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"Prometo perder"

Ouvi falar muito de Pedro Chagas Freitas, e fiquei com uma grande expetativa para ler este livro. Comecei este livro durante o verão de 2019 (faz agora um ano) e fui lendo a pouco e pouco, uma vez que de facto não me entusiasmou assim tanto. Fui desfolhando, saltando páginas, voltando atrás. Não me identifiquei com o tipo de escrita, embora reconheça todo o mérito e qualidade do escritor Pedro Chagas Freitas, para quem goste realmente deste estilo solto. Eu sou mais de romances, thrillers e coisas mais densas e com história. No entanto, reconheço que me identifiquei com algumas das suas frases, tais como este pequeno excerto - "E começar. Começar todos os dias. Como se fosse a primeira vez. E porque é mesmo a primeira vez. Começar. O projeto, a relação, a ideia, o caminho, a aprendizagem." Não será o que faço todos os dias?

"Quarentena"

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Este foi uma daquelas leituras inesperadas. Estava com três horas livres e um pouco longe de casa, então levei um dos livros que encontrei no meu trabalho e acabei por o ler de uma enfiada. O livro já não era novo e por isso, não poderia ser sobre esta quarentena em particular, mas estamos a viver o tema e tanto na literatura como no cinema (televisão) encontramos as referências. Escrito pelo autor inglês Jim Crace, conta de uma foma inesperada (pelo menos para mim) a história de um homem que passa 40 dias no deserto, sujeito a adversidades e tentações. Esse homem era Jesus. Na companhia de um bando de personagens malucos e fanáticos, Jesus é um jovem galileu com poucos estudos, e muito teimoso que acaba (quase) morrendo de fome e sede.  Mas a personagem que achei mais forte e que mais lutou, foi a mulher. Grávida, abusada e agredida pelo marido, abandonada pelos familiares quando o seu marido adoeceu e ficando sozinha, a cuidar dos preparativos para enterrar o defunto que, inesper...

"Retrato mortal"

Nora Roberts publica este livro sob o pseudónimo de J. D. Robb que pertence à série "Mortal". Eve Dallas recebe a notícia de uma morte violenta. O cadáver de uma jovem foi deixado numa lixeira. Horas antes, a repórter Eve Dallas repórter tinha recebido um conjunto de fotografias da mulher assassinada, que vem a descobrir mais tarde, terem sido tiradas com a jovem já morta. Além da busca pelo verdadeiro responsável pela morte, Eve depara-se com outras situações inquietantes. Ao mesmo tempo, o marido,  Roarke, parte em busca da sua verdadeira identidade, indo à Irlanda procurar pela sua verdadeira mãe e pela razão porque fora abandonado em pequeno. Histórias do dia a dia "banal" de uma família com as suas incertezas, com o cansaço do trabalho, com a alegria dos momentos felizes, mas com muito mais tecnologia. Um livro que explora a linha que a evolução da sociedade e da tecnologia, não vai mudar essa mesma sociedade no que respeita às relações humanas. O crime será di...

"O estilete assassino"

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Neste livro, Ken Follett, descreve a forma como um espião ao serviço de Hitler, descobre os planos, os fotografa e tenta entregar as provas de que os grandes ajuntamentos militares eram apenas fictícios, falsos tanques que "invadiam" os arrabaldes. A sua fuga leva ao assassínio de quem se atravesse no seu caminho, mas é uma mulher quem lhe dá mais luta, uma luta interior contra si mesmo e uma luta física contra uma adversária que se torna numa verdadeira heroína.  Um thriller emocionante que fala sobre a preparação dos desembarques na Normandia, que ocorreram na terça-feira, 6 de Junho de 1944, e que consistiram na invasão dos Aliados da Normandia na Operação Overlord durante a Segunda Guerra Mundial. Com o nome de código  Operação Neptuno  e muitas vezes referido como o  Dia D , foi a maior invasão por mar da história. A operação deu início à libertação dos territórios ocupados da Europa noroeste pelos alemães do controlo nazi e implantou os alicerces da vitór...

10 anos sobre a morte de José Saramago

Passam hoje 10 anos sobre a morte de um dos maiores escritores portugueses, um ícone da literatura portguesa, nem sempre consensual mas que ainda hoje tem muitos seguidores e faz parte dos currículos escolares. Saramago faleceu a 18 de junho de 2010 na sua residência de Lanzarote, com 87 anos de idade, em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O seu corpo foi cremado e os seus restos mortais trazidos de Lanzarote,  no arquipélago espanhol onde vivia com a sua esposa desde 1993, para Lisboa. Falar de Saramago é quase impossível sem nos esquecermos de referir um ou outro feito importante. Homem das letras e da cultura, defendeu sempre os seus ideais e as suas obras são um reflexo disso mesmo. De origem humilde, trabalhou e estudou para chegar onde chegou, foi reconhecido em Portugal e no esstrangeiro com diversos prémios e galardões. Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga, na Golegã, a 16 de Novembro de 1922, filho de  José de Sousa, jornaleiro, e Maria d...

"Deixei-te ir"

Existem livros bons e depois existem aqueles que me agarram da primeira à última página. Foi esse o caso. Clare Mackintosh consegue através da sua escrita exemplar e expressiva transmitir-nos o que as personagens estão a sentir. Uma história emocionante que se baseia num caso real e onde descreve o trabalho de investigação da polícia, a sua vida privada. Este romance reflete a dor de uma mãe que perde um filho num trágico acidente, do qual se culpa todos os dias. E também a dor de uma mulher que tem a culpa nas mãos e se arrisca a ir presa, levando-a entrar em fuga para tentar começar uma vida nova, noutra cidade em que não a conheçam. O porquê desta fuga, apesar de podermos pensar que se de apenas ao sentimento de culpa que sente, tem outro motivo forte por trás. E vamos descobrir que a dor de ir presa é menor do que a dor de continuar a sua fuga à violência doméstica. Um livro que desde a primeira página é cheio de emocões, que me levou às lágrimas e me fez sentir uma revolta imensa ...

"A rapariga no comboio"

Vi várias pessoas com este livro e, quando perguntava, todas me diziam que eram muito bom. Por isso, assim que me foi possivel, comprei-o (em segunda mão, a uma amiga que ia viajar).  A "Rapariga" que viaja num comboio todos os dias, fingindo ir e vir de um trabalho que já perdeu, como tantas outras coisas, devido ao problema do álcool que domina os seus dias. O seu entretenimento é observar as pessoas e as casas, em especial, quando o comboio passa perto da sua antiga casa, da sua antiga vida, da qual não consegue de forma nenhuma separar-se. Apesar de perceber que está a cometer uma sucessão de erros e de mentiras, ela envolve-se na vida do casal que observa pela janela do comboio, que só por acaso vive ao lado do seu ex-marido e da sua nova família, na casa que antes era sua.  Este é um pequeno resumo da história e não posso contar muito mais porque perderiam o interesse da leitura. Eu, pessoalmente, criei muitas expetativas ao lono da história e depois acabei por me senti...