sábado, 25 de abril de 2020

Escrita...

Grito pela minha liberdade!


Pela rua, pela calçada pisando


olhando a manhã fria que nasce por fim,


A vontade crua mostrando,


Por toda a minha capacidade,


Aquilo que é mais verdade em mim.


Na fonte liberto as águas


Não me prendendo nas mágoas


Que os movimentos prendem, enfim.


Fugindo da mentira, dos antros


Das gravatas e meandros


Que me tolhem de inverdade


E me escapo para a realidade,


Daquela que é, afinal, a minha liberdade.


Elsa Filipe

terça-feira, 21 de abril de 2020

"A Au-pair - Quase ausente"

Este foi o meu primeiro e-book. Achava que não ia gostar nada, porque gosto das páginas nas mãos, do cheiro dos livros e, realmente, não é a mesma coisa. Numa noite em que não conseguia dormir, o telemóvel serviu de veículo para passar seis, sete horas seguidas a ler. 


Neste livro de Blake Pierce, é narrada a historia de Cassandra Vale, que vai trabalhar como ama numa família rica, numa propriedade rural fora de Paris. Ao início, apesar de alguns sinais de alerta, tudo parece bom demais para ser verdade, mas assim que entra naquela casa começam imediatamente os problemas. Por trás daqueles portões dourados aparece uma família disfuncional, um casamento distorcido, crianças problemáticas e segredos sombrios demais para serem expostos.


Um novo trabalho como ama familiar é a fuga que Cassandra precisa. Um pouco além dos limites da cidade de Paris, a mansão Dubois é uma grande relíquia do passado, e os seus ocupantes a "família perfeita" - algo que só depois de lá estar, Cassandra saberá que não corresponde à realidade.


Desvenda segredos escuros que provam que as coisas não são tão glamorosas como parecem uma vez que, escondida pela opulência, existe uma rede sombria de maldade, algo que para Cassandra é muito familiar, desencadeando sonhos de seu próprio passado violento e atormentado, do qual ela foge desesperadamente. 


Como referi, este e-book prendeu-me no seu mistério. Uma história fascinante com personagens complexas, camadas de segredos, reviravoltas dramáticas e suspense de acelerar o coração!

sexta-feira, 17 de abril de 2020

"A viagem fantástica"

Li este conto, de Sheila Burnford, em 2012 (Livros Condensados). A primeira publicação desta história aconteceu em 1961.


É a história de dois cães, de um gato siamês e de uma viagem que fazem juntos. A aventura acontece no Canadá, mais propriamente na província de Ontario, no outono, quando os três animais dão pela falta do dono e resolvem sair à sua procura. A viagem é longa e perigosa.


 

"A viagem fantástica"

Li este conto, de Sheila Burnford, em 2012 (Livros Condensados). A primeira publicação desta história aconteceu em 1961.


É a história de dois cães, de um gato siamês e de uma viagem que fazem juntos. A aventura acontece no Canadá, mais propriamente na província de Ontario, no outono, quando os três animais dão pela falta do dono e resolvem sair à sua procura. A viagem é longa e perigosa.


 

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Mary Higgins Clark

Mary Higgins Clark foi uma escritora americana que nasceu no Bronx, Nova Iorque, em 1927 e faleceu em janeiro deste ano.


A sua vida não foi fácil uma vez que a morte do pai quando ela apenas tinha dez anos deixou a família numa situação económica difícil. Depois de terminar os estudos do ensino secundário, Mary tirou um curso de secretariado e trabalhou como secretária numa agência de publicidade durante três anos. Abandonou a agência para trabalhar como hospedeira do ar.


Em 1956 começou a escrever contos para jornais e revistas e peças para a rádio. O primeiro livro que publicou foi uma biografia de George Washington, "Aspire to the Heavens".


Depois da morte do marido e com cinco filhos, levantava-se às cinco da manhã e dedicava todos os dias duas horas à escrita antes de preparar os filhos para a escola.


O seu primeiro livro policial "Where Are the Children?," publicado em 1975, tornou-se um best-seller. Mary decidiu continuar os estudos e inscreveu-se na Fordham University, onde, em 1979, se doutorou em Filosofia. Foi distinguida com 16 doutoramentos honoris causa e recebeu numerosos prémios literários. Os seus livros estão traduzidos em várias línguas.


Em 1996, Mary casou com John J. Coheeney. No mesmo ano, lançou o Mary Higgins Clark Mystery Magazine. Mary Higgins Clark morreu no dia 31 de janeiro de 2020, aos 92 anos.


Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Mary_Higgins_Clark

sábado, 11 de abril de 2020

"Inverno de Lobos"

Lido em 2012, no seguimento da coleção Livros Condensados, "Inverno de Lobos" é um romance que nos leva até à Noruega, mais propriamente aos Alpes Lyngen, onde dois jovens alpinistas arriscam a vida para ajudar dois fugitivos. O ano era 1945 e a Noruega estava ocupada pelos Nazis.


Vários anos depois, a guerra fria opõe o Leste e o Ocidente e aqueles dois alpinistas voltam a ver as suas vidas em risco.


Clare Francis, a escritora, conseguiu criar esta narrativa cheia de suspense e aventura partindo de uma história real: um homem que tinha escapado aos Nazis, atravessando um perigoso planalto coberto de neve e entrando na Suécia. A sua criatividade e um pouco de investigação, claro, fizeram o restante. Uma história que nos consegue transportar até aos locais gelados onde a ação decorre.

terça-feira, 7 de abril de 2020

"Naná"

Émile Zola é um dos grandes nomes da literatura clássica.


Li este livro em 2012. É um dos grandes romances clássicos, extenso e caraterísticas da época do naturalismo. Zola escreve, apesar de tudo, com "objetividade, em oposição ao sentimentalismo romântico", mas não deixamos de ter de ir lendo e interpretando quase parágrafo a parágrafo, com a necessidade de se ir enquadrando as personagens e os acontecimentos à luz da época em que acontecem, na visão de um escritor nascido em pleno século XIX.


"Nascida no meio operário, filha de um pai alcoólico e de uma lavadeira, Nana precisa de dinheiro para criar o filho que teve aos dezasseis anos de um pai desconhecido. Medíocre artista de teatro, prostitui-se para compor o ordenado ao fim do mês." É este o caminho que acaba por seguir, mas Nana quer mais e sabe como o poe conseguir.


"A sua ascensão social começa com o papel de Vénus, que vai interpretar num teatro parisiense. Não sabe cantar, mas as suas roupas impudicas e a sexualidade intensa atraem os homens e permitem-lhe viver num apartamento luxuoso, onde foi instalada por um rico comerciante de Moscovo."

"Nana vai tornar-se um exemplo de prostituta de luxo, da cortesã francesa do Segundo Império." Neste mundo, ela aprende a mexer-se e a integrar-se, alcançando  a riqueza, e afirmando-se "nos meios da aristocracia e da finança, reinando no seu palacete da avenida de Villiers, assumindo a mais completa liberdade entre móveis de laca branca e perfumes perturbadores."


Com as suas ações, Nana acaba a espalhar "heranças e mergulha famílias no desespero, exercendo o seu poder sobre os homens," que não lhe conseguem resistir. Nana desfere "golpes devastadores numa sociedade corrupta que despreza" através da sua posição social mas acabará "por ser vítima" da sua própria sede de poder.


Nesta obra de Émile Zola, a mulher desempenha o papel principal e toda a história gira à sua volta. Apesar de ser descrita como prostituta, Nana é vista como uma mulher forte, com valores bem definidos e uma determinação impar. É a sociedade que acaba por destruí-la, fechando-lhe portas e deixando apenas livres os caminhos que levam à sua desgraça.


Fontes:


https://www.wook.pt/livro/nana-emile-zola/23030500

quarta-feira, 1 de abril de 2020

"A Árvore do ouro"

Em casa por causa da pandemia... aproveito para escrever um pouco mais sobre alguns livros que me foram passando pelas mãos. Alguns registos foram-se perdendo. Continuando no ano de 2012, escrevo hoje sobre "A árvore do ouro" de Rosalind Laker. Esta escritora, apesar de não ser dos nomes mais conhecidos, escreveu cerca de vinte romances!


Para escrever esta história, ela viajou até Lyon onde conheceu o processo de fabrico da seda, e para Inglaterra, onde observou os tecelões a trabalhar no Paradise Mill Working Museum. Para ela, o mais interessante nesta história, é que os complexos teares de Jacquard evoluiram e não se esgotaram para as sedas: a evolução dos cartões perfurados deu origem aos primeiros computadores da IBM. 


Neste romance, Rosalind Laker conta-nos a vida de Gracielle Roche. Prestes a casar-se com Émile Valmond, encontra-se fortuitamente com o filho de um dos adversários do seu pai, Nicholas Devaux, que com apenas um olhar marcam com um desejo secreto a vida um do outro. Uma história de amor, mas também de drama, que decorre na época de Napoleão.

"Sonata em Auschwitz"

Este livro de Luize Valente leva-nos através de Amália, uma portuguesa com ascendência alemã, pela história de uma mãe que teve a sua bebé n...