sábado, 8 de março de 2025

Poesia às mulheres da minha vida

Mulheres,


filhas, mães, irmãs e avós

Suportam nas costas o peso

Da nação de todos nós.

 

Teresa que deu à luz o príncipe

Grande rei de Portugal,

Foi banida pela sorte,

Excomungada, fugiu à morte

Dona, acusada foi do mal.


Mas a sua vida, fácil não foi

Se ela cresceu num mundo assim...

Queriam que fosse submissa

E ela aprendeu a lutar, 

A ler, a galopar, 

A debater e a governar!


Outra mulher da nossa história,

Prometida ainda menina,

Chamaram-lhe santa Isabel

Mas esqueceram que a sua vida 

Foi dura, foi cruel.

O pão deu ao povo pobre 

E alguém bondoso encontrou

Que por ela mentiu e a ajudou

A fugir dos grilhões da morte.


E aquela de quem nos esquecemos,

Mas que o direito nos fez consagrar

Usando a nosso favor, 

A lei que estava escrita.

Mulheres, podemos votar!


Não nos impeçam, que sabemos

Para isso, queremos estudar!

Temos todas de a recordar, 

Carolina de seu nome,

Não desistam meninas,

Estudem! É hora de lutar!


E a Primeira-ministra portuguesa

Alguém sabe de quem falo?

Maria, de seu nome

Deu-nos porém a certeza

De termos apoio social.

Engenheira, como poucas

De profissão arriscariam

Abriu portas na política,

A outras que se seguiriam.


Cientistas, poetisas

Escritoras, astronautas.

Seguem os sonhos, astutas

Pegam em armas, conduzem

Um carro, ou um país

Não são mais que nenhum homem,

Mas menos não podem ser.

Pois não podemos esquecer 

Que nelas se fecunda a semente

Que faz a Nação crescer!


Elsa Filipe, 2025

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