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A mostrar mensagens de setembro, 2026

"Minha querida Inês"

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  Margarida Rebelo Pinto presenteia-nos com esta "Inês" forte e determinada, num livro que se divide em sete dias, mas nos quais cabe a vida toda desta "Inês" que morre às mãos dos capatazes do rei de Portugal. "Inês" traz-nos a sua própria história, contada em jeito quase de diário, coadjuvada por outras personagens que vão contando a sua própria visão dos acontecimentos, tal como "Jala" (ou Remédios, a moira) apaixonada por Clara (criada muda) protegida pela própria Inês.  Este livro traz-nos uma história já conhecida, de um ponto de vista diferente mas sem muito a acrescentar. Um livro que se torna mais difícil de ler por não estarem identificadas as diferentes personagens que, de alguma forma, descrevem os seus sentimentos, a sua visão, a sua relação a cada momento com Inês. No fim do livro, temos uma pequena cronologia que nos ajuda a entender os factos. A narrativa começa a 1 de janeiro de 1355 e Inês morreria a 7 desse mesmo mês. Inês dese...

"A Greve"

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Logo na primeira página, Luís Corredoura dá toque para um grande livro, com a descrição de um acidente na pedreira. É entre a rocha dura e fria que em maio de 1965 se vai formar um protesto que parará pedreiras, fábricas e oficinas durante 12 dias. A PIDE não conseguiu calá-los a todos. E entre os acontecimentos do dia a dia, vai-se montando aquela que foi considerada a maior greve com que o Estado Novo se deparou. É com verdadeira mestria que Luís Corredoura nos apresenta as origens e as relações entre os protagonistas, gente simples e lutadora que se bate por aquilo que tem de mais básico, a família e o amor, o trabalho e o convívio com os amigos, as conversas à porta do café e as idas à bola, o sexo e as traições. Desta forma, chega-nos um país verdadeiro de gente autêntica, com personagens como o "Belmiro", filho do "Zé da Adiça." Um livro que nos mostra de forma clara a vida e as dificuldades sentidas pela classe trabalhadora em meados dos anos 60, sem esquecer...