de maio, 2023

Poesia... ser pequeno e querer ser grande!

Um poema que escrevi para dedicar a todas as crianças. Especialmente, àquelas que são obrigadas a crescer muito depressa, depressa demais e que não chegam a ter tempo de ser crianças. É que aquilo que vemos, nem sempre é o que parece e, tantas vezes, por trás do riso de uma criança, está um ser frágil, dorido e sofredor. Parecia Parecia mais pequeno Que o polegar de uma mão. Mas tinha um coração tão grande Do tamanho de um gigante, E um enorme coração. Parecia pequenino Mas não tinha medo não Tinha uma alma tão grande Do tamanho de um gigante E um enorme coração. E na sua cabeça havia Fadas, monstros e um dragão Parecia Fantasia Mas era apenas alegria E um enorme coração. Brincava sozinho, coitado Com as pedrinhas lá do chão Constrói castelos, palácios Onde moram belas princesas Com um enorme coração. Parecia ser frágil, pequeno O menino, lá da cidade Mas era apenas criança De sonhos e de lembrança A lutar p’la liberdade. Elsa Filipe, 2023

Apresentação do meu livro num ATL

Hoje fui a uma escola (ou melhor, ao ATL de uma escola) fazer a apresentação do livro que escrevi. E foi maravilhoso. Ia com bastante receio que as crianças não gotassem - ou até que os adultos me olhassem com tom reprovador. Mas nada disso aconteceu. Preparei tudo com muito cuidado e ia receosa. Levava o meu computador, para poder projetar as imagens do livro enquanto falava e alguns livros para vender. Mas o nervosismo depressa passou e consegui fazer a apresentação do meu livro e, ainda mais do que isso, conversar com as crianças, responder às suas perguntas. Acabei por ser muito bem recebida e por fazer três sessões ao todo, todas elas diferentes umas das outras. Cada grupo tinha uma faixa etária diferente e por isso a própria história também se foi adaptando na velocidade com que contava, nas perguntas que eu lhs fazia e nas respostas e comentários que eles me iam dando. Foi muito bom, estar ali a apresentar o meu próprio livro. Nestas coisas, eu sou muito insegura, porque acho qu...

"Crime Impune"

Na sequência de ter lido um dos livros de Simenon, escolhi este "Crime Impune" para conhecer um pouco mais sobre a obra do autor. Este livro, escrito em 1954 e editado cá em 1988, traz-nos em primeiro lugar a descrição de como era a vida dentro de uma pequena residencial, em Liége e dos seus hóspedes. Nesta casa habita um hóspede peculiar, Elie, um Romeno que veio para Liége e que nutre uma especial e secreta simpatia pela filha da dona da casa. Elie leva uma vida recatada, que se resume à universidade, mas a chegada de uma personagem enigmática, vem alterar toda a sua rotina. Zograffi não entende a língua e tem de ser Elie a fazer a função de tradutor, tarefa que não o satisfaz.  Elie apercebe-se que Zograffi guarda um grande segredo no seu quarto encarnado e quando descobre do que se trata, começa a vê-lo como um opositor, um concorrente que tem de desaparecer. Mas apesar de fugir após ter cometido o crime que o liberta de Zograffi, o destino volta a reuni-los.  Sem entrar ...

"A Fada Oriana"

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Este deve ser um dos contos mais lidos de Sophia de Mello Breyner Andresen. Publicado pela primeira vez em 1958, faz parte do PNL e é um dos livros de leitura obrigatória na disciplina de Português, dos alunos do 5º ano. Composta por nove capítulos, conta a história de uma jovem Fada a quem é atribuída a tarefa de cuidar de uma floresta. Para o fazer, Oriana recebe da Rainha das Fadas uma varinha mágica que a ajudará a realizar os desejos de cada habitante da floresta, animais, plantas e homens.  Oriana é uma "Fada Boa", e "bonita," que "vivia livre, alegre e feliz."  Esta é uma obra riquíssima em recursos expressivos, visível nas diversas enumerações e adjetivações usadas para caracterizar as personagens e os espaços onde a ação decorre. Encontramos também várias repetições. Por exemplo, no aparecimento da "velha": "Era uma velha muito velha que vivia numa casa velhíssima," ou mais adiante no terceiro capítulo na frase "...havia e...