domingo, 13 de junho de 2021

Conceição Queiróz

Depois de conhecer o seu livro "Os meninos da Jamba", resolvi pesquisar um pouco sobre esta jornalista cujo trabalho eu conhecia apenas parcamente da televisão.


Conceição Queiroz nasceu na ilha de Moçambique em 1975, mas veio para Portugal aos 12 anos. A sua juventude foi pautada por episódios de racismo devido à sua aparência exótica. 


Foi uma professora de português no 11º ano que a influenciou a ser jornalista, apesar de inicialmente ela desejar seguir carreira como advogada. É ainda no primeiro ano da faculdade, que começa a fazer rádio.


Licenciou-se em Sociologia no Instituto Universitário de Lisboa – ISCTE e em Política Social, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade Técnica de Lisboa. Mais tarde fez o mestrado em História Moderna e Contemporânea no Instituto Universitário de Lisboa – ISCTE.


Em 1994 tirou a carteira profissional de jornalismo, mas já trabalhava clandestinamente, quando foi obrigada a pagar uma multa. Mais tarde, entrou na Rádio Clube Português e no grupo Semanário. Foi, também, diretora de Informação da Televisão de Cabo Verde.


Em 1999, entrou para a TVI, onde fez parte da equipa de Grande Reportagem. Teve ainda uma curta passagem pela Televisão Caboverdiana, onde foi directora de informação. Realizou várias reportagens em Angola, Reino Unido, Moçambique, Uganda, na África do Sul e num dos maiores campos de refugiados do mundo, no Quénia.


Em 2007 publicou o seu primeiro livro, “Serviço de Urgência”,  lançando depois o seu segundo livro, “Os Meninos da Jamba” (do qual falei ontem) e ambos baseados em trabalhos de reportagem.


Nos dias de hoje, uma grande vertente do seu trabalho é investigar acontecimentos e dar a conhecer cenários preocupantes para exercer a nobre missão de informar e, sobretudo, ajudar a alterar realidades. Uma das causas que defende com maior convicção diz respeito à mutilação genital feminina. O seu trabalho foi distinguido por uma dezena de prémios, entre eles encontram-se os da Unesco, da Liga Portuguesa Contra o Cancro e da AMI – Jornalismo Contra a Indiferença.


Em 2011, o seu trabalho sobre cancro no intestino venceu um prémio da Liga Portuguesa Contra o Cancro.


 


Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Concei%C3%A7%C3%A3o_Queiroz


https://www.voaportugues.com/a/conceicao-queiroz-a-africa-esta-sempre-presente-em-mim/2520600.html


 


 

terça-feira, 1 de junho de 2021

Dia da Criança

Poema:


"Depus a máscara e vi-me ao espelho.
Era a criança de há quantos anos. 
Não tinha mudado nada... 
É essa a vantagem de saber tirar a máscara. 
É-se sempre a criança, 
O passado que foi 
A criança. 
Depus a máscara, e tornei a pô-la. 
Assim é melhor, 
Assim sem a máscara. 
E volto à personalidade como a um términus de linha." 


(Álvaro de Campos)


O Dia Mundial da Criança foi estabelecido oficialmente em 1950 na sequência do congresso da Federação Democrática Internacional das Mulheres, realizado em 1949, em Paris, por iniciativa das Nações Unidas, com o objetivo de chamar a atenção para os problemas que as crianças então enfrentavam.


Nesse dia, os Estados-Membros reconheceram que todas as crianças, independentemente da raça, cor, religião, origem social, país de origem, têm direito a afeto, amor e compreensão, alimentação adequada, cuidados médicos, educação gratuita, proteção contra todas as formas de exploração e a crescer num clima de Paz e Fraternidade.


Portugal, à semelhança de vários países, adotou este dia para celebrar o Dia da Criança com o objetivo de sensibilizar para os direitos das crianças e para a necessidade de promover uma melhoria das suas condições de vida, com vista ao seu desenvolvimento pleno.


Por vezes, confunde-se este dia com o dia 20 de novembro, o qual foi  considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Universal da Criança. A 20 de novembro, celebram-se dois importantes acontecimentos:



  • nesse dia, no ano de 1959, foi aprovada a Declaração dos Direitos da Criança;

  • na mesma data mas já em 1989, foi adotada, também pela Assembleia Geral da ONU, a Convenção dos Direitos da Criança (a qual Portugal ratificou no dia 21 de setembro de 1990).


O que importa é que não nos esqueçamos daquilo que é mais importante: falar sobre os Direitos das Crianças e dar o nosso contributo para de alguma forma dar voz aqueles meninos e meninas que sofrem abusos, trabalhos forçados e não têm infância!


A pobreza, a privação de afectos, os casos de abuso, negligência e maus-tratos, o abandono escolar, as dificuldades de acesso a cuidados de saúde, as doenças crónicas e a deficiência, o aumento de casos de obesidade e as doenças do comportamento são exemplos de situações vividas pela criança que não podemos ignorar e que devemos combater.


 


Fontes:


https://eurocid.mne.gov.pt/eventos/dia-da-crianca-2021


https://www.calendarr.com/portugal/dia-mundial-da-crianca/


https://www.ordemenfermeiros.pt/arquivo-de-p%C3%A1ginas-antigas/1-de-junho-dia-mundial-da-crian%C3%A7a/


 


 

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