O romance de Margarida Pedrosa que retrata os amores, paixões e a miséria da corte portuguesa (e espanhola) dos reinados de D. João II e de D. Manuel vivenciados por Inês de Toledo. Terminei agora esta leitura que tem andado adormecida por entre outras. Já tinha lido este romance em Abril de 2008 e voltei a ele porque é uma daquelas histórias que prendem.
O enredo passa-se entre Espanha e Portugal de outros tempos, numa época em que se caçavam bruxas e em que a medicina dava os seus primeiros passos, uma mulher lutou no meio de um mundo de homens, para salvar a sua própria vida, deixando para trás até o seu próprio orgulho.
"Évora, nunca vi uma terra de gente tão cruel. Só conseguem guardar o que de mau acontece, o que de bom se faz rapidamente é esquecido e tudo é usado para nos incriminar. Para matar todos se juntam, para louvar não há quem se lembre..."
Uma história de amor, reprimida ao longo dos anos e que no momento imediatamente antes da sua execução em praça pública, lhe surge diante, como uma réstia ínfima de esperança.
"Eu sabia que os caminhos do mundo eram longos e as estradas da vida curtas, mas para quem ama vale a pena esperar. Nem que por escassos momentos eu o pudesse voltar a ver teria valido a pena… Por isso, nunca desisti e em muitos olhares procurei o de Miguel. Ele um dia haveria de aparecer…"
Um livro que aconselho aos amantes de boa literatura e de grandes romances.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
"Só ao bispo me confesso"
sábado, 27 de setembro de 2014
A limpar a ferrugem deste espaço
Às vezes chegamos a uma altura em que temos de fazer escolhas: ou fechamos de vez, ou limpamos a ferrugem e o pó que se vão acumulando, oleamos a corrente e pomos tudo a funcionar novamente. Este cantinho estava a ficar com teias de aranha!
Mas fechá-lo não foi uma opção em que pensasse muito tempo! Dediquei-lhe já tanto que agora não fazia muito sentido fechá-lo sem mais nem menos. Aqui falei muito sobre livros e reler alguns desses momentos, trouxe-me recordações que já estavam um pouco esquecidas. O tempo parece que me fugiu por entre os dedos! A vida correu muito apressada e agora ando numa fase em que tudo tem de ser reorganizado - a casa, as finanças, o trabalho, as ideias e, até, os livros. Nada de grave, apenas um Projeto que não resultou, mas como em tudo, o caminha não é simplesmente desistir. Desta feita, tenho de olhar em frente, guardando comigo todas as lições que tirei destes últimos meses.
Tenho andado cansada e, antes que chegue à exaustão, tomei algumas medidas. Uma delas foi reorganizar-me mentalmente, definir prioridades e objetivos e dar-me a mim mesma, o privilégio de ter tempo para mim. Se é possível? Não sei, pois ainda não consegui. Mas tudo indica que sim.
Nem que seja uns minutos por dia, para ler umas páginas de um bom livro. Por hoje, entre uma e outra saída para serviço lá fui atualizando o meu blogue e fazendo algumas visitas a outros que seguia. Depois, vou ver se tenho tempo de atualizar as minhas listas de livros e de leituras. Para já, estou aqui apenas a tirar a ferrugem deste velho cantinho onde antes tanto gostei de escrever.
A limpar a ferrugem deste espaço
Às vezes chegamos a uma altura em que temos de fazer escolhas: ou fechamos de vez, ou limpamos a ferrugem e o pó que se vão acumulando, oleamos a corrente e pomos tudo a funcionar novamente. Este cantinho estava a ficar com teias de aranha!
Mas fechá-lo não foi uma opção em que pensasse muito tempo! Dediquei-lhe já tanto que agora não fazia muito sentido fechá-lo sem mais nem menos. Aqui falei muito sobre livros e reler alguns desses momentos, trouxe-me recordações que já estavam um pouco esquecidas. O tempo parece que me fugiu por entre os dedos! A vida correu muito apressada e agora ando numa fase em que tudo tem de ser reorganizado - a casa, as finanças, o trabalho, as ideias e, até, os livros. Nada de grave, apenas um Projeto que não resultou, mas como em tudo, o caminha não é simplesmente desistir. Desta feita, tenho de olhar em frente, guardando comigo todas as lições que tirei destes últimos meses.
Tenho andado cansada e, antes que chegue à exaustão, tomei algumas medidas. Uma delas foi reorganizar-me mentalmente, definir prioridades e objetivos e dar-me a mim mesma, o privilégio de ter tempo para mim. Se é possível? Não sei, pois ainda não consegui. Mas tudo indica que sim.
Nem que seja uns minutos por dia, para ler umas páginas de um bom livro. Por hoje, entre uma e outra saída para serviço lá fui atualizando o meu blogue e fazendo algumas visitas a outros que seguia. Depois, vou ver se tenho tempo de atualizar as minhas listas de livros e de leituras. Para já, estou aqui apenas a tirar a ferrugem deste velho cantinho onde antes tanto gostei de escrever.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
"As lágrimas da Lua"
O segundo livro desta trilogia é "As lágrimas da Lua" (sim falta-me ler ainda o primeiro, mas o entrançar das histórias está tão bem conseguido que não senti qualquer dificuldade em perceber este romance, tal como o anterior) fala-nos do amor entre dois amigos de infância e da magia que os vai envolvendo.
"Mas sentia-se um pouco preocupado. Não tanto por se encontrar com um príncipe do mundo das fadas. Estava no seu sangue aceitar a existência da magia, e no seu coração apreciá-la."
Da mesma forma, eu me envolvi a cada página que devorei rapidamente aguardando pelo desfecho desta história de amor, percebendo também a construção de cada personagem e da sua história pessoal e a forma como as várias gerações se vão influenciando. Achei genial a maneira como Nora Roberts faz este jogo de desconstrução de cada personagem de forma a nos levar a entrar nesta mistura de mundos (o mundo dos mortais e o mundo das fadas).
quarta-feira, 9 de julho de 2014
"O coração do Mar"
"O coração do Mar" é um dos melhores livros que li de Nora Roberts.
Este é o último livro da triologia Roberts e comecei por ele não sei bem porquê. talvez o prefácio, a capa e o sussurrar da história me tenha feito logo apaixonar por ele. Prometi a mim mesma, agarrar os outros dois logo que pudesse. Ainda não o fiz.
Adorei a foma como Nora Roberts descreve cada pormenor da paisagem Irlandesa, onde a história de desenrola, sem nos deixar de modo algum maçados, mas antes com uma vontade enorme de ir até lá, de nos sentarmos na café de Ardmore onde Darcy trabalha, de sentir o aroma da maresia e o vento a bater-nos na cara. A excelência desta autora, leva-nos mesmo a sentir as emoções deste romance, a magia e o arrepio na espinha.
"Darcy Gallagher sempre acreditou na importância da fé, na força da tradição… e no poder do dinheiro. Sonha em encontrar um homem rico que a apresente a um mundo repleto de glamour e aventura, que acredita ser o seu destino."
"Trevor Magee, um homem de negócios com antepassados irlandeses, chega a Ardmore com a intenção de construir um teatro… e descobrir os segredos dos seus antepassados. Há muito que não acredita no amor, mas Darcy tenta-o como nenhuma mulher alguma vez fez. Ela é maravilhosa, inteligente, sabe o que quer… e ele está mais do que disposto a dar-lho."
Nora Roberts é uma escritora fascinante e que fez parte das minhas leituras de 2014. "O coração do Mar" é o terceiro livro da trilogia Irlandesa. Li o segundo e o terceiro (falta-me o primeiro) mas não faz mal.
Nora Roberts conduz-nos a uma pequena vila, feita de pessoas normais e vidas (aparentemente) iguais a tantas outras. O trabalho, o bar onde os amigos se juntam, o mar, são os elos de ligação iniciais desta história, onde se começam então a enredar laços familiares que nos embrenham desde logo na história de cada personagem. É afinal aqui, nestes laços, que a essência do romance começa. E é com a simplicidade das suas descrições e a perfeita clareza das suas palavras, que começamos a entrar nesta história de amor, com raízes na própria magia e em que o mundo das fadas de mistura com o mundo dos mortais.
Há uma magia da qual não vou falar aqui, convidando-vos a ler este romance e a surpreenderem-se com o seu final, lindíssimo. Uma verdadeira história de amor. Perfeita, maravilhosa. Darcy Gallagher, acredita na força da fé e das lendas que se contam de geração em geração na sua família, numa pequena cidade construída em tradições lendárias, mas que isso lhe aconteça a si, isso já é outra história.
"Magia, pensou ele. Preocupara-se com a magia, e Darcy tinha-a na mão. Oferecera-lhe coisas, e ela apenas o queria a ele. O suficiente para atirar para o coração do mar a fortuna que ele se permitira acreditar ser o maior desejo de Darcy."
Depois já não se consegue parar de seguir esta escritora, nem a sua maravilhosa e diversa obra, com temas tão diferentes como o suspense e o crime, passando pelo mundo das fadas e da mitologia irlandesa.
"O coração do Mar"
"O coração do Mar" é um dos melhores livros que li de Nora Roberts.
Este é o último livro da triologia Roberts e comecei por ele não sei bem porquê. talvez o prefácio, a capa e o sussurrar da história me tenha feito logo apaixonar por ele. Prometi a mim mesma, agarrar os outros dois logo que pudesse. Ainda não o fiz.
Adorei a foma como Nora Roberts descreve cada pormenor da paisagem Irlandesa, onde a história de desenrola, sem nos deixar de modo algum maçados, mas antes com uma vontade enorme de ir até lá, de nos sentarmos na café de Ardmore onde Darcy trabalha, de sentir o aroma da maresia e o vento a bater-nos na cara. A excelência desta autora, leva-nos mesmo a sentir as emoções deste romance, a magia e o arrepio na espinha.
"Darcy Gallagher sempre acreditou na importância da fé, na força da tradição… e no poder do dinheiro. Sonha em encontrar um homem rico que a apresente a um mundo repleto de glamour e aventura, que acredita ser o seu destino."
"Trevor Magee, um homem de negócios com antepassados irlandeses, chega a Ardmore com a intenção de construir um teatro… e descobrir os segredos dos seus antepassados. Há muito que não acredita no amor, mas Darcy tenta-o como nenhuma mulher alguma vez fez. Ela é maravilhosa, inteligente, sabe o que quer… e ele está mais do que disposto a dar-lho."
Nora Roberts é uma escritora fascinante e que fez parte das minhas leituras de 2014. "O coração do Mar" é o terceiro livro da trilogia Irlandesa. Li o segundo e o terceiro (falta-me o primeiro) mas não faz mal.
Nora Roberts conduz-nos a uma pequena vila, feita de pessoas normais e vidas (aparentemente) iguais a tantas outras. O trabalho, o bar onde os amigos se juntam, o mar, são os elos de ligação iniciais desta história, onde se começam então a enredar laços familiares que nos embrenham desde logo na história de cada personagem. É afinal aqui, nestes laços, que a essência do romance começa. E é com a simplicidade das suas descrições e a perfeita clareza das suas palavras, que começamos a entrar nesta história de amor, com raízes na própria magia e em que o mundo das fadas de mistura com o mundo dos mortais.
Há uma magia da qual não vou falar aqui, convidando-vos a ler este romance e a surpreenderem-se com o seu final, lindíssimo. Uma verdadeira história de amor. Perfeita, maravilhosa. Darcy Gallagher, acredita na força da fé e das lendas que se contam de geração em geração na sua família, numa pequena cidade construída em tradições lendárias, mas que isso lhe aconteça a si, isso já é outra história.
"Magia, pensou ele. Preocupara-se com a magia, e Darcy tinha-a na mão. Oferecera-lhe coisas, e ela apenas o queria a ele. O suficiente para atirar para o coração do mar a fortuna que ele se permitira acreditar ser o maior desejo de Darcy."
Depois já não se consegue parar de seguir esta escritora, nem a sua maravilhosa e diversa obra, com temas tão diferentes como o suspense e o crime, passando pelo mundo das fadas e da mitologia irlandesa.
sábado, 3 de maio de 2014
"O tarquínio de Cheapside"
Esta é uma história pequena de um livro com várias histórias, que se lê a correr.
Na minha modesta opinião, ficamos "cansados" a tentar perceber porque é que Sapatos Ligeiros é perseguido por Botas Fluidas. E depois há Wessel Caxter, um leitor ávido, que vê a sua leitura ser abruptamente interrompida por Sapatos Ligeiros e pelos seus perseguidores. Uma vez a salvo, Sapatos Ligeiros escreve o que se passou para que Wessel o possa ler. Mas nós ficamos sem saber o que foi...
"Sapatos Ligeiros atravessa disparado uma faixa de luar e depois lança-se como uma flecha para um labirinto de ruelas onde se converte numa perturbação intermitente na escuridão que o envolve. Atrás dele lançam-se as Botas Fluídas, com espadas curtas desembainhadas e longas plumas meio caídas, arranjando fôlego suficiente para maldizer Deus e as escuras vielas de Londres."
"D. Maria II"
No seguimento da leitura de D. Maria I, procurei agora pela história de D. Maria II, de Isabel Stilwell. Neste romance, à semelhança dos ant...
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