quarta-feira, 5 de outubro de 2011

"O primeiro Amor"

Comecei a ler mais um cássico da literatura: "O primeiro amor", de Turgueniev.

O que estou a ler é mesmo daqueles de capa dura, vermelha e dourada, editado pelo Circulo de Leitores. Pertencia à minha mãe e já os tenho comigo à algum tempo, mas nunca os tinha lido. Prefiro livros que possa manusear sem medos de os "partir" - este tenho de ter mil cuidados porque não o posso estragar -mas vou lê-lo na mesma. Até porque já me embrenhei logo nas primeiras páginas!

"O primeiro Amor"

Comecei a ler mais um cássico da literatura: "O primeiro amor", de Turgueniev.

O que estou a ler é mesmo daqueles de capa dura, vermelha e dourada, editado pelo Circulo de Leitores. Pertencia à minha mãe e já os tenho comigo à algum tempo, mas nunca os tinha lido. Prefiro livros que possa manusear sem medos de os "partir" - este tenho de ter mil cuidados porque não o posso estragar -mas vou lê-lo na mesma. Até porque já me embrenhei logo nas primeiras páginas!

domingo, 2 de outubro de 2011

"Os anões" chegam ao fim




"Os anões" chegam ao fim




"Os Anões"

"Os anões" de Harold Pinter, demoraram-me um pouco a terminar (para aquilo qiue seria normal para mim). Isto porque não tenho tido tanto tempo como gostaria para ler, mas por outro lado, acho o livro complicado. Muitas vezes tive de voltar atrás pois não percebia a história e perdia-me. 


Por vezes, até pensei em desistir, mas fui resistindo até o egtr terminado. Um autor difícil, mas que afinal é um Nobel. E sim, nem sempre estes grandes escritores são para toda a gente.


Perceber as personagens era meio caminho andado para compreender a história, mas a aparência simples de cada frase e de cada diálogo, sobre o quotidiano destas quatro vidas que se misturam, fazem-me ter aquela sensação de quando acendemos a televisão e apanhamos um filme a meio: mesmo que vejamos o que resta, faltará sempre alguma coisa, existirá sempre um vazio que não ficará prrenchido enquanto não virmos o filme todo desde o início.

Todo o livro é um diálogo entre quatro personagens: Len, Mark, Pete e Virginia. Conversam curriqueiramente sobre tudo e mais alguma coisa: o tempo, a cor dos móveis,  a religião, os sentimentos, a política. Sem se demorarem em qualquer dos assuntos e sem aprofudarem nenhum dos temas. As interjeições são frequentes e enriquecem os diálogos, mas também me baralham, porque muitas vezes não percebo se um "Hum" é de concordância ou de discórdia. As personagens também são muito dúbias, não as consigo caraterizar, não consigo percebê-las. A mim, parece-me que Virginia é uma mulher da vida. No entanto, a sua paixão é com Pete, seu companheiro.

"- Mas gostas dele, não gostas?
- Se gosto dele? gosto dele pois.
Pete cortou um tomate às rodelas e deitou um pouco de sal na beira do prato.
- Ele sabe escutar - disse Virginia.
- É um reaccionário. é o que ele é. Outro dia tentou convencer-me que a solução para os meus problemas era ir para a cama mais vezes contigo. (...)
- Quer dizer que lhe disseste que não fazemos amor muitas vezes?
- Disse.
- Oh.
- Porquê? Importas-te?" (capitulo três)

Pete divaga longamente sobre temas vãos:

(...) "Sou o mais possível a favor do comportamento natural dos quartos, portas, escadas, tudo. mas não me posso fiar neles.. Quando, por exemplo, olho pela janela de um comboio, à noite, vejo as luzes amarelas, muito nítidas, vejo o que elas são, e vejo que estão paradas. Mas só estão paradas porque eu estou em movimento. (...) Por isso devem estar relativamente imóveis, pela sua própria natureza, uma vez que a própria terra está imóvel, o que, claro, não é verdade (...) Estou sentado num canto. Estou imóvel. Estou, talvez a ser mexido, mas eu não me mexo. E as luzes amarelas também não. O comboio mexe-se é certo, mas que tem um comboio a ver com o caso?" (capítulo 2)


E mais uma anotação: não encontrei anões. Serão anões as personagens principais? Se são, onde - porventura passei esse excerto sem lhe dar atenção - isso está descrito? Ou será que pelo título ser esse, subentende-se que esses são anões e que temos de pensar e agir como assim sendo? Perdida pelas divagações e pelas dúvidas, folheei página a página até ao fim do livro. Voltei atrás. Marquei entradas que me agradaram. E acabei de ler, mas sem encontrar o meu fio de meada. Uma relação terminou - ou talvez esteja apenas um impasse; dois amigos zangam-se e dizem tudo o que pensam um ao outro - mas quando se é amigo, as verdades são apenas isso e é bom que sejam ditas, diretamente, sem secretismos. Pois são esses secretismos que minam uma amizade. A amizade não acaba. Um dos amigos adoece, mas nem isso o impede de continur a ser o conquistador nem de manter todas as suas atitudes como até aí.

"Os Anões"

"Os anões" de Harold Pinter, demoraram-me um pouco a terminar (para aquilo qiue seria normal para mim). Isto porque não tenho tido tanto tempo como gostaria para ler, mas por outro lado, acho o livro complicado. Muitas vezes tive de voltar atrás pois não percebia a história e perdia-me. 


Por vezes, até pensei em desistir, mas fui resistindo até o egtr terminado. Um autor difícil, mas que afinal é um Nobel. E sim, nem sempre estes grandes escritores são para toda a gente.


Perceber as personagens era meio caminho andado para compreender a história, mas a aparência simples de cada frase e de cada diálogo, sobre o quotidiano destas quatro vidas que se misturam, fazem-me ter aquela sensação de quando acendemos a televisão e apanhamos um filme a meio: mesmo que vejamos o que resta, faltará sempre alguma coisa, existirá sempre um vazio que não ficará prrenchido enquanto não virmos o filme todo desde o início.

Todo o livro é um diálogo entre quatro personagens: Len, Mark, Pete e Virginia. Conversam curriqueiramente sobre tudo e mais alguma coisa: o tempo, a cor dos móveis,  a religião, os sentimentos, a política. Sem se demorarem em qualquer dos assuntos e sem aprofudarem nenhum dos temas. As interjeições são frequentes e enriquecem os diálogos, mas também me baralham, porque muitas vezes não percebo se um "Hum" é de concordância ou de discórdia. As personagens também são muito dúbias, não as consigo caraterizar, não consigo percebê-las. A mim, parece-me que Virginia é uma mulher da vida. No entanto, a sua paixão é com Pete, seu companheiro.

"- Mas gostas dele, não gostas?
- Se gosto dele? gosto dele pois.
Pete cortou um tomate às rodelas e deitou um pouco de sal na beira do prato.
- Ele sabe escutar - disse Virginia.
- É um reaccionário. é o que ele é. Outro dia tentou convencer-me que a solução para os meus problemas era ir para a cama mais vezes contigo. (...)
- Quer dizer que lhe disseste que não fazemos amor muitas vezes?
- Disse.
- Oh.
- Porquê? Importas-te?" (capitulo três)

Pete divaga longamente sobre temas vãos:

(...) "Sou o mais possível a favor do comportamento natural dos quartos, portas, escadas, tudo. mas não me posso fiar neles.. Quando, por exemplo, olho pela janela de um comboio, à noite, vejo as luzes amarelas, muito nítidas, vejo o que elas são, e vejo que estão paradas. Mas só estão paradas porque eu estou em movimento. (...) Por isso devem estar relativamente imóveis, pela sua própria natureza, uma vez que a própria terra está imóvel, o que, claro, não é verdade (...) Estou sentado num canto. Estou imóvel. Estou, talvez a ser mexido, mas eu não me mexo. E as luzes amarelas também não. O comboio mexe-se é certo, mas que tem um comboio a ver com o caso?" (capítulo 2)


E mais uma anotação: não encontrei anões. Serão anões as personagens principais? Se são, onde - porventura passei esse excerto sem lhe dar atenção - isso está descrito? Ou será que pelo título ser esse, subentende-se que esses são anões e que temos de pensar e agir como assim sendo? Perdida pelas divagações e pelas dúvidas, folheei página a página até ao fim do livro. Voltei atrás. Marquei entradas que me agradaram. E acabei de ler, mas sem encontrar o meu fio de meada. Uma relação terminou - ou talvez esteja apenas um impasse; dois amigos zangam-se e dizem tudo o que pensam um ao outro - mas quando se é amigo, as verdades são apenas isso e é bom que sejam ditas, diretamente, sem secretismos. Pois são esses secretismos que minam uma amizade. A amizade não acaba. Um dos amigos adoece, mas nem isso o impede de continur a ser o conquistador nem de manter todas as suas atitudes como até aí.

sábado, 3 de setembro de 2011

"A Epidemia"

Acabei de ler "A Epidemia" de Robin Cook.

O pânico invade uma clínica da Califórnia onde sete doentes jazem à beira da morte. A descoberta é terrível: trata-se de um surto de Ebola, uma das mais mortíferas doenças que se conhece. A Drª Marissa Blumenthal é chamada para investigar.

Mas algo mais está por detrás do aparecimento destes surtos e Marissa fica sem saber em quem pode confiar. Uma morte é associada ao letal vírus do Ébola. É feito o registo do caso e arquivado: afinal ocorreu em África.


Quando o director de uma clínica em Los Angeles, além de sete pacientes, cai vítima de um vírus impossível de tratar - e violentamente contagioso -, o Centro de Controlo da Doença de Atlanta entra em estado de alerta máximo. A menos que o vírus seja isolado e dominado, a Humanidade pode estar perante a sua mais grave crise médica desde a peste negra.


Mas as mortes não vão ficar por ali e surge uma epidemia sem precedentes e sem uma causa à vista. Marissa é uma jovem determinada a quem foi dada a tarefa de estudar os casos das estranhas mortes, mas a sua própria vida pode estar em risco e não é apenas devido ao possível contato com o vírus. À medida que a investigação vai progredindo por meandros cada vez mais bizarros, Marissa descobre que por detrás da ameaça natural existe uma possibilidade muito mais sinistra: sabotagem.

"O terror invadiu Marissa. Por momentos, ficou imóvel em frente das flores. (...) Correndo para a casa-de-banho, agarrou nos cosméticos, atirando-os para dentro do saco. Depois, parou novamente. As implicações do bilhete atingiram-na finalmente. Se eles não tinham a seringa de vacinação, queria dizer que Tad não estava envolvido. E nem ele nem ninguém sabia que ela estava hospedada na Essex House com um nome falso. (...) Pois bem, iriam ter uma surpresa." (Capítulo 10)


Sobre o autor:


Robin Cook é médico e escritor, nasceu em Brooklyn, Nova Iorque, e passou a infância em Queens. A sua ficção gira em torno da medicina e de temas relacionados com a saúde pública, sendo especialmente reconhecido por estender a vertente médica ao universo do thriller, género que domina desde a publicação de "Coma" (1977). Robin Cook formou-se na Wesleyan University em Connecticut e daí seguiu para a Faculdade de Medicina e Cirurgia da Columbia University, em Nova Iorque. Depois de receber o seu diploma alistou-se na Marinha e foi aí que, para passar o tempo no serviço de submarino, começou a escrever o seu primeiro romance.

Gostei da forma como Robin Cook escreve - a tradução aqui também tem o seu papel é claro - e se dedica aos pequenos pormenores de uma forma tão sublime, que mesmo sabendo que eles lá estão, não nos deixamos absorver em demasia por eles. Os seus livros têm ritmo e conquistaram-me pela harmonia das palavras, ao mesmo tempo que me fazem absorver sofregamente cada uma das frases até, finalmente, terminar a leitura e ficar a olhar a capa, a desfolhar cada página e a reler cada passagem mais marcante.


Fontes:


https://www.bertrand.pt/autor/robin-cook/22827

"D. Maria II"

No seguimento da leitura de D. Maria I, procurei agora pela história de D. Maria II, de Isabel Stilwell. Neste romance, à semelhança dos ant...