terça-feira, 2 de outubro de 2018

"Juntos ao Luar"

"Juntos ao Luar" de Nicholas Sparks é um livro que nos fala de autismo, mais especificamente do síndrome de Asperger. Neste romance, o escritor leva-nos através de uma narração presente e muito vivida através da guerra como se estivessemos ali vivenciando os momentos com as personagens. Mas também é um livro que fala de verdadeiro amor. Daquele em que o que interessa é fazermos o outro feliz mesmo que com isso nos façamos sofrer a nós mesmos.


Li este livro em 2009, mas ajá tinha anteriormente lido outros romances do mesmo autor, como aquele que penso que seja o mais conhecido: "As palavras que Nunca te direi". Este romance, no entanto, acabou por se destacar, pela forma como o autor aborda a questão das necessidades educativas e do autismo em especial, numa perpetiva mais familiar e, por isso, muito mais realista. As personagens principais são John Tyree e Savannah.


Quando o soldado John Tyree, durante uma licença, conhece Savannah Curtis, universitária idealista que se encontra de férias escolares, um forte romance nasce entre eles. Savannah está na praia com alguns amigos quando ele acaba por salvar da água a sua bolsa. Ao devolvê-la, sente que algo intenso se está a formar entre eles. Durante essas férias, o trabalho de voluntariado de Savannah e dos seus amigos e a relação entre ela e John, vai-se fortalecendo. Ele regressa ao serviço militar mas apesar de distantes, o amor não se apaga.


No entanto, os eventos ocorridos a 11 de Setembro de 2001, marcam um novo período na vida de ambos. John tem te voltar porque é chamado para a guerra, o que vem colocar a relação entre os dois em risco. Durante sete anos de um tumultuado relacionamento, o casal vai-se encontrando apenas esporadicamente e mantém contato por meio de cartas de amor. O regresso de John mostra que a chama que antes os unia, se foi apagando e que eles já não são o par perfeito que eram, mas o amor pode ter outras formas. Savannah acaba por se apaixonar por Tim, que está mais perto e que passa mais tempo com ela. Algo que aconteceria na vida real e que retrata muitas paixões - um primeiro amor que não se esquece.


O pai de John é uma das melhores personagens, na minha modesta opinião. É com ele que Jonh vive, antes de se alistar no exército e, a sua coleção de moedas é algo que traz para a história uma caraterística banal e especial em simultâneo.



"No entanto, mais importante que tudo, descobri que, quando o meu pai era novo, eram raros os médicos capazes de compreender sequer as características ou os sintomas da doença e que se algum problema houvesse, os pais dele nunca teriam descoberto."


terça-feira, 28 de agosto de 2018

"Os filhos do Vento"

"Os filhos do vento" de Francisco Moita Flores, investigador e antigo inspetor da polícia judiciária, é ele também escritor, com várias obras publicadas. Li este livro em inícios de 2009.


A história, que em 1997 passou a telenovela na RTP 1, passa-se na zona rural de Alcaides, onde se dá o conflito entre o "novo" e o "velho", o "sagrado" e o "profano", o "rural" e o "urbano". A narrativa passa-se entre 1966, em que o país lutava na Guerra Colonial, e 1996. A história opõe duas famílias ricas ribatejanas, os Vieira e os Abrantes, num conflito em torno da propriedade das Sesmarias, deixando um rasto de infelicidade e medo.


Eu sou suspeita porque os meus livros preferidos são os romances históricos e, mesmo que ficcionados, permitem-me entender como viviam as famílias portuguesas nesta época, retratando também assim algumas das histórias que tenho vindo a ouvir, algumas contadas por pessoas desconhecidas e outras até dentro da minha própria família.


E não posso deixar de referir o trabalho de Francisco Moita Flores, nascido em Moura. Moita Flores começou por leccionar Biologia, mas foi na Polícia Judiciária, que se destacou. "Até 1990, pertenceu a brigadas de furto qualificado, assalto à mão armada e homicídios. Várias vezes louvado, deixou aquela instituição para se dedicar à vida académica — viria a terminar uma licenciatura em História, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra." Regressaria em 1992, "com a incumbência de proceder aos estudos e avaliações do movimento criminal. É na qualidade de assessor da direção da Polícia Judiciária que participa no programa da SIC Casos de Polícia, que marca uma viragem nas relações entre polícia e comunicação social." Veio ainda a desenvolver "estudos sobre a violência e morte violenta, dirigiu a equipa que identificou e trasladou os mortos do cemitério da Aldeia da Luz, numa destacada operação científica." E além de tudo isto, é escritor.


Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Moita_Flores


 

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

"Do lado das Crianças"

Do autor, Vitorino Andreoli, um livro que aborda as necessidades e a proteção das crianças dos zero aos doze anos. Este livro é um pequeno manual, que se pode ler ou folhear, sublinhar, anotar e dirige-se, naturalmente, aos pais e aos educadores, enquanto responsáveis diretos pelo desenvolvimento psíquico e físico das crianças. Aqui Andreoli foca no objetivo de se conseguir um crescimento harmonioso e feliz para todas as crianças.


Sinopse: "É uma pesquisa do lado das crianças, que visa não tanto analisar a psique distorcida de pedófilos e violentos, como apresentar os modelos educativos que podem levar a um desenvolvimento harmonioso da personalidade infantil, reduzindo assim o risco de uma criança poder vir a ser vítima de atenções mórbidas, pois uma criança amada, respeitada, alimentada no corpo e na mente não se deixará atrair por qualquer distorcido simulacro de amor."


Li este livro em 2009, no intuito de perceber um pouco mais sobre o desenvolvimento infantil em especial no que respeita à aquisição de hábitos familiares promotores de um crescimento feliz e harmonioso e foi isso mesmo que acabei por encontrar aqui. Como educadora este é um tema recorrente, mas como socorrista acabei por encontrar infelizmente diversas situações infelizes envolvendo aqueles que são os mais frágeis da nossa sociedade e que nem sempre são devidamente protegidos.


Fontes:


https://www.wook.pt/livro/do-lado-das-criancas-vittorino-andreoli/74841

quarta-feira, 18 de julho de 2018

"A criança e a disciplina"

T. Berry Brazelton é dos autores obrigatórios para quem é educadora de infância e, por isso mesmo, este livro tinha de fazer parte da minha lista de leituras. Este livro foi escrito em conjunto com Joshua D. Sparrow.


O essencial do método que nos é apresentado pelo pediatra Brazelton, baseia-se nos “pontos de referência”, um conceito chave que nos é apresentado como sendo a ocasião em que a criança regride, antes de dar um precioso salto no desenvolvimento. 


Sobre o autor:


T. Berry Brazelton, foi um conceituado pediatra norte-americano. Foi professor na Escola de Medicina de Harvard. Na sua carreira escreveu um vasto leque de obras, nomeadamente, O Grande Livro da Criança, deu inúmeras palestras e é ainda uma referência no mundo da educação e da saúde infantil.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Dia de Camões

Hoje é dia de Portugal, feriado nacional, mas também é dia de Camões. Dia do grande poeta - adorado por uns e odiado por outros.


Pensa-se que a primeira referência a esta data, tenha surgido em 1880, através de um decreto real de D Luís. I que declara "Dia de Festa Nacional e de Grande Gala". Esta data seria uma forma de "comemorar apenas nesse ano os 300 anos da hipotética data da morte de Luís de Camões, 10 de junho de 1580." 


Mais tarde, apenas na consagração da República - e iniciaçmente apenas em Lisboa - se voltaria a dar importância a esta celebração. Mas qual a razão de, entre tantos escritores e poetas portugueses, se destacar Camões? É que o seu nome não teria sido consensual entre os seus pares, a sua vida causava dúvidas morais. Mas talvez mesmo por isso, por representar alguém que, não sendo o ideal de comportamento, seria depois reconhecido pela sua genialidade. Camões "representava justamente o génio da pátria, representava Portugal na sua dimensão mais esplendorosa e mais genial."


Com a celebração do 10 de Junho, “os republicanos de Lisboa tentaram evocar a jornada gloriosa que tinham sido as comemorações camonianas de 1880, uma das primeiras manifestações das massas republicanas em plena monarquia”. Pode ter havido aqui também uma tentativa dos defensores da República se afastarem das comemorações religiosas do 13 de junho, mas tal nunca foi conseguido e, as duas datas, começaram a coexistir apesar da sua proximidade: uma destacando o santo casamenteiro e a outra destacando um galanteador, Camões.


A queda da República e a ascenção da ditadura viriam a mudar um pouco as coisas, embora se tivessem mantido alguns feriados. Esta dazta passou a ser conhecida "como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça," destaque dado por "Oliveira Salazar, na inauguração do Estádio Nacional em 1944," impondo esta denominação como uma celebração "em memória das vítimas da guerra colonial." Salazar manteve Camões pelo nacionalismo implícito na sua obra . mas, tenho aqui para mim, que Camões seria censurado se tivessem sido contemporâneos.


Em 1963, este feriado passa a destacar o trabalho das Forças Armadas Portuguesas e exalta a "guerra" e o "poder colonial." Depois de 1974, a segunda republica deixa de se rever neste feriado, da forma como é celebrado e, querendo distanciar-se dos ideais impostos pela ditadura, converte a data a partir de 1978, no "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas."


Esta data comemora-se um pouco por todo o mundo - onde existam portugueses. Aqui, quando falamos em comunidades portuguesas, não nos estamos a cingir apenas a território geográficos que já tenham pertencido a Portugal ou onde ainda se fale a língiua, mas a todos os locais onde vivam portugueses.


Fontes:


https://nisefa.wordpress.com/2008/06/09/sabia-que-10-de-junho/


 

Dia de Camões

Hoje é dia de Portugal, feriado nacional, mas também é dia de Camões. Dia do grande poeta - adorado por uns e odiado por outros.


Pensa-se que a primeira referência a esta data, tenha surgido em 1880, através de um decreto real de D Luís. I que declara "Dia de Festa Nacional e de Grande Gala". Esta data seria uma forma de "comemorar apenas nesse ano os 300 anos da hipotética data da morte de Luís de Camões, 10 de junho de 1580." 


Mais tarde, apenas na consagração da República - e iniciaçmente apenas em Lisboa - se voltaria a dar importância a esta celebração. Mas qual a razão de, entre tantos escritores e poetas portugueses, se destacar Camões? É que o seu nome não teria sido consensual entre os seus pares, a sua vida causava dúvidas morais. Mas talvez mesmo por isso, por representar alguém que, não sendo o ideal de comportamento, seria depois reconhecido pela sua genialidade. Camões "representava justamente o génio da pátria, representava Portugal na sua dimensão mais esplendorosa e mais genial."


Com a celebração do 10 de Junho, “os republicanos de Lisboa tentaram evocar a jornada gloriosa que tinham sido as comemorações camonianas de 1880, uma das primeiras manifestações das massas republicanas em plena monarquia”. Pode ter havido aqui também uma tentativa dos defensores da República se afastarem das comemorações religiosas do 13 de junho, mas tal nunca foi conseguido e, as duas datas, começaram a coexistir apesar da sua proximidade: uma destacando o santo casamenteiro e a outra destacando um galanteador, Camões.


A queda da República e a ascenção da ditadura viriam a mudar um pouco as coisas, embora se tivessem mantido alguns feriados. Esta dazta passou a ser conhecida "como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça," destaque dado por "Oliveira Salazar, na inauguração do Estádio Nacional em 1944," impondo esta denominação como uma celebração "em memória das vítimas da guerra colonial." Salazar manteve Camões pelo nacionalismo implícito na sua obra . mas, tenho aqui para mim, que Camões seria censurado se tivessem sido contemporâneos.


Em 1963, este feriado passa a destacar o trabalho das Forças Armadas Portuguesas e exalta a "guerra" e o "poder colonial." Depois de 1974, a segunda republica deixa de se rever neste feriado, da forma como é celebrado e, querendo distanciar-se dos ideais impostos pela ditadura, converte a data a partir de 1978, no "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas."


Esta data comemora-se um pouco por todo o mundo - onde existam portugueses. Aqui, quando falamos em comunidades portuguesas, não nos estamos a cingir apenas a território geográficos que já tenham pertencido a Portugal ou onde ainda se fale a língiua, mas a todos os locais onde vivam portugueses.


Fontes:


https://nisefa.wordpress.com/2008/06/09/sabia-que-10-de-junho/


 

domingo, 20 de maio de 2018

"Rapariga com brinco de pérola"

"Rapariga com brinco de pérola" foi um dos pequenos romances que li durante o verão de 2010, altura em que estava com tempo e gravidíssima! Esta é a história de um quadro, de uma obra de arte, soberbamente narrada por Tracy Chevalier.



A história tem início em 1665. Depois do pai ficar cego devido a uma explosão, a jovem Griet de apenas 17 anos, é obrigada a trabalhar para sustentar a família. Como normal naquela época, está-lhe reservado torna-se criada na casa de Johannes Vermeer, em Delft. Vermeer é um pintor e apesar daquilo que os separa, a sua atenção começa a voltar-se para a  jovem Griet. Apesar das diferenças dos dois mundos, Vermeer leva-a para o mundo da arte, e ela torna-se a sua musa. Nesta próspera cidade holandesa,, tudo tinha uma ordem pré-estabelecida, ou seja, ricos e pobres, católicos e protestantes, patrões e criados, todos sabiam o seu lugar.


O papel de Griet era apenas o de fazer a lida doméstica e tomar conta dos seis filhos do pintor. A mulher de Vermeer, Catharina, mostra ter ciúmes de Griet, uma atrativa jovem com talento artístico, e a fiel empregada da avó começará a vigiar todos os seus movimentos.


Ninguém esperava, porém, que as suas maneira delicadas, a sua perspicácia e o fascínio demonstrado pelas pinturas do mestre a arrastariam inexoravelmente para o mundo dele. Mas, à medida que a rapariga se tornava parte integrante da sua obra, a intimidade crescente entre ambos ia espalhando tensão e decepção na casa e adquiria a proporção de um escândalo em toda a cidade. A menina torna-se mulher quase sem se aperceber, deixando-se levar por uma forte admiração que, da parte dela, se confunde com o amor. 


Sobre a autora:


Tracy Chevalier nasceu em Washington D.C., mas aos 22 anos foi viver para Londres, onde reside atualmente com o marido e o filho.


Tem um mestrado em Escrita Criativa pela Universidade de East Anglia e é uma autora muito acarinhada pelo público e pela crítica. Com o seu segundo romance, A Rapariga do Brinco de Pérola, recebeu o Barnes and Noble Discover Award.


Fontes:


https://www.wook.pt/autor/tracy-chevalier/17004


 


"D. Maria II"

No seguimento da leitura de D. Maria I, procurei agora pela história de D. Maria II, de Isabel Stilwell. Neste romance, à semelhança dos ant...