sábado, 28 de março de 2020

"Inferno em Lisboa"

Prestes a entrar em confinamento e sabendo que seriam os últimos dias em que iria estar a trabalhar no direto, passei numa livraria e este livro de Flávio Capuleto, chamou-me a atenção. Em poucos dias, completei a sua leitura. E sim, um livro é um bom refúgio para as nossas ansiedades.


Um romance policial que nos conduz na busca por uma jornalista bastante famosa, de nome Sílvia Frattini, casada com um ex-político toxicodependente, ciumento e vingativo. Luís Bernardo, um seu amigo, terá sido uma das últimas pessoas a vê-la. Terá sido rapto ou assassínio? A Polícia abre um inquérito e o caso é entregue ao inspector Mortágua que, ao tentar descobrir onde está a jornalista, se vê enredado numa teia de crimes por esclarecer.


Aparece um corpo decapitado a flutuar nas águas do Tejo que primeiro se pensa ser dela, surgem também esqueletos de recém-nascidos escondidos num sótão e, como se isto não bastasse, um vírus letal criado em laboratório dificultam a investigação e adensam o mistério.


O narrador da história é o seu amigo Luís Bernardo, um escritor, apaixonado por Sílvia e que está na cidade de Lisboa, alojado num hotel para descansar. Luís luta contra um cancro e com a sentença de que terá pouco tempo de vida.


Como prometido, o livro prende-nos mesmo (quase) até à última página. Na minha opinião, um ótimo thriller que vai depois terminar de forma abrupta. Mistura muitas coisas, mas não é confuso porque Flávio tem uma escrita muito clara e envolvente. Podemos apenas imaginar, sem se saber, a verdadeira história nem o que sucedeu a Sílvia durante aqueles dias.


O final da história é um pouco inesperado, isso vos digo.

domingo, 22 de março de 2020

Italo Calvino

Italo Calvino nasceu em Santiago de Las Vegas, Cuba, a 15 de outubro de 1923. A sua infância foi passada em Itália de onde provinham os seus pais, mais propriamente em San Remo. 


Formado em Letras, iniciou o curso de Agronomia, o qual acabou por abandonãr para participar na resistência ao fascismo e a ocupação nazi, durante a Segunda Guerra Mundial. Após a guerra conheceu diversos militantes comunistas, passou a trabalhar no jornal comunista L’Unità e na editora Einaudi, onde desempenhou um importante papel como consultor literário.


 Filiou-se como membro do Partido Comunista Italiano, onde esteve até 1956, tendo se desfiliado em 1957. A sua carta de renúncia ficou famosa, tendo sido publicada e analisada. 


No final dos anos 40 publicou suas primeiras obras que se apoiavam num “estilo neorrealista”,  e através das quais procurou retratar sem floreados uma Itália devastada do pós-guerra. Entre as obras desse período podemos destacar “As Trilhas dos Ninhos de Aranha” (1947). As suas obras fizeram dele um dos maiores escritores italianos do século XX.


Faleceu em Siena, a 19 de setembro de 1985.


 


Fontes:


https://www.ebiografia.com/italo_calvino/


https://pt.wikipedia.org/wiki/Italo_Calvino


https://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=2654


 


 

sexta-feira, 20 de março de 2020

"As cidades invisíveis"

A leitura deste livro partiu da sugestão de uma colega de trabalho e amiga. Ela está no mesmo trabalho que eu e como tem de dar apoio de português aos alunos mais velhos, costuma ler as obras que depois poderão ser trabalhadas nas aulas. 


Sinceramente, com tantos livros bons, não sei ainda o porquê de darem estas leituras tão densas aos alunos, a maior parte deles já tão desinteressados pela língua materna. Assim, apesar de ser um livro de uma qualidade imensa - disso não tenho dúvidas - os alunos acabam por se perder na leitura, devido à quantidade de referências e à mistura entre ficção e realidade que ali impera. Mas isto é só e apenas a minha modesta opinião.


Da imaginação de um lendário viajante do século XIII nascem cidades com nome de mulher. O viajante é Marco Polo que as descreve de forma fantasiosa a Kublai Khan, imperador mongol. Na sua maioria, são relatos curtos e divididos entre os seguintes tópicos: as cidades delgadas, as cidades e a memória, as cidades e as trocas, as cidades e o céu e as cidades e os mortos.



Na memória do maior explorador do Mundo viaja o homem mais poderoso da Terra pela vastidão do seu império. Marco Polo guia Kublai Khan nas paisagens que lhe pertencem e que nunca poderá ver com os próprios olhos. Mas as 55 cidades que o jovem veneziano irá descrever na conversa ficcionada pelo escritor permanecerão invisíveis porque são lugares da imaginação.


Fontes:


https://ensina.rtp.pt/artigo/as-cidades-invisiveis-de-italo-calvino/


https://www.infoescola.com/livros/as-cidades-invisiveis/


 


quarta-feira, 18 de março de 2020

"A obra prima de Norman Rockwell"

Hollis Hodges, que li em 2012, traz-nos neste livro a história de Olnes, um homem de 65 anos e reformado que vivia num apartamento com a sua esposa. A sua vida era pacata e ele era feliz, até à morte da sua esposa. Os filhos estavam na Califórnia e durante algum tempo, a vida de Olnes, não faz muito sentido, até descobrir Norman Rockwell e a sua obra.


Um livro simples e bem escrito, sobre a vida e sobre as relações que vamos construindo, com os outros, tantas vezes sem nos apercebermos. 

segunda-feira, 9 de março de 2020

"Risco Calculado"

Nas minhas idas à biblioteca, procurei por outros livros de Cook e achei este "Risco calculado". A leitura acompanha-me para todo o lado e não gosto de estar sem nada para ler.


Em 2012, acho que a solidão me fez ler mais e na altura nem achei que o estava a fazer. Acho que os livros eram mais meus companheiros do que as pessoas... estranho não parece? Mas a verdade é que em turnos de 12 horas, um livro é por vezes a única forma de passar os dias de forma mais tranquila e sem entrar em conflitos.


Tal como os outros livros de Cook, também este se lê quase de um trago. É quase impossível fechar sem espreitar o que se vai passar a seguir!


Bem, mas aqui fica a Sinopse:


Quando o neurocientista Edward Armstrong começa a sair com Kimberley Stewart, descendente de uma mulher que foi enforcada na época do julgamento das bruxas de Salem, aproveita a oportunidade para investigar uma das suas teorias preferidas: que o demónio em Salem em 1692 tinha sido uma droga alucinogénia consumida involuntariamente num cereal com fungos.


Numa tentativa de demonstrar a sua teoria, Edward cultiva o tal fungo a partir de amostras colhidas na propriedade dos Stewart. Numa brilhante transformação do fármaco produzido artificialmente, o veneno torna-se no Ultra, um antidepressivo com capacidades terapêuticas verdadeiramente notáveis.


Neste perturbante livro, Robin Cook criou mais uma fascinante história de suspense médico, em que se entre cruzam a ganância, o abandono da ética e a louca ambição.

"Sonata em Auschwitz"

Este livro de Luize Valente leva-nos através de Amália, uma portuguesa com ascendência alemã, pela história de uma mãe que teve a sua bebé n...