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A mostrar mensagens de fevereiro, 2010

Dia de Chuva

Hoje é daqueles dias em que só apetece ficar em casa no quentinho a ver televisão ou a ler um bom livro. Estou de Férias ainda por mais uns dias e este tempo chuvoso traz-me alguma nostalgia. Adoro a chuva, ouvir o vento bater nas persianas e os pingos a cair no vidro. Aqui não tem muita piada, mas quando era mais nova adorava passar horas à janela a ver a chuva cair e encher as ruas de água. Hoje é um dia triste, pois a chuva também já fez vítimas. Aqui tem havido apenas alguns aguaceiros, nada de mais, mas noutras zonas do país a intempérie é vivida com angústia... Aqui vos deixo a letra de uma canção de Mariza, que adoro. As coisas vulgares que há na vida Não deixam saudades Só as lembranças que doem Ou fazem sorrir Há gente que fica na história da história da gente e outras de quem nem o nome lembramos ouvir São emoções que dão vida à saudade que trago Aquelas que tive contigo e acabei por perder Há dias que marcam a alma e a vida da gente e aquele em que tu me deixaste não posso e...

Dia de Chuva

Hoje é daqueles dias em que só apetece ficar em casa no quentinho a ver televisão ou a ler um bom livro. Estou de Férias ainda por mais uns dias e este tempo chuvoso traz-me alguma nostalgia. Adoro a chuva, ouvir o vento bater nas persianas e os pingos a cair no vidro. Aqui não tem muita piada, mas quando era mais nova adorava passar horas à janela a ver a chuva cair e encher as ruas de água. Hoje é um dia triste, pois a chuva também já fez vítimas. Aqui tem havido apenas alguns aguaceiros, nada de mais, mas noutras zonas do país a intempérie é vivida com angústia... Aqui vos deixo a letra de uma canção de Mariza, que adoro. As coisas vulgares que há na vida Não deixam saudades Só as lembranças que doem Ou fazem sorrir Há gente que fica na história da história da gente e outras de quem nem o nome lembramos ouvir São emoções que dão vida à saudade que trago Aquelas que tive contigo e acabei por perder Há dias que marcam a alma e a vida da gente e aquele em que tu me deixaste não posso e...

Mia Couto

Quem foi Mia Couto? António Emílio Leite Couto (Beira, 5 de Julho de 1955), é um escritor moçambicano, filho de portugueses que emigraram a Moçambique nos meados do século XX. Nasceu e foi escolarizado na Beira. Com catorze anos de idade, teve alguns poemas publicados no jornal Notícias da Beira e três anos depois, em 1971, mudou-se à cidade capital de Lourenço Marques (agora Maputo). Iniciou os estudos universitários em medicina, mas abandonou esta área no princípio do terceiro ano, passando a exercer a profissão de jornalista depois do 25 de Abril de 1974. Trabalhou na Tribuna até à destruição das suas instalações pelos colonos em Setembro de 1975. Foi nomeado diretor da Agência de Informação de Moçambique (AIM) e formou ligações de correspondentes entre as províncias moçambicanas durante o tempo da guerra de libertação. A seguir trabalhou como diretor da revista "Tempo" até ao ano de 1981 e continuou a carreira no jornal "Notícias" até 1985. Em 1983 tinha já publ...

A Chuva Pasmada, de Mia Couto

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"A Chuva Pasmada" traz-nos a história surpreendente de uma chuva suspensa no ar, que se recusa a emprenhar a terra árida. É um cacimbo indeciso que enlouquece todos. Porém, é a loucura desta "inundação sem chão" que faz com que as almas, até aí secas de sonhos e de segredos abafados, se desvelem e procurem a água umas nas outras. A história é contada na primeira pessoa, por um narrador participante, em jeito de memória de adolescência de uma criança que observa as personagens nas suas mutações. O avô velho era como que um "rio seco que fluía num sonho" de navegar até chegar ao mar. Ficara assim depois da mulher, que considerava a sua água, morrer, pois ligavam-se "como a aranha e o orvalho, um fazendo teia no outro". O pai, mais velho que o avô, porque "a velhice não é uma idade, é uma desistência", estava pasmado como a chuva, estancara-se junto à vida, sufocado pelo próprio umbigo. A mãe, com segredos de "mulher e água", o a...

A Chuva Pasmada, de Mia Couto

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"A Chuva Pasmada" traz-nos a história surpreendente de uma chuva suspensa no ar, que se recusa a emprenhar a terra árida. É um cacimbo indeciso que enlouquece todos. Porém, é a loucura desta "inundação sem chão" que faz com que as almas, até aí secas de sonhos e de segredos abafados, se desvelem e procurem a água umas nas outras. A história é contada na primeira pessoa, por um narrador participante, em jeito de memória de adolescência de uma criança que observa as personagens nas suas mutações. O avô velho era como que um "rio seco que fluía num sonho" de navegar até chegar ao mar. Ficara assim depois da mulher, que considerava a sua água, morrer, pois ligavam-se "como a aranha e o orvalho, um fazendo teia no outro". O pai, mais velho que o avô, porque "a velhice não é uma idade, é uma desistência", estava pasmado como a chuva, estancara-se junto à vida, sufocado pelo próprio umbigo. A mãe, com segredos de "mulher e água", o a...

Quem é António Torrado?

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António Torrado nasceu em Lisboa em 1939. Licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Coimbra. Dedicou-se à escrita desde muito novo, tendo começado a publicar aos 18 anos. A sua actividade profissional é diversa: escritor, pedagogo, jornalista, editor, produtor e argumentista para televisão.Tem trabalhado em parceria com Maria Alberta Menéres em diversos livros e programas de televisão. Atualmente, é Coordenador do Curso Anual de Expressão Poética e Narrativa no Centro de Arte Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian. É o professor responsável pela disciplina de Escrita Dramatúrgica na Escola Superior de Teatro e Cinema. É dramaturgo residente na Companhia de Teatro Comuna em Lisboa. Sendo consensualmente considerado um dos autores mais importantes na literatura infantil portuguesa, possui uma obra bastante extensa e diversificada, que integra textos de raiz popular e tradicional, mas também poesia e sobretudo contos. António Torrado pode ser visto como um dos escritores infanto-...

António Torrado

Andava aqui nas minhas pesquisas quando descobri uma grande memória da minha infância: António Torrado. Eu adorava as histórias dele e, confesso que ainda me fascinam. Continuo a adorar um bom livro. Aqui ficam algumas narrativas e um pouco da história deste tão grande homem e escritor. Esta é pequenina, só para começar... A bola de pingue-pongue: Era uma vez uma bola de pingue-pongue. Um dia, a bola de pingue-pongue disse assim: - Já chega de andar aos trambolhões de um lado para o outro: encontrão daqui, safanão ali, toma lá, dá cá e volta ao princípio, numa roda viva entres duas senhoras raquetes. Afinal nunca passo da mesma mesa. Realmente, aquela vida de tão, badalão, e torna e deixa o pingue e pongue e pongue e pingue cansava qualquer um, quanto mais uma bola de pingue-pongue com aspirações a outros voos? - Ainda se fosse uma bola de futebol - suspirava ela. - Corria o campo de lés a lés e, quando fugisse para dentro das redes, punha tudo a gritar: goooolo! Era mais emocionante. ...

António Torrado

Andava aqui nas minhas pesquisas quando descobri uma grande memória da minha infância: António Torrado. Eu adorava as histórias dele e, confesso que ainda me fascinam. Continuo a adorar um bom livro. Aqui ficam algumas narrativas e um pouco da história deste tão grande homem e escritor. Esta é pequenina, só para começar... A bola de pingue-pongue: Era uma vez uma bola de pingue-pongue. Um dia, a bola de pingue-pongue disse assim: - Já chega de andar aos trambolhões de um lado para o outro: encontrão daqui, safanão ali, toma lá, dá cá e volta ao princípio, numa roda viva entres duas senhoras raquetes. Afinal nunca passo da mesma mesa. Realmente, aquela vida de tão, badalão, e torna e deixa o pingue e pongue e pongue e pingue cansava qualquer um, quanto mais uma bola de pingue-pongue com aspirações a outros voos? - Ainda se fosse uma bola de futebol - suspirava ela. - Corria o campo de lés a lés e, quando fugisse para dentro das redes, punha tudo a gritar: goooolo! Era mais emocionante. ...

Um carnaval especial

Este é um carnaval especial. Há segredo escondido... novidades em breve aqui pelo meu cantinho!  

Um carnaval especial

Este é um carnaval especial. Há segredo escondido... novidades em breve aqui pelo meu cantinho!