quinta-feira, 15 de outubro de 2020

"Falsa Identidade"

Outra escritora que eu não conhecia, Lisa Scottoline, e cujo livro li em poucos dias, também em janeiro de 2013.


Este romance fala-nos de uma jovem advogada que se vê confrontada com uma nova cliente, detida no corredor da morte à espera de um julgamento que por si só já parece concluído ainda antes das alegações finais: a arguida está acusada de ter assassinado o seu companheiro, um agente da polícia, envolvido em esquemas duvidosos. Mas ao chegar perto da detida, parece estar a ver-se no espelho: basta um olhar maios atento para começar a encontrar semelhanças entre as duas.

Um policial intrigante e dramático. Para quem já conhece esta autora, volta a reencontrar Bennie Rosato, a diretora de uma firma de advogados que investiga um crime em que a acusada - Alice Connoly - é sua cliente. Eu não conhecia a personagem mas não foi nada difícil perceber a sua forma de estar, de viver, de construir os casos.


Alice é suspeita de ter assassinado um detective da polícia e diz ser irmã gémea de Bennie, sendo em tudo igual a ela. Estará Bennie a sonhar? Foi criada apenas pela sua mãe e agora a sua cliente fala-lhe do pai de ambas, há muito desaparecido. O perigo e o suspense fazem também parte deste alucinante enredo.

Sobre a autora:


Lisa Scottoline é uma autora americana de thrillers jurídicos. É autora best-seller e está publicada em mais de trinta países e tem vendas que superam os 25 milhões de exemplares. Recebeu um Edgar Award e o prémio Cosmopolitan Fun Fearless Female Award.


Nasceu em Filadélfia a 1 de julho de 1955.


 


Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Lisa_Scottoline

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

"Filhos do Abandono"

"Filhos do abandono" foi escrito por Torey Haden, professora, que vem desta forma relatar alguns dos casos vivenciados por si. Torey é especialista na área da educação especial, trabalhando principalmente com casos de mutismo seletivo. Li este livro em janeiro de 2013.


Este livro, que até li rapidamente, não foi fácil. Torey é muito perspicaz na forma como escreve e é de forma crua e dura que faz as suas descrições. Atingiu-me pelas emoções que vai despoletando em cada palavra. Torey é tão sincera nas suas palavras que senti mesmo a revolta pelos acontecimentos e pelas situações descritas.

 

Neste livro, Torey ocupa-se de Cassandra, uma menina que com apenas seis anos foi raptada pelo pai, só regressando a casa da mãe quase dois anos depois. Ninguém sabe o que se passou durante esse período e a criança pouco fala. O seu comportamento leva a que todos suponham que ela possa ter sofrido abusos graves, mesmo abusos sexuais.

 

Por outro lado, Drake, de quatro anos, é um rapazinho encantador e carismático, mas a sua mudez persiste para além de todos os esforços de Torey. A família acha que ela é a solução para o problema da criança e Torey vê-se pressionada pelo avô do menino. A mãe será a peça chave para resolver o problema desta criança, mas para que isso aconteça, Torey terá primeiro de fazer com que a mãe enfrente os seus próprios medos para depois conseguir ajudá-lo.

 

E, embora nunca tenha trabalhado com adultos, Torey vai ainda ocupar-se de uma idosa que, após um AVC, se refugiou num mutismo depressivo.

Da sua forma de escrever, Torey leva-nos ao fundo de cada tema, dos abusos ao autismo, da educação especial tocando ao de leve nos contornos judiciais que podem abranger cada caso. A sua experiência é em cada livro descrita de uma forma clara, que foge à mera descrição de um caso. Em cada situação, seria impossível não nos embrenharmos completamente, quase como se de um romance se tratasse.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

"O último ano em Luanda"

Há umas semanas fui a casa da minha afilhada e ela emprestou-me este romance de Tiago Rebelo. O escritor não me é desconhecido, embora sendo muito sincera não era dos meus preferidos.


Terminei hoje de ler e, neste caso em específico, adorei toda a história. É um livro muito interessante que aborda de forma direta e sincera uma das mais importantes épocas da história recente do nosso país. Tão recente, que algumas das personagens podiam ser os nossos pais.


Estamos nos últimos meses da guerra colonial. A revolução de 25 de Abril ficou na memória de todos os que a viveram, mas pouco se fala dos trezentos mil portugueses que foram obrigados a largar tudo e a fugir através de uma ponte aérea e marítima que ligou Angola a Portugal.


Ao mesmo tempo, Luanda, é abalada por uma guerra civil que alastra ao resto do território angolano. Três movimentos de libertação combatem entre si pelo poder que fica em mãos de ninguém quando as forças armadas portuguesas se vão embora: "Na tarde de nove de julho, os movimentos de libertação rasgaram de vez todos os acordos civilizados que haviam assinado de má-fé e destruíram definitivamente a esperança de se chegar em paz ao dia da independência."


Regina conhece Nuno em Portugal, os dois apaixonam-se mas Nuno tem negócios obscuras. Regina preocupa-se mas não deixa de apoiar Nuno, de quem acaba por ter um filho. Em Angola, ela vive sozinha com o filho enquanto Nuno vai em viagens de vários dias por onde ela nem imagina. Quando a guerra rebenta, ele está lá no meio, mas ela, em Luanda é atingida pela dúvida de fugir para salvar a família ou de ficar e lutar pela terra que também sente já como sua.


O que mais me impressionou neste livro, foi a descrição de uma manifestação que ocorre bem perto da casa de Regina. Ela está no seu mini e vê-se envolvida no meio de uma violência desenfreada, o "martelar das G-3, os estampidos das pistolas, os gritos de terror".

"Sonata em Auschwitz"

Este livro de Luize Valente leva-nos através de Amália, uma portuguesa com ascendência alemã, pela história de uma mãe que teve a sua bebé n...