sexta-feira, 29 de maio de 2020

"Alvos a abater"

Blake Pierce foi o autor deste livro que conta a história de Riley Page, na série "Os primórdios de Riley Page". Este primeiro livro, dá-nos a conhecer a proeminente agente do FBI enquanto estudante universitária e de como luta contra as suas próprias emoções e traumas infantis, ao mesmo tempo que se envolve na tentativa de descobrir quem anda a assassinar raparigas dentro do Campus universitário.


Neste primeiro livro, Riley descobre uma capacidade única que lhe permite entrar na mente de um assassino o que a deixa transtornada e demasiado envolvida no caso. Vencendo o medo de se tornar ela mesma uma possível vítima, começa a colaborar com o FBI sendo a chave para a descoberta do responsável por todas as mortes.


Li este livro através do Google Livros (de forma gratuita) uma ótima plataforma para quando queremos algo para nos entreter e não temos nenhum livro novo, mas com diversas falhas ao nível da tradução para português. Tem muitos erros, e para mim acaba por cansar demais a vista por estar a olhar um ecran muito tempo.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

"Depois de tu partires"

"Depois de tu partires" de Maggie O'Farrel, é um daqueles livros que terminamos e ficamos com a ideia de que faltam páginas! Foi o que achei quando o li, em 2012. Queria saber mais.


Gostei bastante do enredo e da sua complexidade, brilhantemente construído e com uma impressionante densidade tanto psicológica cmo emocional. No íntimo de cada família, há segredos que se escondem pelos véus do tempo. No caso de Alice Raikes, esses véus vão sendo levantados numa dança entre o passado e o presente, enquanto esta está em coma após uma (aparente) tentativa de suicídio. A partir daqui, Alice começa a reconstituir o passado que lhe trará respostas para o sucedido.


Sobre a autora:


Maggie O'Farrel nasceu na Irlanda do Norte em 1972, e cresceu no País de Gales e na Escócia. Teve várias profissões entre as quais a de professora e, mais recentemente, trabalhou como jornalista para The Independent on Sunday. Atualmente dedica-se por inteiro à escrita e à colaboração com vários jornais e revistas.


Fontes:


https://www.bertrand.pt/autor/maggie-o-farrell/22023

sexta-feira, 15 de maio de 2020

"Para a minha irmã"

Este foi um dos livros mais vendidos de Jodi Picoult, havendo já um filme baseado neste romance e que, foi ele também de grande sucesso.


Brian e Sara são os pais de Jesse e de Kate, uma família normal e feliz até à data em que descobrem que Kate, com apenas três anos, sofre de leucemia e que nem os pais nem o irmão são compatíveis com ela. Avançar com uma gravidez foi a tentativa deseperada de encontrar um dador compatível com Kate que estes pais encontraram, por isso Anna foi concebida para ser dadora de medula para que a irmã Kate sobreviva.


Com apenas treze anos, Anna já fez inúmeras cirurgias e transfusões para que Kate, a sua irmã mais velha, possa combater a leucemia que a afeta desde a infância. E o problema, longe de melhorar, avança agora para a necessidade de um transplante renal.


Anna começa a questionar o seu papel naquela família e sobre quem realmente é. Mostrando-se decidida, Anna toma uma decisão impensável para a maioria das pessoas, uma decisão que faz com que a sua família desmorone e que pode ter consequências fatais para a irmã que ela adora.


Terminei a leitura em lágrimas. Um livro que nos leva ao debate sobre o eticamente e o moralmente correto. Haverá mal em querer que um filho sobreviva? E se para esse filho sobreviver, tivermos de prejudicar e magoar outro dos nossos filhos? E se estivessemos no lugar daqueles pais, pensaríamos da mesma forma? , porque o final é totalmente inesperado, mostrando que não conseguimos controlar o destino.


O amor nem sempre consegue tudo e a vida nunca é justa. Um livro de suspense que nos leva a pensar sobre o certo e o errado. Muitas lágrimas, sim... confesso.

terça-feira, 12 de maio de 2020

"Incertezas do coração"

Um livro da irlandesa Maggie O' Farrel que nos conta uma história de amor. Li este livro em outubro de 2012. Não foi daquelas leituras que me agarrasse completamente, mas mesmo assim, gostei da forma como O'Farrel nos apresenta cada personagem.


É um bonita história de amor que se segue ao seu romance de estreia "Depois de Tu partires." Fiquei curiosa e vou tentar lê-lo assim que puder também.


"Lily dá um passo em frente. Ele parece diferente sob esta luz. A sua camisa, com um padrão agitado, está enrolada nas mangas, uma mais para cima do que a outra, o que lhe permite observar a linha do bronzeado dele."


No momento em que conhece Marcus, na abertura de uma galeria, Lily sente-se de imediato atraída por ele, como só o magnetismo das grandes paixões pode provocar. Correspondida no sentimento, Marcus convida Lily a visitar o seu luxuoso apartamento e logo num primeiro momento a dúvida instala-se: outra mulher, uma ex-namorada deixou marcas da sua passagem em toda a casa.


Inquieta, Lily acaba por ficar enredada nas teias do passado, transformando as suas reservas numa louca obsessão.

sábado, 9 de maio de 2020

"O pacto"

Em setembro de 2012 li este belíssimo livro de Jodi Picoult, que me agarrou desde as primeiras linhas. Posso mesmo afirmar que foi um dos melhores livros que já li e que me fez apaixonar pela fantástica escrita da autora.


A história é sobre duas famílias, que se conhecem há cerca de dezoito anos e partilham tudo. Os filhos Chris e Emily são almas gémeas desde que nasceram e por isso ninguém estranha quando começam a namorar. 


Uma madrugada, os pais de Emily recebem uma chamada telefónica do hospital local e ninguém está preparado para entender o que estava a passar: Emily, com apenas dezassete anos, morreu devido a um tiro na cabeça, aparentemente resultante de um pacto suicida. Mas a arma que a matou contém ainda uma bala que Chris diz à polícia estar-lhe destinada. No entanto, uma detetive local tem sérias dúvidas de que essa seja a verdade.


Neste momento tão aterrador, os Harte e os Gold vão enfrentar o maior medo que um pai ou uma família podem sentir, a morte de um filho.  A dúvida entretanto fica no ar: será que conhecemos verdadeiramente os nossos filhos?


Neste livro, Picoult leva-nos a pensar sobre o certo e o errado, sobre a vida e a morte, num livro em que quase nos consegue levar até à mente de cada uma das personagens.

"Profecia: uma mensagem para a humanidade"

Do autor Rowan Knight, esta história publicada em Setembro de 2019, ficciona sobre a revelação de um evento pandémico, em muito idêntico com o que o mundo está agora a viver. Não sou muito levada à escolha deste tipo de livros, mais ficcionais, mas intrigou-me o título, o ano em que foi escrito, não pela profecia, mas pela forma como a humanidade recebe sinais que desconhece. Assim, foi no intuito de "perceber o que andavam a inventar sobre isto..." que resolvi começar a ler esta "mensagem".


A 25 de Janeiro de 2013, um homem é colocado perante o desafio de conhecer o futuro sombrio da humanidade. Um futuro que lhe é revelado por um homem que poderá ser o seu eu do futuro. Contar ao mundo a sua experiência, irá levar a que todos o considerem louco, mas esconder o que sabe pode conduzir ao fim da humanidade como a conhece.  A lógica daquele momento, não é nenhuma e a recusa da verdade e da sua divulgação vem do medo de ser levado ao ridículo.

Enquanto estava sentado a observar a francesa, que a algumas mesas de distância se mantinha a escrever compulsivamente no seu guardanapo, um outro homem aproxima-se e desenrola-se uma estranha conversa cheia de alegorias e de especulações sobre o futuro. Tal como na cartomância, aqui vemos apenas aquilo que queremos ver e, o autor soube colocar cada revelação como se de uma verdade absoluta se tratasse aos olhos de quem a recebe.


Um livro com potencial mas que se fica por aí. Não acho que tenha muito "sumo", falta mais qualquer coisa. Para variar nos ebooks do Google livros, a tradução para português é péssima e não ajude a que volte a escolher esta plataforma muitas vezes. Não substitui em nada ter um livro na mão.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

"As raparigas do Rosário"

Li em de 2012, "As raparigas do Rosário", do escritor Richard Montanari e posso dizer que foi um livro bastante marcante e que recomendo para quem gosta deste tipo de thrillers. É mesmo considerado um thriller moderno de grande pujança baseado numa ideia de vingança e revolta.


Chase, motorista de ambulâncias fica traumatizado desde o dia em que perdeu a filha por não ter chegado a tempo ao hospital não conseguindo evitar que a sua mulher abortasse no caminho. A partir daí, a sua sede de castigar jovens que planeiam suicidar-se assume contornos assassinos sendo o seu alvo raparigas pertencentes a colégios católicos. As execuções obedecem a um ritual meticulosamente planeado: primeiro a fase da oração e em seguida a tortura e execução, sendo as mãos das escolhidas aparafusadas em oração eterna segurando um rosário a que falta um número diferente de contas em cada crime.


Antes que o ciclo fique completo, torna-se urgente identificar e capturar o assassino que está a assombrar Filadélfia. Um livro de elevado suspense e ação que mantém o leitor a desconfiar de várias personagens.


Uma história marcante, em que Chase é a última pessoa de que vão suspeitar. A mente humana é um território adverso e misterioso, e o que parece nem sempre o é. Um livro de leitura fácil, mas ao mesmo tempo tentadoramente enganador na sua simpliciddae. Richard é sem dúvida um escritor fabuloso.

"Pandemia: o mundo em quarentena"

Não conhecia ainda a escrita de Luciano Aulicino, que a 20 de Março de 2020, publica este pequeno livro de 58 páginas onde disserta sobre os conflitos entre a natureza, "dona de tudo" e a humanidade.


Uma natureza que castiga, que destrói, pondo as garras de fora sempre que o homem agride os seus iguais ou outros seres vivos. Os avisos da Natureza, a preparação do castigo a implementar à humanidade e a sua execução, são alegoricamente tratados aqui. Farta das atitudes da humanidade, que incluem a execução de milhões de abortos e esterilizações forçadas irritaram-na de tal forma que agora cobrará o seu preço e vingará o sangue dos inocentes. 


A Natureza desafia a humanidade e traz uma doença que só poderá ser curada por uma mulher. Tudo isso seria normal se esta mulher não vivesse em um dos países mais patriarcais do mundo. 


Na minha modesta opinião, o livro é confuso, pois se usa a Natureza como uma força superior, a presença dos "outros deuses" torna-se infundada. Penso que a mulher represente a "China" e inclui também os outros países e sociedades que não respeitam a mulher, que a acham um ser inferior, mas é essa mesma mulher que vai depois ser a portadora da solução, o que se levarmos para o plano da pandemia atual, pode representar os mesmos países que "esconderam" a pandemia e que agora surgem aos olhos do mundo com "soluções" para combater o vírus. 

segunda-feira, 4 de maio de 2020

"A Casa Comboio"

Um livro de Raquel Ochoa, uma escritora que eu ainda não conhecia mas que adorei. Um excelente livro que recomendo a quem gosta de romances históricos e que tem uma qualidade excelente.


A saga da família "Carcomo" que vive na India, entre os finais do século XIX até aos nossos dias. A história passa por diversas épocas (de 1885 a 2001) e por diversos locais - Índia, Damão, Nagar, Guiné e Portugal.


O dia a dia familiar, as alegrias, as tristezas de uma família, as histórias de amor, o nascimento e a morte, mas também um retrato fiel da história de um país - Portugal - e das suas colónias, da guerra colonial e do regresso a Portugal de um grupo de pessoas que apesar de ter neste país a sua nacionalidade, viveu uma outra realidade num país que sente também como seu, do outro lado do mundo. Adorei os pormenores e que me levaram a conhecer a Índia portuguesa.


Um romance histórico que, pela sua complexidade, se poderia tornar chato de ler. Mas a Raquel Ochoa, transformou-o numa magnífica história, com uma capacidade descritiva impecavelmente misturada na narrativa deste romance. As personagens enredam-se entre si e não perdemos o fio à meada, nem mesmo quando se andam anos para diante ou para trás na história. 

"Sonata em Auschwitz"

Este livro de Luize Valente leva-nos através de Amália, uma portuguesa com ascendência alemã, pela história de uma mãe que teve a sua bebé n...