quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Os vários sentidos dos contos de fadas

Os contos e, em especial os contos de fadas, têm tido uma prevalêndia deste os primórdios da humanidade e vão-se prolongando pelos séculos, sendo trazido até nós já em versõe muito modificadas. Como já abordei aqui, os contos de fadas e as suas personagens, permitem às crianças desde tenra idade auto-construir a sua própria personalidade e ver espelhados os seus receios e angústias mais prementes. Além de a distrair, ele "promove o desenvolvimento da sua personalidade."


"A criança precisa de ideias sobre como pôr a casa interior em ordem e, nessa base, conseguir dar certo sentido à sua vida."(1) No entanto, nem sempre assim se sucedeu. Na sua origem, "quando foram criados, os contos de fadas não eram destinados às crianças. Tinham o objetivo de solucionar, resolver problemas adultos."

Um dos exemplos é o da conhecida história do "Capuchinho Vermelho", que na verdade parece representar "a passagem da infância para a adolescência. O fato de a mãe pedir para que a filha fosse levar" a cesta para a sua avó, "nada mais significava que ela estava pronta para enfrentar as responsabilidades." A Floresta sempre foi "um elemento envolto" em "mistério." Um local escuro, que tem muitos perigos escondidos.



 

Mas aos poucos e, principalmente com o aparecimento da própria Disney, os contos foram evoluindo para se adaptar ao universo infantil. Mesmo assim, eles oferecem à criança opções que ela relaciona com os seus próprios dilemas existenciais. "Aplicando o modelo psicanalítico da personalidade humana, os contos de fadas são portadores de mensagens importantes para o psiquismo consciente, pré-consciente ou inconsciente, qualquer que seja o nível em que funcione."


A criança retrata nos contos de fadas que ouve a imagem de si mesma. Desta forma ela consegue aliviar as suas próprias tensões. "As histórias falam ao seu ego nascente encorajando o seu desenvolvimento, enquanto ao mesmo tempo, aliviam tensões pré-conscientes ou inconscientes." Assim, não é de estranhar que a criança tire "um sentido diferente de um mesmo conto, segundo os seus interesses e as necessidades do momento." Por outro lado, "a importância que cada história pode ter para uma determinada criança, em determinada idade, depende inteiramente do estádio do seu desenvolvimento psicológico e dos problemas que no momento sejam para ela mais prementes."

Estes "orientam a criança no sentido de descobrir a sua identidade e vocação e sugerem também quais as necessárias experiências para melhor desenvolver o seu carácter." Os contos permitem à criança lidar com os seus medos, ultrapassar os seus receios através da apropriação da situação que a personagem está a viver naquele momento e interpretar à sua maneira, encontrando formas de resolver problemas. Por isso, muitas vezes, a criança precisa de ouvir a mesma história vezes e vezes sem conta, até que esta deixe de ser necessária, porque já não precisa dela.
 "O conto de fadas oferece materiais à fantasia da criança, sugerindo-lhe, de maneira simbólica, que tipo de lutas deverá travar para se realizar e garantindo-lhe ainda por cima um desfecho feliz."

Por outro ladpoo, permite à criança lidar e aprender sobre a maldade, sobre a morte, sobre a perda e outros sentimenhtos que lhe podem trazer tristeza e ansiedade. "A vida real não é toda bela" e oferecer-lhe só o lado bom é errado. A criança sabe que ela própria nem sempre é boa e precisa de sentir que não é a única para não se ver "a si própria como um monstro." A criança precisa de ser colocada perante diferentes situações, para que se torne empática para com os sentimentos dos outros, para que se expresse sobre o que está a sentir. Por isso é tão importante que "tanto a maldade como a virtude se encontrem omnipresentes nos contos de fadas."


Fontes:
(1)-BETTELHEIM, Bruno, "Psicanálise dos contos de Fadas", Bertrand Editora;
(2)-http://wearsunscreen.blogspot.com/2005/10/verdade-sobre-os-contos-de-fada.html

Os vários sentidos dos contos de fadas

Os contos e, em especial os contos de fadas, têm tido uma prevalêndia deste os primórdios da humanidade e vão-se prolongando pelos séculos, sendo trazido até nós já em versõe muito modificadas. Como já abordei aqui, os contos de fadas e as suas personagens, permitem às crianças desde tenra idade auto-construir a sua própria personalidade e ver espelhados os seus receios e angústias mais prementes. Além de a distrair, ele "promove o desenvolvimento da sua personalidade."


"A criança precisa de ideias sobre como pôr a casa interior em ordem e, nessa base, conseguir dar certo sentido à sua vida."(1) No entanto, nem sempre assim se sucedeu. Na sua origem, "quando foram criados, os contos de fadas não eram destinados às crianças. Tinham o objetivo de solucionar, resolver problemas adultos."

Um dos exemplos é o da conhecida história do "Capuchinho Vermelho", que na verdade parece representar "a passagem da infância para a adolescência. O fato de a mãe pedir para que a filha fosse levar" a cesta para a sua avó, "nada mais significava que ela estava pronta para enfrentar as responsabilidades." A Floresta sempre foi "um elemento envolto" em "mistério." Um local escuro, que tem muitos perigos escondidos.



 

Mas aos poucos e, principalmente com o aparecimento da própria Disney, os contos foram evoluindo para se adaptar ao universo infantil. Mesmo assim, eles oferecem à criança opções que ela relaciona com os seus próprios dilemas existenciais. "Aplicando o modelo psicanalítico da personalidade humana, os contos de fadas são portadores de mensagens importantes para o psiquismo consciente, pré-consciente ou inconsciente, qualquer que seja o nível em que funcione."


A criança retrata nos contos de fadas que ouve a imagem de si mesma. Desta forma ela consegue aliviar as suas próprias tensões. "As histórias falam ao seu ego nascente encorajando o seu desenvolvimento, enquanto ao mesmo tempo, aliviam tensões pré-conscientes ou inconscientes." Assim, não é de estranhar que a criança tire "um sentido diferente de um mesmo conto, segundo os seus interesses e as necessidades do momento." Por outro lado, "a importância que cada história pode ter para uma determinada criança, em determinada idade, depende inteiramente do estádio do seu desenvolvimento psicológico e dos problemas que no momento sejam para ela mais prementes."

Estes "orientam a criança no sentido de descobrir a sua identidade e vocação e sugerem também quais as necessárias experiências para melhor desenvolver o seu carácter." Os contos permitem à criança lidar com os seus medos, ultrapassar os seus receios através da apropriação da situação que a personagem está a viver naquele momento e interpretar à sua maneira, encontrando formas de resolver problemas. Por isso, muitas vezes, a criança precisa de ouvir a mesma história vezes e vezes sem conta, até que esta deixe de ser necessária, porque já não precisa dela.
 "O conto de fadas oferece materiais à fantasia da criança, sugerindo-lhe, de maneira simbólica, que tipo de lutas deverá travar para se realizar e garantindo-lhe ainda por cima um desfecho feliz."

Por outro ladpoo, permite à criança lidar e aprender sobre a maldade, sobre a morte, sobre a perda e outros sentimenhtos que lhe podem trazer tristeza e ansiedade. "A vida real não é toda bela" e oferecer-lhe só o lado bom é errado. A criança sabe que ela própria nem sempre é boa e precisa de sentir que não é a única para não se ver "a si própria como um monstro." A criança precisa de ser colocada perante diferentes situações, para que se torne empática para com os sentimentos dos outros, para que se expresse sobre o que está a sentir. Por isso é tão importante que "tanto a maldade como a virtude se encontrem omnipresentes nos contos de fadas."


Fontes:
(1)-BETTELHEIM, Bruno, "Psicanálise dos contos de Fadas", Bertrand Editora;
(2)-http://wearsunscreen.blogspot.com/2005/10/verdade-sobre-os-contos-de-fada.html

terça-feira, 26 de outubro de 2010

"O anjo branco"

Estou a ver e a ouvir o jornalista José Rodrigues dos Santos numa entrevista para o programa "As tardes da Júlia", acerca da sua nova obra.

"O anjo Branco" fala de um médico (baseado na vida do seu pai - José Paz Brandão Rodrigues dos Santos) que viajava pelo distrito de Tete, prestando assistência médica pelas aldeias moçambicanas. Um dia, numa dessas visitas, assiste a um massacre por parte dos comandos portugueses que está até hoje envolto em segredo. Toca-se então no ponto chave do dilema de denunciar ou não esta situação.

Após ouvir a sua descrição do romance e de alguns episódios fiquei com imensa curiosidade e vontade de o ler. Uma história baseada em factos reais, do tempo da guerra colonial. Dele li "O Codex 632" e adorei o tipo de escrita que, apesar de imensa, se lê num fôlego. Ainda tenho alguns romances deste escritor que também quero ler, em particular "O sétimo selo" e "Fúria divina".

"O anjo branco"

Estou a ver e a ouvir o jornalista José Rodrigues dos Santos numa entrevista para o programa "As tardes da Júlia", acerca da sua nova obra.

"O anjo Branco" fala de um médico (baseado na vida do seu pai - José Paz Brandão Rodrigues dos Santos) que viajava pelo distrito de Tete, prestando assistência médica pelas aldeias moçambicanas. Um dia, numa dessas visitas, assiste a um massacre por parte dos comandos portugueses que está até hoje envolto em segredo. Toca-se então no ponto chave do dilema de denunciar ou não esta situação.

Após ouvir a sua descrição do romance e de alguns episódios fiquei com imensa curiosidade e vontade de o ler. Uma história baseada em factos reais, do tempo da guerra colonial. Dele li "O Codex 632" e adorei o tipo de escrita que, apesar de imensa, se lê num fôlego. Ainda tenho alguns romances deste escritor que também quero ler, em particular "O sétimo selo" e "Fúria divina".

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Nobel da Literatura

Foi distinguido na semana passada com o prémio Nobel da Literatura, o escritor e professor Mario Vargas Llosa.




"(...)Maria Vargas Llosa, de 74 anos (28 de Março de 1936), é considerado um dos mais influentes escritores da sua geração.(...)" Foi um líder político, mas sempre um "ativista pelos direitos do homem, pela igualdade social e pela liberdade, manteve-se sempre fiel a uma luta contínua por um mundo melhor. Resistente como poucos, nunca baixou os braços perante qualquer regime."


A sua vasta obra teve um elevado "impacto internacional." Entre outros, podemos destacar a obra "A Cidade e os Cães", escrita no "início dos anos 60," e que foi o primeiro título do autor a "correr mundo." No entanto, terá sido com "Conversa na Catedral" e "A Tia Júlia e o Escrevedor" que o reconhecimento se consolidou. Autor bastante versátil, "Vargas Llosa tem a capacidade de deslumbrar leitores tanto com romances históricos como com policiais políticos."

Este escritor, tal como veio a acontecer com "grande parte dos escritores latino-americanos, teve um início de carreira profundamente enraizado na sua cultura natal, mas foi progressivamente abordando temas mais universais. O seu envolvimento político, desde logo com o regime de Fidel Castro, e empenhamento social foi um dos seus motores de escrita. Analista acutilante da realidade cresceu como romancista e enriqueceu a literatura mundial."

Vargas Llosa, é professor na Universidade de Princeton, em Manhattan. Torna-se agora o 103.º Prémio Nobel da Literatura, prémio que foi "atribuído pela primeira vez em 1901. No ano passado a distinção foi atribuída a Herta Müller. O francês Jean-Marie Gustave Le Clézio recebeu o galardão em 2008, Doris Lessing em 2007, Orhan Pamuk em 2006 e Harold Pinter em 2005. José Saramago, falecido em Junho deste ano, recebeu o Nobel em 1998, sendo o primeiro português a ser distinguido nesta categoria pela Academia Sueca."

Livros de Vargas Llosa publicados em Portugal:
1."A Guerra do Fim do Mundo" (Bertrand, 1984)
2."História de Mayta" (D. Quixote, 1987)
3."A cidade e os cães" (Europa-América, 1977/ Dom Quixote, 2002)
4."Quem matou Palomino Molero?" (Dom Quixote, 1988)
5."Elogio da madrasta" (Dom Quixote, 1989)
6."O falador" (Dom Quixote, 1989)
7."A tia Júlia e o escrevedor" (Dom Quixote, 1988)
8."Pantaleão e as visitadoras" (Europa-América, 1975/ Dom Quixote. 2001)
9."Conversa na catedral" (Europa-América, 1972/ Dom Quixote, 1997)
10."Como peixe na água: memórias" (Dom Quixote, 1994)
11."Lituma nos Andes" (Dom Quixote, 1994)
12."A guerra do fim do mundo" (Círculo de Leitores, 1995)
13."Cadernos de Dom Rigoberto" (Dom Quixote, 1998)
14."Cartas a um jovem romancista" (Dom Quixote, 2000/ Círculo de Leitores, 1999)
15."A festa do chibo" (Dom Quixote, 2001/ Círculo de Leitores, 2001)
16."A casa verde" (Dom Quixote, 2002)
17."O paraíso na outra esquina" (Dom Quixote, 2003)
18."A tia Júlia e o escrevedor" (Dom Quixote, 2003)
19."Travessuras da menina má" (Dom Quixote/ Círculo de Leitores, 2006)
20."Israel Palestina: paz ou Guerra Santa" (Quasi, 2007)
21."Diário do Iraque" (Quasi, 2007)


Fontes:


http://aeiou.expresso.pt/mario-vargas-llosa-ganha-nobel-da-literatura=f607745

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Leitura na pré-adolescência e na adolescência

A idade é uma das predisposições para o tipo de livro que o leitor prefere. Enquanto criança ele prefere histórias maravilhosas, mas ao "entrar na pré-adolescência (...) inicia uma nova etapa marcada por um domínio da leitura que lhe permite ler livros cada vez mais complexos quanto à forma e conteúdo, onde a ilustração é meramente acessória."(1)

Assim por volta dos 12-13 anos, começa uma nova fase da vida do leitor, que tem tudo a ver com os seus próprios interesses e pela descoberta do mundo que o rodeia. Mas agora as questões são outras, os porquês voltam-se mais para um sentido crítico de tudo o que lhe é dado a ler. "Se tudo estiver bem e as outras etapas tiverem sido trabalhadas corretamente, aqui já existe a capacidade de ler textos mais extensos e complexos quanto à ideia, estrutura e linguagem. Começa uma pequena introdução à leitura crítica."(2)

Ao entrar na adolescência, o leitor "tenta confrontar a sua própria experiência com a vivência de outras pessoas através da leitura de diários, biografias, relatos de viagem, crónicas, etc, que o vão preparar para dar o salto definitivo para a literatura dita adulta."(1)

"Aqui já vemos uma maior capacidade de assimilar idéias, confrontá-las com sua própria experiência e reelaborá-las, em confronto com o material de leitura."(2)

O que pode ser difícil nesta fase, são os livros de leitura obrigatória nas escolas, que muitas vezes acabam por ter um resultado diferente do esperado.  Lembro-me quando tive de ler "Os Maias". Na altura emprestaram-me o livro - um de colecção, com capa rija e contornos a dourado, páginas muito finas - e, apesar de até ter gostado um pouco da história, desmotivou-me não ter podido naquela altura ler o livro à minha maneira: caneta na mão, na praia, sem limites de tempo, sem me preocupar com as características das personagens. Li durante o Verão e quando começamos a falar dele nas aulas eu lembrava-me de muita coisa. Naquela altura preocupei-me mais em aprofundar a matéria que era pedida do que em ler de forma apressada e sem prazer aquelas milhentas páginas. Via os meus colegas a ler e a saltar páginas e a dizer que não percebiam nada. Eles passavam as linhas a procurar as respostas às questões colocadas na aula de Português. Eu tinha lido como um romance, durante o verão, sem pressões de o terminar. Tinha desfrutado de um livro. Tinha-me encontrado com cada personagem sem ter a pressa de responder a um teste...


Só me faltou mesmo poder escrever nas margens e de sublinhar... eu tratava muito mal os meus livrinhos, mas agora já me coíbo de lhes escrever.

Ler por prazer é uma coisa, por obrigação é outra. Os jovens afastam-se dos livros, quando se cansam deles na escola. Se as obras fossem tratadas de outra forma, talvez houvesssem mais leitores e estes se mantivessem na idade adulta.


Fontes:

(1)-BARROSO, Rita, "Pequenos leitores", Pais e Filhos, Outubro de 2005;
(2)-http://www.lendo.org/desenvolvimento-leitura-criancas-adolescentes/

sábado, 9 de outubro de 2010

"O Físico"

Já terminei de ler "O Físico" de Noah Gordon e, apesar de ser um livro enorme e de ter demorado muito tempo a concluí-lo, adorei.


É uma lição de vida. A conquista de um rapaz que se torna homem enquanto persegue o seu sonho de se tornar médico, numa sociedade dominada pelos cânones da época. Fala-nos dos paradigmas dessa sociedade e da Religião como uma força que decide a vida de cada um, através da interpretação, muitas vezes abusiva, da palavra de deus.


Desde o bispo católico ao poder do Xá, passando pelo Judeísmo, numa viagem pelo mundo fora descobrindo o interior do "Eu" e o interior físico do Homem. Passando por histórias de amor e de guerra entre povos do Oriente e por lutas pessoais.


É um livro extenso que nos fala dos primórdios da medicina e da cirurgia, quando os barbeiros extraíam dentes e tratavam cortes e feridas, com a sabedoria de quem sabe manejar facas e lâminas afiadas. Um romance maravilhoso, onde temos algumas descrições um pouco mais pesadas e que se tornaram até difíceis de ler do princípio ao fim sem que sintamos um certo nó no estômago.


É a base da medicina moderna que começa aqui a ser explicada e muitas das questões relacionadas com a feitiçaria e bruxaria começam a ser desconstruídas. Digo que é um livro para o qual é preciso estômago e, por isso, não quis depois ver o filme.


A história começa quando Rob Cole, órfão, aprendiz de um barbeiro-cirurgião na Inglaterra, toma conhecimento da existência de uma escola extraordinária na Pérsia, onde um famoso Físico leciona. Rob Cole, é de facto um homem que quer ir mais além do que lhe estava destinado à época. Tem uma persistência fora de série e que o leva a conseguir abrir caminho para aquilo que achamos agora serem as verdadeiras bases da medicina atual.


Decidido a encontrar-se com esse Físico, Rob descobre que o seu maior problema estava no facto de que aos Cristãos estava vedado o acesso às Universidades Muçulmanas. não esqueçamos que tudo isto se passa na época das cruzadas. A única solução que Rob encontrou na altura, foi a de assumir a identidade de outra pessoa, fingindo ser judeu e assim poder aprender tudo o que conseguisse.


Desde o bispo católico ao poder do Xá, passando pelo Judeísmo, numa viagem pelo mundo fora descobrindo o interior do "Eu" e o interior físico do Homem. Passando por histórias de amor e de guerra entre povos do Oriente e por lutas pessoais, dá-nos uma perspetiva diferente de uma época histórica que não é muito falada no nosso país mas que teve um grande impacto nas origens da nossa sociedade.


Noah Gordon, nasceu 11 de novembro de 1926. Os seus romances falam sobre a história da medicina e sobre a ética médica. O livro, "O Físico", faz parte de uma trilogia, a que se juntam "Xamã" e "A Escolha da Drª Cole."


Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Noah_Gordon


 

"O Físico"

Já terminei de ler "O Físico" de Noah Gordon e, apesar de ser um livro enorme e de ter demorado muito tempo a concluí-lo, adorei.


É uma lição de vida. A conquista de um rapaz que se torna homem enquanto persegue o seu sonho de se tornar médico, numa sociedade dominada pelos cânones da época. Fala-nos dos paradigmas dessa sociedade e da Religião como uma força que decide a vida de cada um, através da interpretação, muitas vezes abusiva, da palavra de deus.


Desde o bispo católico ao poder do Xá, passando pelo Judeísmo, numa viagem pelo mundo fora descobrindo o interior do "Eu" e o interior físico do Homem. Passando por histórias de amor e de guerra entre povos do Oriente e por lutas pessoais.


É um livro extenso que nos fala dos primórdios da medicina e da cirurgia, quando os barbeiros extraíam dentes e tratavam cortes e feridas, com a sabedoria de quem sabe manejar facas e lâminas afiadas. Um romance maravilhoso, onde temos algumas descrições um pouco mais pesadas e que se tornaram até difíceis de ler do princípio ao fim sem que sintamos um certo nó no estômago.


É a base da medicina moderna que começa aqui a ser explicada e muitas das questões relacionadas com a feitiçaria e bruxaria começam a ser desconstruídas. Digo que é um livro para o qual é preciso estômago e, por isso, não quis depois ver o filme.


A história começa quando Rob Cole, órfão, aprendiz de um barbeiro-cirurgião na Inglaterra, toma conhecimento da existência de uma escola extraordinária na Pérsia, onde um famoso Físico leciona. Rob Cole, é de facto um homem que quer ir mais além do que lhe estava destinado à época. Tem uma persistência fora de série e que o leva a conseguir abrir caminho para aquilo que achamos agora serem as verdadeiras bases da medicina atual.


Decidido a encontrar-se com esse Físico, Rob descobre que o seu maior problema estava no facto de que aos Cristãos estava vedado o acesso às Universidades Muçulmanas. não esqueçamos que tudo isto se passa na época das cruzadas. A única solução que Rob encontrou na altura, foi a de assumir a identidade de outra pessoa, fingindo ser judeu e assim poder aprender tudo o que conseguisse.


Desde o bispo católico ao poder do Xá, passando pelo Judeísmo, numa viagem pelo mundo fora descobrindo o interior do "Eu" e o interior físico do Homem. Passando por histórias de amor e de guerra entre povos do Oriente e por lutas pessoais, dá-nos uma perspetiva diferente de uma época histórica que não é muito falada no nosso país mas que teve um grande impacto nas origens da nossa sociedade.


Noah Gordon, nasceu 11 de novembro de 1926. Os seus romances falam sobre a história da medicina e sobre a ética médica. O livro, "O Físico", faz parte de uma trilogia, a que se juntam "Xamã" e "A Escolha da Drª Cole."


Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Noah_Gordon


 

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Para visitar

Hoje quero dar a conhecer alguns blogs e páginas sobre a literatura infantil. É uma pequena partilha que poderá ser útil para quem me visita e se interessa pelas histórias e contos para os mais pequenos...

http://www.minutosdeleitura.pt/

Aqui podemos por exemplo consultar alguns dos livros que fazem parte do Plano Nacional de Leitura.

http://www.segredodoslivros.com/livros-infantis-juvenis/index.html

Livros, novidades, sugestões de leitura e passatempos... a visitar!

http://www.casadaleitura.org/

Destinado a pré-leitores... leitores autónomos... todos os leitores...

http://www.planetatangerina.com/publico/index.html

Onde partilham connosco vários títulos publicados.

Para visitar

Hoje quero dar a conhecer alguns blogs e páginas sobre a literatura infantil. É uma pequena partilha que poderá ser útil para quem me visita e se interessa pelas histórias e contos para os mais pequenos...

http://www.minutosdeleitura.pt/

Aqui podemos por exemplo consultar alguns dos livros que fazem parte do Plano Nacional de Leitura.

http://www.segredodoslivros.com/livros-infantis-juvenis/index.html

Livros, novidades, sugestões de leitura e passatempos... a visitar!

http://www.casadaleitura.org/

Destinado a pré-leitores... leitores autónomos... todos os leitores...

http://www.planetatangerina.com/publico/index.html

Onde partilham connosco vários títulos publicados.

"Sonata em Auschwitz"

Este livro de Luize Valente leva-nos através de Amália, uma portuguesa com ascendência alemã, pela história de uma mãe que teve a sua bebé n...