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A mostrar mensagens de abril, 2024

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

Um dia escrevi uma história...  Raras vezes publico aquilo que escrevo. Mas houve um dia em que resolvi entrar num concurso e algum tempo depois, ligaram-me da editora. O meu conto não tinha ganho, mas tinham gostado bastante e queriam publicá-lo. Claro que eu tive custos - para mim foi difícil na altura - mas publicar um livro meu, era um sonho que se ia realizar. Demorou quase um ano até que o livro estivesse fisicamente à venda. Infelizmente, as vendas foram muito poucas, o que me deixa triste mas eu sei agora que fiz mal ter optado por publicar logo na primeira proposta, sem saber o que outras me poderiam oferecer. Um livro de capa mole é menos atrativo para quem tem crianças pequenas. Hoje é dia mundial do livro.  Os livros... Ler é a minha paixão. Sou daquelas pessoas que tem sempre livros no carro e livros na mala. Os livros têm de ser respeitados, não só pelo livro físico em si, mas pelo trabalho e pelo esforço que dá. Escrever, até pode ser prazeroso, colocar no papel aquilo q...

"O Depoimento de Américo Thomaz"

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Hoje fui à biblioteca do Seixal, onde podemos ter acesso a livros sobre o Antigo Regime, sobre o 25 de Abril e sob o pós-revolução, engtre os quais podemos encontrar também alguns livros que tinham sido proibidos pelo Regime. Escolhi para hoje, um livro do escritor e caricaturista José Vilhena, que é um retrato do Antigo Regime, num tom de sarcástico e irónico, que roça mesmo o gozo e que se torna uma excelente forma de perceber  o Estado Novo. Neste livro, publicado em 1975, José Vilhena retrata a mentalidade do fascismo português de uma forma única. A própria capa do livro, assume desde logo esse sarcasmo a roçar quase a ofensa, em que Américo Thomaz aparece representado com uma "cabeça de abóbora". Já na contracapa, desenhadas como que a caneta no uniforme de Américo Thomaz também representam algumas ordens e comendas bem elucidativas, como por exemplo: "Benemérita Associação dos Amigos do Alheio", pela sua dedicação mostrada à causa.  O texto é uma resposta ao d...

Os livros antes de Abril

Durante anos, o país esteve mergulhado na escuridão e na censura. Muitos temas eram proibidos. Grandes escritores eram censurados e os seus livros proibidos. Muitos escritores eram levados ao exílio. Mas alguns iam escapando à malha apertada da PIDE e chegavam a ver a luz do dia, a ser lidos por alguém, mesmo que depois fossem recolhidos e destruídos. Uma grande maioria da população era analfabeta e vivia da agricultura, do trabalho nas fábricas, e isso era visto pelo Estado Novo como uma forma de ter controlo sobre a população. É que o conhecimento traz liberdade!  Recomendo vivamente: https://ensina.rtp.pt/artigo/livros-e-leituras-antes-e-depois-da-revolucao-de-abril/  

"A Saga"

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A história de Hans contada por Sophia de Melo Breyner remete-nos para uma época distante, para um local agreste e pitoresco onde vive uma comunidade de pescadores, Vig. Hans é um jovem de 14 anos, cheio de vitalidade que deseja sair dali e explorar o mundo. Mas depois da perda dos irmãos mais novos num naufrágio, vê-lo embarcar é a última coisa que o pai de Hans deseja. A proximidade etária com os leitores é um dos primeiros pontos a explorar nesta obra. A perspetiva de futuro, a imensidão de possibilidades e a existência de limites para os sonhos de Hans e de cada um dos leitores, podem ser aqui abordados em atividades de exploração literária e de construção de textos.  Hans acaba por sair da sua ilha escondido num cargueiro inglês e chega a uma " terra de granito e de camélias," que era afinal, a cidade do Porto.  Esta fuga representa não só o desejo de aventura, como a emancipação, o crescimento e a adaptação a uma nova vida, longe de casa e tudo o que isso acarreta. Duran...

"O Príncipe Nabo"

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Ilse Losa publicou este texto dramático em 1962 e, até hoje, continua a estar representado na lista de leituras recomendadas para a infância. A história é sobre as desventuras da "Princesa Beatriz", que precisa escolher um marido de entre vários pretendentes. Mas nenhum lhe agrada e vai aproveitando para ir "gozando" com cada um dos pretendentes até que o "Rei" lhe resolve dar uma lição. Este texto dramático está dividido em três atos. Além da princesa e do rei, existem outras personagens relevantes, como o "Marechal da Corte" que é o responsável por encontrar pretendentes para a Princesa, ou a "Mademoiselle" que representa o papel de educadora da jovem e que tem origem francesa. Há também o "Bobo" que se chama "Marcelino" e que não deixa de nos levar a uma grande lição de moral! O texto é bastante divertido e de leitura fácil, sendo adequado para o 5º ano, tal como é recomendado pelo Plano Nacional de Leitura. Acons...

"Um romance de amor"

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Isabel Stilwell diz logo na capa que este é "o livro que eu seria incapaz de escrever" e é um livro super divertido, mas que ao mesmo tempo é um livro bastante profundo. De fácil leitura, este romance que a própria autora diz que não é um romance, conta a história de um casal em que a esposa, é a pessoa que vai escrevendo mas sempre negando a sua escrita. Com uma capacidade incrível para nos fazer ficar agarrados a cada página, Isabel conta-nos a história de amor de Josefina e Florival, as personagens de um enlace que parece desenrolar-se na sua cabeça sem pedir autorização.  São várias as passagens divertidas, que vamos encontrando ao longo do livro, como esta: "A senhora não entende nada. O balão é para quem vai a conduzir uma viatura, não é proibido beber a quem conduz uma discussão, minha senhora!" Uma leitura diferente e interessante, mais simples do que os típicos romances a que Isabel me habituou.