quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Feira do Livro de Lisboa

Este ano a Feira do Livro tem uma importância especial porque irei lá estar a fazer a apresentação do meu livro. Saiu no passado dia 15 de agosto, "Vivi e o dragão", que é o meu primeiro livro infantil. Está à venda em algumas livrarias e também irá estar em versão ebook em breve.


Estou muito feliz porque além de ser um sonho que acabei por tornar realidade, com a ajuda da editora Cordel de prata, o livro tem-me dado a oportunidade de conversar com alguns amigos e colegas com os quais fui deixando de ter contato ao longo dos anos.


Estou ansiosa pelo dia da apresentação e da sessão de autógrafos. Estou a partilhar diariamente nas minhas redes sociais. Gostava muito de num futuro próximo poder apresentá-lo também nas bibliotecas e em salas de aula, porque acho que será uma excelente plataforma de lançamento e porque acho que a leitura na infância é essencial.


Promo-Livro-FeiradoLivro.jpeg

terça-feira, 23 de agosto de 2022

"Não me deixes"

"Não me deixes" é daqueles livros fortes. Que nos atingem como um soco em cheio e bos fazem pensar em quantas vezes pudemos estar em situações parecidas e, algo semelhante npos poderia ter acontecido. A personagem principal é uma mãe, Rachel Jenner, que vai passear com o filho para um parque florestal. Por momentos, permite que o filho vá a correr à sua frente para chegar ao baloiço. Esses instantes foram o suficiente para que Ben desaparecesse. No meio do desespero de não saber do paradeiro do filho, da aflição em não saber se ele está vivo, ou morto, Rachel começa a descobrir também coisas do seu passado que lhe tinham sido escondidas.


Há quem acredite que foi ela que fez mal ao filho, de apenas oito anos, outros acreditam que ela não teve culpa. Terá sido apenas distração ou foi algo propositado? A comunicação social ataca em busca de respostas e explora todos os movimentos de Rachel e da família. A própria investigação é posta em causa.


Um livro que nos faz pensar nas muitas crianças que são raptadas, que desaparecem pelos mais variados motivos e que acabam por nunca ser encontrados a tempo. Quais as razões que levam alguém a raptar uma criança? Um livro que também nos mostra a forma como o FBI conduz a investigação, quais as informações que são transmitidas e as que não são, de que forma a própria mãe é tratada pelos investigadores, pela própria comunicação social e pela opinião pública em geral.


Gostei bastante da forma de Gilly descrever os cenários e os diálogos entre os vários intervenientes, interligando-os de forma sublime e cativadora, despertando o interesse de ler sempre mais um pouico. No entanto, pelo meio do enredo é feita uma discrição das consultas entre um dos investigadores e a psicóloga que o acompanha, a qual pode ser um pouco maçadora na minha opinião e não acrescentando grandes factos à narrativa. 


 

terça-feira, 16 de agosto de 2022

"A mão no espelho"

Este livro é um relato real da procura de uma mulher pela explicação de diversos fenómenos que vão acontecendo na sua vida depois da morte do marido, vítima de cancro. Janis é mãe de Tanner e um dia chama-o para que ele também veja a imagem de uma mão que apareceu no espelho da sua casa de banho. Podiam ser dedadas, mas para ela é algo mais. Depois, de algum tempo, começam a aparecer outros sinais e coisas estranhas que ela não tem como explicar. Como editora do Sacramento Bee e tendo sido vice-presidente do Los Angeles Times, ela é uma mulher informada e muito inteligente, que usa alguns dos seus contatos para iniciar a busca pela verdade, ou pelo menos, por algo que a ajude a compreender o que se está a passar. Ao longo do livro, vai relatando algumas das conversas que vai tendo com pessoas com histórias semelhantes à sua, deixando sempre no ar um misto de incredebilidade e de certeza, como se ela se fosse consciencializando do que lhe está realmente a acontecer.


Acredite-se ou não em vida depois da morte, este é sobretudo um livro que nos fala de amor. O amor que não morre quando os nossos entes queridos se vão embora, mas também sobre o amor entre uma mulher e um homem, entre uma mãe e um filho. Fala também sobre o respeito das opiniões dos outros, sobre as diferentes crenças, sobre religião e ciência e essa dicotomia é muitas vezes posta em causa pela própria autora. O que não podemos explicar poderá não existir? Nem tudo o que é verdade podemos tocar ou cheirar, mas podemos sentir de formas diferentes. 


Ao começar a ler, achei logo nas primeiras páginas que não ia gostar. Afinal, porque é que tinha mesmo escolhido este livro? Mas depois começou a ser difícil parar de ler. Cada descoberta era acompanhada sempre por uma procura, uma conversa, uma nova possível explicação. A autora sustentou as suas explicações em factos científicos, em conversas que ia tendo com pessoas que visitava, em encontros ou retiros. Um livro que opõe o científico e o espiritual, mas sem que um anule o outro. Como é que alguém se dedica a procurar respostas para algo que a tantos de nós traria medo ou recusa em acreditar? Mas a verdadeira história que me agarrou foi a própria biografia da escritora que ela vai contando. A forma como lidou com a doença e com a morte do marido, como falou do filho sem o expor em demasia mas nunca lhe deixando de dar o devido lugar na história, como ela conta que encontrou um novo amor, como ele respeitou sempre a presença de Max na vida do casal, mais não fosse pelas conversas que iam tendo sobre os fenómenos e sobre ele em vida, e sobre a forma como lidou com a morte do pai, a relação com a mãe e com a restante família.


Acredite ou não em fenómenos deste género, aconselho a leitura deste livro. É uma história sobre amor e sobre dedicação ao outro, sobre aprender a gerir as emoções e os sentimentos e sobre o perdão. 

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

"Vivi e o dragão"

Vivi é uma menina sonhadora, curiosa e aventureira. Adora brincar na areia, fazer castelos onde vivem os seres mais estranhos, como um pequeno e tímido dragão! Agora, Vivi está a construir um castelo para o seu novo amigo, mas as ondas do mar insistem em derrubar o seu trabalho! E só há uma coisa que lhe mete medo: o mar!


Mas com a ajuda do seu amigo, Vivi irá enfrentar os seus medos e vai descobrir a beleza das ondas, numa aventura maravilhosa! Um livro que sabe a mar e a pós de fada, para ler antes de dormir, na toalha da praia ou na cama de rede.


Este é o meu livro. Espero que gostem e que vos traga execelentes momentos de leitura e de mimos!

sábado, 6 de agosto de 2022

"A quinta dos cadáveres"

O cadáver de uma menina de onze anos é encontrado em Black Mountain, uma cidade calma e pacata até àquele momento. Scarpetta é chamada a Black Mountain, para desvendar este mistério, mas descobre que há muito mais. Outra personagem que se destaca é Lucy, a sobrinha de Kay, que tinha começado a estagiar no FBI. Entretanto, Lucy é posta à prova com acusações graves que podem levar a que o seu sonho seja completamente destruído ainda antes de começar.


No seguimento da leitura deste empolgante romance, descobrimos que a Quinta dos cadáveres é o local onde se estuda a morte, a decomposição e a ação dos elementos sobre os corpos. Um local onde se faz ciência e que ajuda os médicos legistas e os investigadores a descobrirem mais sobre os cadáveres que lhes chegam às mãos nos mais diversos estados. A Dra Kay Scarpetta, médica legista foi a personagem que trouxe fama a Patrícia Cornwell.


Patrícia nasceu em 1956, em Miami, e começou a sua carreira como repórter policial. Não teve uma infância fácil e na sua adolescência sofreu de bulimia e de anorexia. 


Pouco depois de começar a trabalhar, no jornal Charlotte Observer, onde escrevia notícias e artigos policiais, Patrícia Cornwell ganhou o North Carolina Press Association com uma reportagem sobre crimes e prostituição que aconteciam no centro da cidade de Charlotte. O seu primeiro livro, "Postmortem" começou por ser rejeitado por sete grandes editoras. Mas depois da sua publicação em 1990, o livro trouxe-lhe diversos prémios, como o Edgar, Creasey, Anthony e Macavity Awards além do francês Prix du Roman d’Aventure. O livro acabou por ter tanto sucesso, que Patricia começou uma série de livros protagonizados pela médica-legista Kay Scarpetta que em 1999 venceu o Sherlock Award para a Melhor Detetive. 


Adorei o livro e fiquei com muita curiosidade sobre os outros livros desta autora. A sua escrita é fluída e agarrou-me como leitora de uma ponta à outra. Não sou ninguém para criticar mas como leitora assídua, acho que posso afirmar que este é um livro fantástico de uma escritora brilhante.

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Grande Entrevista - Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

Estava já na cama, quando me deparei com a Grande Entrevista, na RTP3, com duas das minhas grandes referências: Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.


Os livros "Uma aventura..." acompanharam a minha infância e no 2º ciclo, estas autoras foram à escola onde eu estudava e falaram sobre os seus livros. Não me lembro em que livro iam nesse ano, mas de certeza que ainda iam nos primeiros. Estão agora com sessenta e quatro lançados e mais um quase a sair. Hoje na entrevista, falam da mesma forma animada com que me deliciaram nesse dia, tantos anos já passaram. Duas escritoras que são ambas professoras e que sabem muito de literatura e de história, mas também de educação e do próprio sistema de ensino. É muito bom ouvi-las. É quase tão especial como ler o que escrevem. Confesso que já não compro os livros delas (uma vez ou outra comprei para o meu filho) porque neste momento tenho outros interesses literários, mas foram na minha infância uma excelente influência na minha formação pessoal e escolar.


Eu era uma miúda, mas era uma ávida leitora, que ia buscar à biblioteca os livros que não tinha em casa para ler. De seguida, li tudo o que tinha saído de "Uma aventura...", mas também dos "Cinco" e dos "Sete". Pelo meio, eu lia às escondidas outras coisas que encontrava nas prateleiras de casa da minha avó mas que sabia não serem ainda para mim. Hoje já ganhei alguns desses exemplares para a minha coleção (e outros que ainda não li). É tão bom ler. E neste momento, eu dou-me ao luxo de comprar um ou outro livro quando me apetece muito.


Que livros vos marcaram mais na vossa infância? E que livros lêem agora os vossos filhos? Eu li "Uma aventura em Viagem" muito novinha e "Os três mosqueteiros" eu li com apenas oito anos, os dois muito diferentes mas ambos muito importantes para mim. O meu filho lê "O diário de um banana" com a mesma vontade (de certeza não com a mesma velocidade com que eu lia na minha época, mas eu nessa altura não tinha muito mais com que me entreter - lia, escrevia, desenhava ou ia brincar para a rua), mas já leu na escola no âmbito das disciplinas de história e de português, "Um trono para dois irmãos" das mesmas autoras, Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. 


Uma excelente entrevista que eu desde já recomendo para que vejam com toda a atenção e se deixem levar para um bom livro.

"Sonata em Auschwitz"

Este livro de Luize Valente leva-nos através de Amália, uma portuguesa com ascendência alemã, pela história de uma mãe que teve a sua bebé n...