Um thriller de Tom Rob Smith que deu depois origem ao filme com o mesmo nome (não conhecia, nem um nem outro, confesso, mas andava a apetecer-me voltar um pouco aos thrillers).
A história passasse na antiga União Soviética de Estaline, na qual os cidadãos vivem num mundo fingido, em que aparentemente não existem crimes. Um dia, aparece um rapazinho morto, perto de uma linha de comboio, mas apesar das suspeitas de crime, a família é obrigada a declarar que a morte foi acidental e que a culpa foi apenas da insensatez da criança de quatro anos. Apesar da sua dor, o medo que todos têm do Estado de Estaline, fá-los calarem-se e aceitar o que lhes é dito. O pai, faz parte da máquina do Estado, bem como o seu colega de trabalho, o oficial de segurança Leo Demidov. Leo não acredita que tenha sido apenas um acidente mas vê-se obrigado a ser ele a dar indicações àquela família enlutada para que aceitem a morte como tal.
Casado com uma professora, Leo não consegue estar quieto e começa a investigar por si próprio. No entanto, Leo acaba por ficar doente em casa, e numa visita de um dos seus superiores que vem verificar a veracidade da sua doença, a sua mulher Raisa, acaba por sofrer uma tentativa de violação. Defendendo-se do seu agressor e não aceitando qualquer chantagem, ela acaba por se colocar a si e ao marido numa situação de apuros, sendo acusada de traidora. A investigação cai propositadamente sobre Leo, que se vê na situação de acusar a mulher para salvar a sua vida e a dos pais ou de a acusar e sofrer as consequências.
Leo não é capaz de ir contra a sua consciência e a decisão que toma, irá trazer graves consequências para si e para a sua família. Entretanto, outras mortes semelhantes continuam a acontecer, em locais distintos, mas sempre perto da linha de comboio. Leo não tem dúvidas que existe um assassino à solta e coloca a sua vida em risco para o tentar descobrir.
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