domingo, 26 de março de 2023

Dia do Livro Português

Sabiam que hoje se assinala o Dia do Livro Português? Pois é, de facto esta data foi escolhida pela Sociedade Portuguesa de Autores com o intuito de destacar a importância do livro, do saber e da língua portuguesa em todo o mundo, porque foi exatamente "neste dia, em 1487, que se imprimiu o primeiro livro em Portugal." O livro, escrito em hebraico, chamava-se “Pentateuco”, e "saiu das oficinas do judeu Samuel Gacon, na Vila-a-Dentro, em Faro."


Dez anos depois, no dia 4 de janeiro de 1497, foi impresso o primeiro livro escrito em português, "produzido pelo primeiro impressor luso, Rodrigo Álvares." Este primeiro livro tinha como título: “Constituições que fez o Senhor Dom Diogo de Sousa, Bispo do Porto”. 


Nesta data, quero destacar alguns nomes que para mim são importantes, cada um deles por razões diferentes:


- José Saramago, Nobel da Literatura que escreveu para crianças e para adultos e cuja obra é riquíssima.


- Alice Vieira, escritora e jornalista portuguesa, uma mulher brilhante que apesar dos seus quase 80 anos ainda não deixou de escrever.


- A grande Sophia de Mello Breyner Andresen, que nasceu em 1919, "foi a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999", com 90 anos, cinco anos antes de falecer.


Podia aqui enumerar muitos mais, mas por hoje fico-me por aqui. 


Fontes:


https://www.calendarr.com/portugal/dia-do-livro-portugues/


https://www.portoeditora.pt/autor/sophia-de-mello-breyner-andresen/652


 

domingo, 12 de março de 2023

"Febre"

Um livro de Nick Louth que nos deixa agarrados da primeira, até à última página (pelo menos, foi o que me aconteceu).


Erica Stroud-Jones é uma jovem cientista que dali a menos de 24 horas, estará a apresentar o resultado do seu trabalho secreto numa conferência em Amesterdão. O que vai apresentar promete revolucionar a luta contra uma doença tropical mortífera e milhões de vidas poderão ser salvas. 


Mas isso não chega a acontecer e, ao amanhecer, Max Carver percebe que a sua namorada desapareceu. Enquanto a procura, enveredando por caminhos tortuosos, Max acaba por encontrar o diário de Erika e estes são relatos brutais do seu tempo em África. É através destas descrições que ele vai conhecendo ao longo da sua busca, o quanto ela sofreu.


Paralelamente, algo se passa na cidade... 


Como é que o vírus da malária conseguiu lá chegar e se está a dissiminar tão rapidamente? O que é que ainda não se sabe (e que é tanto) sobre a transmissão da malária? 


"Febre" é um thriller magnífico e que recomendo a todos os leitores que apreciam este género literário, com o aviso de que será difícil largar a meio.

segunda-feira, 6 de março de 2023

O papel da mulher... na literatura

A mulher sempre esteve presente na literatura. No entanto, é também verdade que, muitas vezes, foi propositadamente tornada invisível, ou a ela acabou por ser atribuído um papel menor. 

E é cada vez mais importante refletirmos acerca do papel que a escrita feminina tem no panorama da literatura. Se hoje vemos muitos livros em que as autoras são mulheres, nem sempre foi fácil dar às mulheres escritoras esta visibilidade. Temos de enquadrar que, por questões históricas, existia na sociedade um patriarcado machista, que oprimia as mulheres e as obrigava a permanecer na sombra dos membros do sexo masculino. 

A emancipação da mulher trouxe também aqui algum espaço em que se pudesse movimentar, fosse na sua representatividade no mundo do trabalho, fosse na política ou, claro está, na liberdade de publicar a sua arte, seja ela escrita ou outra. Para que isto fosse possível, a luta foi grande e, infelizmente, ainda existem mulheres reféns de um mundo patriarcal e opressor.

No que concerne à escrita, durante muito tempo as escritoras tiveram de se esconder atrás de pseudónimos ou publicando de forma anónima, o que antes era possível e frequente se fazer. Tinham medo de ser perseguidas e castigadas pelo que escreviam, ou que as suas obras fossem destruídas e não fossem publicadas, apenas por terem sido escritas por mulheres.

Ainda bem recentemente, foi recomendado a uma escritora que colocasse na capa dos seus livros apenas as iniciais e o seu apelido, para que não se associasse o livro a uma mulher. J.K. Rowling. Sabemos hoje a grande escritora que ela é e o sucesso que os seus livros tiveram.

Durante muito tempo, era associado à mulher um tipo de escrita focado só no amor e em romances com finais dramáticos ou finais típicos de felizes para sempre. Se existem muitas mulheres que escrevem sobre o amor, também as há a escrever ficção científica (Ursila Le Guin), livros de mistério e policiais (Agatha Christie). E sabem quem escreveu "Frankenstein"? Sim, uma mulher: Mary Shelby, no século XIX, escreveu aquele que foi considerado o primeiro livro de ficção científica.

Em Portugal, há que destacar um nome: Florbela Espanca, que no início do século XX apresentou uma obra "carregada de feminilidade e erotização."

Um dos grande nomes que aqui não podia deixar de referir é o de Simone de Beauvoir que, também no século XX, apresentou "O segundo Sexo", bem como várias outras obras, entre as quais "Os Mandarins."

Fontes:

"A importância das mulheres na literatura", www.twinkle.pt

LUTAS, Sara, "Virginia Woolf e o papel da mulher na literatura", www.livrarialello.pt

"Sonata em Auschwitz"

Este livro de Luize Valente leva-nos através de Amália, uma portuguesa com ascendência alemã, pela história de uma mãe que teve a sua bebé n...