terça-feira, 20 de junho de 2023

Poesia, de pés na areia

Este foi um dos poemas que escrevi para um concurso de poesia ao qual concorri este ano. Não espero nenhum prémio, mas pelo menos deu-me um incentivo para continuar a escrever e não desistir.



Areia


Sentada na sua cadeira


Sente os olhos a fechar.


Por momentos, não é só


O cheiro do mar nem o vento,


É a areia, o seu calor


Que chegam para a embalar.


 


Sentada na sua cadeira


Não precisam de a empurrar


Desce, num sonho embalado


Pela praia, a caminho do mar


Fechando os olhos tem na pele,


Aquele breve salpicar.


 


Sentada na sua cadeira,


Que desde menina tem


Fecha os olhos,


Levemente,


E sente nas pernas, dormentes,


O calor do sol também.


 


Sentada na sua cadeira


A manta? Já não a tapa


Pois está embalada num sonho


Em que pode correr na areia


E um sorriso… tão perfeito,


que dos seus lábios lhe escapa!


 


Não lhe falta caminhar


Correr, nem sequer dançar!


Mesmo não se levantando


Ela é capaz de voar!


Basta um sono tranquilo


Para a levar adiante


E é uma criança feliz


Nem que seja só um instante!



Elsa Filipe, 2023

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