sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

"A equação Himmler"

Em 2012 também li "A equação Himmler", que faz parte dos livros condensados da Readers Digest.


William P. Kennedy escreveu sobre a tentativa de Himmler destruir o Terceiro Reich, dando-nos uma perspetiva sobre a guerra e sobre o regime Nazi, em meados dos anos 40 do século passado.


É um livro extraordinário que nos relata uma fase muito específica do conflito.


 

sábado, 22 de fevereiro de 2020

"A Torre do Inferno"

Um livro de Richard M. Stern, com o nome original: "Torre de vidro", que acabei por ler também em 2012 e que hoje resolvi voltar a espreitar, para vos poder escrever sobre ele.

 

Um grupo de pessoas influentes é convidado a participar na inauguração de um arranha-céus, com o nome de "Torre," e que é considerado o edifício mais alto do mundo, contando com 125 andares. Apesar de ser um edifício novo, a sua construção não obdece às normas que são exigidas na altura, o que leva a um enorme desastre. Um pequeno incidente, que poderia ter sido rapidamente resolvido, acaba por se transformar numa enorme catástrofe que ceifa muitas vidas.

 

Os sistemas de segurança que deviam estar a funcionar em pleno, estão afinal fora dos parâmetros estipulados e aquele que seria apenas um pequeno incêndio, deflagra sem ninguém dar conta até que seja já praticamente impossível resolvê-lo. O incêndio acaba por rapidamente se ir alastrando, e quando alguém se dá conta da sua existência, o perigo ultrapassa a capacidade de evacuar corretamente o edifício, o que juntando-se ao pânico que acaba por se instalar leva a que um grupo de pessoas fique completamente isolado no último piso. Um grupo onde estão a maioria dos convidados ilustres que participavam da festa de inauguração.

 

Enquanto isso, um corajoso bombeiro e o arquiteto que projetou a Torre unem-se – apesar das suas evidentes divergências – para tentar salvar as pessoas que estão presas no topo do edifício e já cercadas pelas chamas.

 

Já tinha visto o filme em 2000 na minha entrada para o curso de bombeiro de 3ª, mas a leitura do livro é completamente diferente. É um livro envolvente, que mexeu bastante nas minhas emoções. A escrita de Stern faz-nos sentir como se lá estivéssemos também dentro da Torre e a mim transmite-me emoções bastante fortes.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Escrita...

A chuva batia no carro, e os meus pensamentos estavam em todo o lado menos ali. Automaticamente, virava à esquerda, acelerava, pisava o travão, virava à direita, seguia sem ver o caminho, mas repetindo os gestos de dias e dias a fazer o mesmo percurso. Para lá carregando novas ideias, uma vontade imensa de hoje fazer melhor e uma pressão que vai aumentando sobre os meus ombros enquanto estaciono junto à porta principal. Normalmente, a ida ao café antes serve para me recentrar, concentrar, convencer. Tenho de entrar, de tentar, mais uma vez... ser aceite... conseguir, conquistar. Mas de regresso é o pior.


Na minha cabeça, as ideias saltam entre "vou desistir disto tudo" e "fui eu que quis mudar de vida". Não posso mudar nem desistir. É a minha carga porque eu assim quis e não vou agora desistir, nem mostrar que sou fraca e que não aguento. Considero-me sempre culpada do que corre mal, uma imbecil, desqualificada. O caminho é quase sempre feito em silêncio, quase sempre sozinha, deserta de chegar em casa e de me enfiar na cama. 


Há locais que parece que só têm pessoas que nos querem ver falhar, que nos ajudam a chegar ao fundo do poço e nos empurram para que lá fiquemos em baixo. Como se a nossa falha fosse o seu sucesso. Como se as rasteiras que nos põem na frente e nas quais caímos, as fizessem maiores e mais felizes. Talvez nos chamem por vezes cá acima, para vê-las vencer, e depois nos deixam novamente a afogar naquelas águas escuras. E o pior é que é quase impossível emergir... é tanto peso...


Elsa Filipe

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

"Volta ao mundo em oitenta dias"

Uma obra da qual já pouco há a dizer. Apesar de já conhecer a história, acabei por ler o romance de Júlio Verne estavamos ainda em 2012, tentando compreender a "viagem" com um olhar diferente daquele com que olhava em miúda para os livros infantis e para as séries televisivas em que as mesmas personagens entravam.


Júlio Verne, francês, lançou esta obra em 1873. A obra retrata a tentativa do cavalheiro inglês Phileas Fogg e do seu empregado, o parisiense Passepartout, de dar a volta no mundo em 80 dias. Um roubo a um banco e um comentário de Phileas leva a uma aposta, impossível de conseguir - ou assim pensavam. Saindo de Londres, os dois aventureiros são seguidos por um detetive que suspeita que quem assaltou o banco foi a dupla.


É considerada uma das maiores obras da literatura mundial, tendo inspirado várias adaptações ao cinema e ao teatro.


Sabem quando começamos a ler e nos parece que estamos a assistir a um filme a cores? Este livro tem, na minha opinião, a capacidade de nos levar lá mesmo, a cada local. De sentir a trepidação do comboio, o cheiro das especiarias, a rugosidade dos tecidos, não sei como mas foi isto que me conseguiu transmitir.


Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Volta_ao_Mundo_em_80_Dias

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

"Os filhos da mãe"

Ainda sobre as minhas leituras de 2012, trago-vos hoje esta proposta leve e divertida de Rita Ferro. Confesso que nunca tinha lido nada de Rita, mas fiquei bastante agradada com este romance que nos leva até uma casa muito especial com personagens que podiam ser todas elas reais, pois a vida é mesmo assim, desorganizada e estranha, quanto mais não seja porque a sociedade é de facto uma miscelânea de diversas personalidades.


Sinopse:


"História hilariante de um família numerosa, disfuncional, que partilha um espaço exíguo e que, para além de um hóspede, ainda aceita a filha de um relação anterior do pai: uma cubana com 30 anos e quatro filhos pequenos, que erotiza os homens da casa e engravida a seguir."


Sobre a autora:


Rita Ferro nasceu em Lisboa, em 1955. Estudou Design, especializou-se em Marketing, foi professora de Publicidade e exerceu funções de direção e consultoria em diversas empresas. Iniciou a sua carreira literária em 1990, arriscando um novo tipo de escrita feminina que, tendo obtido um enorme êxito e revolucionado o mercado literário português, conheceu inúmeros seguidores.


Criou um estilo e, com ele, um novo género. Distingue-se por uma técnica de narração mordaz e cativante, de grande versatilidade. Ao longo de trinta anos, escreveu romances, cartas, biografias, livros de crónicas, literatura juvenil e peças de teatro. Além de jurada literária e de festivais de cinema, é presença regular na imprensa, na rádio e na televisão. 


Fontes:


https://www.wook.pt/livro/os-filhos-da-mae-rita-ferro/71593


 

domingo, 2 de fevereiro de 2020

"Fogo"

Esta é a história de um incêndio que devora tudo por onde passa, colocando vidas e habitações em risco. Mas o fogo não anda sozinho... muito mais se passa por entre aquelas florestas.


Li em 2012 e assim fiquei a conhecer a escrita de Richard Martin Stern. Não sabia que tinha sido ele a escrever "A Torre do Inferno" e aproveitei para procurar o livro que tinha dado origem ao conhecido filme logo a seguir.


Na floresta Nacional de Sanrio, o verão traz várias semanas sem chuva o que faz com que o perigo de incêndio espreite e seja quase uma certeza de que algo vai acontecer. Diversos fatores fazem com que este incêndio se expanda de forma intempestiva, levando tudo o que encontra no seu caminho.

sábado, 1 de fevereiro de 2020

"A filha do Papa"

A vontade de ler e a minha procura por novos autores, levou-me a escolher este livro de Luís Miguel Rocha. Comecei a ler este livro duas semanas antes do Natal e terminei só hoje. Foi um regresso a uma paixão imensa que tinha deixado de lado. Há muito tempo que me estava a custar ler, ou melhor, ler como lia antes, devorando livro após livro.


A Fibro tem destas coisas, deixa-nos a cabeça confusa, o olhar nublado e quando estou mais cansada salto linhas ou acabo por me perder na história, esquecendo-me de partes do texto. Acabo por ter de estar constantemente a voltar atrás e isso acaba por me desmotivar. Talvez quando a doença estabilizar eu seja capaz de ler mais e melhor, mas não quero desistir nem de ler nem de continuar a escrever. Fazer estes registos é uma forma de me organizar mentalmente, de deixar um registo daquilo que vou lendo e de treinar o cérebro.


Bem, mas regressando ao romance de Luís Miguel Rocha, é um livro um pouco volumoso por sinal, daqueles que dá vontade de não largar até terminar a história. 


A história de Luís Miguel Rocha tem por base o poder da igreja católica, em concreto o poder que o Vaticano tem na sociedade ainda nos tempos atuais. A história começa com o nascimento de um bebé, cuja mãe, percebemos desde logo, é freira e tem de se manter escondida.


Salta então a narrativa para a vida de Nicklas, um jovem padre que é raptado, começando aqui a desenrolar-se uma enorme conspiração, cujo principal objetivo é acabar com um dos segredos mais bem guardados do Vaticano - quem é a filha do Papa Pio XII.


Para quem gosta de uma boa história, que apesar de ficcionada tem por base alguns factos reais, este é um excelente livro. A vida dentro da igreja e os seus segredos mais bem guardados são aqui explorados e o autor deixa no ar a dúvida sobre o que é verdade e o que é apenas ficção. Muito do que aqui é retratado pode não ter vindo a público por falta de coragem, e muitos mais segredos estarão por aí escondidos.


Uma das personagens é Sarah, uma mulher que luta contra uma doença oncológica, e que trabalha para a igreja, estando por isso sob a sua proteção. A pessoa escolhida para a proteger e ajudar é Rafael. Sarah é apaixonada por Rafael, mas não há esperança para uma relação uma vez que ele é padre. Mas a história vai muito além disso e Rafael é também um poço de segredos. Aliás, todas as personagens desta história escondem algo...


Adorei o livro e a forma como Luís Miguel Rocha escreve, deixando-nos envolvidos na história do início até ao fim. Mais um grande escritor português, menos conhecido que os demais, mas que espero, não desista de escrever!

"Sonata em Auschwitz"

Este livro de Luize Valente leva-nos através de Amália, uma portuguesa com ascendência alemã, pela história de uma mãe que teve a sua bebé n...