sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

"Vitória, a jovem rainha"

Desta vez, a leitura recaiu sobre um romance de Daisy Goodwin. 

Esta narrativa começa em 1835 e conta-nos a ascensão ao trono de Alexandrina Victória. Uma jovem que chega ao trono de um dos países mais importantes da Europa do século XIX. Confesso que conheço pouco da história da Inglaterra, a não ser o que se vai ligando com a própria história de Portugal e é interessante explorá-la através de uma perspetiva diferente. O nome Alexandrina, vem do seu padrinho (Alexandre I da Rússia) e Victória, da sua mãe. 

"Drina", como é chamada pela mãe, adoece com tifo (febre tifóide) o que acaba por deixá-la fragilizada. No entanto, consegue a custo aperceber-se de que lhe está a ser dado a assinar um documento que pode comprometer a sua tomada de decisões no futuro e, recusa-se a assiná-lo. Aos 18 anos, ela ocupa o seu lugar no trono, depois da morte de seu tio. Filha do Príncipe Eduardo, com a sua morte é criada pela mãe, uma princesa Germânica e, na ausência de descendentes vivos da sua linha familiar, Victória, cedo percebe que vai ser rainha.

Recusando a pressão da mãe e do seu companheiro, Victória acaba por ter em lorde Melbourne, a sua principal influência. No entanto, a linha entre uma relação profissional e uma relação de amor é muito ténue e, Victória, acaba mesmo por se apaixonar pelo seu secretário. 

Ao longo do livro, Daisy Goodwin vai-nos dando a conhecer uma jovem rainha, de estatura baixa e voz frágil, e que sofre para se fazer respeitar num mundo que, ainda assim, é um mundo de influentes figuras masculinas. Mas Victória só é aparentemente, uma mulher frágil, contendo dentro de si a capacidade de governar um vasto império numa época tão conturbada politicamente.

Um livro que, logo nas primeiras páginas, nos consegue prender. 

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