sábado, 31 de março de 2012

"Espero por ti este Inverno"

"Espero por ti este Inverno", de Luanne Rice foi o último livro deste mês e que terminei hoje de ler.


Luanne Rice leva os leitores numa viagem emocional pelo território inexplorado da relação entre uma mãe e a sua filha e de três gerações de homens marcados pela guerra e pela perda através do seu incomparável dom para descrever as alegrias e os desafios do amor e da família. Um romance cativante que retorna ao passado para aí encontrar a chave para um novo futuro. Conta-nos que Neve Halloran e a filha, Mickey, partilham o amor pela beleza austera de Rhode Island. Agora, com Mickey já na adolescência e Neve a lutar em tribunal pelos seus direitos e da filha no processo de divórcio, uma nova vida começa a surgir no meio da paisagem ventosa que as sustém. Apaixonada pela reserva natural da zona e pelo desejo de conhecer um bufo-branco, Mickey descobre o seu primeiro amor e avança em direção à vida adulta na companhia de um rapaz solitário que partilha a sua paixão pelo surf, pelo mar e pelos animais, em especial as aves.


E Neve irá sentir-se atraída por um homem que dedicou a vida a essa reserva, mas que é incapaz de partilhar a dor de uma perda recente. Ela e Tim percebem que ainda é possivél voltar a amar apesar das grandes perdas que já sofreram e Joe consegue por fim resolver todos os problemas com os "fantasmas" da Guerra.



Um livro maravilhoso, de uma escrita sublime, catársica e atual, que aconselho vivamente!

"Espero por ti este Inverno"

"Espero por ti este Inverno", de Luanne Rice foi o último livro deste mês e que terminei hoje de ler.


Luanne Rice leva os leitores numa viagem emocional pelo território inexplorado da relação entre uma mãe e a sua filha e de três gerações de homens marcados pela guerra e pela perda através do seu incomparável dom para descrever as alegrias e os desafios do amor e da família. Um romance cativante que retorna ao passado para aí encontrar a chave para um novo futuro. Conta-nos que Neve Halloran e a filha, Mickey, partilham o amor pela beleza austera de Rhode Island. Agora, com Mickey já na adolescência e Neve a lutar em tribunal pelos seus direitos e da filha no processo de divórcio, uma nova vida começa a surgir no meio da paisagem ventosa que as sustém. Apaixonada pela reserva natural da zona e pelo desejo de conhecer um bufo-branco, Mickey descobre o seu primeiro amor e avança em direção à vida adulta na companhia de um rapaz solitário que partilha a sua paixão pelo surf, pelo mar e pelos animais, em especial as aves.


E Neve irá sentir-se atraída por um homem que dedicou a vida a essa reserva, mas que é incapaz de partilhar a dor de uma perda recente. Ela e Tim percebem que ainda é possivél voltar a amar apesar das grandes perdas que já sofreram e Joe consegue por fim resolver todos os problemas com os "fantasmas" da Guerra.



Um livro maravilhoso, de uma escrita sublime, catársica e atual, que aconselho vivamente!

sexta-feira, 30 de março de 2012

"Português Suave"

"Português Suave" é um dos livros de Margarida Rebelo Pinto que mais gostei até agora, mas mesmo asim muito semelhante aos restantes no seu estilo e linguagem tão próprias a que já nos habituou. Margarida Rebelo Pinto terá escrito este livro já depois do AVC que sofreu e nele conta-nos a história de três mulheres da mesma família de gerações diferentes e como estas mulheres lidam com os problemas da vida e com os outros que as rodeiam.

Temos de enfrentar os nossos fantasmas...pelo menos uma vez na vida.
Na década de quarenta, Mercês Perestrello é dada como louca e afastada dos seus filhos. Nos anos sessenta, as gémeas Maria Teresa e Maria Luísa seguem caminhos opostos em busca da (mesma) felicidade. Quarenta anos depois, as primas Leonor e Naná desvendam segredos nunca antes imaginados. São três gerações de mulheres a desafiar os brandos costumes, mas apenas uma a descobrir a verdade. Num país em que a prudência aconselha a seguir a máxima uma coisa de que não se fala não existe, a vontade de subverter todas as regras irá mudar o destino de uma família. (Goodreads).

"O meu pai está a enlouquecer. Brandamente, como se a vida o tivesse mergulhado em banho-maria."
"Passei anos a queixar-me até perceber que isso cansava as pessoas. Ninguém é obrigado a carregar as nossas penas."

"O meu pai é que tem razão quando diz que sou a rapariga inteligente mais estúpida que ele conhece." Esta foi uma das frases que mais me marcou. O ser alguém que os outros admiram, mas só nos conseguirmos identificar com as coisas negativas que pensam de nós. 

"Andamos nisto há 3 anos, ele a fingir que está interessado em mim, mas não demasiado, e eu a tentar desistir dele. Já estivemos apaixonados, já namorámos, ele já acabou comigo duas ou três vezes, já recaímos outras tantas e agora não sei o que temos, se é um caso, uma historia mal resolvida, ou apenas um grande disparate, também não interessa. Não vale a pena procurar respostas para tanta confusão, o melhor é deixar correr." Quantas vezes penso que a vida me vai dar respostas e não consigo tomar decisões? Se calhar a vida nunca me vai dar uma solução se eu não escutar os seus sinais e não interpretar as entrelinhas. Se esta personagem o tivesse feito? A vida ser-lhe-ia mais fácil?

Margarida tem uma maneira de escrever especial e vai-nos surpreendendo com frases como esta: "...engolir as gargalhadas dele que se projectam como um arco íris pela casa," que nos faz ler e reler várias vezes o mesmo parágrafo, até que se nos entranhe o verdadeiro significado do que ela quer dizer.

"A vida está cheia de tarefas inúteis. Apaixonarmo-nos pela pessoa errada é talvez a mais inútil de todas." Verdade, mas será que não temos de passar pelo erro para depois amarmos mais o certo?

"Nunca percebi se é um grande filho da puta com cara de anjinho ou apenas um idiota que não sabe o que quer." Quantas vezes? 

"Ele encaixa o corpo no meu e agarra-me, profundamente adormecido. Tento imaginar se também dorme assim com a outra quando estão juntos. É provável que sim, é um carente. Um carente e um fraco. Talvez durma agarrado a ela, mas tenho a certeza que não a agarra com tanta força. E quando faz amor com ela, não o faz da mesma forma. Está agarrado a mim pelos tomates, é sexualmente desvairado por mim. Pelos vistos, isso não chega para ficar comigo."

"Este gajo é um fraco, porque é que eu gosto tanto dele? Porque se calhar também sou fraca. Tão fraca e tão estúpida como ele. Ou talvez ainda mais, por saber tudo isto e mesmo assim não me conseguir afastar."

"Pensei que um ano sem o ver e mais de um ano sem dormir com ele eram suficientes para o esquecer."

"Um dia destes dou o salto e livro-me dele para sempre. Mas primeiro, tenho de o limpar do meu sangue, da minha pele, das minhas memórias, da minha vida."

"A primeira coisa que se esquece de um morto é a voz, e a última é o cheiro da pele. Desse, uma pessoa nunca se esquece."

Fontes:

http://www.goodreads.com/book/show/4340805-portugu-s-suave


Sobre Eduardo Palaio

 


Eduardo Palaio

Eduardo Palaio, nasceu em Sintra, em 1942. Em 1961 iniciou a sua atividade artística, pelo desenho de humor tendo publicado trabalhos, como colaborador, no Mundo Ri, sob a direção de José Vilhena.

Em 1966 expõe pela primeira vez trabalhos de desenho e pintura. Nos anos 1970/1980 retoma o cartoon, publicando regularmente num semanário. Participou nos Salões Nacionais de Caricatura e Desenho de Humor e como convidado em 3 exposições internacionais em Cuba (dedeté –1986/93/98) e no México (1994 e 1998).

Decorador de espaços públicos, é autor de nove murais no Concelho do Seixal. Apresentou nove exposições individuais de pintura de 1982 a 2000 e participou em inúmeras exposições coletivas.

Publicou o livro "Caixa Baixa", distinguido com o Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca, promovido pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém.



Sobre Eduardo Palaio

 


Eduardo Palaio

Eduardo Palaio, nasceu em Sintra, em 1942. Em 1961 iniciou a sua atividade artística, pelo desenho de humor tendo publicado trabalhos, como colaborador, no Mundo Ri, sob a direção de José Vilhena.

Em 1966 expõe pela primeira vez trabalhos de desenho e pintura. Nos anos 1970/1980 retoma o cartoon, publicando regularmente num semanário. Participou nos Salões Nacionais de Caricatura e Desenho de Humor e como convidado em 3 exposições internacionais em Cuba (dedeté –1986/93/98) e no México (1994 e 1998).

Decorador de espaços públicos, é autor de nove murais no Concelho do Seixal. Apresentou nove exposições individuais de pintura de 1982 a 2000 e participou em inúmeras exposições coletivas.

Publicou o livro "Caixa Baixa", distinguido com o Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca, promovido pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém.



terça-feira, 13 de março de 2012

"Fúria Divina"

Acabei de ler ontem "Fúria Divina" de José Rodrigues dos Santos. Não poderia dizer muito deste livro, sem contar a história ou sem desvendar os segredos que se escondem pelas suas páginas. Posso sim dizer que me agradou muito, o que não me surpreendeu pois já conhecia o tipo de escrita deste grande jornalista, que se revela agora um excelente escritor.

"Fúria Divina" é o título do sétimo romance do jornalista e escritor português José Rodrigues dos Santos, lançado em 2009 pela Gradiva.
O protagonista, professor Tomás Noronha, é o mesmo de "O Codex 632", "A Fórmula de Deus" e "O Sétimo Selo". "Fúria Divina" trata da possibilidade de um ataque nuclear por terroristas islâmicos. Tomás Noronha é mais uma vez chamado pela CIA para os ajudar na decodificação de uma mensagem interceptada por esta e que pode ser uma ordem da Al-Qaeda para um dos seus operacionais, para um ataque nuclear, possivelmente no Ocidente.


Um livro que nos guia pelos labirintos do Alcorão e do islamismo, que desvenda alguns dos segredos da Al-Quaeda e da jihad islâmica e que, no fundo, nos coloca também (a nós portugueses, que pensamos estar sossegados num calmo paraíso à beira mar) no centro das atenções destes grupos.

"Fúria Divina"

Acabei de ler ontem "Fúria Divina" de José Rodrigues dos Santos. Não poderia dizer muito deste livro, sem contar a história ou sem desvendar os segredos que se escondem pelas suas páginas. Posso sim dizer que me agradou muito, o que não me surpreendeu pois já conhecia o tipo de escrita deste grande jornalista, que se revela agora um excelente escritor.

"Fúria Divina" é o título do sétimo romance do jornalista e escritor português José Rodrigues dos Santos, lançado em 2009 pela Gradiva.
O protagonista, professor Tomás Noronha, é o mesmo de "O Codex 632", "A Fórmula de Deus" e "O Sétimo Selo". "Fúria Divina" trata da possibilidade de um ataque nuclear por terroristas islâmicos. Tomás Noronha é mais uma vez chamado pela CIA para os ajudar na decodificação de uma mensagem interceptada por esta e que pode ser uma ordem da Al-Qaeda para um dos seus operacionais, para um ataque nuclear, possivelmente no Ocidente.


Um livro que nos guia pelos labirintos do Alcorão e do islamismo, que desvenda alguns dos segredos da Al-Quaeda e da jihad islâmica e que, no fundo, nos coloca também (a nós portugueses, que pensamos estar sossegados num calmo paraíso à beira mar) no centro das atenções destes grupos.

"D. Maria II"

No seguimento da leitura de D. Maria I, procurei agora pela história de D. Maria II, de Isabel Stilwell. Neste romance, à semelhança dos ant...