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Maurice Druon

Terminado o terceiro livro e sem poder ainda começar o quarto, aproveito para escrever um pouco sobre o escritor da saga "Os reis Malditos". Maurice Druon nasceu em Paris a 23 de abril de 1918 e morreu em abril de 2009. Licenciado em ciências políticas, durante a II Guerra Mundial, foge, através de Espanha e Portugal, para se juntar às fileiras da Resistência francesa em Londres. Maurice combateu no interior da França durante a Segunda Guerra Mundial até o momento do Armistício (1941). Ingressou então nas forças da Resistência à ocupação nazi, deixando a França em 1942, atravessando clandestinamente a Espanha e Portugal para ingressar nas fileiras dos serviços de informações da chamada "França Livre", em Londres, trabalhando com De Gaulle. Torna-se Ajudante de Campo do General François de Astier do Vigerie, seguidamente é elevado ao posto "Honra e Pátria" antes de ser encarregado da missão, para o Comissariado do Interior e da Informação; é também correspo...

"Os venenos da coroa"

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Do escritor Maurice Druon, este é o terceiro livro da saga "Os reis malditos", que estou a ler. A saga é composta por sete volumes e teve a sua primeira edição em 1956.  O romance conta sobre a época dos últimos cinco reis da  Dinastia Capetiana  e os dois primeiros da  Casa de Valois , de  Filipe IV, o Belo  a  João II, o Bom . A história tem como tramas principais os esforços de  Roberto III de Artois  em recuperar o  condado de Artois,  da sua tia  Matilde de Artésia. Neste volume, o autor conta-nos sobre o casamento de Clemência da Hungria com o rei Luís X, de cognome "O Teimoso" no verão de 1315, após este se  ter conseguido livrar da primeira mulher, Margarida de Borgonha. O legado de três décadas de eficácia administrativa, económica e política escapou-se como água por entre as mãos de Luís X, que permitiu que a confrontação entre ministros burgueses e nobres conservadores se saldasse pela perda do domínio das proví...

"A Rainha Estrangulada"

Continuo a ler a saga de Maurice Druon. Este é o segundo livro que  começa em novembro de 1314, com a morte do rei Filipe, o Belo. Dois grupos preparam-se para se enfrentar pela posse do poder: de um lado, o clã do baronato, conduzido por Carlos de Valois, irmão do rei e, do lado oposto, o partido da alta administração, dirigido por Enguerrand de Marigny. Margarida e Branca estão prisioneiras na fortaleza de Chatêau-Gaillard, enquanto Joana, condessa de Borgonha, é levada para o torreão de Dourdan. Apesar da notícia da morte do sogro, para Margarida não será assim tão fácil obter a liberdade: é que Luis X, seu marido e novo monarca, não pensa em recuperá-la como rainha consorte. O rei Luís, denominado o Teimoso, tenta a todo o custo a anulação do seu casamento com Margarida, para que se possa voltar a casar. A escolhida é Clemência, princesa da Hungria.  Nesta sequela percebe-se a relação entre as casas reais europeias e a forma como os casamentos eram arranjados de forma a que cada um...

"O rei de Ferro"

"O Rei de Ferro" é o primeiro tomo da série "Os reis malditos", escrita por Maurice Druon. É uma narrativa com base em factos históricos e que conta a sequela da família real francesa em pleno século XIV. O rei Filipe IV, o Belo é considerado um homem frio, cruel e silencioso, que governa o reino sem hesitações. A rainha Joana, sua mulher, havia morrido em 1305. O rei, empenha-se a perseguir os Templários, grupo rico e poderoso e é após um processo com cerca de 15 mil acusados e sete anos de duração, que sentencia à morte os últimos Templários entre eles o Grão-mestre Jacques de Molay. Antes de sucumbir, a uma morte trágica na fogueira, Molay grita à plateia a maldição que vai destruir da casa real. O primeiro a morrer é o Papa Clemente, deixando a igreja sem liderança. Seguem-se outras mortes que começam a ser atribuídas à maldição de Molay. Entretanto, as noras do rei Filipe o Belo, encontram nos prazeres carnais a fuga ao casamento. Isabel, cunhada de Margarida e...