sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Feliz ano novo

Que este novo ano seja mais feliz e que traga muitos livros novos!


Sigo alguns grupos no facebook e há tanto que ainda me falta ler! Este ano, o meu tempo de leitura será outro, depois da minha mudança de trabalho. Uma das coisas que quero começar a fazer este ano é voltar às minhas leituras na praia. Era uma coisa que eu antes fazia muito e que fui deixando de fazer. 


Um bom ano e boas leituras para todos! 

sábado, 21 de dezembro de 2019

Escrita... e se hoje?

Se as luzes se apagassem hoje, e as ruas ficassem escuras, continuaria a ser natal? 

Porque festejamos algo que nem sabemos que existiu? Porque se vende uma imagem de um pai natal que cruza os céus de todo o mundo, quando há crianças que neste momento morrem de fome? É natal... mas só para alguns.

Nós que sortudos somos. Temos casa e comida na mesa. Andamos atarefados a comprar presentes, buzinamos nas longas filas da cidade. As luzes aqui estão acesas e iluminam a noite refletindo as gotas de chuva que caem. Está frio, mas é normal aqui porque é natal. Camisolas, casacos, gorro e cachecol e, ao nosso lado, ali bem no chão, junto ao banco de um jardim, um homem dorme em cima de um cartão. Aproveita algum do calor que sobe pela ventilação do metro. Mas nem abrimos a janela do carro, porque está frio quando é natal.

A música toca no rádio e as notícias chateiam quando bate a hora certa. Mudamos o posto para não ouvirmos falar de guerra, nem de mais ataques. Procuramos uma nova emissora e o rádio continuar a tocar... uma música que conhecemos, cantamos, porque é assim, são sempre as mesmas cantigas de natal.


Elsa Filipe

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

"Escondida"

Num dos últimos dias deste verão, numa das minhas passagens pela loja da Note, dei com a coleção "Casa da Noite". Comecei um pouco "tarde", uma vez que este é já o 10º desta saga.


Não costumo ler muito sobre o fantástico, o vampiresco, mas este livro até me agradou. Tem uma história bem contada, com um enredo fácil de seguir (o que por vezes é difícil neste tipo de livros). Gostei das personagens, em especial de Zoey, que apenas quer ser uma jovem normal.


Um pouco confusa e discordante é a relação entre vampiros e não vampiros, num mundo imaginário onde todos coexistem e se relacionam, embora sob algumas regras e restrições, em parte sob supervisão da escola que dá o nome à saga.


Escrito por P.C. Cast (mãe) e Kristin Cast (filha).


Sobre a autora:


Phyllis Christine Cast, nascida em 1960, no Oregon, é uma escritora americana de romance de Fantasia, conhecida pela série de livros "Casa da noite" que escreve com sua filha Kristin Cast.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

"A Fúria Divina"

Este foi um dos livros que já li de José Rodrigues dos Santos (este em 2012). Tomás de Noronha está de volta para decifrar uma mensagem secreta da Al-Qaeda que vai fazer soar as campainhas de alarme em Washington.


A escrita de José Rodrigues dos Santos agarra-nos à história do pequeno Ahmed. Ele é apenas um menino egípcio a quem o mullah Saad ensina na mesquita o carácter pacífico e indulgente do islão. Mas nas aulas da madrassa aparece um novo professor com um islão diferente, agressivo e intolerante. O mullah e o novo professor digladiam-se por Ahmed e o menino irá fazer uma escolha que nos transporta ao maior pesadelo do nosso tempo.


Sobre o autor:


José Rodrigues dos Santos nasceu em 1964 em Moçambique.


É sobretudo conhecido pelo seu trabalho como jornalista, carreira que abraçou em 1981, na Rádio Macau. Trabalhou na BBC, em Londres, de 1987 a 1990, e seguiu para a RTP, onde começou a apresentar o 24 horas. Em 1991 passou para a apresentação do Telejornal e tornou-se colaborador permanente da CNN entre 1993 e 2002.


Doutorado em Ciências da Comunicação, é professor da Universidade Nova de Lisboa e jornalista da RTP, tendo ocupado por duas vezes o cargo de Diretor de Informação da televisão pública. É um dos mais premiados jornalistas portugueses, galardoado com dois prémios do Clube Português de Imprensa e três da CNN, entre outros.


Fontes:


https://www.wook.pt/livro/furia-divina-jose-rodrigues-dos-santos/2843237

"A Fúria Divina"

Este foi um dos livros que já li de José Rodrigues dos Santos (este em 2012). Tomás de Noronha está de volta para decifrar uma mensagem secreta da Al-Qaeda que vai fazer soar as campainhas de alarme em Washington.


A escrita de José Rodrigues dos Santos agarra-nos à história do pequeno Ahmed. Ele é apenas um menino egípcio a quem o mullah Saad ensina na mesquita o carácter pacífico e indulgente do islão. Mas nas aulas da madrassa aparece um novo professor com um islão diferente, agressivo e intolerante. O mullah e o novo professor digladiam-se por Ahmed e o menino irá fazer uma escolha que nos transporta ao maior pesadelo do nosso tempo.


Sobre o autor:


José Rodrigues dos Santos nasceu em 1964 em Moçambique.


É sobretudo conhecido pelo seu trabalho como jornalista, carreira que abraçou em 1981, na Rádio Macau. Trabalhou na BBC, em Londres, de 1987 a 1990, e seguiu para a RTP, onde começou a apresentar o 24 horas. Em 1991 passou para a apresentação do Telejornal e tornou-se colaborador permanente da CNN entre 1993 e 2002.


Doutorado em Ciências da Comunicação, é professor da Universidade Nova de Lisboa e jornalista da RTP, tendo ocupado por duas vezes o cargo de Diretor de Informação da televisão pública. É um dos mais premiados jornalistas portugueses, galardoado com dois prémios do Clube Português de Imprensa e três da CNN, entre outros.


Fontes:


https://www.wook.pt/livro/furia-divina-jose-rodrigues-dos-santos/2843237

domingo, 1 de dezembro de 2019

"Pensamentos"

Li o "Pensamentos" de Maria Nalú, que reúne um pouco da obra dispersa de Paulo Coelho, em inícios de 2012. 


Maria Nalú, constrói este manual para a felicidade, com vários pensamentos retirados das principais obras do referido Paulo Coelho e organizando-as por temas que tentam demonstrar ao leitor que a felicidade não é um sonho impossível.


"Ninguém pode possuir um nascer do Sol. Ninguém pode possuir uma tarde com a chuva batendo na vidraça, ou a serenidade que uma criança dormindo espalha ao seu redor, ou o momento mágico das ondas quebrando nas rochas. Ninguém pode possuir o que existe de mais belo na Terra - mas podemos conhecer e amar."(Paulo Coelho)


Para mim este livro foi uma companhia nas noites em que estive de prevenção na Siderurgia, em que passava horas infinitas dentro da viatura tendo como única companhia a escrita e a leitura. A partir de algumas destas frases das quais tirei notas, escrevi pequenos comentários, mas que depois não me satisfazendo deitava fora. Serviam para ocupar o meu tempo e a minha mente, para que não me deixasse adormecer no frio da noite, entre uma e outra ida à máquina do café.


Já tinha lido algumas coisas de Paulo Coelho, mas confesso que não sou aquela fã que adore tudo o que ele escreve. É uma forma diferente de ver o mundo.


Sobre o autor:


Apesar de não ter sido compilado por Paulo Coelho, é sobre ele que vou agora falar.  Escritorletristajornalista e compositor brasileiro, Paulo Coelho nasceu no Brasil, em 1947. Oriundo de uma família de classe alta, Paulo Coelho ingressou aos 7 anos no tradicional Colégio Santo Inácio na sua cidade natal. 


Na década de 1960, entra para o mundo do teatro, como diretor e ator, criando peças voltadas para o teatro experimental e de vanguarda, mas obtendo pouca expressividade. No início da década seguinte, em 1970, Paulo entra de cabeça no movimento hippie, ao mesmo tempo em que conhece o mundo das drogas e do ocultismo, incluindo o chamado "Caminho da Mão Esquerda".


Profissionalmente, além de diretor e ator teatral, exerce também a função de jornalista em publicações alternativas com as revistas "A Pomba" e "2001". Cedo começou a escrever, primeiro através dos seus diários e mais tarde através da criação de peças de teatro. É em 1982 que escreve o seu primeiro livro, "Arquivos do inferno", que não teve a repercussão desejada.


Em 1985, lançou o seu segundo livro "O Manual Prático do Vampirismo" , que logo mandou recolher, considerando o trabalho de má qualidade. Conforme suas próprias palavras, confessa: "O mito é interessante, o livro é péssimo". 


Católico não praticante, em 1986, Paulo Coelho conheceu a viagem de peregrinação pelo caminho de Santiago. Percorreu quase 800 quilômetros do sul da França até a cidade de Santiago de Compostela, na Galiza, experiência da qual retirou detalhes para o seu livro "O Diário de um Mago", editado em 1987.


No ano seguinte, 1988, publicou "O Alquimista", que se transformaria no livro brasileiro mais vendido de todos os tempos. Depois disto, escreveu e publicou muitos outros livros, tais como "As Valquírias" ou "Verónica decide morrer".


Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Coelho

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Analfabetismo no início da República

Até aos primeiros anos do século XX, o país viveu em monarquia. Portugal era um país pobre e onde o investimento era desajustado. Saber ler não era prioridade e em 1890, "76% da população portuguesa maior de 7 anos não sabia ler nem escrever." As famílias , normalmente muito numerosas, tinham outras preocupações. A fome, o frio e as doenças, matavam milhares de habitantes. A República não veio trazer apenas mudanças na governação do país. A República veio pôr em prática os ideais educativos que já se tentavam impor em Portugal, tal como na Europa, mas que se viam barrados.


Com a chegada da República, uma das principais tarefas era mudar a visão que se tinha da escola, a qual "passou a ser vista como o lugar privilegiado para a formação dos cidadãos." Até ali, a função de ensinar a ler e a escrever estava atribuída a tutores, normalmente ligados 
à igreja e, com a laicização do Estado, isso teria de mudar. Esta separação entre ensino e religião fez com que em 1911, fosse "extinta a Faculdade de Teologia e proibido o ensino religioso em escolas civis."


A educação era considerada como o principal fator "do progresso das sociedades." No início da 1ª República, em 1910, "aproximadamente 76,1% da população portuguesa não sabia ler nem escrever. Era, dir-se-ia, a constatação de que a falta de instrução era a maior inimiga do progresso e de que essa mesma situação era habilmente mantida pelo poder vigente como forma de controlar a população."


As medidas passam pelo aumento do número de inspetores, pela melhoria dos salários dos professores e pela criação de novas escolas. Os adultos vão poder também aprender a ler e cujo "exemplo mais emblemático é constituído pelas Escolas Móveis pelo Método de João de Deus."


Aumenta para 5 o número de anos de escolaridade obrigatórios no ensino básico (em 1901 era de apenas 3 anos). O ensino infantil (o atual pré-escolar) e que já tinha sido uma ideia preconizada na "legislação de Rodrigues Sampaio (1878 e 1881) e pela de João Franco (1894 e 1896)," começa a ter mais importância. "De uma taxa de analfabetismo de 76,1%, em 1910, passou-se para uma taxa de 70,5% em 1920."


Muito foi feito, mas hoje, sim hoje, 2019, mais de cem anos depois, ainda existem pessoas que não aprenderam a ler e a escrever (embora numa taxa muito mais baixa) e muitas existem que, apesar de terem frequentado a escola básica, nunca de lá tiraram proveito.


Fontes:


https://www.infopedia.pt/artigos/$combate-ao-analfabetismo-na-primeira


https://www.publico.pt/2010/08/31/jornal/analfabetismo-e-educacao-popular-19905476


https://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/15174.pdf

"D. Maria II"

No seguimento da leitura de D. Maria I, procurei agora pela história de D. Maria II, de Isabel Stilwell. Neste romance, à semelhança dos ant...