Escrito por Sarah Freethy, "O Mestre de Dachau" conta-nos a história de uma mulher que procura pela verdade escondida na família e que ninguém lhe quer contar. Ela tem apenas uma figura feita de porcelana b ranca, mas sabe que existem outras e sabe também que se as descobrir, irá estar mais perto de saber a sua verdadeira história.
"Por baixo, onde estaria o pelo macio da barriga, a porcelana é lisa e esconde a marca do fabricante; com a palavra Allach estampada num tipo de letra angular que evoca bierkellers, florestas de pinheiros e pousadas alpinas. Por cima, em pinceladas pretas e planas, dois relâmpagos."
A história começa em 1993, à "porta da Casa de Leilões Forsythe." em Cincinnati. "Clara Vogel" procura por outras figuras de porcelana semelhantes à que tem em seu poder. Ela sabe que naquelas figuras e na sua história está a sua verdadeira identidade.
Max, um arquiteto judeu formado pela Bauhaus, está apaixonado por Bettina, uma pintora que foge ao que dela esperam e se aventura em criar arte divergente daquilo que é considerado "aceitável" para uma jovem de boas famílias. Os dois acabam por se separar quando Max é apanhado e levado para um campo de concentração, acabando por ir parar a uma fábrica de porcelana na cidade de Dauchau, na Alemanha.
Este livro conta-nos a vida de Max e de Bettina, levando-nos pelos negros anos do Terceiro Reich, mas também nos trazem de volta à atualidade e à busca da verdade. É um livro que em alguns momentos nos leva a parar e a respirar fundo, de tão embrenhados que estamos na sua essência. Quase que nos consegue transportar para lá, revelando-nos os cheiros e as texturas dos quadros de Bettina e das figuras de porcelana de Dachau em que Max trabalha.
No fim, acabamos por descobrir a verdade, mas não sem antes a história nos levar a desacreditar deste amor e de assistirmos ao seu triunfo.
Recomendo a sua leitura.