Mulheres,
filhas, mães, irmãs e avós
Suportam nas costas o peso
Da nação de todos nós.
Teresa que deu à luz o príncipe
Grande rei de Portugal,
Foi banida pela sorte,
Excomungada, fugiu à morte
Dona, acusada foi do mal.
Mas a sua vida, fácil não foi
Se ela cresceu num mundo assim...
Queriam que fosse submissa
E ela aprendeu a lutar,
A ler, a galopar,
A debater e a governar!
Outra mulher da nossa história,
Prometida ainda menina,
Chamaram-lhe santa Isabel
Mas esqueceram que a sua vida
Foi dura, foi cruel.
O pão deu ao povo pobre
E alguém bondoso encontrou
Que por ela mentiu e a ajudou
A fugir dos grilhões da morte.
E aquela de quem nos esquecemos,
Mas que o direito nos fez consagrar
Usando a nosso favor,
A lei que estava escrita.
Mulheres, podemos votar!
Não nos impeçam, que sabemos
Para isso, queremos estudar!
Temos todas de a recordar,
Carolina de seu nome,
Não desistam meninas,
Estudem! É hora de lutar!
E a Primeira-ministra portuguesa
Alguém sabe de quem falo?
Maria, de seu nome
Deu-nos porém a certeza
De termos apoio social.
Engenheira, como poucas
De profissão arriscariam
Abriu portas na política,
A outras que se seguiriam.
Cientistas, poetisas
Escritoras, astronautas.
Seguem os sonhos, astutas
Pegam em armas, conduzem
Um carro, ou um país
Não são mais que nenhum homem,
Mas menos não podem ser.
Pois não podemos esquecer
Que nelas se fecunda a semente
Que faz a Nação crescer!
Elsa Filipe, 2025
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