Da coleção "Crianças que mudaram o mundo", os CTT apresentam-nos a história de Malala.
Malala nasceu no Paquistão, no Vale de Swat, perto da fronteira com o Afeganistão. Aos 11 anos, começa a escrever um diário, na mesma altura em que ir à escola é vedado a toda e qualquer rapariga.
Contextualizando, Malala nasceu num país em que, até os sismos, podem ser usados para impôr o medo, são castigos divinos para que as leis dos Talibãs se cumpram. As meninas que deixam a escola são aplaudidas, mas Malala quer continuar a ir à escola. Em 2008, mais de 200 escolas são destruídas! E "em 2009 os extremistas religiosos conseguiram impor a sharia, a lei islâmica, e o terror entrou na sua aldeia, com as adolescentes a serem perseguidas por frequentarem o ensino." O primeiro texto de Malala, que começa um blogue com o apoio de um jornalista da BBC que era amigo do seu pai e com quem se corresponde, sai a 30 de janeiro de 2009, e tem como título "Tenho tanto medo!" Nele, a menina fala sobre os riscos que corria para continuar a ir à escola.
Pouco tempo depois, a sua identidade é descoberta o que levou a que vários jornalistas estrangeiros quisessem falar com ela sobre o que se estava a passar no Paquistão.
Uma outra heroína que ficamos a conhecer neste livro é a sua professora, que continua a dar aulas às escondidas, arriscandpo a sua própria vida. Quando os Talibãs invadem Islamabad, a família de Malala foge para as montanhas, separando-se do pai, que vai para Peshawar, onde participa na organização de uma "manifestação contra o que se estava a passar."
O papel e as liberdades das mulheres em Islamabad e noutras regiões dominadas por este grupo terrorista são umas das temáticas abordadas neste livro, mostrando-nso também muitas outras proibições: ver televisão era (e ainda é, em vários locais) proibido!
Quando os Talibãs são expulsos, Malala e a restante família, regressam a casa. Infelizmente, pouco depois, "chuvas torrenciais" atingem e destroem toda a região e "mais de duas mil pessoas e sete mil escolas ficaram destruídas," o que é aproveitado pelos líderes religiosos fundamentalistas voltarem a dizer qye se tratava de um castigo de deus" porque o povo "não se estava a portar bem." A presença dos Talibãs volta a acentuar-se. Houve muitas mortes, incluíndo de funcionários "estrangeiros de organizações não governamentais" que foram "raptados e executados."
Em 2011, Malala é nomeada para o Prémio Internacional da Paz, concedido pela "Kids Rigths", com sede em Amesterdão. É ainda distinguida com o Prémio Nacional da Paz, atribuído pelo governo do Paquistão. Ao receber o prémio, apresenta ao primeiro-ministro do Paquistão uma "lista cheia de pedidos entre os quais a reconstrução das escolas destruídas e a criação no vale de Swat de uma universidade para raparigas."
A 9 de outubro de 2012, há precisamente 13 anos, os Talibãs paquistaneses disparam sobre o autocarro escolar em que ela e o. utras crianças viajavam, acertando-lhe na cabeça. Pensa-se que o ataque lhe tenha sido dirigido diretamente, para tentarem calá-la. Afinal, Malala defendia algo impensável para aquele regime, o direito das meninas à educação. O sucesso do "Diário de uma Estudante Paquistanesa", o seu blogue, tinha chamado a atenção dos Talibans que a tentam matar. "A menina foi levada para o Hospital da Rainha Isabel, em Birmigham, Reino Unido, onde esteve em coma durante vários dias. Malala sobreviveu ao ataque e ficou mais forte, determinada em defender sempre o direito à educação. Por causa das constantes ameaças, a família refugiou-se em Inglaterra e neste novo país Malala pôde regressar à escola, em liberdade."
Com apenas 17 anos, Malala passa a ser a pessoa mais nova a ser distinguida com o Nobel da Paz.
Fontes:
https://ensina.rtp.pt/artigo/malala-a-jovem-paquistanesa-que-defende-as-criancas/
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