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"As cidades invisíveis"

Nunca me tinha passado pela cabeça começar a leitura desta obra de Italo Calvino. Agradeço à Analita e ao grupo de leitura e escrita criativa de que faço parte pela motivação para a leitura deste livro, e agradeço à Maria João, professora e amiga, que me disse que tinha lido e que tinha encontrado algo de especial neste livro. "As cidades invisíveis" é um romance em que nos deixamos levar numa espécie de jogo, um labirinto que vamos desvendando consoante nos vão surgindo novos pontos de luz, ou seja, desvendadas novas cidades imaginadas por Marco Polo nas visitas diplomáticas a  Kublai Kan, imperador dos tártaros. A descrição do caminho e das caraterísticas de cada uma das cidades, é feita com o abuso nas figuras de estilo através das palavras do narrador. As  55 cidades,  que o jovem veneziano descreve na conversa ficcionada pelo escritor permanecerão invisíveis porque são lugares da imaginação.  Cada cidade é um local imaginado que destaca determinadas caraterísticas da hu...

Italo Calvino

Italo Calvino nasceu em Santiago de Las Vegas, Cuba, a 15 de outubro de 1923. A sua infância foi passada em Itália de onde provinham os seus pais, mais propriamente em San Remo.  Formado em  Letras , iniciou o curso de  Agronomia , o qual acabou por abandonãr para participar na resistência ao  fascismo e a ocupação nazi,  durante a  Segunda Guerra Mundial . Após a guerra conheceu diversos militantes comunistas, passou a trabalhar no jornal comunista  L’Unità  e na editora Einaudi, onde desempenhou um importante papel como consultor literário.  Filiou-se como membro do  Partido Comunista Italiano, onde esteve  até 1956, tendo se desfiliado em 1957. A sua carta de renúncia ficou famosa, tendo sido publicada e analisada.  No final dos anos 40 publicou suas primeiras obras que se apoiavam num “estilo neorrealista”,  e através das quais procurou retratar sem floreados uma Itália devastada do pós-guerra. Entre as obras desse per...

"As cidades invisíveis"

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A leitura deste livro partiu da sugestão de uma colega de trabalho e amiga. Ela está no mesmo trabalho que eu e como tem de dar apoio de português aos alunos mais velhos, costuma ler as obras que depois poderão ser trabalhadas nas aulas.  Sinceramente, com tantos livros bons, não sei ainda o porquê de darem estas leituras tão densas aos alunos, a maior parte deles já tão desinteressados pela língua materna. Assim, apesar de ser um livro de uma qualidade imensa - disso não tenho dúvidas - os alunos acabam por se perder na leitura, devido à quantidade de referências e à mistura entre ficção e realidade que ali impera. Mas isto é só e apenas a minha modesta opinião. Da imaginação de um lendário viajante do século XIII nascem cidades com nome de mulher. O viajante é Marco Polo que as descreve de forma fantasiosa a Kublai Khan, imperador mongol. Na  sua maioria, são relatos curtos e divididos entre os seguintes tópicos: as cidades delgadas, as cidades e a memória, as cidades e as t...