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"A prisão do silêncio"

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É maravilhosa a forma como consegue descrever temas tão fortes e ao mesmo tempo prender-nos a um livro que nos descreve histórias reais! Apenas mudam os nomes dos personagens por questões deontológicas. Nos livros anteriores, ela era professora de alunos com deficiências quer mentais que físicas. Tinha uma turma com quem interagia diariamente, tentando criar laços que seriam fundamentais no decurso da evolução da criança. Neste livro, ela está numa clínica e é em contexto de consulta que cria a relação com as crianças. Desta vez, é com um jovem adolescente que Torey tem de trabalhar. Kevin é um jovem de 15 anos, que se "enjaula" a si mesmo entre as pernas da mesa e das cadeiras, escondendo-se assim dos seus próprios medos. Ao contrário dos vários profissionais pelos quais as crianças passavam, Torey desenvolvia uma relação de amizade com elas e o mesmo tenta fazer com este jovem, trabalhando em cada consulta para que ele confie suficientemente nela. Ao longo dos anos instituc...

"Uma criança em perigo"

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Depois de ler o primeiro título desta coleção, não consegui ficar por ali e peguei logo neste outro livro: "Uma criança em Perigo", em que a professora e psicóloga norte-americana Torey Hayden relata a sua experiência com uma menina de oito anos, chamada Jadie (nome fictício, penso eu) e que sofre de mutismo seletivo. Jadie vive isolada no seu próprio mundo: nunca fala, ri ou chora. Passa o dia aprisionada no seu mundo de sombras, enredada na sua própria teia de problemas. À medida que esta professora vai ganhando a sua confiança, a criança começa a revelar a verdade sobre a sua vida e sobre os abusos que tem vindo a sofrer. Um livro duro, sério, perturbador. Torey Hayden ficou conhecida quando contou a sua história em A Criança Que Não Queria Falar , ao revelar ao mundo o seu trabalho de pedagoga com crianças problemáticas, muitas delas vítimas de abusos físicos e psicológicos. Torey Hayden nasceu em 1951 em Livingston, Montana, nos Estados Unidos. Apesar de ter uma formação...

"A criança que não queria falar"

O ritmo a que acabo de ler um livro não se compadece com o ritmo a que venho postar sobre esse mesmo livro. Das minhas visitas à biblioteca descobri uma escritora que me agradou particularmente: Torey Hayden. Torey escreve sobre a sua própria experiência como professora, em particular sobre a sua experiência com as crianças "especiais", que na altura em que esta brilhante mulher começa a trabalhar, eram excluidas em classes onde se juntam várias crianças com disturbios. Em 1980, altura em que o livro foi publicado, a educação seguia de fato outros caminhos que não os que conhecemos agora, mas esta mulher mostra quie estava muito adiante no seu tempo e luta afincadamente pelos direitos destas crianças. Este seu livro fala-nos da história de Sheila, uma criança de seis anos insociável, violenta, perdida num mundo de raiva e sofrimento. Sheila é condenada a internamento num hospital psiquiátrico por um ato bárbaro que quase tirou a vida de um menino. Esta é a história verídica e...

"A criança que não queria falar"

O ritmo a que acabo de ler um livro não se compadece com o ritmo a que venho postar sobre esse mesmo livro. Das minhas visitas à biblioteca descobri uma escritora que me agradou particularmente: Torey Hayden. Torey escreve sobre a sua própria experiência como professora, em particular sobre a sua experiência com as crianças "especiais", que na altura em que esta brilhante mulher começa a trabalhar, eram excluidas em classes onde se juntam várias crianças com disturbios. Em 1980, altura em que o livro foi publicado, a educação seguia de fato outros caminhos que não os que conhecemos agora, mas esta mulher mostra quie estava muito adiante no seu tempo e luta afincadamente pelos direitos destas crianças. Este seu livro fala-nos da história de Sheila, uma criança de seis anos insociável, violenta, perdida num mundo de raiva e sofrimento. Sheila é condenada a internamento num hospital psiquiátrico por um ato bárbaro que quase tirou a vida de um menino. Esta é a história verídica e...

Os vários sentidos dos contos de fadas

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Os contos e, em especial os contos de fadas, têm tido uma prevalêndia deste os primórdios da humanidade e vão-se prolongando pelos séculos, sendo trazido até nós já em versõe muito modificadas. Como já abordei aqui, os contos de fadas e as suas personagens, permitem às crianças desde tenra idade auto-construir a sua própria personalidade e ver espelhados os seus receios e angústias mais prementes. Além de a distrair, ele "promove o desenvolvimento da sua personalidade." "A criança precisa de ideias sobre como pôr a casa interior em ordem e, nessa base, conseguir dar certo sentido à sua vida."(1) No entanto, nem sempre assim se sucedeu. Na sua origem, "quando foram criados, os contos de fadas não eram destinados às crianças. Tinham o objetivo de solucionar, resolver problemas adultos." Um dos exemplos é o da conhecida história do "Capuchinho Vermelho", que na verdade parece representar "a passagem da infância para a adolescência. O fato de a ...