terça-feira, 16 de novembro de 2010

A criança e os contos de fadas:

"Era uma vez uma menina que vivia num castelo...", é noite e o pai começa a contar a história da Branca de Neve. Mais uma vez. A menina já conhece a história e não é preciso um livro, apenas as palavras do pai que a fazem saltar da cama e entrar no castelo, passear pela floresta e até beijar o princípe. Agora, ela transformou-se na menina que é princesa e cria a história à sua maneira.

 

Esta é a magia das histórias, mas existem outras ponderações a fazer sobre os contos de fadas. "Cada conto de fadas é um espelho mágico que reflete certos aspectos do nosso mundo interior e os passos exigidos pela nossa evolução da imaturidade para a maturidade."

Eles dão uma permissão implícita à criança para ser a personagem "boa" ou a personagem "má" e exporem os seus medos: o abandono dos pais, o medo dos animais selvagens (tal como o lobo do "Capuchinho Vermelho") ou até o medo da morte, sem terem de, em concreto, falar sobre o que a atormenta. Ouvir de que forma a menina do "Capuchinho" vence o lobo no final, fá-la sentir-se feliz e, durante algum tempo, precisa de ouvir esta história  noite após noite.

"A criança vai fazendo girar os seus fantasmas em torno da história", aprendendo de que forma as suas personagens os poderiam vencer.  Este é "um importante passo para se familiarizar com as reacções paralelas dentro de si." Num conto de fadas, a certeza do final feliz, permite à criança deixar que o "seu inconsciente", "alinhe com o conteúdo da história."

Para mim, o conto é um caminho para regressar à infância, ou para nos manter-mos por lá por mais uns anos maravilhosos. Afinal, como nos diz Gianni Rodari, "o conto (...) é também um exercício de lógica."



Fontes:

(1)-BETTELHEIM, Bruno, "Psicanálise dos contos de Fadas", Bertrand Editora;
(2)-RODARI, Gianni, "Gramática da fantasia", Cadernos: O professor, Caminho;

A criança e os contos de fadas:

"Era uma vez uma menina que vivia num castelo...", é noite e o pai começa a contar a história da Branca de Neve. Mais uma vez. A menina já conhece a história e não é preciso um livro, apenas as palavras do pai que a fazem saltar da cama e entrar no castelo, passear pela floresta e até beijar o princípe. Agora, ela transformou-se na menina que é princesa e cria a história à sua maneira.

 

Esta é a magia das histórias, mas existem outras ponderações a fazer sobre os contos de fadas. "Cada conto de fadas é um espelho mágico que reflete certos aspectos do nosso mundo interior e os passos exigidos pela nossa evolução da imaturidade para a maturidade."

Eles dão uma permissão implícita à criança para ser a personagem "boa" ou a personagem "má" e exporem os seus medos: o abandono dos pais, o medo dos animais selvagens (tal como o lobo do "Capuchinho Vermelho") ou até o medo da morte, sem terem de, em concreto, falar sobre o que a atormenta. Ouvir de que forma a menina do "Capuchinho" vence o lobo no final, fá-la sentir-se feliz e, durante algum tempo, precisa de ouvir esta história  noite após noite.

"A criança vai fazendo girar os seus fantasmas em torno da história", aprendendo de que forma as suas personagens os poderiam vencer.  Este é "um importante passo para se familiarizar com as reacções paralelas dentro de si." Num conto de fadas, a certeza do final feliz, permite à criança deixar que o "seu inconsciente", "alinhe com o conteúdo da história."

Para mim, o conto é um caminho para regressar à infância, ou para nos manter-mos por lá por mais uns anos maravilhosos. Afinal, como nos diz Gianni Rodari, "o conto (...) é também um exercício de lógica."



Fontes:

(1)-BETTELHEIM, Bruno, "Psicanálise dos contos de Fadas", Bertrand Editora;
(2)-RODARI, Gianni, "Gramática da fantasia", Cadernos: O professor, Caminho;

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Sabor a "Chocolate"

Deliciei-me a ouvir um grupo de grandes senhoras, escritoras de renome, numa amena cavaqueira em redor de uma mesa de chocolate acerca de todos os assuntos e mais alguns. Mas o tema era afinal o livro que tinham lançado. Um conjunto histórias ao redor de receitas com chocolate. Mataram maridos, cozinharam-se "pavés" e bolo mármore, envenenaram o doce com as palavras.


 
Nomes como Rita Ferro, Alice Vieira, Isabel Zambujal, Catarina Fonseca, Leonor Xavier e Maria do Rosário Pedreira, fazem parte deste livro. Fiquei com vontade de o conhecer.

sábado, 13 de novembro de 2010

Em processo de criação

Está um dia maravilhoso para ficar em casa a escrever. E é precisamente isso que tenho andado a fazer. Ando em processo de criação. Algo que há muito tempo não fazia. Já sentia falta de me envolver nas teias de uma história e de as enredar até chegar ao fim. Fico sempre com as histórias a meio, pelo menos é essa a sensação que tenho, quando me ponho a escrever.  Deve ser porque não faço planos. Limito-me a ir escrevendo, deixando o enredo tomar o caminho que me parece o mais acertado na altura, mas sem pensar realmente muito nisso.

Um dia, talvez publique aqui algumas coisas. Mas por agora, ainda não.

Em processo de criação

Está um dia maravilhoso para ficar em casa a escrever. E é precisamente isso que tenho andado a fazer. Ando em processo de criação. Algo que há muito tempo não fazia. Já sentia falta de me envolver nas teias de uma história e de as enredar até chegar ao fim. Fico sempre com as histórias a meio, pelo menos é essa a sensação que tenho, quando me ponho a escrever.  Deve ser porque não faço planos. Limito-me a ir escrevendo, deixando o enredo tomar o caminho que me parece o mais acertado na altura, mas sem pensar realmente muito nisso.

Um dia, talvez publique aqui algumas coisas. Mas por agora, ainda não.

"Sonata em Auschwitz"

Este livro de Luize Valente leva-nos através de Amália, uma portuguesa com ascendência alemã, pela história de uma mãe que teve a sua bebé n...