Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta livros infantis

"As Galochas Vermelhas"

Imagem
 Ao trabalhar em creche, procuro com muita frequência na biblioteca municipal, livros que se adequem à faixa etária dos 18 aos 36 meses. Nesta faixa etária, tenho crianças que já escutam uma história, que gostam e que participam, apontando, repetindo palavras. Os livros são importantes em todas as idades, seja para manuseamento, seja para contar uma história, usando as ilustrações. E este livro de Pedro Seromenho trouxe-me exa tamente isso - uma história, palavras para trabalhar com as crianças e ilustrações muito apelativas. No entanto, para além das cores e do grafismo apelativo, - as ilustrações são de  Rachel Caiano -  este é um livro que nos traz uma intenç ão educativa, uma história que culmina numa mensagem: há que procurar a Liberdade. E neste caso, é também um livro que mais se adequa à faixa do pré-escolar e do primeiro ciclo, onde de pode trabalhar este tema com outra intencionalidade. Pedro Seromenho escreveu este livro durante a Pandemia. As galochas, vão pas...

Um conto de Álvaro Magalhães

Imagem
Álvaro Magalhães presenteia-nos com este conjunto de  cinco contos que além de serem divertidos, podem servir de base para trabalhar diferentes temas com as nossas crianças. Este livro contém textos usados em livros escolares do 1º ciclo e foi recomendado para as metas curriculares de Português, 3º ano. Uma das histórias (e a que dá o nome ao livro) é a de um um rapaz que foi fadado para uma "vida a dar para o torto", condenado a carregar um nariz "do tamanho de uma chouriça". E a verdade é que ele tem uma vida tão degraçada e desengraçada que acaba por ir viver sozinho no cimo de um monte. No entanto, ele não vê só as desvantagens que o nariz lhe traz e é aí que está a verdadeira lição. "Estava visto que o mundo não era feito para gente com um nariz assim, do tamanho de um chouriço." Mas a vida reserva ainda um papel importante ao seu nariz. A Fada que o mal fadou para ter aquele trambolho no meio da cara, ainda voltaria a cruzar a sua vida... e como...

"Vamos falar sobre ansiedade?"

Imagem
Neste livro de Filipa Maló Franco (texto) e Carla Nazareth (ilustração), dá-se oportunidade às crianças (mas também aos jovens e aos adultos) de falar sobre ansiedade. Desconstrói-se este sentimento, mostrando como pode surgir e quais as sensações que podem estar envolvidas.  Explica Filipa Maló Franco que, a ansiedade deve ser abordada sem receios, incentivando a procurar alguém em quem se confie para que se possa falar sobre o que quer que esteja a gerar preocupação. O livro é lindíssimo, com imagens maravilhosas e cores suaves, onde muitas borboletas pontilham aqui e além as páginas! Falar sobre estes temas é preciso! E não deve ser um tabú. A ansiedade, tal como muitos outros sentimentos e emoções, são vivenciadas pelos mais novos e, cada vez mais, é necessário dar-mos nome àquilo que a criança está a sentir, evitando danos psicológicos mais graves. Não existe benefício em esconder ou em desvalorizar, a criança tem de entender que é perfeitamente natural que se sinta ansiosa ...

"Uma lição de Amor"

Imagem
Este é um livro de Carmen Garcia, escritora e enfermeira, que fala de um rapaz, o "Jaime", que ao chegar a uma escola nova, vê em si muitos olhares e, não vê ninguém como ele, e  fica um bocadinho triste por não ver mais ninguém em cadeira de rodas. Mas a "Leonor" irá fazer a diferença na sua adaptação a esta nova escola. Acolhe-o como amigo e ajuda-o a conhecer outras crianças, cada uma com as suas particularidades e que são também especiais pelos seus talentos. O próprio "Jaime" irá perceber junto da sua nova amiga que nem todas as deficiências são visíveis ou que têm de estar sempre visíveis. É um livro que, como o título indica, se enche de amor, de amizade e de compreensão e que é excelente para trabalhar com os mais novos o tema da diferença e da igualdade de direitos e oportunidades. Uma história de empatia em que as diferenças estão tratadas como aquilo que são realmente: caraterísticas que fazem parte de cada um, mas que não o definem. E que nos l...

"Um gato tem sete vidas"

Imagem
Um livro de Luísa Ducla Soares, uma das minhas escritoras preferidas. Neste livro, encontramos um "Gato" que, muito novo, vê a morte à sua frente. A morte, no entanto, não queria nada com ele. De cada vez que a vê, alguém acaba por morrer: uma pessoa ou um animal. A cada página desfolhada, sabe-se mais um pouco da história deste "Gato", e diminui-se-lhe uma vida... Esta subtração é acompanhada pelo desaparecimento de alguém. É um livro que trata de uma forma direta e tranquila, se dramatismos e sem alaridos, a intervenção da "Morte". Acompanhando a "sua" presença constante, nas belíssimas ilustrações da autoria de Sebastião Peixoto, está uma "ampulheta", que corre desengonçada tentando acompanhar o correr da história e dos encontros sucessivos, até que fica, sentada a descansar no final da história. 

"A fuga de Frank"

Imagem
Numa ida à biblioteca do Seixal, dei por mim a percorrer as prateleiras de livros infantis e acabei por ser "tocada" por este livro da Ana Sofia, editado pela Alfarroba, e que recomendo muito para dar uma introdução ao tema da guerra e das consequências que esta tem. Um livro infantil que nos dá um murro no estômago quando o lemos como adultos pensantes. Frank é um menino que vive com os pais, dois irmãos e Malmo, o seu gato. A família de Frank vive numa aldeia próxima de Kiev. O som constante das sirenes, leva a que toda a família corra apressada para a cave. Um local seguro que os protege das bombas... dos mísseis... da guerra? Da guerra não. Ela está lá e é a culpada por terem de se estar sempre a esconder. Na cave, o pai toca violino enquanto a irmã dança ballet. Mas um dia, a família de Frank é obrigada a fugir, deixando as marcas da sua vida, as suas coisas, para trás. Durante essa fuga, o pai de Frank é espancado. Os homens que lhe batem só param quando o menino os enf...

Cultivar os hábitos de leitura

Numa sociedade cada vez mais ligada às novas tecnologias, em que crianças e adultos passam largas horas, agarradas aos ecrãs, é presiso plantar livros, regar momentos de leitura e cultivar os melhores frutos: de crianças que contatam com livros nascerão melhores leitores. Ser um bom leitor não é ler muitos livros. Muito menos ler tudo o que aparece. Ou ler o que os outros leram ou porque assim somos obrigados. Não precisamos de ler todos o mesmo porque não gostamos todos das mesmas coisas. Quando a criança se torna leitora, ela já terá tido um primeiro contato com os livros e com as histórias. Já terá escutado uma história, ouvido um poema, repetido uma lengalenga. Antes das primeiras palavras serem lidas, existe um contato físico com o livro que não pode ser medroso, mas sim prazeiroso, simples, natural e repetido. Repetitivo. Tanto como o gesto de pegar num telemóvel e desbloquear o seu ecrã, deveria ser o gesto de abrir e desfolhar um livro. Não devíamos achar normal uma criança est...

"O Príncipe Nabo"

Imagem
Ilse Losa publicou este texto dramático em 1962 e, até hoje, continua a estar representado na lista de leituras recomendadas para a infância. A história é sobre as desventuras da "Princesa Beatriz", que precisa escolher um marido de entre vários pretendentes. Mas nenhum lhe agrada e vai aproveitando para ir "gozando" com cada um dos pretendentes até que o "Rei" lhe resolve dar uma lição. Este texto dramático está dividido em três atos. Além da princesa e do rei, existem outras personagens relevantes, como o "Marechal da Corte" que é o responsável por encontrar pretendentes para a Princesa, ou a "Mademoiselle" que representa o papel de educadora da jovem e que tem origem francesa. Há também o "Bobo" que se chama "Marcelino" e que não deixa de nos levar a uma grande lição de moral! O texto é bastante divertido e de leitura fácil, sendo adequado para o 5º ano, tal como é recomendado pelo Plano Nacional de Leitura. Acons...

"O conto da Ilha Desconhecida"

Imagem
Este é um dos livros de José Saramago que podemos encontrar no Plano Nacional de Leitura, para o 8º ano. A narrativa situa-se num tempo e local indeterminado e conta a história de um "homenzinho" que queria para si um barco com o qual pudesse ir à procura de uma "ilha desconhecida".  É esse o pedido que ele vai fazer ao Rei, mas a primeira dificuldade é conseguir que o Rei o oiça. Logo ali, de forma um pouco metafória vão surgindo outras personagens que são como que muros intransponíveis para quem não é "tão importante" e que dificilmente iria conseguir alcançar o seu objetivo. Saramago introduz logo aqui nas suas primeiras linhas uma crítica à burocracia, em que a "empregada" representa o poder que alguns funcionários, sem o ter, fazem por se fazer valer da sua posição para impedir que os outros consigam alcançar os seus objetivos. Mas a sua obstinação traz frutos e a sua viagem finalmente pode começar.  Neste livro encontramos um Saramago que e...

"Graças e Desgraças da Corte de El-Rei Tadinho"

Imagem
Pelas mãos de Alice Vieira, um conto que faz parte do Plano Nacional de Leitura e recomendado para crianças a partir dos oito anos. Esta é a história de um Reino muito peculiar, com um Rei que entre asneiras e maus conselhos, lá o vai governando. Um livro em que a ironia das situações vão dando o ritmo à história e em que se sobrepõem os imprevistos. Um reino que está povoado de ministros - que não sabem muito bem o que ali estão a fazer - e que tem um Dragão de cinco cabeças e uma bruxa que, sem querer, acaba por mudar de vida! Uma história editada pela primeira vez em 1984, que fomenta a nossa capacidade imaginativa (sejamos crianças ou já crescidos), basta que nos deixemos envolver nas situações que, de tão inusitadas, acabam sempre por nos surpreender e de nos fazer dar algumas gargalhadas.  Alice Vieira nasceu 1943, na aldeia de Lapas em Torres Novas, mas passou a sua infância e juventude em Lisboa, onde frequentou o Liceu D. Filipa de Lencastre. Mais tarde, lic...

Escrita para crianças e jovens

Nas escolas, as nossas crianças exploram textos de autores portugueses, alguns deles grandes nomes da literatura, outros apenas escritores que têm o dom de as palavras que escrevem serem cativantes e levaram os meninos em fantásticas viagens pelo mundo da fantasia. Nem sempre as crianças gostam de ler, é uma verdade. E qual o motivo? O contato com os livros, mexer, desfolhar, perguntar, falar sobre e inventar, voltar a escrever o final, desenhar a personagem como a imaginamos, tanto, tanto, tanto que um pequeno conto, uma breve história, permite fazer em sala. Os livros têm sido um recurso parcamente explorado nas salas de aula. Um livro tem tantas funções que são deixadas ao acaso, com relação com as competências que os alunos têm de adquirir. A literacia é uma das grandes competências da infância. Saber ler e saber escrever é aquela base pela qual todos passamos um dia e que nos vai acompanhar para sempre. Ninguém desaprende de ler, mas como um músculo que se treina, o músculo da lei...

A minha presença na Feira do Livro

Ontem estive presente na Feira do Livro de Lisboa, para divulgar o livro que escrevi. Como já relatei aqui anteriormente, arrisquei a edição de "Vivi e o dragão", uma história infantil. A Editora foi a Cordel de Prata. Durante o tempo que lá estive, apenas uma senhora parou um pouco, conversou comigo e comprou um livro. Parece que as vendas no geral também não estariam a ser muito boas. Havia muita gente a passear mas poucos paravam para comprar. Eu própria queria vender primeiro, para depois comprar mas não consegui fazê-lo. Pouco antes do final da hora a que tinha direito, os vendedores que lá estavam, começaram a arrumar tudo e a fechar a banca. As outras bancas também estavam a fechar e acabei por não conseguir comprar os livros que desejava. O balanço desta ida à Feira, foi então mais uma despesa para mim e cansaço por ter de ir para Lisboa de transportes públicos, depois de um dia de trabalho. De positivo, ter encontrado um casal de amigos que já não via há muitos anos ...

Feira do Livro de Lisboa

Imagem
Este ano a Feira do Livro tem uma importância especial porque irei lá estar a fazer a apresentação do meu livro. Saiu no passado dia 15 de agosto, "Vivi e o dragão", que é o meu primeiro livro infantil. Está à venda em algumas livrarias e também irá estar em versão ebook em breve. Estou muito feliz porque além de ser um sonho que acabei por tornar realidade, com a ajuda da editora Cordel de prata, o livro tem-me dado a oportunidade de conversar com alguns amigos e colegas com os quais fui deixando de ter contato ao longo dos anos. Estou ansiosa pelo dia da apresentação e da sessão de autógrafos. Estou a partilhar diariamente nas minhas redes sociais. Gostava muito de num futuro próximo poder apresentá-lo também nas bibliotecas e em salas de aula, porque acho que será uma excelente plataforma de lançamento e porque acho que a leitura na infância é essencial.

Ler - criar novos leitores

Ensinar a ler é uma tarefa dos professores? Sim.  Mas criar um leitor começa muito antes da entrada da criança para a escola, e não me estou a referir àqueles educadores que enchem as crianças de fichas para lhes ensinarem as letras aos 4 ou 5 anos. Ler é um processo de adaptação, eu diria até de amor. É um vínculo que se vai criando entre o leitor e o objeto lido. Primeiro, leia para a criança, desde bebé, desde a barriga ainda! É sensivelmente a partir do 4º mês de gestação que a audição do feto começa a desenvolver-se. Assim, quando lemos para o bebé na barriga, não se espera que ele entenda a história que está a ser contada. Estamos a oferecer tranquilidade, estreitamento de laços e fazer com que o bebé perceba que os pais estão próximos a ele. A compreensão do mundo chega na primeira infância. Esta fase ocorre desde o nascimento até aos 6 anos de vida, e chega através dos sentidos e do afeto.  Através dos livros, as crianças descobrem formas, cores e movimentos. Conte-lhe história...

"Mamã maravilha"

Imagem
  Este livro foi-me oferecido pelo meu filho e é um dos que eu mais gosto de ler com ele. É um livro especial, mas que apesar de tudo me fez sentir o coração apertado. Quantas vezes eu não fui a "Mamã maravilha"? E como é que isso o pode marcar no seu futuro?  A autora é  Orianne Lallemand,  francesa, nascida em 1972 e que já escreveu vários outros livros de grande sucesso na área infantojuvenil.

Leituras na hora de fazer ó-ó

Imagem
Ontem, ao deitar, li com o meu filhote " Bebé Koala na Quinta". Ofereceram-lhe o livro no Natal mas eu ainda não tinha tido tempo para me sentar com ele e desfrutar daquelas belas ilustrações e da história terna da pequena Koala. Uma boa escolha porque ele foi capaz de identificar as imagens e de explorar de uma forma ativa o conteúdo do livro. O "cácácá" do patinho, o "ão" e o "mau" do cão e do gato e ainda a sua surpresa quando viu a vaca e alegria estampada no seu olhar. Aprendeu o "muuu" da vaquinha (no outro dia visitámos uma quinta e ele ficou encantado com os animais, em particular com uma vaca preta enorme e com os cavalinhos). É uma pequena coleção de quatro livros que eu vou tentar adquirir para ele e que recomendo.

Leituras na hora de fazer ó-ó

Imagem
Ontem, ao deitar, li com o meu filhote " Bebé Koala na Quinta". Ofereceram-lhe o livro no Natal mas eu ainda não tinha tido tempo para me sentar com ele e desfrutar daquelas belas ilustrações e da história terna da pequena Koala. Uma boa escolha porque ele foi capaz de identificar as imagens e de explorar de uma forma ativa o conteúdo do livro. O "cácácá" do patinho, o "ão" e o "mau" do cão e do gato e ainda a sua surpresa quando viu a vaca e alegria estampada no seu olhar. Aprendeu o "muuu" da vaquinha (no outro dia visitámos uma quinta e ele ficou encantado com os animais, em particular com uma vaca preta enorme e com os cavalinhos). É uma pequena coleção de quatro livros que eu vou tentar adquirir para ele e que recomendo.

Uma sugestão, para presente de páscoa

Imagem
Descobri-a hoje enquanto andava às compras. Quando o tempo o permite, gosto sempre de parar no corredor dos livros e "cuscar" alguns. Hoje, este fazia parte de uma "ilha" com livros em promoção e nada melhor que uma história para adoçar a páscoa.   É uma história do autor Coby Hol. Ainda por cima, além de ser gira, faz parte do plano nacional de leitura. Um verdadeiro docinho... Da Plátano Editora.

Uma sugestão, para presente de páscoa

Imagem
Descobri-a hoje enquanto andava às compras. Quando o tempo o permite, gosto sempre de parar no corredor dos livros e "cuscar" alguns. Hoje, este fazia parte de uma "ilha" com livros em promoção e nada melhor que uma história para adoçar a páscoa.   É uma história do autor Coby Hol. Ainda por cima, além de ser gira, faz parte do plano nacional de leitura. Um verdadeiro docinho... Da Plátano Editora.

Sugestões de livros: "Se eu fosse..."

Imagem
  Se eu fosse muito forte, o que seria capaz de fazer? E se afinal fosse muito alto, onde seria capaz de chegar?   Composto por frases curtas, destinado aos leitores mais pequenos entre os 4 e os 7 anos para ser "lido" com a ajuda dos papás (e dos educadores também). Da editora Gailivro.