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Poesia... em Dia da Criança

Hoje é dia da criança e escolhi a poesia para o assinalar. Dedico estes poemas a todas as crianças que, neste dia, não brincam nem sorriem, que são obrigadas a crescer. Choram de frio, de fome e saudade. Estes poemas são de três grandes poetas: António Nobre, Manuel Lopes Fonseca e Cecília Meireles.  "Menino e Moço" Tombou da haste a flor da minha infância alada, Murchou na jarra de oiro o pudico jasmim: Voou aos altos céus Sta Águia, linda fada, Que dantes estendia as azas sobre mim. Julguei que fosse eterna a luz dessa alvorada, E que era sempre dia, e nunca tinha fim Essa visão de luar que vivia encantada, Num castelo de prata embutido a marfim! Mas, hoje, as águias de oiro, águias da minha infância, Que me enchiam de lua o coração, outrora, Partiram e no céu evolam-se, a distancia! Debalde clamo e choro, erguendo aos céus meus ais: Voltam na aza do vento os ais que a alma chora; Elas, porém, Senhor! elas não voltam mais… (António Nobre) " Menino" No colo da mãe ...

Dia Mundial da Poesia

O Dia Mundial da Poesia comemora-se, desde 1999, anualmente, a 21 de março. Nesta data, pretende-se "salientar a importância da poesia enquanto manifestação artística comum a toda a Humanidade. Celebra-se também a criatividade, a pluralidade linguística e cultural e promove-se o ensino e declamação da poesia." Há poesias para todos os gostos, mas esta tem na sua simplicidade a maior beleza. Escrita para crianças, mas que faz os adultos refletir. Da já desaparecida, Cecília Meireles: Ou isto ou aquilo: Ou se tem chuva e não se tem sol ou se tem sol e não se tem chuva! Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva! Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares. É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo em dois lugares! Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, ou compro o doce e gasto o dinheiro. Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo … e vivo escolhendo o dia inteiro! Não sei se brinco, não sei se estudo, ...

Poesia - A bailarina

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Adoro estas pequenas poesias, tão melodiosas e simples, mas tão lindas. Para trabalhar com crianças desde tenra idade, pelo vocabulário simples e harmonioso. A BAILARINA       Esta menina tão pequenina quer ser bailarina. Não conhece nem dó nem ré mas sabe ficar na ponta do pé. Não conhece nem mi nem fá mas inclina o corpo para cá e para lá. Não conhece nem lá nem si, mas fecha os olhos e sorri. Roda, roda, roda com os bracinhos no ar e não fica tonta nem sai do lugar. Põe no cabelo uma estrela e um véu e diz que caiu do céu. Esta menina tão pequenina quer ser bailarina. Mas depois esquece todas as danças, e também quer dormir como as outras crianças. (Cecília Meireles)