domingo, 24 de abril de 2022

Os vampiros

Podia colocar aqui muitas divagações, mas deixo isso para outras pessoas e outros locais. Coloco apenas uma das letras que mais esconde para os que não têm a capacidade de ver e de identificar quem são.


Os vampiros:


No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas pela noite calada
Vêm em bandos com pés de veludo
Chupar o sangue fresco da manada

Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada [bis]

A toda a parte chegam os vampiros
Poisam nos prédios poisam nas calçadas
Trazem no ventre despojos antigos

Mas nada os prende às vidas acabadas
São os mordomos do universo todo
Senhores à força mandadores sem lei
Enchem as tulhas bebem vinho novo

Dançam a ronda no pinhal do rei
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada


No chão do medo tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos na noite abafada
Jazem nos fossos vítimas dum credo
E não se esgota o sangue da manada

Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

sábado, 23 de abril de 2022

Dia Mundial do livro

Hoje num dos meus passeios descubro um frigorífico com livros. Sim, um frigorífico, junto a uma paragem de autocarros, cheinho de livros, prontos a quem quiser ler ali mesmo na paragem ou levar e depois devolver quando tiver terminado a leitura.


Pode ser uma imagem de livro


Tirei foto e, depois de publicar, apercebi-me que é Dia do livro. Faltava-me então dizer que já não há desculpas para não ler, mesmo sem se poder comprar livros, há sempre as bibliotecas e os frigoríficos com livros fresquinhos. Melhor, só se estivesse ao lado uma máquina de café e chocolate quente. As melhores tardes, são essas, de preguiça, com um bom livro e uma caneca com uma bebida quente.


quarta-feira, 20 de abril de 2022

"Bala Santa"

Um thrillher emocionante de Luís Miguel Rocha, também autor de "A filha do Papa". Com uma fabulosa e envolvente narrativa, leva-nos a locais secretos, onde passamos pelos meandros das mais importantes organizações mundiais. Religião e política, uma nunca sem a outra, nenhuma delas sem o poder de querer fazer girar o mundo a seu bel prazer. Uma batalha de grandes titãs, de governos inteiros e de personalidades individuais. 


Um livro que além de explorar a questão da tentativa de assassinato de um Papa, nos leva muito mais longe. Emocionante e poderoso, assustadoramente atual e real. O que se conta passou-se mesmo, assim tal como está contado? Eu acredito que deve ter andado muito perto, apesar de toda a fição envolvida, há muita verdade escondida pelas entrelinhas. Os capítulos não eram demasiado extensos, embora se trate de um livro bem volumoso, o que ajuda e facilita a leitura. A construção do livro está magnífica.


Adorei o tom da escrita, as sequências dos acontecimentos, os esclarecimentos do autor que nos ajudavam a sentir dentro da história. Com personagens muito bem caraterizadas, com papéis bem definidos e interessantes, com cuidado na narrativa histórica que faz dos acontecimentos. 


 

"Sonata em Auschwitz"

Este livro de Luize Valente leva-nos através de Amália, uma portuguesa com ascendência alemã, pela história de uma mãe que teve a sua bebé n...