quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Um castelinho... em poesia

Hoje deixo-vos o desejo de, seja qual for a vossa terra, lá possam sempre regressar, nem que seja nas lembranças.


 



O castelinho


 


Na minha aldeia, há um caminho


E nesse caminho, pegadas


Que levam a um castelinho


Com torres e pedras tombadas.


 


Na minha aldeia, há uma fonte


Com água cristalina


E ao subirmos o monte


Vem descendo a neblina.


 


Na minha aldeia, há um jardim


Onde os meninos se escondem


Entre arbustos de alecrim


Perto da escola onde aprendem.


 


Na minha terra, nesta aldeola


A vida passa devagar


Subimos a rua da Escola,


Entramos na praça do lagar.


 


Na minha aldeia, as senhoras


Enchem o rio de sabão


Enquanto lavam as roupas


Do menino e do patrão.


 


Na minha aldeia, caladas


Não contam as gralhas no ninho


De quem são as pegadas


Que levam ao castelinho.


 


Menina de saia rodada


Descalça, corre e se apressa


Nem vê que fica marcada


No caminho a sua pressa.



Elsa Filipe, 2022

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